Dois anos depois do acidente do voo Rio-Paris, que causou 228 mortos de 32 nacionalidades, os restos de parte das vítimas chegaram a França.
Cento e quatro corpos foram resgatados nas últimas semanas em águas brasileiras, chegaram esta manhã de navio a Bayonne, no sudoeste da França.
As famílas das vítimas encontram-se também no local para participarem no processo de identificação que pode durar meses e que está a criar algum conflito entre os familiares.
“Certas famílias, e eu próprio incluido, concluimos que as autoridades acabam de efectuar um excelente trabalho. Foi notável o fato de terem conseguido encontrar os restos do avião, as caixas negras e mesmo parte dos corpos. Mas é claro que há outras famílias que dizem que foi tudo muito lento e mostram alguma desconfiança”.
O barco fretado pelo Organismo de Investigação e Análises (BEA) concluiu no dia 3 de junho as operações de resgate de parte corpos e partes do Airbus A330 a 3.900 m de profundidade no Oceano Atlântico.
Os outros corpos permanecem entre os restos do avião.
Os investigadores da BEA trabalham atualmente com os dados contidos nas caixas-pretas resgatadas no início de maio.
Um relatório deverá ser apresentado no final de julho.