Um homem que pode ser Ratko Mladic, antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia procurado há anos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, foi detido na Sérvia, noticiou a radiotelevisão sérvia B92.
O Presidente da Sérvia confirmou, hoje, em conferência de imprensa, a detenção no país de Ratko Mladic, antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia procurado há anos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Mladic usava o nome falso Milorad Komadic, disse a televisão sérvia B92.
"Em nome da República da Sérvia posso anunciar a detenção de Ratko Mladic. O processo de extradição está em curso", disse o Presidente sérvio, Boris Tadic, em referência à transferência do detido para o Tribunal Penal Internacional de Haia (Holanda), onde será julgado.
A operação para a detenção foi lançada a partir de uma informação segundo a qual o homem que se auto-denominava Milorad Komadic "possuía alguns documentos de identificação de Ratko Mladic e era fisicamente muito parecido com ele", noticiou a B92.
Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou a importância da detenção para o futuro político da Sérvia.
"Caso seja verdade, consideramos que a Sérvia compreendeu a importância da reconciliação com a sua História e o seu povo e que decidiu que quer de forma concreta aprofundar o seu caminho europeu", afirmou.
A detenção do comandante era uma das condições colocadas por Bruxelas para negociações sérias de adesão do país à UE.
Ratko Mladic comandou as forças sérvias na guerra da Bósnia (1992-1995) e foi indiciado, em 1995, pelo genocídio de cerca de oito mil homens e rapazes muçulmanos, durante o cerco de Sarajevo (que durou 43 meses).
A operação para a detenção foi lançada a partir de uma informação segundo a qual o homem que se auto-denominava Milorad Komadic "possuía alguns documentos de identificação de Ratko Mladic e era fisicamente muito parecido com ele", noticiou a B92.
Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou a importância da detenção para o futuro político da Sérvia.
"Caso seja verdade, consideramos que a Sérvia compreendeu a importância da reconciliação com a sua História e o seu povo e que decidiu que quer de forma concreta aprofundar o seu caminho europeu", afirmou.
A detenção do comandante era uma das condições colocadas por Bruxelas para negociações sérias de adesão do país à UE.
Ratko Mladic comandou as forças sérvias na guerra da Bósnia (1992-1995) e foi indiciado, em 1995, pelo genocídio de cerca de oito mil homens e rapazes muçulmanos, durante o cerco de Sarajevo (que durou 43 meses).
