sexta-feira, 10 de julho de 2009

Autoridades chinesas reprimiram com mão-de-ferro manifestantes em Xinjiang

As últimas horas na cidade de Urumechi, na capital da província de Xinjiang, no noroeste da China, foram de grande violência. A repressão das autoridades chinesas já resultou em 140 mortos, 800 feridos e a detenção de centenas de manifestantes.
O departamento de segurança pública chinês garante que são 100 os responsáveios pelos tumultos em Urumqi. Nas ruas da capital da provincia de Xinzhian estiveram, no entanto, milhares de pessoas.
Numa conferência de imprensa, o porta-voz do gorverno regional admitiu que o número tem tendência a aumentar, mas estão já confirmados 140 mortos e 800 feridos. Das vítimas mortais, 57 morreram na zona dos confrontos.
O número de detenções efectuadas também já está nas várias centenas, mas a polícia procura ainda 90 pessoas que considera estarem por detrás dos confrontos.
Pequim garante que quem começou com as manifestações foram membros da etnia uigúre, que representa mais de 50 por cento da população naquela região que são muçulmanos de origem turca e que se queixam continuamente de perseguições por parte das autoridades chinesas e também de não terem liberdade religiosa.
Há ainda outro motivo que leva regularmente os uigúres a protestar. Tal como no Tibete, o governo central chinês fomenta a imigração para aquela zona de membros de outro grupo etnico, os Han, a grande etnia na China, não permitindo aos uigures o acesso a cargos políticos, nem mesmo na região onde ainda são a maioria.
Desta vez, na origem dos protestos, que duraram toda a noite deste domingo, esteve a morte de dois uigúres numa fábrica chinesa na capital desta província.
A televisão oficial chinesa já transmitiu imagens impressionantes dos confrontos. Vêem-se civis cobertos de sangue, carros a arder ou já completamente carbonizados e ainda manifestantes a atacar com pedras a polícia chinesa.
Entretanto e segundo a France Press, a calma já regressou à capital Xinjiang, mas a presença das forças da ordem é ainda visível. O acesso à internet foi também desligado pelas autoridades chinesas