quinta-feira, 28 de maio de 2009

COREIA DO NORTE - VIDEOS NOTICIAS





Reunião Ásia-Europa termina com condenação à Coreia do Norte

Hanói, 26 mai (EFE).- Os mais de 40 Governos que fazem parte do Fórum Ásia-Europa (Asem) condenaram hoje em Hanói o teste nuclear da Coreia do Norte e pediram a Pyongyang que retome o diálogo diplomático pela desnuclearização da península coreana.



"Os ministros condenam o teste nuclear de 25 de maio da Coreia do Norte, que constitui uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", diz a declaração final da reunião de ministros de Assuntos Exteriores do Asem, realizada durante dois dias na capital vietnamita.



"Os ministros urgem firmemente a Coreia do Norte a não realizar nenhum teste nuclear mais e cumprir devidamente as resoluções e decisões da ONU", diz ainda a nota, promovida pela delegação do Governo japonês enviada a Hanói.



O regime comunista norte-coreano fez na madrugada de ontem seu segundo teste nuclear e conquistou a atenção dos diplomatas enviados a Hanói, tirando o foco da crise econômica, que aparecia como tema principal da reunião.



O Conselho de Segurança da ONU condenou o teste nuclear, da mesma forma que tinham feito horas antes os ministros do Asem, liderados pela Coreia do Sul, que está tecnicamente em guerra com o Norte há meio século.



O regime de Pyongyang respondeu às críticas internacionais com o lançamento de vários mísseis e o anúncio de que seu Exército está preparado para uma batalha contra qualquer tentativa de "ataque preventivo" por parte dos Estados Unidos, segundo informou a agência estatal de notícias "Yonhap".



Outro assunto que ocupou lugar de destaque nas conversas do Asem foi a situação dos direitos humanos em Mianmar e, especialmente, o julgamento contra a líder da dissidência e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que viveu 13 dos últimos 19 anos reclusa.



O trabalho diplomático feito pelas delegações europeias conseguiu que a declaração final incluísse o tema birmanês.



"Os ministros pediram a libertação urgente dos detidos e que sejam levantadas as restrições aos partidos políticos", diz o texto, que também solicita "ao Governo birmanês que prepare e dirija eleições plurais em 2010, livres e limpas".



O pedido acontece no momento em que Suu Kyi, de 63 anos, é julgada em um presídio por ter violado as condições da prisão domiciliar, um delito penalizado com até cinco anos de reclusão.



Os ministros europeus e japonês fizeram ontem uma chamada à libertação de Suu Kyi de uma maneira muito mais taxativa, depois de se reunirem com o chanceler birmanês, Nyan Win, em Hanói.



No entanto, a menção na declaração final ganha especial importância já que entre os signatários se encontram vários vizinhos do regime birmanês.



O comunicado da nona reunião de chanceleres do Asem também inclui um parágrafo dedicado à Aliança de Civilizações promovida pelo presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.



"Os ministros expressaram seu apoio à Aliança de Civilizações e deram as boas-vindas aos resultados do fórum realizado em Istambul em abril de 2009, que ofereceu um local para manter um diálogo global e inclusivo", assegura o texto.



A Aliança de Civilizações é o nome pelo qual se conhece a proposta feita em 2004 por Zapatero perante a ONU que defende o estabelecimento de laços entre Ocidente e o mundo muçulmano a fim de combater o terrorismo por uma via diferente da militar.



O Asem é uma iniciativa dedicada a impulsionar a cooperação entre ambos os continentes. Do grupo, fazem parte, além dos 27 países da União Europeia, China, Coreia do Sul, Índia, Japão, Mongólia, Paquistão e os membros da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Laos, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã). EFE

História da Coreia do Norte

História da Coreia do Norte


A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano.

A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coréia do Norte invadiu a Coréia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.

Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coréia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer.

Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.


Da divisão à Guerra da Coréia

O comitê provisório popular da Coréia do Norte exerce as funções de governo provisório. A lei sobre a reforma agrária de 5 de março de 1946 aboliu a propriedade feudal. A lei de 10 de agosto de 1946 nacionalizou as grandes indústrias, os bancos, os transportes e as telecomunicações. O primeiro código do trabalho foi estabelecido pela lei de 24 de junho de 1946. A lei de 30 de julho de 1946 proclamou a igualdade dos sexos. Uma campanha de alfabetização foi iniciada em 1945.

A divisão da Coréia, desde a capitulação japonesa em 1945, estabeleceu os soldados soviéticos e americanos em partes diferentes divididos pelo trigésimo oitavo paralelo, ao final de 1948. Ao sul, os Estados Unidos colocaram em prática uma administração militar direta, e uma organização de eleições em 10 de maio de 1948, que conduziu à proclamação da República da Coréia, em 15 de agosto de 1948.

Depois da Pyongyang de uma conferência, reunindo as organizações da Coréia do Norte e do Sul, em abril de 1948, as eleições legislativas (organizadas clandestinamente ao Sul) foram feitas em 25 de agosto de 1948. Em 9 de setembro de 1948, a Assembléia popular proclama a República popular democrática da Coréia à Pyongyang.

A Guerra da Coréia
Depois de um rápido avanço das tropas norte-coreanas comandadas por Kim Il Sung, que ocuparam logo quase toda peninsula, a exceção de uma ponta à Pusan, as forças americanas e de outros países ocidentais se uniram sob a bandeira da Organização das Nações Unidas em 7 de julho de 1950 : o boicote pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (ou URSS), do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da Organização das Nações Unidas permitiram ao Estados Unidos de considear a Coréia do Norte como agressor e de fazer votar uma intervenção das Nações Unidas. A contra-ofensiva americana invadiu a Coréia do Norte em 26 de outubro de 1950. O armisticio assinado em Panmunjeom em 27 de julho de 1953 está ainda em vigor até os dias de hoje, na ausência de um tratado de paz.




조선 민주주의 인민 공화국



(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)


República Democrática Popular da Coreia

Lema:



강성대국
"Cada um tem a certeza de ganhar se acreditar e depender do povo"
Hino nacional: Aegukka
(canção patriótica)
Gentílico: norte-coreano








Capital - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Cidade mais populosa - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Língua oficial - coreano
Governo - República socialista Juche
- Presidente Kim Yong-nam
- Líder do Comité de Defesa Nacional Kim Jong-il
- Primeiro-ministro Kim Yong-il
Independência do Japão
- Declarada 15 de Agosto de 1945
- Reconhecida 9 de Setembro
Área
- Total 120.540 km² (96º)
- Água (%) 0,1

Fronteira

Coreia do Sul
China
Rússia


População
- Estimativa de 2009 : 22.665.345 hab. (52ºº)
- Densidade : 182,25 hab./km² (41ºº)
PIB (base PPC) : Estimativa de 2007 (est.)
- Total : US$40,00 bilhões USD (89º)
- Per capita : US$1,700 USD (156º)
Indicadores sociais
- Gini (2008) : 31 – baixo
- IDH (1998) : 0.766 (º) – médio
- Esper. de vida : 71 anos (125º)
- Mort. infantil : 19.86/mil nasc. (103º)
- Alfabetização : 100 %% (º)
Moeda : Won norte-coreano (KPW)
Fuso horário : (UTC+9)
Cód. ISO: .kp
Cód. Internet :
Cód. telef. :++850

domingo, 17 de maio de 2009

Médio Oriente: Israel autoriza delegação de extrema-direita a deslocar-se a sector de Hebron


Jerusalém, 17 Mai (Lusa) - O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, autorizou a deslocação, segunda-feira, de uma delegação de parlamentares de extrema-direita a um sector de Hebron, na Cisjordânia, ocupado por Israel, anunciou hoje o seu porta-voz.
"O ministro da Defesa [trabalhista] Ehud Barak respondeu favoravelmente a um pedido de (4) deputados da União Nacional que pretendem efectuar uma visita a Hebron e à Caverna dos Patriarcas", lugar venerado por judeus e islâmicos, afirmou Ronen Moshe.
"Contudo, Barack não autorizou que os deputados penetrem na parte da cidade sob controlo da Autoridade Nacional Palestiniana", frisou.

Tchechénia: Três rebeldes mortos em operação contra grupo de insurrectos


Moscovo, 17 Mai (Lusa) - Três rebeldes foram mortos por forças da ordem, perto da Tchechénia, república do Cáucaso russo, refere hoje a agência Interfax, que cita o dirigente tchecheno pro-Kremlin, Ramzan Kadyrov.
"Três rebeldes foram eliminados. Algumas informações dão conta de outros mortos e feridos entre os rebeldes", adiantou Kadyrov, citado pela Interfax.
Os rebeldes foram mortos na Ingúchia, região adjacente à Tchechénia, duas repúblicas de maioria muçulmana, sublinha a Interfax.

Links com detalhes sobre tropas históricas ou que adquiriram renome nos campos de batalha.

100th Bomb Group (H) - Autor: 100th Bomb Group Foundation

Descrição: Site Oficial do Centésimo Esquadrão de Bombardeiros B-17


A Estrela da África - Autor: Wolfgang Garlipp

Descrição: Página sobre a atuação do 27o. Grupo de Caça Alemão no Norte da Africa, com destaque para o ás Hans J. Marseille.

Afrika Korps - Autor: n.d.

Descrição: site sobre o Afrika Korps com fotos e historias obs: todo em alemão


Afrikakorps - Autor: Ricardo Fan

Descrição: O Deutsches Afrikakorps (ou simplesmente Afrika Korps ou DAK) foi o comando alemão que controlava as divisões Panzer na Líbia durante a Campanha do Norte da África durante a Segunda Guerra Mundial [entre 1941 a 1943]. Foi formado a 19 de Fevereiro de 1941, após o OKW ter decidido enviar uma força expedicionária para ajudar o exército italiano, que tinha sido alvo da contra-ofensiva britânica, a operação Compasso. A força expedicionária alemã, comandada por Erwin Rommel, no início consistia do 5º Regimento Panzer e de várias outras pequenas unidades. Site com fotos e informações.

FEB - Força Expedicionária Brasileira - Autor: Roberto Graciani

Descrição: Homenagem a FEB e a Raul Graciani, veterano do 8º GAC.


IJNAF - Força Aéro-Naval Japonesa - Autor: Aislan Sueyoshi

Descrição: Fala sobre a força aero-naval japonesa, com relatos e fórum sobre estratégia na frente aerea ofensiva contra a USAF.


Luftwaffe39-45 - Autor: Não informado

Descrição: O melhor site sobre a Luftwaffe, suas histórias e seus pilotos em lingua portuguesa do mundo.


O "Lapa Azul" - Autor: Durval Jr.

Descrição: Site do documentário dedicado à memória do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, da FEB, na II GM.


Sentando a Pua! - Autor: Luis Gabriel

Descrição: O Sentandoapua.com.br conta um pouco da história da FAB durante a 2ª Guerra Mundial, dando especial enfoque ao 1º Grupo de Caça e a 1ª ELO.


Tropas de Elite - Autor: Carlos David

Descrição: A mais completa homepage sobre as tropas de elite de todos os tempos. Ricamente ilustrada com fotos e desenhos e repleta de informações. Contém uma seção especial sobre tropas brasileiras.

Sites específicos sobre as armas (navais, aéreas ou terrestres) usadas nos grandes conflitos.


Achtung Panzer! - Autor: George Parada
Descrição: Ótimo site sobre tanques alemães, tem bastante informações e fotos.
Aeroestampas - Autor: Aroldo
Descrição: Os primeiros aviões da história da aviação, aviões de combate da I e II guera mundial.
Bismarck - Autor: Pedro Antunes
Descrição: Página dedicada ao famoso Couraçado Alemão da 2ª Guerra Mundial.
F. Prado - Autor: Fábio Prado
Descrição: Sobre tanques de guerra, novos e antigos.
gunpics.net - Autor: gun pictures .net
Descrição: site sobre armas da segunda guerra com fotos espetaculares.
luft46 - Autor: Dan Johnson
Descrição: Site em ingles.Fala dos projetos que a Luftwaffe tinha para 1946,caso a guerra continuasse.
Military Power Review - Autor: George Abbud
Descrição: Assuntos militares em geral, história militar, tropas de elite, uniformes, aviões de combate, tanques, emblemas e fotos.
Nahverteidigungswaffe - Autor: Marco Aulette
Descrição: Coletânea de fotos coloridas de carros de combate apresentados nos principais museus sobre o assunto no mundo.
Portal Militar - Autor: Cesar do Rosario Ferreira
Descrição: Descrição detalhada de todos os veículos e aeronaves utilizadas no Brasil pelas suas FA´s e Forças Policiais. Muitas fotos, informações e perfis.
PzKpfw V Panther - Autor: Wolfgang Garlipp
Descrição: Breve histórico sobre a criação e desenvolvimento do tanque médio alemão "Panther" na 2a.Guerra Mundial
Railway Gun Web Museum - Autor: N. Robinson
Descrição: Sítio sobre artilharia ferroviária, incluíndo trens blindados, de diversos países. Inclui dados sobre o Dora, o maior canhão já produzido e usado no cerco de Sebastopol.
Screenshotart - Autor: Marco Antonio Aulette
Descrição: Site de Arte digital. Uma quantidade massiva de arte baseada na aviação da 2ª Grande Guerra Mundial
The Armor Site! - Autor: fprado
Descrição: Sobre tanqwues de guerra novos e antigos
The WWII Fighter Gun Debate - Autor: Ted Bradstreet
Descrição: Excelente sítio discutindo armamento (canhões e metralhadoras) para aviões.
U47.org - Autor: Rick D. Joshua
Descrição: Site em inglês dedicado ao submarino alemão U47 e seu comandante, e claro a scapa flow
WARBIRDS - Os Lendários Combatentes da SGM - Autor: Júlio César Guedes Antunes
Descrição: Artigos suscintos sobre aeronaves de combate da Segunda Guerra Mundial, originárias da Alemanha, EUA, Inglaterra, Itália, URSS, Holanda, Polônia, Japão, França e Brasil.

Sites sobre jogos voltados aos temas da primeira e segunda guerras mundiais.



Navy Field - Autor: Stephano Ramos
Descrição: Este é o site do jogo Navy Field. Trata-se de um jogo de estratégia naval online, em tempo real, ambientado na 2ª Guerra Mundial.

- = T C H E = - - Autor: Vitor "HaRaMiZ" Souza
Descrição: Clan de Battlefield 1942.

1 st Brazilian Fighter Squadron - Autor: Julio Cesar e outros
Descrição: É um site dedicado ao Primeiro Grupo de Caça que lutou na WWII no front da Italia. Reproduzimos os confrontos no simulador IL-2 Sturmovik da UBI Soft. Preservamos a historia da nossa aviaçao de caça da WWII, principalmente reproduzindo texturas historicas do famoso P47D

Battlefield Central - Autor: indicado por Marcelo Kufi Küfner
Descrição: Site que congrega os jogadores brasileiros do Battlefield 1942.

Battlefront - Autor: Indicado por Tiago Constantino
Descrição: Site em que se pode fazer downloads de jogos de estratégia, do tipo "Combat missiom: beyond overlord".

Brazilian Clan - Autor: K1LL1nG
Descrição: Site do clan Brazilian Clan do jogo Call of Duty 2 e Call of Duty United Offensive. ! MaiS QuE UM ClaN! UmA FamiliA!

Clan Circulo de Fogo =CF= - Autor: =CF=Dark_RS
Descrição: Clan brasileiro do jogo Medal of Honor Allied Assault.

Clan KRAS de MOHAAS - Autor: Kras
Descrição: Site do clan Kras do jogo Medal Of Honor Allied Assault SpearHead

Clan Method Of Destruction - Autor: Casanova
Descrição: Um clan formado não apenas por jogadores e sim por uma grande familia.

Cockpit News - Autor: Fabiano
Descrição: O Seu jornal On-Line de Simuladores de vôo de combate! Jogos, Dicas e informações sobre WWII e Aviação. Atualizado regularmente.

Frango Atiradores - Autor: Ian Sierra
Descrição: Site dedicado ao popular jogo Medalha de Honra.

Guerra Mundial - Autor: cabelinhu
Descrição: Jogo do tipo Web-Based baseado em fatos da Guerra. Você comanda um impérios, suas tropas e seus setores e tem o objetivo de destruir os impérios inimigos e se tornar o melhor império!

Hey Boys Clan - Site Oficial - Autor: Bussarello - Membro Oficial
Descrição: Site oficial de um clan de Medal of Honor Allied Assault™ Não é somente um Clan, e sim uma familia... "A Nossa maior luta é pela conquista da amizade."

PanzerDivision - Real Time Strategy Games - Autor: Ricardo F. A. Vianna
Descrição: Fan site de um dos melhores jogos de RTS - Blitzkrieg e Sudden Strike. Com aspectos comerciais como, por exemplo: T-Shirts com temas militares.

Saints Or Soldiers :: Clan - Autor: Vinicius
Descrição: Fórum de discussão sobre o jogo Call of Duty 2. O clan está atualmente recebendo novos membros.

SDF CLAN SH - Autor: SDF
Descrição: site do clan SOLDADOS DE FORÇA do jogo medal of honor spearhead.

Sentai Kamikaze Brasil - Autor: SK_FlashBack
Descrição: Grupo aéreo virtual da segunda guerra mundial, simulando em IL2 FB + AEP + PF, voando pelas forças do eixo, honrando o Império Japonês, comandante Hamasaki, sub. c. Ronin. Nosso site possui dados técnicos, fotos e informações gerais sobre a IJNAF e seu braço aéreo da JAAF no conflito da 2ºGM.

The Blitzkrieges - BF1942 - Autor: Victor L.
Descrição: Site do jogo BattleField 1942

UMGC: União Mega Gamers Clan - Autor: Gustavo Licks Henke
Descrição: Site do clã de Call of Duty 2 União Mega Gamers Clan. Site em Update, aguarde...

VF-1 - Autor: Marco Antonio Aulette
Descrição: Site sobre o esquadrão virtual VF-1 (combatendo na arena virtual Warbirds-FHR e IL-2 Forgotten Battles), criado em homenagem ao esquadrão homônimo da Marinha do Brasil. Contém informações, notícias e links relacionados à aviação.

War machine - Autor: Shion Apolo
Descrição: Site de Clã de BF1942. Somos na maioria de Caxias do Sul, RS, mas temos jogadores de vários lugares do país em nossa equipe.

[AMI] - BF Team - Autor: RivolTa
Descrição: Equipe do jogo BattleField 1942, inspirado na 2ªGM. Para maiores detalhes e organização, em nosso site.

SoH - Soldiers of Honor - Autor: SoHZacca
Descrição: Site do Clan SoH - Soldiers of Honor. Um clan de Medal of Honor Spearhead, e Call of Duty 2.

Guerra do Iraque


Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos entraram em alerta contra seus possíveis inimigos. Empreenderam uma guerra contra os afegãos derrubando o governo talebã, mas não conseguiram capturar o terrorista Osama Bin Laden. Paralelamente, o presidente George W. Bush criou a Lei Antiterrorismo, pela qual o Estado teria o direito de prender estrangeiros sem acusação prévia e violar determinadas liberdades individuais.Nesse mesmo período, o governo norte-americano conseguiu a liberação de fundos do orçamento para o investimento em armas, no valor de 370 bilhões de dólares. Com o passar do tempo, o fracasso na captura de Bin Laden direcionou atenção do governo norte-americano contra outros possíveis inimigos dos EUA. O chamado “eixo do mal” teria como alvos principais alguns países como Irã, Coréia do Norte e Iraque. Este último, comandado por Saddam Hussein, foi o primeiro a ser investigado pelos EUA. No ano de 2002, o presidente George W. Bush iniciou uma forte campanha contra as ações militares do governo iraquiano. Em diversas ocasiões, denunciou a presença de armas de destruição em massa que poderiam colocar em risco os Estados Unidos e seus demais aliados. Após denunciar a produção de armas químicas e biológicas no Iraque, os EUA conseguiram que uma delegação de inspetores das Nações Unidas investigasse o estoque de armamentos controlados por Saddam Hussein.Em fevereiro de 2003, os delgados da ONU chegaram à conclusão que não havia nenhum tipo de arma de destruição em massa no Iraque. Contudo, contrariando a declaração do Conselho de Segurança da ONU, o presidente George W. Bush formou uma coalizão militar contra os iraquianos. No dia 20 de março de 2003, contando com o apoio de tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas, os EUA deram início à guerra do Iraque com um intenso bombardeio.Em pouco tempo, a força de coalizão conseguiu derrubar o governo de Saddam Hussein e instituir um governo de natureza provisória. Em dezembro de 2003, o governo estadunidense declarou sua vitória contra as ameaçadoras forças iraquianas com a captura do ditador Saddam Hussein. A vitória, apesar de “redimir” as frustradas tentativas de se encontrar Bin Laden, estabeleceu um grande incômodo político na medida em que os EUA não encontraram as tais armas químicas e biológicas.Passados alguns meses, a população iraquiana foi levada às urnas para que escolhessem figuras políticas incumbidas de criar uma nova constituição para o país. Passadas as apurações uma nova carta foi criada para o país e o curdo Jalal Talabani foi escolhido como presidente do país. Em um primeiro momento, tais episódios indicariam o restabelecimento da soberania política do país e o fim do processo de ocupação das tropas norte-americanas.No entanto, o cenário político iraquiano esteve longe de uma estabilização. Os grupos políticos internos, sobretudo dominados por facções xiitas e sunitas, se enfrentam em vários conflitos civis. Ao longo desses anos de ocupação, os Estados Unidos vem empreendendo uma batalha que não parece ter fim, pois as ações terroristas contra suas tropas continuam ocorrendo. Em 2008, com o fim da era George W. Bush existe uma grande expectativa sobre o fim da presença militar dos EUA no Iraque.

Shimon Peres aprova declarações do rei da Jordânia sobre a paz

O presidente israelita, Shimon Peres, mostrou-se "muito animado" neste domingo com as declarações do rei Abdullah II da Jordânia, por ter referido a possibilidade de 57 países reconhecerem Israel no marco de uma paz entre os árabes e os israelitas.
"Sua majestade o rei referiu-se a 57 países envolvidos na paz (...), acredito que este posicionamento é muito animador e vem num bom momento", disse Peres, durante o Fórum Económico Mundial.
O rei Abdullah disse sábado em entrevista à AFP que "57 países não reconhecem Israel, ou seja, a terça parte dos países membros da ONU, e a razão é que a ocupação continua e falta um acordo de paz".
O rei pediu uma "retirada de todos os territórios ocupados palestino, sírio e libanês, em contrapartida de relações normais com todos os países árabes".
Peres indicou por sua vez que as divergências diminuíram entre os negociadores palestinos e israelitas e podem ser superadas se forem acrescentadas algumas "ideias novas". Peres vai encontrar -se com o rei Abdullah da Jordânia.

SAPO/AFP

Guerrilha decide depor armas para acabar com combates

A guerilha Tamil anunciou no domingo que decidiu depor as armas para acabar com os combates com as tropas do Sri Lanka no nordeste da ilha
«Só nos resta uma opção: eliminar a última débil desculpa do inimigo para matar o nosso povo. Decidimos calar as nossas armas», afirmou, em comunicado, o chefe das relações internacionais da guerrilha dos Tigres da Libertação Tamil.
A nota da guerrilha Tamil foi colocada na página da Internet 'TamilNet'.
O responsável anunciou igualmente que nas últimas 24 horas 3000 civis tamiles morreram e outros 25 000 ficaram feridos e precisam de assistência médica.
«É o nosso povo que está a morrer por causa das bombas, dos ataques, das doenças e da fome. Não podemos permitir que sofram mais», acrescentou o líder da guerrilha.
O exército cingalês já tinha anunciado o resgate de todos os civis (50 000) que os Tigres de Libertação Tamil tinham como reféns no nordeste da ilha.
«Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para deter esta carnificina. Se isso significa calar as nossas armas e entrar num processo de paz, isso é algo a que já demos o nosso acordo», sublinhou.
Sábado, o Exército reivindicou ter tomado a última franja de território sob controlo dos rebeldes, cercados agora em menos de um quilómetro quadrado de terra sem saída para o mar.
De acordo com dados da Nações Unidas, 7000 civis foram mortos e 16 700 feridos entre 20 de Janeiro e 07 de Maio.

Lusa/SOL

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

1832 - Federação do Guanais


A Federação do Guanais foi uma revolução nativista ocorrida na Bahia, no ano de 1832.

Raízes do Movimento

Existia na Bahia um sólido desejo autonomista e republicano, presentes ainda no século XVIII, com a Conjuração Baiana. A partir deste movimento inicial, o ideário voltou a eclodir em revoltas e serviu de mote para congregar o povo da Bahia na luta pela Independência que, no Estado, iniciou-se antes mesmo da proclamação oficial, em 1822, e terminando somente a 2 de julho de 23.

A situação do Brasil, após a sua emancipação, continuava indefinida, com várias correntes de ideais almejando maiores transformações, agravadas sobretudo pela solução encontrada com a abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, ainda menor.

No Recôncavo Baiano fervilhavam os conciliábulos, as associações de cunho secreto projetavam levantes e revoltas, que a Corte combatia através da promoção de eventuais líderes a postos no interior remoto. Durante a Regência Trina Permanente, vários movimentos revoltosos e revolucionários ocorreram (Classificados, na historiografia, sob o título genérico de “Movimentos Nativistas”), e um deles veio finalmente a eclodir na Bahia, em 1832.

Uma breve República


A partir da Vila de São Félix, no Recôncavo Baiano, Bernardo Miguel Guanais Mineiro chefiou um violento movimento federalista que, em fevereiro de 1832, chegou a estabelecer um governo provisório.
Nove anos depois da Guerra de Independência da Bahia, as idéias republicanas e emancipacionistas que motivaram o povo baiano à luta fizeram os revolucionários que era a hora de mudar o regime, então conturbado pela indefinição de como seria o Governo, ausente o Imperador.
Adotaram uma bandeira de três palas: branca, azul e branca.
Apesar do apoio que receberam por parte dos proprietários, ainda tomados pelo forte sentimento federalista, suas forças não puderam fazer frente à resistência do poder constituído.
A reação do governo foi capitaneada pelo Visconde de Pirajá. Após três dias de lutas, os revoltosos se rendem e seu chefe, Guanais Mineiro, é mandado preso para o Forte do Mar – verdadeiro bastião de forma circular erguido numa ilha artificial para a defesa do porto de Salvador.
Em 1833, Guanais Mineiro consegue sublevar a fortificação onde estava confinado e, dali, bombardeia Salvador – foi o “canto do cisne” deste chefe revolucionário que, dali, foi mandado para o sertão baiano onde, longe das inflamações da capital, encerrou seus dias, deixando grande descendência.
O sentimento republicanoApesar do fracasso desta iniciativa, os ideais republicanos continuariam vivos no povo baiano. Eclodiu, novamente, com a Sabinada e veio a ganhar corpo no final do 2º Reinado, sob os auspícios de líderes baianos como Rui Barbosa, Cezar Zama e muitos outros, até eclodir finalmente na Proclamação de 1889.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

1832 - Guerra dos Dois Irmãos



A chamada Guerra dos Dois Irmãos é o capítulo da história do Império Inca que precede o seu epílogo com a conquista espanhola por Francisco Pizarro.

Tratou-se de uma guerra de sucessão travada entre os dois filhos do inca Huayna Capac, iniciada cerca de cinco anos após a sua morte.

Premissas da guerra

A versão mais corrente das razões primordiais desta guerra é de que Huayna Capac teria dividido o Império Inca entre seus dois filhos, em duas porções a saber�: uma maior, com sede em Cusco abrangendo os territórios ao Sul, que foi atribuida a Huascar junto com o título de Imperador (Supa inca), e outra, menor, com sede em Quito abrangendo os territórios do norte, que coube a Atahualpa por serem terras de sua mãe, uma princesa de Quito.

Nesta primeira tese raciocina-se que, afora a cupidez pelo poder, Huascar não tinha como conquistar terras mais ao sul enquanto que Atahualpa tinha futuro promissor em relação ao norte, decorrendo daí a pretensão de Huascar, que herdara o título de Supa Inca, em submeter Atahualpa, única forma de majorar seus domínios.

Entretanto historiadores de renome confutam esta versão como lenda romântica, afirmando que ao contrário de ser filho de uma princesa do norte (Quito), Atahualpa procedia também de Cusco e era filho de Huayna com uma ilustre concubina e que, em função disto, o pai o havia feito viver em Quito desde os doze anos de idade, outorgando-lhe lá importante função administrativa e o comando de um exército de cerca de 12.000 homens.

Ambas as correntes aceitam entretanto que, de fato, o título de imperador coube a Huascar, e aceitam também como fato histórico verdadeiro, a interpelação que Huascar teria feito a Atahualpa para que este viesse a Cusco prestar-lhe obediência e vassalagem.

A primeira e tradicional corrente narra que diante da interpelação, Atahualpa dissimulou obediência e vindo até próximo a Cusco, e descobertos seus planos, iniciou a agressão.

A segunda corrente afirma que Atahualpa de fato submeteu-se mas que, tendo se demorado e enviando uma comitiva a preceder-lhe, soube que esta foi brutalmente trucidada porque Huascar teria cedido aos rumores de rebelião, e prevendo igual fim, não teve alternativa senão de fato rebelar-se e partir para a ofensiva.

De qualquer forma, a guerra foi movida pelos herdeiros diretos do império e visava a obtenção de todo o poder sobre o Tawantinsuyu.

1828 - Guerras Liberais em Portugal

Guerras Liberais em Portugal

A Guerra Civil Portuguesa (1830-1834) ocorre no quadro da Crise de Sucessão ao Trono Português (1826-1834) que opôs o partido cartista, constitucionalista, ou liberal, liderado pelo ex-imperador D. Pedro I do Brasil, e ex-rei D. Pedro IV de Portugal, auto-proclamado regente do Reino em nome de sua filha a princesa do Grão-Pará, D. Maria da Glória de Bragança, depois D. Maria II, rainha de Portugal e o partido tradicionalista, legitimista, ou absolutista, encabeçado por D. Miguel I, rei de Portugal. Em causa estava a vontade de transformação de Portugal numa monarquia constitucional, o que se opunha aos princípios vigentes do legitimismo ou tradicionalismo, a que os liberais chamavam de absolutismo.

Ao morrer envenenado por arsénico (1), em 1825, D. João VI rei de Portugal, foi forjada uma carta (1) supostamente assinada pelo rei, (envenenamento, e carta, estudadas e documentadas definitivamente, nos últimos anos, cientificamente) cuja morte foi mantida em segredo no Paço durante alguns dias, com a cumplicidade do seu médico assistente, a fim de dar tempo aos preparativos políticos desejados pelos regicidas. Nesta carta apócrifa o rei indicaria como seu sucessor o seu filho D. Pedro, imperador do Brasil, e nomeava Regente do reino a Infanta D. Isabel Maria, até D. Pedro indicar as providências que tomaria a respeito da sucessão. Na realidade, nunca nenhum rei de Portugal teria poderes para designar sucessor, sem a anuência e o juramento desse sucessor pelas Cortes gerais da Nação, conforme estava estipulado no Direito Constitucional Português, e sempre cumprido desde as Cortes de 1641. Previa este direito que, no caso de um Príncipe português casar com o herdeiro de outro trono, passassem os direitos ao trono português para o seu irmão imediata, desde que este mantivesse a nacionalidade portuguesa, o que era o caso de D. Miguel, e não o de D. Pedro. Enviado um navio ao Rio de Janeiro a comunicar esta notícia, com a ordem ilegal e falsificada, ao imperador do Brasil, foi esse navio lusitano canhoneado, ao querer entrar na barra do porto carioca, tendo dificuldade em explicar ao que ia, tal a animosidade que ainda reinava entre os brasileiros, apesar da paz assinada no ano anterior. D. Pedro, a quem a notícia colheu de chofre, e a quem a Constituição brasileira impedia, aliás tal como a portuguesa, de juntar duas coroas, ordenou ao seu secretário a redacção de uma Carta Constitucional, que este redigiu no breve espaço de uma noite, enquanto o imperador compunha e musicava um Hino para Portugal, o chamado Hino da Carta. Colocado entre a escolha de uma coroa e outra, escolheu a brasileira, e, sem consulta a Portugal nem respeitando as Leis Fundamentais do Reino, "abdicou" condicionalmente dos seus direitos em sua filha, quando o não podia fazer tendo um filho, e optando definitivamente pela nacionalidade estrangeira, senão como sinal de tirania e despotismo, contra todas as leis de Portugal e seus foros, que aliás nunca chegou a jurar, tendo sido por esse facto um rei "de facto", mas não "de jure"; e sossegando os brasileiros, por um lado, com esta cessão dos seus direitos, continuaria reinando em Portugal até se cumprirem as condições estipuladas nessa abdicação condicionada.

As relações de D. João VI com os seus dois filhos homens, eram complicadas. D. Pedro, o seu primogénito e herdeiro antes de 1822, tinha sido afastado na sequência dos eventos de 7 de Setembro de 1822 que levaram à independência do Brasil. Com D. Miguel, a relação não era mais fácil, visto que o infante já se tinha revoltado antes, a primeira vez a favor da restauração dos direitos tradicionais do pai, sendo recompensado por isso pelo soberano, e a segunda, contra a vontade deste, no mesmo sentido, a fim de afastar os elementos liberais do Governo de D. João VI, o que ocasionara o seu exílio, em prisão dourada, na corte de Viena de Áustria, ao cuidado de Metternich.

De início o partido tradicionalista levou a melhor e a causa constitucional parecia perdida. D. Miguel I procurou obter reconhecimento internacional, e embora reconhecido pela Santa Sé, pela Espanha, e pelos Estados Unidos, e tendo até 1830 a simpatia da França e da Inglaterra, a deposição do reaccionário Carlos X de França, e a saida do poder em Inglaterra do conservador Duque de Wellington, por outro, impediram que estes dois paises, os mais importantes no Ociente europeu, o reconhecessem. Para isso contribuiu também a acção diplomática de Metternich, cujo soberano era sogro de D. Pedro, e pugnava por sentar a sua neta, Habsburgo por sua mãe, no trono de Lisboa.

Entretanto em 1831 o estadista José Bonifácio obrigou o imperador D. Pedro I, acusado de excesso de autoritarismo, a abdicar da coroa do Brasil no filho D. Pedro II do Brasil. Vendo-se obrigado a viajar para a Europa, este instala-se entre Paris e Londres, aonde os novos regimes saidos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis, e utilizando o oiro brasileiro devido a Portugal pelo tratado de paz luso-brasileiro de 1826, reune um exército de portugueses emigrados, e de mercenários estrangeiros, que embarca numa frota a fim de conquistar uma posição em território português, dando assim início à Guerra Civil. viajar para Portugal para lidar com a situação. Conquistada a fortíssima posição militar e naval de Angra, nos Açores, por essa armada, D. Pedro partirá depois daí, mais tarde, para invadir o Continente português, o que ocorrerá a norte do Porto, na Praia dos Ladrões, depois rebaptizada de praia do Mindelo, aonde actualmente se encontra o grande monumento aos mortos da Guerra Civil, em forma de obelisco colocado junto ao mar, nas rochas do desembarque.

Seguidamente, as forças pedristas desembarcadas entrincheiraram-se dentro dos muros da Cidade Invicta, dando os miguelistas inicio ao duro e prolongado Cerco do Porto. Finalmente, conseguindo furar o bloqueio naval da barra do Douro, uma frota rompeu e seguiu até ao Algarve, aonde desembarcou uma divisão do Exército invasor que avançou para Lisboa rapidamente, protegido pela esquadra inglesa. Lisboa foi entregue ao comandante-chefe liberal, marechal Duque da Terceira, sem combate nem resistência, pelo Duque de Cadaval, antigo primeiro-ministro do rei D. Miguel, em 24 de Julho de 1833.

A guerra continuou no entanto a marchas forçadas, dolorosas, pelo Ribatejo fora, estando já a Família Real em Santarém, aonde morre nessa altura de peste a infanta D. Maria da Assunção de Portugal, irmã dos dois príncipes inimigos; ali perto se dará a definitiva batalha da Asseiceira, ganha pelos cartistas, finda a qual, o que restava do Exército se retirou para o Alentejo, onde D. Miguel se viu forçado a aceitar a Concessão de Évora-Monte, embarcando em Sines para o exílio, a bordo de uma nave de guerra inglesa.

D. Maria da Glória, a princesa do Grão-Pará, que entretanto se encontrava ao abrigo da corte de Londres, junto a sua prima a rainha Vitória, pode finalmente chegar a Portugal, nesse ano de 1834, e, estando o vencedor da guerra, D. Pedro, tuberculoso e com pouca esperança de vida, houve que emancipar rapidamente a jovem princesa, de 15 anos de idade, jurando finalmente a Carta Constitucional, e subindo enfim ao trono de Portugal, pela declaração da sua maioridade em Cortes, e cessação da regência que em seu nome o pai exercia desde o ano de 1830.

1828 - Revolta dos Mercenários

Revolta dos Mercenários


A Revolta dos Mercenários constitui-se numa sublevação militar ocorrida no Brasil, sob o governo de D. Pedro I (1822-1831).

Episódio pouco conhecido na História do Brasil, inscreve-se no contexto da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828), da qual resultou a independência da República Oriental do Uruguai (27 de Agosto de 1828).

Em junho de 1828, por três dias, a população da Corte (a cidade do Rio de Janeiro) viveu sobressaltada pela sublevação de três batalhões estrangeiros que serviam ao Império do Brasil desde a independência (1822).

Reprimida a sedição com o auxílio da população, os batalhões de tropas de mercenários foram dissolvidos e a maior parte de seus integrantes, deportada. Ao que tudo indica, a revolta deveu-se ao não cumprimento, por parte da coroa, de pagamento aos mercenários, conforme acordado.

Sergio Corrêa da Costa, em seu livro, Brasil, segredo de Estado, associa tal revolta a um complô envolvendo Manoel Dorrego, governador de Buenos Aires, e os alemães Federico Bauer e Antonio Martín Thym, cujo objetivo visava sequestrar e mesmo matar Pedro I, bem como a independência de Santa Catarina (pp. 17-39).

1825 - Guerra da Cisplatina

Guerra da Cisplatina

A Guerra da Cisplatina ou Campanha da Cisplatina foi um conflito ocorrido entre Brasil e Argentina no período de 1825 a 1828 pela posse da atual República Oriental do Uruguai.

Antecedentes

O termo cisplatina indica a região denominada Banda Oriental do Rio da Prata, que hoje constitui o Uruguai, e que desde os tempos do Tratado de Madri, vinha sendo disputada, primeiramente, por espanhois e portugueses, e depois, por argentinos e brasileiros.

Território argentino até 1821, ele é incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves por Dom João VI com o nome de Província Cisplatina. A anexação é justificada pelos direitos hereditários que sua esposa, a Princesa Carlota Joaquina, teria sob a região. Após a conquista do território em 1816 pelo general português Carlos Frederico Lecor, comandante dos Voluntários do Principe Regente, é desenvolvida uma inteligente política de ocupação, com as Escolas Mútuas do Método Lancaster e o apoio das elites Orientais. Localizado na entrada do estuário do Rio da Prata, a Banda Oriental é estratégica, já que quem a controla tem grande domínio sobre a navegação em todo o rio.

O Conflito

Com pretenções de anexar a Banda Oriental ou Cisplatina (antigos nomes do Uruguai) a Confederação das Províncias Unidas do Prata, a Confederação Argentina incentiva os patriotas uruguaios, liderados por Juan Antonio Lavalleja por meio de apoio político e suprimentos a se levantarem contra a dominação brasileira na região.

O conflito se originou em 1825, quando líderes separatistas uruguaios, como Fructuoso Rivera e Lavalleja, proclamaram a independência da região. Lavalleja desembarcou na Cisplatina com sua tropa e com o apoio da população declarou a incorporação da Banda Oriental do Uruguai à s Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina. A resposta do governo imperial do Brasil foi a declaração de guerra à Argentina.

Um exército argentino atravessou o rio da Prata, fazendo sua base em Durazno, e o movimento iniciou-se com a invasão do território brasileiro pelo general Carlos María de Alvear (1826). O visconde de Barbacena, comandando as tropas imperiais, chocou-se com os argentinos na batalha de Ituzaingó.

O imperador Dom Pedro I envia esquadra naval para bloquear o estuário do rio da Prata, assim como os portos de Buenos Aires. A Argentina revida, atacando o litoral gaúcho. Contudo, a pressão naval brasileira consegue, com o tempo, estrangular o comércio argentino.

Dom Pedro I inicia a ofensiva terrestre a partir do final de 1826, por meio da reunião de tropas no sul do Brasil. Suas tropas são formadas, em sua maioria, por voluntários e por algumas unidades de mercenários europeus.

A dificuldade de D. Pedro I em reunir forças para o combate se deve em grande parte ao fato de seu governo estar enfrentando na mesma época várias rebeliões populares e levantes militares nas províncias do recém-independente Brasil (inclusive na capital Rio de Janeiro )

A falta de tropas atrasa em muito a capacidade de responder ao apoio de Buenos Aires ao levante no sul (por volta de 1826 o apoio argentino não é mais somente político e logístico, já há convocação de tropas para lutar contra o império).

A guerra é marcada por diversos pequenos encontros e escaramuças de grupos armados de ambos os lados. estes encontros em nada contribuíram para o impasse político e militar.

Somente as batalhas de Sarandi e Passo do Rosário foram encontros militares de maior vulto. Em ambos, o exército imperial foi derrotado. Contudo, graças a falta de recursos humanos e logísticos de Argentina e Uruguai para explorarem estas vitórias, elas foram de pouco proveito.

A guerra prosseguiu, por terra e mar, com vantagem para as forças imperiais, que derrotaram as forças republicanas na batalha decisiva de Monte Santiago (1827).

Na primeira metade do ano seguinte, dado o impasse em terra, o bloqueio naval brasileiro, os altos custos para os belingerantes da continuação da guerra, a pressão britânica para que um acordo fosse firmado, além da precariedade militar e política dos países beligerantes, , a paz começou a ser negociada, com a mediação da França e da Grã-Bretanha. O Império do Brasil e a República das Províncias Unidas do Rio da Prata, por uma convenção preliminar de paz, assinada no Rio de Janeiro, renunciaram à s suas conquistas e reconheceram como Estado independente a Banda Oriental do Uruguai, que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.

A Derrota

A perda da Cisplatina foi mais um motivo para o crescimento da insatisfação com o governo de Dom Pedro I. Na realidade, a guerra era impopular desde o início, pois para muitos brasileiros representava aumento de impostos para o financiamento de mais uma guerra.

Quando o Brasil assinou o acordo pela independência da região, muitos utilizaram isto como argumento para tornar ainda mais impopular o governo, alegando que o imperador havia depauperado os cofres públicos e sacrificado a população por uma causa perdida. Entretanto, a Guerra da Cisplatina não foi o motivo da abdicação do imperador em 1831. Ela se insere dentro de outros que concorreram para sua queda; entre eles, sem dúvida, seu estilo centralizador de governar foi o principal.

terça-feira, 15 de julho de 2008

1824 - Confederação do Equador

Confederação do Equador

A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista e republicano, ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil.

Foi a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçadas na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país.

O centro irradiador e a liderança da revolta couberam à então Província de Pernambuco, que já havia se rebelado em 1817 (ver Revolução Pernambucana de 1817) e que enfrentava dificuldades econômicas. Além da crise, a província se ressentia ao pagar elevadas taxas para o Império, que justificava essas taxas como necessárias para levar adiante as guerras provinciais pós-independência (algumas províncias resistiam à separação de Portugal).

Pernambuco esperava que a primeira constituição do Império seria do tipo federalista, e daria autonomia para as províncias resolveram suas questões. No entanto, Dom Pedro dissolveu a assembléia constituinte em 1823 e outorgou uma constituição no ano seguinte, extremamente centralizadora. O gérmen da revolta se plantou, e os jornais - notadamente o Tífis Pernambucano, dirigido pelo Frei Caneca - criticavam dura e abertamente o governo imperial. Vários ex-revoltosos, anistiados em 1821, novamente conspiravam.

Em julho de 1824 a revolta estourou no Recife. O estopim fora a prisão de Manuel de Carvalho Pais de Andrade, que fora eleito chefe provisório de uma junta de governo. Pais de Andrade se recusou a empossar o governador enviado por Dom Pedro I; o imperador, após estourar a revolta, tentou conciliar-se com os pernambucanos, trocando o nome do governador nomeado, mas não adiantou.

Os revoltosos enviaram emissários para as demais províncias do Nordeste (então Norte) do país. Conseguiram apoio do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Formou-se assim a Confederação do Equador propriamente dita, que pretendia organizar um país independente do Brasil — embora essa não fosse a intenção de muitos dos revoltosos.

Surgiram algumas dissidências internas no movimento, pois ele agregava classes sociais díspares. A proposta de Pais de Andrade no sentido de libertar os escravos e o exemplo haitiano (país que recentemente se libertara do domínio francês através de uma revolta popular) não tranqüilizavam as elites, e alguns proprietários de terras passaram a colaborar com o governo imperial.

Dom Pedro I enviou para o Nordeste tropas contratadas no exterior, sob o comando de Thomas Cochrane. Em Setembro, caíram três províncias, só restando o Ceará, que não suportou além de Novembro. Alguns líderes confederados, resistiram no Sertão, até Dezembro.

Vários rebeldes foram condenados por um tribunal militar à forca. Um fato interessante que passou para a história (embora seja discutível) foi a recusa dos carrascos em executar o Frei Caneca, mentor intelectual da revolta e uma das figuras mais carismáticas do Recife à época, que se escondeu por alguns dias no município de Abreu e Lima a época "Vila de Maricota" antes de fugir para o Ceará. O religioso acabou sendo fuzilado, ao contrário da sentença inicial que previa o enforcamento.

1822 - Guerra da Independência do Brasil


Guerra da Independência do Brasil


A chamada Guerra da Independência estendeu-se de 1822 a 1823, no contexto do processo de Independência do Brasil, entre 1808 e 1825, quando esta foi formalmente reconhecida por Portugal e pela Grã-Bretanha.

Após a proclamação da independência, às margens do riacho Ipiranga, na então Província de São Paulo, a 7 de Setembro de 1822, as lutas para afirmá-la foram mais encarniçadas nas regiões onde, por razões estratégicas, se registrava maior concentração de tropas do Exército português, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará.

Recorde-se que a maior parte da oficialidade era de origem portuguesa, enquanto que o grosso da tropa, no Brasil, era brasileira ou luso-descendente.

Desse modo, o governo brasileiro, através do Ministro José Bonifácio de Andrade e Silva, adotou as providências para eliminar a resistência portuguesa. Para esse fim providenciou a compra de armas e navios, o recrutamento de tropas nacionais e o contrato de estrangeiros (mercenários), bem como medidas repressivas como o confisco de bens e a expulsão daqueles que não aceitassem a emancipação política do Brasil. No plano econômico, proibiu-se o comércio, e, no diplomático, autorizou-se a guerra de corso, contra Portugal.


Quadro Independência ou Morte mais conhecido com "O Grito do Ipiranga" de Pedro Américo (óleo sobre tela - 1888)


A campanha na Cisplatina



Na Província Cisplatina, a campanha foi marcada pelo bloqueio a Montevidéu, sob o comando de Carlos Frederico Lecor, barão da Laguna. Isoladas, as tropas do Exército português foram obrigadas a abandonar o território brasileiro.

A campanha na Província da Bahia


Na Província da Bahia, a área tradicionalmente produtora de açúcar e de tabaco do Recôncavo, dominada pelos grandes latifundiários escravistas, desde cedo se manifestara pela causa brasileira, sob a liderança da vila de Cachoeira. A capital da Província, Salvador, então ocupada pelas tropas do Exército português sob o comando de Inácio Madeira de Melo, mantinha os laços com a Metrópole.

Com a divulgação da notícia da proclamação da Independência, as vilas do Recôncavo baiano, sob a liderança da vila de Cachoeira, em cuja Câmara Municipal se instalou um governo interino, mobilizaram-se para expulsar as tropas portuguesas entrincheiradas em Salvador, reforçadas desde os acontecimentos que haviam culminado no Dia do Fico (9 de Janeiro de 1822). Esse processo de reforço de tropas foi marcado por diversos incidentes em Salvador, entre os quais o assassinato, por soldados portugueses, da abadessa do Convento da Lapa, Sóror Joana Angélica de Jesus (19 de Fevereiro).

Para apoiar e reforçar a ação brasileira na região, o governo brasileiro despachou, da Corte, alguns navios sob o comando de Rodrigo de Lamare, conduzindo tropas e suprimentos, inclusive um oficial experimentado nas campanhas napoleônicas, Pedro Labatut. Este efetivo desembarcou em Maceió, nas Alagoas, de onde seguiu, por terra, para a Bahia. Durante a marcha, o contingente foi reforçado por efetivos vindos de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do amplo voluntariado que se abrira no Recôncavo.

Entre esses voluntários destacaram-se nomes como os de Maria Quitéria, no Batalhão dos Periquitos, criado pelo avô do poeta Castro Alves - José Antônio da Silva Castro -, assim denominado pelo predomínio da cor verde em sua farda.

De Portugal, foram enviados 2.500 homens para reforçar as tropas de Madeira de Melo. A este efetivo juntaram-se elementos da Divisão Auxiliadora, que se retirava do Rio de Janeiro.

As vitórias brasileiras nas batalhas de Cabrito e de Pirajá (8 de Novembro de 1822), bem como o fracasso na tentativa portuguesa de ocupação da ilha de Itaparica (7 de Janeiro de 1823), tornaram cada vez mais difícil o sustento da posição por parte do Exército português. Diante do bloqueio naval de Salvador, imposto pela esquadra imperial sob o comando de Lord Thomas Cochrane, complementado pelo bloqueio terrestre, que conjugados, impediam o suprimento do efetivo luso, Madeira de Melo foi forçado a capitular, abandonando a cidade (2 de Julho), então ocupada pelas tropas brasileiras. Na ocasião foram aprisionadas várias embarcações de bandeira portuguesa, e os demais perseguidos até à s proximidades de Lisboa.

A campanha no Piauí / Maranhão


Na então Província do Piauí, tradicional produtora de gado, a burguesia comercial e mesmo os proprietários de terras, estavam ligados à Metrópole, inclusive por laços de sangue. Aqui, a adesão à Independência do Brasil foi proclamada na vila de Parnaíba. O interior e a capital, Oeiras, permaneceram sob o controle de tropas do Exército português sob o comando de João Fidié. Mesmo diante do recebimento de reforços vindos da então Província do Ceará, as tropas brasileiras foram inicialmente derrotadas na batalha de Jenipapo (1823). Outras localidades, entretanto, manifestaram a sua adesão à Independência, alcançando a vitória quando Fidié se deslocou para apoiar a resistência portuguesa na vila de Caxias, no Maranhão.

Também na Província do Maranhão, as elites agrícolas e pecuaristas se ligavam à Metrópole. Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí. Controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapicuru, onde o principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade escolhida por Fidié para se fortificar após a vitória em Jenipapo, no Piauí, e onde veio a ser cercado pelas tropas brasileiras, compostas por contingentes oriundos do Maranhão, do Piauí e do Ceará, vindo a capitular. São Luís, bloqueada por mar pela esquadra de Lord Thomas Cochrane, foi obrigada a aceitar a Independência.

A campanha no Pará


Na então Província do Grão-Pará, a burguesia comercial e os proprietários de terra também se encontravam profundamente ligados à Metrópole. Aqui, John Grenfell, subordinado a Lord Cochrane, impôs a aceitação da Independência também recorrendo ao bloqueio naval, sob ameaça de bombardear a Capital, Belém (15 de Agosto). Tendo sido eleita uma Junta Governativa (17 de Agosto), explodiu uma violenta reação popular, que obrigou Greenfell a desembarcar tropas e efetuar prisões em massa, visando restabelecer a ordem pública. A 19 de Agosto, sem que houvessem cárceres suficientes em terra, a pedido da Junta, Greenfell autorizou encerrar nos porões do brigue São José Diligente (depois Palhaço), duzentos e cinqüenta e sete detidos, onde todos, menos um (duzentos e cinquenta e seis, menos quatro, em outras fontes) morreram asfixiados.

Embora posteriormente Grenfell tenha se defendido argumentando não ter ordenado o massacre, também nada fez para responsabilizar ou punir os responsáveis.

Os combates da Guerra da Independência serviram como batismo de fogo para o jovem Luís Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias.

1821 - Independência da Bahia

Independência da Bahia


A Independência da Bahia foi um movimento que iniciou-se ainda em 1821 e teve seu desfecho ao 2 de julho de 1823, motivado pelo sentimento federalista emancipador de seu povo, e que terminou pela inserção na formação da unidade nacional brasileira, durante a Guerra da independência do Brasil.

Agitações na Bahia
Sementes da Luta

Da Conjuração Baiana de 1799 em diante, pode-se afirmar que nesta província, mais até que em Minas Gerais, estava arraigado na gente do povo o sentimento de independência em relação a Portugal. Em Minas o conciliábulo se deu entre as famílias gradas, ao passo que na Bahia gente humilde dela participara ativamente, colando cartazes nas ruas concitando o apoio de todos.

A "Revolução do Porto", em Portugal, no ano de 1820, teve enorme repercussão na Bahia, onde grande era a população daquela região.

Em fevereiro de 1821 uma conspiração de cunho constitucionalista eclode em Salvador. Dela participaram Cipriano Barata, José Pedro de Alcântara, o Capitão João Ribeiro Neves e outros. Preso o comandante, soltos soldados que estavam presos, foi lida uma proclamação que dizia:


"Os nossos irmãos europeus derrotaram o despotismo em Portugal e restabeleceram a boa ordem da nação portuguesa (...) Soldados! A Bahia é nossa pátria e nós não somos menos valorosos que os Cabreiras e Sepúlvedas! Nós somos os salvadores do nosso país; a demora é prejudicial, o despotismo e a traição do Rio de Janeiro maquinam contra nós, não devemos consentir que o Brasil fique nos ferros da escravidão." E conclui: "Viva a constituição e cortes na Bahia e Brasil - Viva El-Rei D. João VI nosso soberano pela constituição. Marcha."
Queriam, como em Portugal, uma constituição que limitasse o poder real. Habilmente, alguns foram adrede convencidos de que a verdadeira luta deveria ser pela manutenção do rei no Brasil, entre eles o futuro Marquês de Barbacena, então Marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes que, apesar de brasileiro, comandou a reação do governo, junto ao então coronel Madeira de Melo. Lutas ocorrem, e os revoltosos conquistam a vitória, sendo aclamado ao povo, na Praça da Câmara, o novo estado de coisas. O Governador, Conde da Palma, vai à Câmara e renuncia.

Neste primeiro momento portugueses e brasileiros estavam unidos, e constituíram uma Junta Governativa. Mas a situação não iria durar.

Portugueses x Brasileiros

Com a volta de D. João VI a Portugal, ficando o Regente Pedro no Rio de Janeiro, que uma carta mandava voltar a Portugal, demonstraram claramente aos brasileiros que a antiga metrópole não aceitaria a condição de Reino Unido Brasil e Portugal. Nas tropas, antes unidas no sentimento constitucionalista, a cisão entre portugueses e brasileiros foi-se acentuando. Os ódios foram sendo acirrados, resultando em muitos conflitos parciais e boatos que em 12 de julho de 1821 fizeram os portugueses se reunir no quartel para a defesa de possível ataque dos brasileiros, a quem menosprezavam.

A 12 de novembro de 21 os soldados portugueses saíram pelas ruas de Salvador, atacando os soldados brasileiros, num confronto corporal na Praça da Piedade, com feridos e mortos.

A população temerosa iniciara um êxodo paulatino para os sítios do Recôncavo. O ano termina com as tensões em alta.

A 31 de janeiro de 22 uma nova Junta é eleita e a 11 de fevereiro chega a notícia da nomeação do Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo como Comandante das Armas da província. Madeira de Melo era o mesmo coronel que apoiara o Conde da Palma, um ano antes. A ordem desta nomeação chega quatro dias depois. Os baianos tinham um comandante que já se declarara contrário aos seus ideais...

Resistência a Madeira de Melo - a Primeira Mártir do Brasil



Formados, na Bahia, os três partidos que seriam o combustível da luta (partidários da colônia; constitucionalistas do Brasil em igualdade de condições e, finalmente, os republicanos - o primeiro exclusivamente de portugueses; o segundo com ambos os povos; o terceiro, quase exclusivo dos brasileiros).

No comando das Armas estava o brigadeiro Manoel Pedro, que fortalecera os nativos já pensando numa refrega. Sua destituição e nomeação de Madeira de Melo foi duro golpe no partido nacional.

A posse de Madeira de Melo foi obstada pelos naturais, alegando ausência de pequenas formalidades - o povo passou a defender o nome de Manoel Pedro. O comandante português busca apoio junto aos comerciantes patrícios, além da Infantaria (12º), da Cavalaria e dos marinheiros. Os baianos contavam com a Legião de Caçadores, a Artilharia e o 1º de Infantaria.

A 18 de fevereiro de 22 reúne-se um conselho de vereadores, juízes e Junta Governativa para dirimir a questão da posse. Como solução foi proposta uma junta militar, sob a presidência de Madeira de Melo. Na prática, era sua vitória sobre os interesses contrários.

As tropas portuguesas estavam de prontidão desde o dia 16, enquanto os marinheiros percorriam as ruas, fazendo provocações - Madeira de Melo fizera constar que, ocorrendo qualquer ameaça à constituição, agiria sem consultar a Junta Militar. Vitorioso, desfila pelas ruas, inspecionando as fortificações, e desafiando as guarnições de maioria nacional. Na madrugada do dia 19 ocorrem os primeiros tiros, no forte de São Pedro, para onde acorrem as tropas portuguesas, vindas do Forte de São Bento. Salvador transforma-se numa praça de guerra, e confrontos violentos ocorrem nas Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora.

Apesar da brava defesa, tomam os portugueses o quartel onde se reunia o batalhão 1º da Infantaria. Os marujos lusitanos festejam, desenfreadamente: atacam casas, pessoas e, num gesto covarde, invadem o Convento da Lapa, assassinando sua abadessa, Sóror Joana Angélica.

Fizera-se assim a primeira mártir de uma luta que apenas se iniciava, e que somente ao preço de muito sangue terminaria no 2 de Julho de 23...

Restava tomar o Forte de São Pedro, e Madeira de Melo prepara-se para bombardear a fortaleza - uma das poucas inteiramente em terra, no centro da cidade. No cerco, são atacados nos lados do Garcia. No dia seguinte, o forte se rende, evitando-se mais derramamento de sangue. O Brigadeiro Manoel Pedro é preso e enviado a Lisboa.

No poder, o "Partido português" atemoriza os brasileiros. A 2 de março Madeira de Melo finalmente presta juramento perante a Câmara de Vereadores.

A Guerra

Julho - 1822 - A Bahia conflagrada
Os nativistas ainda morando na capital reagem com pedradas à s ações militares de Madeira de Melo e, na procissão de S. José (21 de março de 1822), os “europeus” foram apedrejados. Madeira de Melo escreveu:


”Então viu-se nesta cidade reunir-se uma multidão de negros a fazer depósitos de pedras em alguns lugares muito públicos, como o Largo do Teatro e ruas adjacentes; tomaram suas posições e logo que apareceu uma procissão que era feita por naturais da Europa, atiraram sobre ela uma infinidade de pedradas (...) Chegada a noite, reuniram-se grandes magotes em diferentes sítios e apedrejaram todos os soldados e mais pessoas que viram ser Europeus (...)”
Respondia pelos interesses dos baianos um jornal, o “Constitucional”, de Francisco Corte Imperial e Francisco Gê Acaiaba de Montezuma (nome adotado, já naquele tempo, e que veio a compor nosso primeiro governo durante as lutas), que dava ampla vazão aos sentimentos da maioria do povo.

A cidade de Salvador assistia à debandada cada dia maior dos moradores, que somente aumentou com a chegada de reforços a Madeira: um navio, dos que levavam tropas do Rio de Janeiro de volta a Portugal, aportou na capital, ali deixando seus soldados.

Consulta às Câmaras



Os deputados baianos na Corte, em Portugal (dentre os quais Pinto da França que chegou a ser enviado por D. João VI para negociar com Madeira de Melo - chegando após o desfecho do conflito), escreveram, perguntando qual a opinião das municipalidades sobre qual a relação da Bahia com a metrópole. Tomando a frente, as vilas de Cachoeira e São Francisco, seguidas pelas demais, manifestam-se favoráveis a que a Bahia passasse para a regência de D. Pedro, no Rio. Havia, por trás destas declarações, nítida vontade de separação de Portugal, a quem já tinham como a figura opressora.

Uma escuna militar é mandada por Madeira para Cachoeira. A vila organiza uma comemoração, com um desfile da cavalaria que marcha pelas ruas, a 25 de junho: a Câmara e o povo aclamam D. Pedro como regente. É celebrado uma missa e, quando o povo desfila, é alvejado por tiros, vindos da casa de um português e da escuna estacionada ao largo. O tiroteio segue por toda a noite e no dia seguinte.

Em Cachoeira constitui-se a “Junta de Defesa”



Reunem-se os partidários “brasileiros” e proclamam uma Junta Conciliatória e de Defesa, para governo da cidade, em sessão permanente, recebendo a adesão de muitos portugueses. Foi constituída uma caixa militar e instaram ao comandante da escuna para que cessasse o ataque, obtendo como resposta uma ameaça.

O povo reage, tem lugar o primeiro combate, pela tomada da embarcação que, cercada por terra e água, resiste até a captura e prisão dos sobreviventes (28 de junho). As vilas do Recôncavo vão aos poucos aderindo a Cachoeira. Salvador torna-se alvo de maiores opressões de Madeira de Melo, e o êxodo ganha intensidade.

As municipalidades se organizam para um combate, treinando tropas, erguendo trincheiras. Pelo sertão vinham as adesões. Posições estratégicas são tomadas nas ilhas, em Pirajá e Cabrito. As hostilidades têm começo e suas notícias se espalham pela Província e pelo restante do país. Itaparica já aderira. Para lá manda Madeira de Melo uma expedição, que chega atirando. O povo foge, engrossando as hostes do recôncavo.

Em Cachoeira é organizado um novo Governo, para comandar a resistência, a 22 de setembro de 1822, sob a presidência de Miguel Calmon do Pin e Almeida, futuro Marquês de Abrantes.

Todos estes movimentos são noticiados ao Imperador. De Portugal 750 soldados são enviados como reforço para a manutenção da Bahia sob o seu domínio que chega em agosto, junto com um reforço enviado pelo Rio, sob o comando do General Labatut – uma tropa formada quase toda por portugueses – já que não existia um exército nacional. Seu desembarque foi obstado na Bahia, indo aportar em Maceió – Alagoas, de onde veio, por terra – conseguindo assim arregimentar mais elementos ao fraco contingente.



As batalhas
Diversas batalhas foram travadas, levando o nome dos lugares onde os combates ocorreram.

Pirajá
Tendo recebido reforços, Madeira de Melo desferiu um grande golpe contra as tropas brasileiras em Pirajá, conduzindo suas forças para a Estradas das Boiadas (queira ver: Liberdade (Salvador)). Assim registrou Tobias Monteiro, em "A elaboração da independência":

A luta foi tremenda, a resistência heróica; mas após quase cinco horas de refregas, acudindo reforços chegados da cidade e para não ver o exército bipartido, os independentes estavam ao ponto de recuar e escolher na retaguarda melhor ponto de defesa.
Já galgavam os atacantes as encostas dos montes, certos de levar de vencida o inimigo, quando ouviram o toque sinistro de avançar cavalaria e degolar. O corneta, a quem o major Barros Falcão, que comandava a ação naquele ponto, dera ordem de tocar retirada, trocara, por conta própria, o toque destinado a anunciar a derrota dos irmãos de armas, pelo do ataque inesperado, donde veio a desordem e o pânico dos portugueses. (vide nota sobre o Corneteiro Lopes)
O estratagem providencial de Luís Lopes, que assim se chamava esse lusitano aderente à causa do Brasil, transformou subitamente a ação. Expantados da presença dessa cavalaria imaginária, com que não contavam, os portugueses estremeceram indecisos e, por fim, recuaram. Sem perda de um momento, prevalecendo-se os brasileiros da situação, ordenaram a carga de baioneta. As hostes quase vitoriosas vinham agora de roldão sobre a planície, fugindo amedrontadas, envolvendo as reservas na mesma dispersão e na mesma derrota.
Depois desse desastre e do último malogro da ação sobre Itaparica, o exército de Madeira ficou em total abatimento, que não pôde renovar reforços para dominar além da capital.



Folclore da Independência



Uma luta tão duradoura, tão visceralmente ligada à s aspirações de um povo, deixou um variado legado no folclore.

O historiador José Calasans registrou algumas quadrinhas que eram cantadas, de ambos os lados (portugueses e brasileiros):

Dos portugueses, parodiando o Hino do Brasil:


Brava gente brasileira
Do gentio da Guiné
Que deixou as cinco chagas
Pelos ramos do café.



"cinco chagas" referia-se à bandeira portuguesa
"ramos do café", alusão à bandeira adotada por Pedro I.



Dos brasileiros, contra seus adversários, as quadrinhas:


Labatut jurou a Pedro,
Quando lhe beijou a mão,
Botar fora da Bahia
Esta maldita nação!


O Madeira queria
se coroar!
Botou uma sorte,
Saiu-lhe um azar!



Nas batalhas



Intervenções divinas:



Regista ainda Calasans fato narrado pelo folclorista João da Silva Campos, em que Santo Antônio protagonizara curiosa intervenção na retirada das tropas do Brigadeiro Manuel Pedro de Salvador, possibilitando assim a organização das forças de resistência em Cachoeira: "A soldadesca d'el-rei deu para trás com precipitação, ante os repetidos golpes do estranho guerreiro de burel que, ao demais, parecia blindado contra as balas (...) Mais tarde explicaram os reinóis a causa de haverem cedido terreno à queles. Então os nacionais, que não tinham visto frade algum à testa dos seus pelotões, atribuíram a Santo Antônio a façanha de, esposando a causa da Independência do Brasil, haver-se oposto de arma em punhos aos seus compatriotas".

Já na batalha do Rio Vermelho foi a aparição da Senhora Santana que, estando as tropas descansando, avisou-as da chegada do inimigo, evitando assim o ataque surpresa e possibilitou a vitória aos brasileiros.

O "Corneteiro Lopes":
Também atribuído ao folclore a existência do corneteiro que, na decisiva Batalha de Pirajá, invertera a ordem recebida de tocar a "retirada", inverteu o toque para "degolar", apavorando os portugueses em franca vantagem e enchendo de inaudito ânimo as tropas brasileiras.

O "Caboclo"



Importante participação nas lutas teve o elemento indígena. Sobretudo representava o "verdadeiro brasileiro", o dono da terra, que somara seus esforços aos demais combatentes. A Bahia rendeu-lhe homenagens sempre ostensivas e, em 1896, no monumento erguido na capital baiana, o caboclo encima - tal qual a figura do Almirante Nelson no monumento a Trafalgar, em Londres - aquele importante marco.

Na cidade de Caetité, que todos os anos festeja o 2 de Julho com grande pompa, a cabocla surge num dos carros, matando o "Dragão da Tirania", que representa o colonizador vencido.

Resquícios: o "Mata Maroto"



A história regional baiana confirma que na área do São Francisco ocorreram disputas entre brancos nacionais, que participavam da luta pela independência do Brasil em 1823, e portugueses “em um movimento conhecido na região como Guerra Mata-Maroto”.



1820 - Revolução liberal do Porto

Revolução liberal do Porto


A chamada Revolução do Porto foi um movimento liberal que acarretou consequências tanto na História de Portugal como na História do Brasil.

Iniciado na cidade do Porto no dia 24 de Agosto de 1820, cuja burguesia mercantil se ressentia dos efeitos do Decreto de Abertura dos Portos à s Nações Amigas (1808), que deslocara para o Brasil parte expressiva da vida econômica metropolitana, o movimento reivindicatório logo se espalhou, sem resistências, para outros centros urbanos de Portugal, consolidando-se com a adesão de Lisboa.

Iniciado pela guarnição do Porto, irritada com a falta de pagamento, e por comerciantes descontentes daquela cidade, conseguiu o apoio de quase todas as camadas sociais: o Clero, a Nobreza e o Exército português. Entre as suas reivindicações, exigiu:

- o imediato retorno da Corte para o reino, visto como forma de restaurar a dignidade metropolitana;
- o estabelecimento, em Portugal, de uma Monarquia constitucional; e
- a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do Pacto Colonial).

A junta governativa de Lord Beresford foi substituída por uma junta provisória, que convocou as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa para elaborar uma Constituição para Portugal. Enquanto esta carta magna estava sendo redigida, entrou em vigor uma Constituição provisória, que seguia o modelo espanhol.

O movimento, vitorioso, ficaria conhecido como Revolução do Porto ou Revolução Liberal do Porto. Como consequências, a Corte retornou a Portugal no ano de 1821 e, diante do progressivo aumento da pressão para a recolonização do Brasil, este proclamou a sua independência em 1822.