sábado, 20 de junho de 2009

IRÃO - ELEIÇÕES E CONSEQUÊNCIAS


Marcha prevista para Teerão desconvocada por falta de autorização


Os organizadores da marcha prevista para este sábado em Teerão desconvocaram o seu protesto em virtude de não terem conseguido a autorização para o mesmo. Entretanto, a polícia tinha afirmado que todos os organizadores de marchas não autorizadas seriam detidos e processados pela justiça.
A marcha prevista para este sábado em Teerão foi desconvocada pelos seus organizadores devido ao facto de não ter sido autorizada pelas autoridades iranianas, indicou um comunicado dos organizadores, citado pela televisão de Estado.

«Uma permissão tinha sido pedida para que se realizasse uma manifestação, mas como ela não foi autorizada não haverá manifestação», iniciou a Associação iraniana de Religiosos Combatentes, fundada pelo ex-presidente Mohammad Khatami.

Entretanto, a polícia avisou que todos os organizadores de manifestações ilegais serão detidos e processados pela justiça, uma declaração feito pelo chefe adjunto da polícia, também na televisão de Estado.

Ahmad Reza Radan frisou que a «polícia agirá com determinação contra todas as manifestações e protestos ilegais» e e que todos os tentam enganar as pessoas ao dizer que existe uma autorização «serão processados em conformidade com a lei e detidos».

O cancelamento desta marcha surgiu no dia em que quer Mirhossein Moussavi, quer Mehdi Karoubi, ambos candidatos derrotados nas presidenciais de 12 de Junho não compareceram no Conselho de Guardiões para examinar as alegadas irregularidades neste acto eleitoral.

Segundo o site de um jornal iraniano, Moussavi estará a preparar para fazer um «comunicado importante ao povo iraniano» dentro de pouco tempo



Dissente Ebrahim Yazdi libertado

O líder do Movimento de Libertação do Irão (MLI), da oposição liberal, Ebrahim Yazdi, detido quarta-feira, foi libertado pelas autoridades iranianas, afirmou um dos seus conselheiros, Issa Saharkhiz.
«Ele está no hospital e a ordem de prisão dada pelo vice-procurador (Hassan) Hadad foi anulada», declarou esta sexta-feira Saharkhiz, acrescentando já ter falado com Yazdi ao telefone.

Yazdi, 70 anos, sofre de cancro, segundo o conselheiro.

O líder do MLI foi detido quarta-feira quando estava hospitalizado numa unidade de emergência, onde permaneceu apesar da ordem de prisão.

Durante os últimos dias, as autoridades iranianas têm multiplicado as detenções de opositores, na sequência das manifestações realizadas após o anúncio, sábado, da reeleição do Presidente Mahmud Ahmadinejad, uma vitória contestada por Mir Hossein Moussavi (principal adversário político de Ahmadinejad) e por outros dois candidatos, que denunciaram irregularidades no escrutínio eleitoral.

O MLI, fundado em 1960 por Mehdi Bazargan, é um movimento de oposição liberal, nacionalista, islâmico e progressista.

Yazdi foi ministro dos Negócios Estrangeiros no governo provisório chefiado pelo antigo primeiro-ministro Mehdi Bazargan e um dos mais próximos aliados do imam Khomeini durante o seu exílio em França em finais de 1978.


Amnistia Internacional acusa Khamenei de justificar uso da força pela polícia

A organização de defesa dos direitos humanos, Amnistia Internacional, acusou o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, de justificar o uso da força pela polícia no discurso que fez esta sexta-feira em Teerão.
«Estamos muito preocupados com as declarações do ayatollah Khamenei que parecem dar 'luz verde' às forças de segurança para recorrerem à violência contra os manifestantes que exercem os seus direitos de se manifestarem e exprimirem as suas opiniões», disse Hassiba Hadj Sahraoui, adjunto da AI para o Médio Oriente.

«Que um chefe de Estado responsabilize pelas possíveis consequências em matéria de segurança os manifestantes pacíficos e não as próprias forças de segurança constitui uma prevaricação e uma autorização para eventuais abusos», sublinhou Sahraoui num comunicado.

Neste contexto, a AI disse temer que, se houver manifestações nos próximos dias, os participantes sejam «alvo de detenções arbitrárias e de um uso excessivo da força, como foi o caso dos últimos dias».

No seu discurso de hoje Khamenei voltou a apoiar a controversa vitória eleitoral do presidente Mahmud Ahmadinejad e qualificou de «inaceitável o desafio das ruas».

O guia supremo iraniano advertiu a oposição de que «será responsável pelo caos» se continuar com os protestos, sem precedentes em 30 anos de República Islâmica.

A AI recordou o governo iraniano de que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que Teerão subscreveu, protege expressamente o direito de reunião pacífica.

Entretanto, a AI reviu em baixa o balanço que tinha feito das vítimas mortais nas manifestações, passando de 15 para dez mortos.



Amnistia Internacional regista 15 mortos durante manifestações em Teerão

A Amnistia Internacional anunciou, esta sexta-feira, que 15 pessoas foram mortas durante as manifestações da oposição em Teerão, após as contestadas eleições presidenciais iranianas.
As manifestações da oposição, depois das eleições iranianas, provocaram 15 mortos em Teerão, anunciou a Amnistia Internacional.

«Sete mortos foram confirmados pela rádio oficial do Irão, mas a Amnistia Internacional registou até 15 mortos, entre os quais cinco estudantes cuja morte está por confirmar», indica a AI em comunicado.

Um porta-voz da AI precisou à agência noticiosa francesa AFP, que «o número de 15 pessoas foi confirmado».

«O que não está confirmado é se cinco dos 15 eram estudantes», adiantou.

Segundo a rádio oficial iraniana Radio Payam, sete civis foram mortos a tiro, segunda-feira, à margem de manifestações que juntaram várias centenas de milhares de pessoas.

Os mortos terão atacado uma base da milícia bassij, próxima do presidente ultra-conservador Mahmud Ahmadinejad.

O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou-se na altura «profundamente preocupado».

As mortes ocorreram três dias depois das eleições presidenciais que permitiram a reeleição de Ahmadinejad, com cerca de 63 por cento dos votos, resultado que é contestado pelo seu rival Hossein Mussavi, que obteve cerca de 33 por cento.



UE apela à liberdade de manifestação no Irão

Os líderes da União Europeia apelaram, esta sexta-feira, ao Irão para que deixe a população «juntar-se e manifestar-se», depois de o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ter exigido o fim das manifestações contra os resultados das presidenciais.
«O conselho (europeu) apela às autoridades iranianas para que se assegurem de que é garantido o direito de todos os iranianos a juntarem-se e a manifestarem-se pacificamente e para que se abstenham de utilizar a força contra as manifestações pacíficas», declararam os 27 chefes de Estado e de Governo, reunidos numa cimeira em Bruxelas.

O apelo consta de um texto adoptado hoje e que deverá ser divulgado mais tarde, segundo as agências internacionais, que tiveram acesso ao documento.

«A União Europeia acompanha com grande preocupação a resposta às manifestações em todo o Irão. A UE condena com firmeza a utilização de violência contra os manifestantes que levou à morte de várias pessoas», acrescenta o texto

quinta-feira, 18 de junho de 2009

IRÃO - Internet ao serviço da revolução

Enquanto os meios de comunicação tentam descobrir como contar o que se passa no Irão, dentro do país milhares de pessoas estão a fazer-se ouvir através das novas teconologias. Blogues escritos a partir de Teerão, redes sociais e videos feitos com telemóvel. Uma fonte enorme de informação, disparada ao minuto, mas cuja qualidade é dificil de controlar.



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Israel condena ataque ao Museu do Holocausto


A embaixada de Israel em Washington condenou o tiroteio ocorrido esta quarta-feira no Museu do Holocausto da capital americana, que fez dois feridos e que foi iniciado por um anti-semita de 89 anos.
«Choca-nos e entristece-nos os tiros ocorridos hoje no Museu do Holocausto em Washington. A embaixada de Israel condena este ataque e acompanha a situação de perto», lê-se num comunicado.
Segundo a polícia, o atirador e um segurança ficaram feridos no tiroteio, que semeou o pânico no coração turístico de Washington, sendo que os dois foram conduzidos para o hospital.
O motivo do ataque é ainda desconhecido, apesar de o autor, um idoso anti-semita, ser um antigo membro de um grupo defensor da superioridade da raça branca.

Atirador mata guarda no Museu do Holocausto em Washington

Um homem armado invadiu o Museu Memorial do Holocausto, em Washington, nesta quarta-feira, e matou um guarda, informou a polícia americana. Durante o ataque, o atirador também ficou ferido e está internado no George Washington University Hospital em estado crítico.
Segundo a polícia, o homem portando um rifle teria entrado no museu às 12h45 (13h45, no horário de Brasília) e disparado contra um segurança. Dois outros guardas teriam respondido aos tiros, atingindo o autor dos disparos.
O atirador foi identificado como James Von Brunn, de 88 anos, morador do Estado de Maryland. Von Brunn é ligado a grupos supremacistas brancos e, segundo a imprensa americana, tem um site no qual veicula conteúdo racista.
De acordo com a imprensa americana, ele já havia sido preso em 1981 por ter entrado na sede do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) portando uma arma.
O segurança atingido, identificado como Stephen Tyrone Johns, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Segundo a direção do museu, Johns trabalhava no local há seis anos e "morreu no cumprimento de seu dever".
Gritos
Pessoas entrevistadas pelas emissoras de TV americanas que estavam no local no momento dos disparos contam ter ouvido gritos, visto sangue espalhado pelo chão e vidro quebrado.
O museu foi evacuado após o tiroteio, e as ruas próximas à instituição foram bloqueadas pela polícia.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar entristecido com o incidente, segundo a Casa Branca. A Embaixada de Israel em Washington também condenou o ataque.
O Museu do Holocausto normalmente conta com forte serviço de segurança, com guardas situados tanto dentro como fora da instituição. Ao entrar no museu, o visitante tem de passar por um detector de metais.
Na noite desta quarta-feira, o museu abrigaria um evento que contaria com a presença do procurador geral dos EUA, Eric Holder.
O museu fica no National Mall, região que abriga museus e célebres cartões postais de Washington, como o Monumento de Washington.

Cerca de 1,7 milhão de turistas visitam a região anualmente.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

COREIA DO NORTE - VIDEOS NOTICIAS





Reunião Ásia-Europa termina com condenação à Coreia do Norte

Hanói, 26 mai (EFE).- Os mais de 40 Governos que fazem parte do Fórum Ásia-Europa (Asem) condenaram hoje em Hanói o teste nuclear da Coreia do Norte e pediram a Pyongyang que retome o diálogo diplomático pela desnuclearização da península coreana.



"Os ministros condenam o teste nuclear de 25 de maio da Coreia do Norte, que constitui uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", diz a declaração final da reunião de ministros de Assuntos Exteriores do Asem, realizada durante dois dias na capital vietnamita.



"Os ministros urgem firmemente a Coreia do Norte a não realizar nenhum teste nuclear mais e cumprir devidamente as resoluções e decisões da ONU", diz ainda a nota, promovida pela delegação do Governo japonês enviada a Hanói.



O regime comunista norte-coreano fez na madrugada de ontem seu segundo teste nuclear e conquistou a atenção dos diplomatas enviados a Hanói, tirando o foco da crise econômica, que aparecia como tema principal da reunião.



O Conselho de Segurança da ONU condenou o teste nuclear, da mesma forma que tinham feito horas antes os ministros do Asem, liderados pela Coreia do Sul, que está tecnicamente em guerra com o Norte há meio século.



O regime de Pyongyang respondeu às críticas internacionais com o lançamento de vários mísseis e o anúncio de que seu Exército está preparado para uma batalha contra qualquer tentativa de "ataque preventivo" por parte dos Estados Unidos, segundo informou a agência estatal de notícias "Yonhap".



Outro assunto que ocupou lugar de destaque nas conversas do Asem foi a situação dos direitos humanos em Mianmar e, especialmente, o julgamento contra a líder da dissidência e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que viveu 13 dos últimos 19 anos reclusa.



O trabalho diplomático feito pelas delegações europeias conseguiu que a declaração final incluísse o tema birmanês.



"Os ministros pediram a libertação urgente dos detidos e que sejam levantadas as restrições aos partidos políticos", diz o texto, que também solicita "ao Governo birmanês que prepare e dirija eleições plurais em 2010, livres e limpas".



O pedido acontece no momento em que Suu Kyi, de 63 anos, é julgada em um presídio por ter violado as condições da prisão domiciliar, um delito penalizado com até cinco anos de reclusão.



Os ministros europeus e japonês fizeram ontem uma chamada à libertação de Suu Kyi de uma maneira muito mais taxativa, depois de se reunirem com o chanceler birmanês, Nyan Win, em Hanói.



No entanto, a menção na declaração final ganha especial importância já que entre os signatários se encontram vários vizinhos do regime birmanês.



O comunicado da nona reunião de chanceleres do Asem também inclui um parágrafo dedicado à Aliança de Civilizações promovida pelo presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.



"Os ministros expressaram seu apoio à Aliança de Civilizações e deram as boas-vindas aos resultados do fórum realizado em Istambul em abril de 2009, que ofereceu um local para manter um diálogo global e inclusivo", assegura o texto.



A Aliança de Civilizações é o nome pelo qual se conhece a proposta feita em 2004 por Zapatero perante a ONU que defende o estabelecimento de laços entre Ocidente e o mundo muçulmano a fim de combater o terrorismo por uma via diferente da militar.



O Asem é uma iniciativa dedicada a impulsionar a cooperação entre ambos os continentes. Do grupo, fazem parte, além dos 27 países da União Europeia, China, Coreia do Sul, Índia, Japão, Mongólia, Paquistão e os membros da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Laos, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã). EFE

História da Coreia do Norte

História da Coreia do Norte


A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano.

A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coréia do Norte invadiu a Coréia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.

Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coréia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer.

Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.


Da divisão à Guerra da Coréia

O comitê provisório popular da Coréia do Norte exerce as funções de governo provisório. A lei sobre a reforma agrária de 5 de março de 1946 aboliu a propriedade feudal. A lei de 10 de agosto de 1946 nacionalizou as grandes indústrias, os bancos, os transportes e as telecomunicações. O primeiro código do trabalho foi estabelecido pela lei de 24 de junho de 1946. A lei de 30 de julho de 1946 proclamou a igualdade dos sexos. Uma campanha de alfabetização foi iniciada em 1945.

A divisão da Coréia, desde a capitulação japonesa em 1945, estabeleceu os soldados soviéticos e americanos em partes diferentes divididos pelo trigésimo oitavo paralelo, ao final de 1948. Ao sul, os Estados Unidos colocaram em prática uma administração militar direta, e uma organização de eleições em 10 de maio de 1948, que conduziu à proclamação da República da Coréia, em 15 de agosto de 1948.

Depois da Pyongyang de uma conferência, reunindo as organizações da Coréia do Norte e do Sul, em abril de 1948, as eleições legislativas (organizadas clandestinamente ao Sul) foram feitas em 25 de agosto de 1948. Em 9 de setembro de 1948, a Assembléia popular proclama a República popular democrática da Coréia à Pyongyang.

A Guerra da Coréia
Depois de um rápido avanço das tropas norte-coreanas comandadas por Kim Il Sung, que ocuparam logo quase toda peninsula, a exceção de uma ponta à Pusan, as forças americanas e de outros países ocidentais se uniram sob a bandeira da Organização das Nações Unidas em 7 de julho de 1950 : o boicote pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (ou URSS), do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da Organização das Nações Unidas permitiram ao Estados Unidos de considear a Coréia do Norte como agressor e de fazer votar uma intervenção das Nações Unidas. A contra-ofensiva americana invadiu a Coréia do Norte em 26 de outubro de 1950. O armisticio assinado em Panmunjeom em 27 de julho de 1953 está ainda em vigor até os dias de hoje, na ausência de um tratado de paz.




조선 민주주의 인민 공화국



(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)


República Democrática Popular da Coreia

Lema:



강성대국
"Cada um tem a certeza de ganhar se acreditar e depender do povo"
Hino nacional: Aegukka
(canção patriótica)
Gentílico: norte-coreano








Capital - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Cidade mais populosa - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Língua oficial - coreano
Governo - República socialista Juche
- Presidente Kim Yong-nam
- Líder do Comité de Defesa Nacional Kim Jong-il
- Primeiro-ministro Kim Yong-il
Independência do Japão
- Declarada 15 de Agosto de 1945
- Reconhecida 9 de Setembro
Área
- Total 120.540 km² (96º)
- Água (%) 0,1

Fronteira

Coreia do Sul
China
Rússia


População
- Estimativa de 2009 : 22.665.345 hab. (52ºº)
- Densidade : 182,25 hab./km² (41ºº)
PIB (base PPC) : Estimativa de 2007 (est.)
- Total : US$40,00 bilhões USD (89º)
- Per capita : US$1,700 USD (156º)
Indicadores sociais
- Gini (2008) : 31 – baixo
- IDH (1998) : 0.766 (º) – médio
- Esper. de vida : 71 anos (125º)
- Mort. infantil : 19.86/mil nasc. (103º)
- Alfabetização : 100 %% (º)
Moeda : Won norte-coreano (KPW)
Fuso horário : (UTC+9)
Cód. ISO: .kp
Cód. Internet :
Cód. telef. :++850

domingo, 17 de maio de 2009

Médio Oriente: Israel autoriza delegação de extrema-direita a deslocar-se a sector de Hebron


Jerusalém, 17 Mai (Lusa) - O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, autorizou a deslocação, segunda-feira, de uma delegação de parlamentares de extrema-direita a um sector de Hebron, na Cisjordânia, ocupado por Israel, anunciou hoje o seu porta-voz.
"O ministro da Defesa [trabalhista] Ehud Barak respondeu favoravelmente a um pedido de (4) deputados da União Nacional que pretendem efectuar uma visita a Hebron e à Caverna dos Patriarcas", lugar venerado por judeus e islâmicos, afirmou Ronen Moshe.
"Contudo, Barack não autorizou que os deputados penetrem na parte da cidade sob controlo da Autoridade Nacional Palestiniana", frisou.

Tchechénia: Três rebeldes mortos em operação contra grupo de insurrectos


Moscovo, 17 Mai (Lusa) - Três rebeldes foram mortos por forças da ordem, perto da Tchechénia, república do Cáucaso russo, refere hoje a agência Interfax, que cita o dirigente tchecheno pro-Kremlin, Ramzan Kadyrov.
"Três rebeldes foram eliminados. Algumas informações dão conta de outros mortos e feridos entre os rebeldes", adiantou Kadyrov, citado pela Interfax.
Os rebeldes foram mortos na Ingúchia, região adjacente à Tchechénia, duas repúblicas de maioria muçulmana, sublinha a Interfax.

Links com detalhes sobre tropas históricas ou que adquiriram renome nos campos de batalha.

100th Bomb Group (H) - Autor: 100th Bomb Group Foundation

Descrição: Site Oficial do Centésimo Esquadrão de Bombardeiros B-17


A Estrela da África - Autor: Wolfgang Garlipp

Descrição: Página sobre a atuação do 27o. Grupo de Caça Alemão no Norte da Africa, com destaque para o ás Hans J. Marseille.

Afrika Korps - Autor: n.d.

Descrição: site sobre o Afrika Korps com fotos e historias obs: todo em alemão


Afrikakorps - Autor: Ricardo Fan

Descrição: O Deutsches Afrikakorps (ou simplesmente Afrika Korps ou DAK) foi o comando alemão que controlava as divisões Panzer na Líbia durante a Campanha do Norte da África durante a Segunda Guerra Mundial [entre 1941 a 1943]. Foi formado a 19 de Fevereiro de 1941, após o OKW ter decidido enviar uma força expedicionária para ajudar o exército italiano, que tinha sido alvo da contra-ofensiva britânica, a operação Compasso. A força expedicionária alemã, comandada por Erwin Rommel, no início consistia do 5º Regimento Panzer e de várias outras pequenas unidades. Site com fotos e informações.

FEB - Força Expedicionária Brasileira - Autor: Roberto Graciani

Descrição: Homenagem a FEB e a Raul Graciani, veterano do 8º GAC.


IJNAF - Força Aéro-Naval Japonesa - Autor: Aislan Sueyoshi

Descrição: Fala sobre a força aero-naval japonesa, com relatos e fórum sobre estratégia na frente aerea ofensiva contra a USAF.


Luftwaffe39-45 - Autor: Não informado

Descrição: O melhor site sobre a Luftwaffe, suas histórias e seus pilotos em lingua portuguesa do mundo.


O "Lapa Azul" - Autor: Durval Jr.

Descrição: Site do documentário dedicado à memória do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, da FEB, na II GM.


Sentando a Pua! - Autor: Luis Gabriel

Descrição: O Sentandoapua.com.br conta um pouco da história da FAB durante a 2ª Guerra Mundial, dando especial enfoque ao 1º Grupo de Caça e a 1ª ELO.


Tropas de Elite - Autor: Carlos David

Descrição: A mais completa homepage sobre as tropas de elite de todos os tempos. Ricamente ilustrada com fotos e desenhos e repleta de informações. Contém uma seção especial sobre tropas brasileiras.

Sites específicos sobre as armas (navais, aéreas ou terrestres) usadas nos grandes conflitos.


Achtung Panzer! - Autor: George Parada
Descrição: Ótimo site sobre tanques alemães, tem bastante informações e fotos.
Aeroestampas - Autor: Aroldo
Descrição: Os primeiros aviões da história da aviação, aviões de combate da I e II guera mundial.
Bismarck - Autor: Pedro Antunes
Descrição: Página dedicada ao famoso Couraçado Alemão da 2ª Guerra Mundial.
F. Prado - Autor: Fábio Prado
Descrição: Sobre tanques de guerra, novos e antigos.
gunpics.net - Autor: gun pictures .net
Descrição: site sobre armas da segunda guerra com fotos espetaculares.
luft46 - Autor: Dan Johnson
Descrição: Site em ingles.Fala dos projetos que a Luftwaffe tinha para 1946,caso a guerra continuasse.
Military Power Review - Autor: George Abbud
Descrição: Assuntos militares em geral, história militar, tropas de elite, uniformes, aviões de combate, tanques, emblemas e fotos.
Nahverteidigungswaffe - Autor: Marco Aulette
Descrição: Coletânea de fotos coloridas de carros de combate apresentados nos principais museus sobre o assunto no mundo.
Portal Militar - Autor: Cesar do Rosario Ferreira
Descrição: Descrição detalhada de todos os veículos e aeronaves utilizadas no Brasil pelas suas FA´s e Forças Policiais. Muitas fotos, informações e perfis.
PzKpfw V Panther - Autor: Wolfgang Garlipp
Descrição: Breve histórico sobre a criação e desenvolvimento do tanque médio alemão "Panther" na 2a.Guerra Mundial
Railway Gun Web Museum - Autor: N. Robinson
Descrição: Sítio sobre artilharia ferroviária, incluíndo trens blindados, de diversos países. Inclui dados sobre o Dora, o maior canhão já produzido e usado no cerco de Sebastopol.
Screenshotart - Autor: Marco Antonio Aulette
Descrição: Site de Arte digital. Uma quantidade massiva de arte baseada na aviação da 2ª Grande Guerra Mundial
The Armor Site! - Autor: fprado
Descrição: Sobre tanqwues de guerra novos e antigos
The WWII Fighter Gun Debate - Autor: Ted Bradstreet
Descrição: Excelente sítio discutindo armamento (canhões e metralhadoras) para aviões.
U47.org - Autor: Rick D. Joshua
Descrição: Site em inglês dedicado ao submarino alemão U47 e seu comandante, e claro a scapa flow
WARBIRDS - Os Lendários Combatentes da SGM - Autor: Júlio César Guedes Antunes
Descrição: Artigos suscintos sobre aeronaves de combate da Segunda Guerra Mundial, originárias da Alemanha, EUA, Inglaterra, Itália, URSS, Holanda, Polônia, Japão, França e Brasil.

Sites sobre jogos voltados aos temas da primeira e segunda guerras mundiais.



Navy Field - Autor: Stephano Ramos
Descrição: Este é o site do jogo Navy Field. Trata-se de um jogo de estratégia naval online, em tempo real, ambientado na 2ª Guerra Mundial.

- = T C H E = - - Autor: Vitor "HaRaMiZ" Souza
Descrição: Clan de Battlefield 1942.

1 st Brazilian Fighter Squadron - Autor: Julio Cesar e outros
Descrição: É um site dedicado ao Primeiro Grupo de Caça que lutou na WWII no front da Italia. Reproduzimos os confrontos no simulador IL-2 Sturmovik da UBI Soft. Preservamos a historia da nossa aviaçao de caça da WWII, principalmente reproduzindo texturas historicas do famoso P47D

Battlefield Central - Autor: indicado por Marcelo Kufi Küfner
Descrição: Site que congrega os jogadores brasileiros do Battlefield 1942.

Battlefront - Autor: Indicado por Tiago Constantino
Descrição: Site em que se pode fazer downloads de jogos de estratégia, do tipo "Combat missiom: beyond overlord".

Brazilian Clan - Autor: K1LL1nG
Descrição: Site do clan Brazilian Clan do jogo Call of Duty 2 e Call of Duty United Offensive. ! MaiS QuE UM ClaN! UmA FamiliA!

Clan Circulo de Fogo =CF= - Autor: =CF=Dark_RS
Descrição: Clan brasileiro do jogo Medal of Honor Allied Assault.

Clan KRAS de MOHAAS - Autor: Kras
Descrição: Site do clan Kras do jogo Medal Of Honor Allied Assault SpearHead

Clan Method Of Destruction - Autor: Casanova
Descrição: Um clan formado não apenas por jogadores e sim por uma grande familia.

Cockpit News - Autor: Fabiano
Descrição: O Seu jornal On-Line de Simuladores de vôo de combate! Jogos, Dicas e informações sobre WWII e Aviação. Atualizado regularmente.

Frango Atiradores - Autor: Ian Sierra
Descrição: Site dedicado ao popular jogo Medalha de Honra.

Guerra Mundial - Autor: cabelinhu
Descrição: Jogo do tipo Web-Based baseado em fatos da Guerra. Você comanda um impérios, suas tropas e seus setores e tem o objetivo de destruir os impérios inimigos e se tornar o melhor império!

Hey Boys Clan - Site Oficial - Autor: Bussarello - Membro Oficial
Descrição: Site oficial de um clan de Medal of Honor Allied Assault™ Não é somente um Clan, e sim uma familia... "A Nossa maior luta é pela conquista da amizade."

PanzerDivision - Real Time Strategy Games - Autor: Ricardo F. A. Vianna
Descrição: Fan site de um dos melhores jogos de RTS - Blitzkrieg e Sudden Strike. Com aspectos comerciais como, por exemplo: T-Shirts com temas militares.

Saints Or Soldiers :: Clan - Autor: Vinicius
Descrição: Fórum de discussão sobre o jogo Call of Duty 2. O clan está atualmente recebendo novos membros.

SDF CLAN SH - Autor: SDF
Descrição: site do clan SOLDADOS DE FORÇA do jogo medal of honor spearhead.

Sentai Kamikaze Brasil - Autor: SK_FlashBack
Descrição: Grupo aéreo virtual da segunda guerra mundial, simulando em IL2 FB + AEP + PF, voando pelas forças do eixo, honrando o Império Japonês, comandante Hamasaki, sub. c. Ronin. Nosso site possui dados técnicos, fotos e informações gerais sobre a IJNAF e seu braço aéreo da JAAF no conflito da 2ºGM.

The Blitzkrieges - BF1942 - Autor: Victor L.
Descrição: Site do jogo BattleField 1942

UMGC: União Mega Gamers Clan - Autor: Gustavo Licks Henke
Descrição: Site do clã de Call of Duty 2 União Mega Gamers Clan. Site em Update, aguarde...

VF-1 - Autor: Marco Antonio Aulette
Descrição: Site sobre o esquadrão virtual VF-1 (combatendo na arena virtual Warbirds-FHR e IL-2 Forgotten Battles), criado em homenagem ao esquadrão homônimo da Marinha do Brasil. Contém informações, notícias e links relacionados à aviação.

War machine - Autor: Shion Apolo
Descrição: Site de Clã de BF1942. Somos na maioria de Caxias do Sul, RS, mas temos jogadores de vários lugares do país em nossa equipe.

[AMI] - BF Team - Autor: RivolTa
Descrição: Equipe do jogo BattleField 1942, inspirado na 2ªGM. Para maiores detalhes e organização, em nosso site.

SoH - Soldiers of Honor - Autor: SoHZacca
Descrição: Site do Clan SoH - Soldiers of Honor. Um clan de Medal of Honor Spearhead, e Call of Duty 2.

Guerra do Iraque


Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos entraram em alerta contra seus possíveis inimigos. Empreenderam uma guerra contra os afegãos derrubando o governo talebã, mas não conseguiram capturar o terrorista Osama Bin Laden. Paralelamente, o presidente George W. Bush criou a Lei Antiterrorismo, pela qual o Estado teria o direito de prender estrangeiros sem acusação prévia e violar determinadas liberdades individuais.Nesse mesmo período, o governo norte-americano conseguiu a liberação de fundos do orçamento para o investimento em armas, no valor de 370 bilhões de dólares. Com o passar do tempo, o fracasso na captura de Bin Laden direcionou atenção do governo norte-americano contra outros possíveis inimigos dos EUA. O chamado “eixo do mal” teria como alvos principais alguns países como Irã, Coréia do Norte e Iraque. Este último, comandado por Saddam Hussein, foi o primeiro a ser investigado pelos EUA. No ano de 2002, o presidente George W. Bush iniciou uma forte campanha contra as ações militares do governo iraquiano. Em diversas ocasiões, denunciou a presença de armas de destruição em massa que poderiam colocar em risco os Estados Unidos e seus demais aliados. Após denunciar a produção de armas químicas e biológicas no Iraque, os EUA conseguiram que uma delegação de inspetores das Nações Unidas investigasse o estoque de armamentos controlados por Saddam Hussein.Em fevereiro de 2003, os delgados da ONU chegaram à conclusão que não havia nenhum tipo de arma de destruição em massa no Iraque. Contudo, contrariando a declaração do Conselho de Segurança da ONU, o presidente George W. Bush formou uma coalizão militar contra os iraquianos. No dia 20 de março de 2003, contando com o apoio de tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas, os EUA deram início à guerra do Iraque com um intenso bombardeio.Em pouco tempo, a força de coalizão conseguiu derrubar o governo de Saddam Hussein e instituir um governo de natureza provisória. Em dezembro de 2003, o governo estadunidense declarou sua vitória contra as ameaçadoras forças iraquianas com a captura do ditador Saddam Hussein. A vitória, apesar de “redimir” as frustradas tentativas de se encontrar Bin Laden, estabeleceu um grande incômodo político na medida em que os EUA não encontraram as tais armas químicas e biológicas.Passados alguns meses, a população iraquiana foi levada às urnas para que escolhessem figuras políticas incumbidas de criar uma nova constituição para o país. Passadas as apurações uma nova carta foi criada para o país e o curdo Jalal Talabani foi escolhido como presidente do país. Em um primeiro momento, tais episódios indicariam o restabelecimento da soberania política do país e o fim do processo de ocupação das tropas norte-americanas.No entanto, o cenário político iraquiano esteve longe de uma estabilização. Os grupos políticos internos, sobretudo dominados por facções xiitas e sunitas, se enfrentam em vários conflitos civis. Ao longo desses anos de ocupação, os Estados Unidos vem empreendendo uma batalha que não parece ter fim, pois as ações terroristas contra suas tropas continuam ocorrendo. Em 2008, com o fim da era George W. Bush existe uma grande expectativa sobre o fim da presença militar dos EUA no Iraque.

Shimon Peres aprova declarações do rei da Jordânia sobre a paz

O presidente israelita, Shimon Peres, mostrou-se "muito animado" neste domingo com as declarações do rei Abdullah II da Jordânia, por ter referido a possibilidade de 57 países reconhecerem Israel no marco de uma paz entre os árabes e os israelitas.
"Sua majestade o rei referiu-se a 57 países envolvidos na paz (...), acredito que este posicionamento é muito animador e vem num bom momento", disse Peres, durante o Fórum Económico Mundial.
O rei Abdullah disse sábado em entrevista à AFP que "57 países não reconhecem Israel, ou seja, a terça parte dos países membros da ONU, e a razão é que a ocupação continua e falta um acordo de paz".
O rei pediu uma "retirada de todos os territórios ocupados palestino, sírio e libanês, em contrapartida de relações normais com todos os países árabes".
Peres indicou por sua vez que as divergências diminuíram entre os negociadores palestinos e israelitas e podem ser superadas se forem acrescentadas algumas "ideias novas". Peres vai encontrar -se com o rei Abdullah da Jordânia.

SAPO/AFP

Guerrilha decide depor armas para acabar com combates

A guerilha Tamil anunciou no domingo que decidiu depor as armas para acabar com os combates com as tropas do Sri Lanka no nordeste da ilha
«Só nos resta uma opção: eliminar a última débil desculpa do inimigo para matar o nosso povo. Decidimos calar as nossas armas», afirmou, em comunicado, o chefe das relações internacionais da guerrilha dos Tigres da Libertação Tamil.
A nota da guerrilha Tamil foi colocada na página da Internet 'TamilNet'.
O responsável anunciou igualmente que nas últimas 24 horas 3000 civis tamiles morreram e outros 25 000 ficaram feridos e precisam de assistência médica.
«É o nosso povo que está a morrer por causa das bombas, dos ataques, das doenças e da fome. Não podemos permitir que sofram mais», acrescentou o líder da guerrilha.
O exército cingalês já tinha anunciado o resgate de todos os civis (50 000) que os Tigres de Libertação Tamil tinham como reféns no nordeste da ilha.
«Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para deter esta carnificina. Se isso significa calar as nossas armas e entrar num processo de paz, isso é algo a que já demos o nosso acordo», sublinhou.
Sábado, o Exército reivindicou ter tomado a última franja de território sob controlo dos rebeldes, cercados agora em menos de um quilómetro quadrado de terra sem saída para o mar.
De acordo com dados da Nações Unidas, 7000 civis foram mortos e 16 700 feridos entre 20 de Janeiro e 07 de Maio.

Lusa/SOL

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

1832 - Federação do Guanais


A Federação do Guanais foi uma revolução nativista ocorrida na Bahia, no ano de 1832.

Raízes do Movimento

Existia na Bahia um sólido desejo autonomista e republicano, presentes ainda no século XVIII, com a Conjuração Baiana. A partir deste movimento inicial, o ideário voltou a eclodir em revoltas e serviu de mote para congregar o povo da Bahia na luta pela Independência que, no Estado, iniciou-se antes mesmo da proclamação oficial, em 1822, e terminando somente a 2 de julho de 23.

A situação do Brasil, após a sua emancipação, continuava indefinida, com várias correntes de ideais almejando maiores transformações, agravadas sobretudo pela solução encontrada com a abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, ainda menor.

No Recôncavo Baiano fervilhavam os conciliábulos, as associações de cunho secreto projetavam levantes e revoltas, que a Corte combatia através da promoção de eventuais líderes a postos no interior remoto. Durante a Regência Trina Permanente, vários movimentos revoltosos e revolucionários ocorreram (Classificados, na historiografia, sob o título genérico de “Movimentos Nativistas”), e um deles veio finalmente a eclodir na Bahia, em 1832.

Uma breve República


A partir da Vila de São Félix, no Recôncavo Baiano, Bernardo Miguel Guanais Mineiro chefiou um violento movimento federalista que, em fevereiro de 1832, chegou a estabelecer um governo provisório.
Nove anos depois da Guerra de Independência da Bahia, as idéias republicanas e emancipacionistas que motivaram o povo baiano à luta fizeram os revolucionários que era a hora de mudar o regime, então conturbado pela indefinição de como seria o Governo, ausente o Imperador.
Adotaram uma bandeira de três palas: branca, azul e branca.
Apesar do apoio que receberam por parte dos proprietários, ainda tomados pelo forte sentimento federalista, suas forças não puderam fazer frente à resistência do poder constituído.
A reação do governo foi capitaneada pelo Visconde de Pirajá. Após três dias de lutas, os revoltosos se rendem e seu chefe, Guanais Mineiro, é mandado preso para o Forte do Mar – verdadeiro bastião de forma circular erguido numa ilha artificial para a defesa do porto de Salvador.
Em 1833, Guanais Mineiro consegue sublevar a fortificação onde estava confinado e, dali, bombardeia Salvador – foi o “canto do cisne” deste chefe revolucionário que, dali, foi mandado para o sertão baiano onde, longe das inflamações da capital, encerrou seus dias, deixando grande descendência.
O sentimento republicanoApesar do fracasso desta iniciativa, os ideais republicanos continuariam vivos no povo baiano. Eclodiu, novamente, com a Sabinada e veio a ganhar corpo no final do 2º Reinado, sob os auspícios de líderes baianos como Rui Barbosa, Cezar Zama e muitos outros, até eclodir finalmente na Proclamação de 1889.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

1832 - Guerra dos Dois Irmãos



A chamada Guerra dos Dois Irmãos é o capítulo da história do Império Inca que precede o seu epílogo com a conquista espanhola por Francisco Pizarro.

Tratou-se de uma guerra de sucessão travada entre os dois filhos do inca Huayna Capac, iniciada cerca de cinco anos após a sua morte.

Premissas da guerra

A versão mais corrente das razões primordiais desta guerra é de que Huayna Capac teria dividido o Império Inca entre seus dois filhos, em duas porções a saber�: uma maior, com sede em Cusco abrangendo os territórios ao Sul, que foi atribuida a Huascar junto com o título de Imperador (Supa inca), e outra, menor, com sede em Quito abrangendo os territórios do norte, que coube a Atahualpa por serem terras de sua mãe, uma princesa de Quito.

Nesta primeira tese raciocina-se que, afora a cupidez pelo poder, Huascar não tinha como conquistar terras mais ao sul enquanto que Atahualpa tinha futuro promissor em relação ao norte, decorrendo daí a pretensão de Huascar, que herdara o título de Supa Inca, em submeter Atahualpa, única forma de majorar seus domínios.

Entretanto historiadores de renome confutam esta versão como lenda romântica, afirmando que ao contrário de ser filho de uma princesa do norte (Quito), Atahualpa procedia também de Cusco e era filho de Huayna com uma ilustre concubina e que, em função disto, o pai o havia feito viver em Quito desde os doze anos de idade, outorgando-lhe lá importante função administrativa e o comando de um exército de cerca de 12.000 homens.

Ambas as correntes aceitam entretanto que, de fato, o título de imperador coube a Huascar, e aceitam também como fato histórico verdadeiro, a interpelação que Huascar teria feito a Atahualpa para que este viesse a Cusco prestar-lhe obediência e vassalagem.

A primeira e tradicional corrente narra que diante da interpelação, Atahualpa dissimulou obediência e vindo até próximo a Cusco, e descobertos seus planos, iniciou a agressão.

A segunda corrente afirma que Atahualpa de fato submeteu-se mas que, tendo se demorado e enviando uma comitiva a preceder-lhe, soube que esta foi brutalmente trucidada porque Huascar teria cedido aos rumores de rebelião, e prevendo igual fim, não teve alternativa senão de fato rebelar-se e partir para a ofensiva.

De qualquer forma, a guerra foi movida pelos herdeiros diretos do império e visava a obtenção de todo o poder sobre o Tawantinsuyu.

1828 - Guerras Liberais em Portugal

Guerras Liberais em Portugal

A Guerra Civil Portuguesa (1830-1834) ocorre no quadro da Crise de Sucessão ao Trono Português (1826-1834) que opôs o partido cartista, constitucionalista, ou liberal, liderado pelo ex-imperador D. Pedro I do Brasil, e ex-rei D. Pedro IV de Portugal, auto-proclamado regente do Reino em nome de sua filha a princesa do Grão-Pará, D. Maria da Glória de Bragança, depois D. Maria II, rainha de Portugal e o partido tradicionalista, legitimista, ou absolutista, encabeçado por D. Miguel I, rei de Portugal. Em causa estava a vontade de transformação de Portugal numa monarquia constitucional, o que se opunha aos princípios vigentes do legitimismo ou tradicionalismo, a que os liberais chamavam de absolutismo.

Ao morrer envenenado por arsénico (1), em 1825, D. João VI rei de Portugal, foi forjada uma carta (1) supostamente assinada pelo rei, (envenenamento, e carta, estudadas e documentadas definitivamente, nos últimos anos, cientificamente) cuja morte foi mantida em segredo no Paço durante alguns dias, com a cumplicidade do seu médico assistente, a fim de dar tempo aos preparativos políticos desejados pelos regicidas. Nesta carta apócrifa o rei indicaria como seu sucessor o seu filho D. Pedro, imperador do Brasil, e nomeava Regente do reino a Infanta D. Isabel Maria, até D. Pedro indicar as providências que tomaria a respeito da sucessão. Na realidade, nunca nenhum rei de Portugal teria poderes para designar sucessor, sem a anuência e o juramento desse sucessor pelas Cortes gerais da Nação, conforme estava estipulado no Direito Constitucional Português, e sempre cumprido desde as Cortes de 1641. Previa este direito que, no caso de um Príncipe português casar com o herdeiro de outro trono, passassem os direitos ao trono português para o seu irmão imediata, desde que este mantivesse a nacionalidade portuguesa, o que era o caso de D. Miguel, e não o de D. Pedro. Enviado um navio ao Rio de Janeiro a comunicar esta notícia, com a ordem ilegal e falsificada, ao imperador do Brasil, foi esse navio lusitano canhoneado, ao querer entrar na barra do porto carioca, tendo dificuldade em explicar ao que ia, tal a animosidade que ainda reinava entre os brasileiros, apesar da paz assinada no ano anterior. D. Pedro, a quem a notícia colheu de chofre, e a quem a Constituição brasileira impedia, aliás tal como a portuguesa, de juntar duas coroas, ordenou ao seu secretário a redacção de uma Carta Constitucional, que este redigiu no breve espaço de uma noite, enquanto o imperador compunha e musicava um Hino para Portugal, o chamado Hino da Carta. Colocado entre a escolha de uma coroa e outra, escolheu a brasileira, e, sem consulta a Portugal nem respeitando as Leis Fundamentais do Reino, "abdicou" condicionalmente dos seus direitos em sua filha, quando o não podia fazer tendo um filho, e optando definitivamente pela nacionalidade estrangeira, senão como sinal de tirania e despotismo, contra todas as leis de Portugal e seus foros, que aliás nunca chegou a jurar, tendo sido por esse facto um rei "de facto", mas não "de jure"; e sossegando os brasileiros, por um lado, com esta cessão dos seus direitos, continuaria reinando em Portugal até se cumprirem as condições estipuladas nessa abdicação condicionada.

As relações de D. João VI com os seus dois filhos homens, eram complicadas. D. Pedro, o seu primogénito e herdeiro antes de 1822, tinha sido afastado na sequência dos eventos de 7 de Setembro de 1822 que levaram à independência do Brasil. Com D. Miguel, a relação não era mais fácil, visto que o infante já se tinha revoltado antes, a primeira vez a favor da restauração dos direitos tradicionais do pai, sendo recompensado por isso pelo soberano, e a segunda, contra a vontade deste, no mesmo sentido, a fim de afastar os elementos liberais do Governo de D. João VI, o que ocasionara o seu exílio, em prisão dourada, na corte de Viena de Áustria, ao cuidado de Metternich.

De início o partido tradicionalista levou a melhor e a causa constitucional parecia perdida. D. Miguel I procurou obter reconhecimento internacional, e embora reconhecido pela Santa Sé, pela Espanha, e pelos Estados Unidos, e tendo até 1830 a simpatia da França e da Inglaterra, a deposição do reaccionário Carlos X de França, e a saida do poder em Inglaterra do conservador Duque de Wellington, por outro, impediram que estes dois paises, os mais importantes no Ociente europeu, o reconhecessem. Para isso contribuiu também a acção diplomática de Metternich, cujo soberano era sogro de D. Pedro, e pugnava por sentar a sua neta, Habsburgo por sua mãe, no trono de Lisboa.

Entretanto em 1831 o estadista José Bonifácio obrigou o imperador D. Pedro I, acusado de excesso de autoritarismo, a abdicar da coroa do Brasil no filho D. Pedro II do Brasil. Vendo-se obrigado a viajar para a Europa, este instala-se entre Paris e Londres, aonde os novos regimes saidos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis, e utilizando o oiro brasileiro devido a Portugal pelo tratado de paz luso-brasileiro de 1826, reune um exército de portugueses emigrados, e de mercenários estrangeiros, que embarca numa frota a fim de conquistar uma posição em território português, dando assim início à Guerra Civil. viajar para Portugal para lidar com a situação. Conquistada a fortíssima posição militar e naval de Angra, nos Açores, por essa armada, D. Pedro partirá depois daí, mais tarde, para invadir o Continente português, o que ocorrerá a norte do Porto, na Praia dos Ladrões, depois rebaptizada de praia do Mindelo, aonde actualmente se encontra o grande monumento aos mortos da Guerra Civil, em forma de obelisco colocado junto ao mar, nas rochas do desembarque.

Seguidamente, as forças pedristas desembarcadas entrincheiraram-se dentro dos muros da Cidade Invicta, dando os miguelistas inicio ao duro e prolongado Cerco do Porto. Finalmente, conseguindo furar o bloqueio naval da barra do Douro, uma frota rompeu e seguiu até ao Algarve, aonde desembarcou uma divisão do Exército invasor que avançou para Lisboa rapidamente, protegido pela esquadra inglesa. Lisboa foi entregue ao comandante-chefe liberal, marechal Duque da Terceira, sem combate nem resistência, pelo Duque de Cadaval, antigo primeiro-ministro do rei D. Miguel, em 24 de Julho de 1833.

A guerra continuou no entanto a marchas forçadas, dolorosas, pelo Ribatejo fora, estando já a Família Real em Santarém, aonde morre nessa altura de peste a infanta D. Maria da Assunção de Portugal, irmã dos dois príncipes inimigos; ali perto se dará a definitiva batalha da Asseiceira, ganha pelos cartistas, finda a qual, o que restava do Exército se retirou para o Alentejo, onde D. Miguel se viu forçado a aceitar a Concessão de Évora-Monte, embarcando em Sines para o exílio, a bordo de uma nave de guerra inglesa.

D. Maria da Glória, a princesa do Grão-Pará, que entretanto se encontrava ao abrigo da corte de Londres, junto a sua prima a rainha Vitória, pode finalmente chegar a Portugal, nesse ano de 1834, e, estando o vencedor da guerra, D. Pedro, tuberculoso e com pouca esperança de vida, houve que emancipar rapidamente a jovem princesa, de 15 anos de idade, jurando finalmente a Carta Constitucional, e subindo enfim ao trono de Portugal, pela declaração da sua maioridade em Cortes, e cessação da regência que em seu nome o pai exercia desde o ano de 1830.

1828 - Revolta dos Mercenários

Revolta dos Mercenários


A Revolta dos Mercenários constitui-se numa sublevação militar ocorrida no Brasil, sob o governo de D. Pedro I (1822-1831).

Episódio pouco conhecido na História do Brasil, inscreve-se no contexto da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828), da qual resultou a independência da República Oriental do Uruguai (27 de Agosto de 1828).

Em junho de 1828, por três dias, a população da Corte (a cidade do Rio de Janeiro) viveu sobressaltada pela sublevação de três batalhões estrangeiros que serviam ao Império do Brasil desde a independência (1822).

Reprimida a sedição com o auxílio da população, os batalhões de tropas de mercenários foram dissolvidos e a maior parte de seus integrantes, deportada. Ao que tudo indica, a revolta deveu-se ao não cumprimento, por parte da coroa, de pagamento aos mercenários, conforme acordado.

Sergio Corrêa da Costa, em seu livro, Brasil, segredo de Estado, associa tal revolta a um complô envolvendo Manoel Dorrego, governador de Buenos Aires, e os alemães Federico Bauer e Antonio Martín Thym, cujo objetivo visava sequestrar e mesmo matar Pedro I, bem como a independência de Santa Catarina (pp. 17-39).

1825 - Guerra da Cisplatina

Guerra da Cisplatina

A Guerra da Cisplatina ou Campanha da Cisplatina foi um conflito ocorrido entre Brasil e Argentina no período de 1825 a 1828 pela posse da atual República Oriental do Uruguai.

Antecedentes

O termo cisplatina indica a região denominada Banda Oriental do Rio da Prata, que hoje constitui o Uruguai, e que desde os tempos do Tratado de Madri, vinha sendo disputada, primeiramente, por espanhois e portugueses, e depois, por argentinos e brasileiros.

Território argentino até 1821, ele é incorporado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves por Dom João VI com o nome de Província Cisplatina. A anexação é justificada pelos direitos hereditários que sua esposa, a Princesa Carlota Joaquina, teria sob a região. Após a conquista do território em 1816 pelo general português Carlos Frederico Lecor, comandante dos Voluntários do Principe Regente, é desenvolvida uma inteligente política de ocupação, com as Escolas Mútuas do Método Lancaster e o apoio das elites Orientais. Localizado na entrada do estuário do Rio da Prata, a Banda Oriental é estratégica, já que quem a controla tem grande domínio sobre a navegação em todo o rio.

O Conflito

Com pretenções de anexar a Banda Oriental ou Cisplatina (antigos nomes do Uruguai) a Confederação das Províncias Unidas do Prata, a Confederação Argentina incentiva os patriotas uruguaios, liderados por Juan Antonio Lavalleja por meio de apoio político e suprimentos a se levantarem contra a dominação brasileira na região.

O conflito se originou em 1825, quando líderes separatistas uruguaios, como Fructuoso Rivera e Lavalleja, proclamaram a independência da região. Lavalleja desembarcou na Cisplatina com sua tropa e com o apoio da população declarou a incorporação da Banda Oriental do Uruguai à s Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina. A resposta do governo imperial do Brasil foi a declaração de guerra à Argentina.

Um exército argentino atravessou o rio da Prata, fazendo sua base em Durazno, e o movimento iniciou-se com a invasão do território brasileiro pelo general Carlos María de Alvear (1826). O visconde de Barbacena, comandando as tropas imperiais, chocou-se com os argentinos na batalha de Ituzaingó.

O imperador Dom Pedro I envia esquadra naval para bloquear o estuário do rio da Prata, assim como os portos de Buenos Aires. A Argentina revida, atacando o litoral gaúcho. Contudo, a pressão naval brasileira consegue, com o tempo, estrangular o comércio argentino.

Dom Pedro I inicia a ofensiva terrestre a partir do final de 1826, por meio da reunião de tropas no sul do Brasil. Suas tropas são formadas, em sua maioria, por voluntários e por algumas unidades de mercenários europeus.

A dificuldade de D. Pedro I em reunir forças para o combate se deve em grande parte ao fato de seu governo estar enfrentando na mesma época várias rebeliões populares e levantes militares nas províncias do recém-independente Brasil (inclusive na capital Rio de Janeiro )

A falta de tropas atrasa em muito a capacidade de responder ao apoio de Buenos Aires ao levante no sul (por volta de 1826 o apoio argentino não é mais somente político e logístico, já há convocação de tropas para lutar contra o império).

A guerra é marcada por diversos pequenos encontros e escaramuças de grupos armados de ambos os lados. estes encontros em nada contribuíram para o impasse político e militar.

Somente as batalhas de Sarandi e Passo do Rosário foram encontros militares de maior vulto. Em ambos, o exército imperial foi derrotado. Contudo, graças a falta de recursos humanos e logísticos de Argentina e Uruguai para explorarem estas vitórias, elas foram de pouco proveito.

A guerra prosseguiu, por terra e mar, com vantagem para as forças imperiais, que derrotaram as forças republicanas na batalha decisiva de Monte Santiago (1827).

Na primeira metade do ano seguinte, dado o impasse em terra, o bloqueio naval brasileiro, os altos custos para os belingerantes da continuação da guerra, a pressão britânica para que um acordo fosse firmado, além da precariedade militar e política dos países beligerantes, , a paz começou a ser negociada, com a mediação da França e da Grã-Bretanha. O Império do Brasil e a República das Províncias Unidas do Rio da Prata, por uma convenção preliminar de paz, assinada no Rio de Janeiro, renunciaram à s suas conquistas e reconheceram como Estado independente a Banda Oriental do Uruguai, que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.

A Derrota

A perda da Cisplatina foi mais um motivo para o crescimento da insatisfação com o governo de Dom Pedro I. Na realidade, a guerra era impopular desde o início, pois para muitos brasileiros representava aumento de impostos para o financiamento de mais uma guerra.

Quando o Brasil assinou o acordo pela independência da região, muitos utilizaram isto como argumento para tornar ainda mais impopular o governo, alegando que o imperador havia depauperado os cofres públicos e sacrificado a população por uma causa perdida. Entretanto, a Guerra da Cisplatina não foi o motivo da abdicação do imperador em 1831. Ela se insere dentro de outros que concorreram para sua queda; entre eles, sem dúvida, seu estilo centralizador de governar foi o principal.