06 JUL 09 às 08:05
Os tumultos deste domingo em Urumqi, capital regional do Xinjiang, no noroeste da China, fizeram 140 mortos e mais de 800 feridos, de acordo com a agência estatal Nova China, citando as autoridades locais.
Centenas de pessoas foram detidas na sequência dos violentos incidentes que eclodiram este domingo à noite, entre as quais «mais de dez personalidades chave que atiçaram os tumultos», adiantou a Nova China citando o departamento de segurança pública.
«A polícia continua à procura de outras 90 pessoas chave», acrescenta a agência.
Por seu lado, um porta-voz do governo regional disse à agência France Press que «o último balanço aponta para 140 mortos e 828 feridos».
Este balanço coincide com as imagens impressionantes difundidas pela televisão central CCTV, que mostram civis ensanguentados, alguns deitados no chão, alternando com planos de veículos em chamas ou já carbonizados, e outras pessoas a lançar pedras às forças da ordem ou a virar uma viatura da polícia.
Segundo um correspondente da AFP no local, a calma parece ter regressado hoje a Urumqi, onde a presença das forças da ordem é visível e onde as autoridades fecharam vários bairros durante a manhã.
No entanto, a Nova China já anunciou o «levantamento parcial» das restrições da circulação a meio do dia.
Pequim atribuiu a responsabilidade pelos tumultos à dissidência uigur no exílio, e nomeadamente ao Congresso Mundial Uigur de Rebiya Kadeer, que chegou em Março aos Estados Unidos após a sua detenção durante quase seis anos na China e do seu exílio forçado em Pequim.
A organização uigur terá incitado à violência com apelos na Internet aos simpatizantes para se mostrarem «mais bravos» e «fazerem qualquer coisa em grande».
Estes incidentes fazem lembrar os do ano passado em Lhasa, capital regional do Tibete: a 14 de Março de 2008, tibetanos viraram-se contra comerciantes da etnia Han, matando 18 civis e um polícia, segundo as autoridades chinesas.
Em Xinjiang, nos confins da Ásia Central, vivem cerca de 8,3 milhões de uigures, alguns dos quais denunciam a repressão política e religiosa exercida pela China a coberto da luta contra o terrorismo.
Os tumultos deste domingo em Urumqi, capital regional do Xinjiang, no noroeste da China, fizeram 140 mortos e mais de 800 feridos, de acordo com a agência estatal Nova China, citando as autoridades locais.
Centenas de pessoas foram detidas na sequência dos violentos incidentes que eclodiram este domingo à noite, entre as quais «mais de dez personalidades chave que atiçaram os tumultos», adiantou a Nova China citando o departamento de segurança pública.
«A polícia continua à procura de outras 90 pessoas chave», acrescenta a agência.
Por seu lado, um porta-voz do governo regional disse à agência France Press que «o último balanço aponta para 140 mortos e 828 feridos».
Este balanço coincide com as imagens impressionantes difundidas pela televisão central CCTV, que mostram civis ensanguentados, alguns deitados no chão, alternando com planos de veículos em chamas ou já carbonizados, e outras pessoas a lançar pedras às forças da ordem ou a virar uma viatura da polícia.
Segundo um correspondente da AFP no local, a calma parece ter regressado hoje a Urumqi, onde a presença das forças da ordem é visível e onde as autoridades fecharam vários bairros durante a manhã.
No entanto, a Nova China já anunciou o «levantamento parcial» das restrições da circulação a meio do dia.
Pequim atribuiu a responsabilidade pelos tumultos à dissidência uigur no exílio, e nomeadamente ao Congresso Mundial Uigur de Rebiya Kadeer, que chegou em Março aos Estados Unidos após a sua detenção durante quase seis anos na China e do seu exílio forçado em Pequim.
A organização uigur terá incitado à violência com apelos na Internet aos simpatizantes para se mostrarem «mais bravos» e «fazerem qualquer coisa em grande».
Estes incidentes fazem lembrar os do ano passado em Lhasa, capital regional do Tibete: a 14 de Março de 2008, tibetanos viraram-se contra comerciantes da etnia Han, matando 18 civis e um polícia, segundo as autoridades chinesas.
Em Xinjiang, nos confins da Ásia Central, vivem cerca de 8,3 milhões de uigures, alguns dos quais denunciam a repressão política e religiosa exercida pela China a coberto da luta contra o terrorismo.