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domingo, 7 de dezembro de 2025

Repúdio à barbárie da guerra na Ucrânia**



A guerra na Ucrânia representa uma das expressões mais cruéis da incapacidade humana de resolver conflitos sem recorrer à violência. Cada bomba lançada, cada cidade destruída e cada vida interrompida revelam a dimensão trágica de um conflito que jamais deveria ter acontecido. Não há justificativa moral, política ou histórica que possa apagar o sofrimento imposto a milhões de pessoas que viram suas casas, suas famílias e seus sonhos serem dilacerados.

É impossível permanecer indiferente diante das imagens de civis fugindo sob o som de sirenes, de crianças separadas de seus pais, de idosos que perderam tudo o que construíram ao longo de uma vida inteira. A guerra não é apenas um confronto entre exércitos; é uma ferida aberta na humanidade, um retrocesso civilizatório que expõe a brutalidade e a fragilidade das nossas instituições de paz.

Repudiar essa barbárie é um dever ético. É afirmar que a vida humana deve estar acima de ambições territoriais, disputas geopolíticas ou narrativas de poder. É exigir que o diálogo substitua a violência, que a diplomacia prevaleça sobre a destruição e que a dignidade humana seja o princípio inegociável de qualquer nação.

Enquanto a guerra continuar, o mundo inteiro fracassa um pouco mais. Que este conflito sirva, ao menos, como um lembrete doloroso de que a paz não é um estado natural: é uma construção diária, frágil e urgente, que exige coragem, empatia e responsabilidade coletiva.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ucranianas tiram a roupa para 'dar voz' às mulheres

Feministas ucranianas apoiam mulheres sauditas que querem dirigir 

Ativistas do Femen protestaram em frente a embaixada em Kiev.

'Carros para as mulheres, camelos para os homens', dizia outro cartaz. As sauditas prometem dirigir nesta sexta-feira, em um protesto contra a proibição (Foto: AFP)
Ativista do grupo ucraniano Femen protesta nesta quinta-feira (16) em Kiev, na Ucrânia, em frente à Embaixada da Arábia Saudita. Nas suas calcinhas, estava escrito 'Dê passagem!'. Elas protestam contra a proibição de mulheres ao volante na Arábia Saudita (Foto: AFP)



Elas estão regularmente em fotos nas agências de notícias e nas páginas dos tabloides – sempre com os seios às mostra. As garotas do grupo Femen, uma organização feminista ucraniana, descobriram que mostrar o corpo é uma das melhores maneiras de chamar a atenção para suas causas. Mas quais são mesmo sua causas?

São as mais diversas, como explica à reportagem do G1, em Kiev, uma das líderes do movimento, Inna Shevchenko, estudante de jornalismo de 20 anos. Por isso, até duas vezes por semana elas estão em algum lugar público mostrando os seios.

Já foram alvos o governo ucraniano, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por causa de suas supostas peripécias sexuais, assim como o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, por não livrar Sakineh Mohammadi Ashtiani da condenação por apedrejamento. Na última semana, elas lembraram os 25 anos do acidente de Chernobyl e protestaram contra o uso da energia nuclear.

“Claro que protestamos contra tudo. O que queremos é ter uma voz”, diz Inna.


 
Integrantes do Femen protestam contra a polícia, por tentar deter o movimento. Inna Shevchenko aparece à direita, enquanto, à esquerda, uma de suas colegas já é arrastada por um policial. (Foto: Divulgação)


Mas por que optaram por protestar topless? Não é contraditório mostrar o corpo, atraindo olhares masculinos, quando a intenção é valorizar a mulher? Inna conta que antes elas organizavam protestos vestidas normalmente, mas viram que não tinha nenhuma repercussão, por isso resolveram radicalizar. “Quando uma mulher tira a roupa, é porque algo muito sério aconteceu. Aí as pessoas querem saber o que é”, explica a jovem.
Sua mãe chora toda vez que vê a filha na imprensa, sendo presa, como já aconteceu incontáveis vezes. “Minha mãe cresceu sob o comunismo. Para ela já não era normal protestar, quanto mais mulheres protestarem. Mulheres protestarem sem roupa, então, é uma loucura para ela”, conta.


A polícia impede suas manifestações com base numa lei ucraniana que proíbe mostrar “genitálias” em público. “Mas seio não é genitália”, argumenta Inna. Além disso, homens podem sair sem camisa e mulheres tomam sol sem a parte de cima do biquíni, então por que não podem protestar assim?
 

Integrantes do Femen reunidas num café no centro de Kiev, onde coordenam suas atividades e onde deram entrevista à reportagem do G1. (Foto: Dennis Barbosa/G1)
 
As garotas do Femen querem romper com o feminismo tradicional. “Aquele era para as mulheres serem iguais aos homens. Nós não – queremos ter o nosso lugar sendo mulheres. Por isso mostramos como somos sexy”. Atualmente o Femen tem 300 integrantes - 30 delas fazem protestos topless e se denominam as “guerreiras” do grupo. A média de idade é de 22 anos, mas há uma integrante de 63 anos.
Inna conta que os homens que assistem às manifestações nunca tentaram fazer alguma bobagem ou se aproveitar. No máximo, tiram fotos com o celular. A integrante do Femen também garante que o fato de que a grande maioria das “guerreiras” serem bonitas é uma coincidência e que não há seleção com base na aparência das militantes. “Olhe à sua volta – todas as ucranianas são bonitas. Não somos agência de modelo”, afirma.

Fonte:- G1

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jovem muçulmana morta por participar concurso beleza

Uma jovem muçulmana de 19 anos foi apedrejada até à morte por ter participado num concurso de beleza, na Ucrânia, segundo o jornal britânico Daily Mail.


Katya Koren foi encontrada morta, numa vila na região da Crimeia.

Os seus amigos contaram que a rapariga gosta de se vestir com roupas da moda e que tinha ficado em sétimo lugar num concurso de beleza. A sua participação foi considerada como uma ofensa à fé islâmica por três jovens que, em nome da ´sharia`, a lei muçulmana, apedrejaram a rapariga.

Um dos rapazes, Bihal Gaziev, de 16 anos, já foi preso e disse que não se arrepende do assassínio porque a Katya «violou as leis do islão».

O corpo da jovem foi encontrado enterrado numa floresta, perto da sua casa, uma semana após o crime.