sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mesquitas encerradas na capital de Xinjiang


Muitas mesquitas na capital da província de Xinjiang estão fechadas apesar de ser sexta-feira, dia de oração dos muçulmanos. Perante a força presença militar na região, os uigures estão a ser convidados a orar em casa.
Muitas mesquitas encontram-se fechadas, esta sexta-feira, na capital da província chinesa de Xinjiang em dia de oração para os muçulmanos por receio de novos conflitos étnicos na região, que até fizeram pelo menos 156 mortos.
«O governo disse que não iriam haver orações. Não podemos fazer nada. O governo tem medo que a população use a religião para apoiar as três forças», adiantou um uigur citado pela AFP, em referência ao extremismo, separatismo e terrorismo, que Pequim diz que ameaça a China.
Perante a força presença militar chinesa na região, os uigures, a minoria étnica mais representativa desta província, estão a ser convidados a orar em casa, um convite que surgiu nas portas de algumas mesquitas que esta sexta-feira estavam fechadas na capital de Xinjiang, Urumqi.
Um funcionário governamental explicou ainda que numa outra cidade desta província foram suspensas as visitas de forasteiros devendo, por razões de segurança, «as pessoas ficar esta sexta-feira em casa e rezar».
Entretanto, num comunicado, o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, composto por nove membros, e que é a cúpula do poder na China, apelou ao «reforço da unidade étnica do país», numa tentativa de acalmar a violência dos últimos dias.
«Os Han não podem ser separados das minorias, as minorias não podem passar sem os Han e as minorias não podem passar umas sem as outras», afirmou este comité num comunicado publicado na imprensa oficial.
Neste comunicado, este comité reiterou que «a estabilidade é a tarefa mais importante e urgente» isto depois dos tumultos de domingo em Urumqi que foram os mais violentos desde a criação da República Popular da China, há 60 anos.
O governo chinês diz que estes confrontos foram «instigados» peloCongresso Mundial Uigur, presidido pela empresária Rebiya Kadeer, que está exilada nos EUA e que é descrita pela imprensa como a «Dalai Lama uigur».