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sábado, 7 de maio de 2011

Itália vai fornecer armas aos rebeldes da Líbia


A Itália vai fornecer "muito em breve" armas aos rebeldes líbios para ajudá-los a defender-se das forças fiéis ao Presidente, Muammar Kadhafi, que lhes infligiram hoje pesadas baixas no oeste do país.

"(Os italianos) vão fornecer-nos armas e nós vamos recebê-las muito em breve", declarou à imprensa Abdel Hafiz Ghoga, o vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes.

Em Roma, fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros precisaram que a Itália vai fornecer "material de auto-defesa" aos rebeldes, no quadro da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

A Itália não fornecerá armas de assalto, acrescentaram as fontes, sem mais pormenores.

Os rebeldes reclamam regularmente armas para enfrentar as forças governamentais, que combatem desde meados de fevereiro.

Tal como a França e o Reino Unido, a Itália já enviou alguns conselheiros militares para Benghazi (leste), sede do CNT, para ajudar os rebeldes a organizar-se. Segundo Gogha, o número de combatentes rebeldes a lutar em todo o país não ultrapassa neste momento as 3.000 pessoas.

O vice-presidente do CNT indicou também que os ataques dos pró-Kadhafi estão a intensificar-se, um sinal, segundo ele, de que a pressão internacional está a dar os seus frutos: "Parece que quanto mais desesperado está Kadhafi, mais descarrega no seu povo", observou.

Os rebeldes perderam pelo menos nove dos seus combatentes hoje em violentos confrontos perto de Zenten, nas montanhas berbere a sudoeste de Tripoli e mais cerca de 50 pessoas ficaram feridas, várias com gravidade, segundo fontes médicas citadas pela agência AFP no local.

O conflito na Líbia já fez milhares de mortos, segundo o procurador do Tribunal Penal Internacional, Luís Moreno-Ocampo

terça-feira, 26 de abril de 2011

França e Itália admitem alterações a Tratado de Schengen para circunstâncias excecionais

A declaração foi feita esta manhã, após o encontro, em Roma, do primeiro-ministro Silvio Berlusconi com o chefe de estado francês Nicolas Sarkozy. O encontro visava resolver o diferendo criado pela entrada massiva, em França, de exilados da Tunísia e da Líbia, com documentos provisórios emitidos pelo Governo italiano.



França e a Itália querem suspender Schengen "em circunstâncias excepcionais"

A França e a Itália admitem o regresso das fronteiras internas ao espaço europeu em casos excepcionais. A medida vai ser avaliada pela Comissão Europeia, e surge na sequência da tensão entre os dois países devido à tentativa de passagem pela fronteira italiana de um grande número de imigrantes tunisinos.