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domingo, 4 de dezembro de 2011

Para participar de um reality show, jovem revela que pai é um assassino

Em Portugal, o jovem teria revelado para a produção de um reality show que seu pai é o estripador de Lisboa, homem que cometou um série de assassinatos entre 1992 e 2003.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Portugal pode deixar de existir como País, diz António Barreto

O sociólogo António Barreto admite que Portugal deixe de existir como estado independente dentro de algumas décadas.
"É possível que Portugal, daqui a 30, 50, 100 anos não seja um país independente como é hoje", disse o investigador à agência Lusa, admitindo que o país surja integrado "numa outra Europa", com outra configuração, com outro desenho institucional e político que não tem hoje.
Em declarações à margem da inauguração do 2º ano lectivo do Instituto de Estudos Académicos para Seniores, na Academia das Ciências de Lisboa, onde foi o orador convidado, o ministro do I governo constitucional (1976) disse que não faz a afirmação com sentido alarmista ou de tragédia.
"Mas convém perguntarmos o que vai acontecer no futuro", recomenda.
No seu discurso de 20 páginas, António Barreto, 68 anos, citou o académico norte-americano Jared Diamond, que no seu livro "Colapso" fala sobre o desaparecimento de uma dúzia de povos, numa analogia ao futuro possível de Portugal.
O caso mais conhecido é o da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, cujos habitantes desapareceram "pelas decisões tomadas e pela maneira como viviam".
"Ele [Jared Diamond] diz que são gestos e comportamentos deliberados, não para se matarem nem para se extinguirem, mas que não têm consciência que estão gradualmente a destruir o seu próprio habitat, a sua própria existência", explica António Barreto.
"Cito o caso [dos povos desaparecidos] porque, muitas vezes, quando se discute o caso de Portugal ou da Europa tem-se sempre a ideia de que as coisas são eternas, que tudo é eterno, e agora não é", considerou.
"Os nossos gestos de hoje, as nossas decisões de hoje, sem que muitas vezes percebamos o quê e como, vão mudar e construir as grandes decisões daqui a 50 ou daqui a 100 anos", acrescentou.
"Com a crise que estamos a viver há alguns anos e com as enormes dificuldades que vamos ter para resolver e para ultrapassar, põe-se sempre o caso de se saber se daqui a dez, 30 ou 50 anos Portugal será o que nós conhecemos hoje".
O investigador social, presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, admite que seja igualmente possível uma "alteração dos dados actualmente conhecidos e que Portugal reassuma um papel de estado independente".
"Depende da nossa liberdade e das nossas decisões de hoje saber o que vamos construir daqui a um século", considera.
No seu discurso, o sociólogo que já negou ser candidato às próximas presidenciais, teceu duras críticas no seu discurso aos dirigentes que governaram Portugal nos últimos anos, acusando-os de iludir a realidade e omitir factos que contribuíram para as dificuldades em que o País se encontra.
"A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo", afirmou.
Depois de uma situação que permitia "fazer planos de grande dimensão e enorme ambição", passou-se, "em pouco tempo, num punhado de anos", a uma "situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata".

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DIAP de Lisboa vai investigar agressões a recruta da Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro

O caso das agressões entre recrutas da Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro, ocorridas em agosto de 2010 e hoje divulgadas em vídeo, vão ser investigadas no âmbito de processo-crime aberto pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Em resposta a uma questão da Agência Lusa acerca do incidente verificado nas instalações da Escola de Fuzileiros, o DIAP de Lisboa informou que "vai ser instaurado processo-crime".
Entretanto, a Marinha esclareceu hoje que as agressões entre formandos da Escola de Fuzileiros aconteceram em agosto de 2010, tendo os elementos envolvidos sido punidos e a ação “condenada veementemente” pela instituição militar.

“Das agressões não resultaram sequelas para a vítima, que é atualmente militar no ativo na Marinha”, lê-se em comunicado da Marinha, a propósito das imagens publicadas no sítio da Internet do semanário Expresso, nas quais é possível ver vários militares a socar e pontapear um colega, nas instalações do Vale de Zebro, no Barreiro.

Segundo o comunicado, a “Marinha de imediato abriu um inquérito e subsequente processo de averiguações, de que resultaram processos disciplinares e castigos militares aos agressores”, e a instituição “condena veementemente qualquer tipo de agressão e tomou, como sempre o faz, as medidas punitivas adequadas à situação”.

Fonte da Escola de Fuzileiros desvalorizou o incidente, classificando-o como uma “brincadeira”, mas confirmou a abertura de um processo de averiguações, em novembro passado, quando os responsáveis tomaram conhecimento do caso, o qual resultou em processos disciplinares contra os elementos identificados.

“A pena aplicada foi cinco dias de privação de saída a três elementos”, disse a mesma fonte.
A Escola de Fuzileiros foi fundada em 1961, mas as origens desta tropa especial remontam ao século XVI e aos Descobrimentos Portugueses.

A instituição formou mais de 20 mil militares ao longo dos 50 anos de funcionamento, a serem comemorados na sexta-feira, numa cerimónia com o ministro da Defesa Nacional e o chefe da Armada e na qual será atribuída a medalha da Ordem do Infante Dom Henrique.
@Lusa

Fuzileiros: Castigo por espancamento ainda não foi cumprido

A Marinha confirmou à Renascença que os agressores de um fuzileiro, punidos com cinco dias de privação, ainda não cumpriram a pena.
O porta-voz da Marinha disse terem sido identificados três agressores, os quais recorreram da decisão.

Neste momento, está a decorrer a fase de avaliação do recurso pelo Almirante Chefe do Estado Maior da Armada. Uma decisão deverá ser conhecida este mês.
O caso remonta a Agosto do ano passado, mas só ontem vieram a público imagens das agressões entre recrutas da escola de Fuzileiros de Vale de Zebro. No vídeo, é possível ver os militares, no interior de uma camarata, a espancarem e a injuriarem um outro instruendo.

Quanto à vítima, que nunca tomou a iniciativa de denunciar as agressões e injúrias de que foi alvo, mantém-se actualmente no activo.
O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) também já anunciou que vai investigar este caso.

Renascença

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PORTUGAL - Militar da Marinha agredido numa camarata para recrutas

Um jovem militar da Marinha foi agredido por um grupo de, pelo menos, seis colegas numa camarata para recrutas. O caso remonta a Agosto do ano passado, mas chega agora a público através da divulgação de um vídeo realizado pelos próprios agressores.


No chão está um recruta da Marinha e à volta contam-se pelo menos seis colegas. Têm todos entre os 18 e os 21 anos. São 4 minutos e 17 segundos que dispensam adjectivos. Supostamente com o objectivo de levar o jovem recruta a dormir no chão debaixo dos beliches.
Tudos se passou numa escola de fuzileiros, junto ao Barreiro, em Agosto do ano passado. O vídeo foi agora divulgado por um anónimo.
A mesma fonte garante que a violência contra o jovem foi constante durante três meses.
A Marinha confirma as agressões e garante que foi aberto um processo disciplinar a três dos seis jovens, que foram condenados a cinco dias sem sair da instutição. Um castigo que ainda não foi cumprido, porque os agressores recorreram da decisão.
Vítima e agressores continuam como activos na Marinha, instituição que tem como lema a camaradagem.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Companhia de Operações Especiais da GNR - Portugal

MISSÕES

Integrado no Sistema de Forças da Guarda Nacional Republicana através da sua Unidade mãe o Regimento de Infantaria, ao Batalhão Operacional como Subunidade de Reserva, pronta actuar em todo o território nacional e recentemente no Teatro de Operações de Timor Leste, poderão ser atribuídas as seguintes missões:
- Manutenção e restabelecimento da ordem pública em eventos de grandes dimensões;
- Segurança de áreas e pontos sensíveis;
- Segurança pessoal de altas entidades desde que determinado superiormente;
- Busca e salvamento de pessoas e bens;
- Patrulhamento intensivo de áreas de elevado grau de perigosidade;
- Combate a criminalidade violenta;
- Escolta a pessoas e bens;
- Representação honorífica do Estado;
- Participação em Forças Internacionais de âmbito policial.

ORGANIZAÇÃO

Com um efectivo de 438 homens o Batalhão Operacional é composto por 3 Companhias Operacionais, uma das quais neste momento a prestar serviço em Timor Leste, um Pelotão de Operações Especiais e um Pelotão de Comando e Serviços.
PROCESSO DE FORMAÇÃO
Tendo como base de recrutamento todo o efectivo voluntário da Guarda Nacional Republicana, todo o militar que manifeste interresse em integrar o Batalhão Operacional é sujeito a um conjunto de provas de selecção onde são avaliadas componentes físicas, psicológicas e biométricas.
Apto nas provas de selecção, o militar tem que frequentar com aproveitamento um curso específico ministrado no seio do Batalhão Operacional. Este curso, com a duração de cinco semanas, está vocacionado para preparar o militar sob o ponto de vista técnico/táctico no âmbito das missões que futuramente lhe poderão ser atribuídas.

Como formação complementar, durante a sua vivência da Subunidade o militar terá oportunidade de frequentar outros cursos nacionais ou no estrangeiro:
¨ Operações Especiais;
¨ Inactivação de Engenhos Explosivos Improvisados;
¨ Segurança a Altas Entidades;
¨ “Snipper”;
¨ Montanhismo;
¨ Intervenção em áreas urbanizadas;
¨ Educação Física e Desportos;
¨ Tiro;
¨ Ordem Pública em países EU;
¨ Etc..

INSTRUÇÃO

Pautando a sua actividade diária pelo lema “ corpo são mente sã “, a instrução ministrada ao militar do Batalhão Operacional, incide basicamente em dois vectores: treino físico sistemático e treino de procedimentos operacionais. A interacção destes dois vectores com a permanente actualização técnica/táctica da Força permite um elevado grau de proficiência nas acções a desenvolver.
É também na instrução que as bases para o espírito de grupo e de corpo que caracterizam esta Força são solidificadas, uma mão vale mais que cinco dedos separados; é a mensagem que todos devem perceber e praticar.


ACTIVIDADE OPERACIONAL

Disponibilidade, abnegação, sentido de dever, espirito de sacrifício e ponderação são palavras significativas para enquadrar a actividade operacional do militar do Batalhão.
Nos ambientes mais hostis, com adversários muitas vezes fortemente motivados e armados, o Batalhão é o último recurso para reposição dos princípios basilares da Constituição Portuguesa.

A acção apesar de firme e enérgica é planeada e executada segundo os princípios rigorosos que regem uma sociedade democrática. O uso da mínima força e o emprego progressivo de meios estão sempre presentes em prol da lei e da ordem.

O FUTURO
Foto meramente Ilustrativa

Num passado recente o Batalhão Operacional tem representado a Guarda Nacional Republicana em diversos eventos internacionais. O mais relevante foi sem dúvidas a projecção de uma Força de escalão Companhia para integrar a CIVPOL ( Policia Civil ) no território de Timor Leste. O sucesso desta Força, reconhecido pelas mais altas instâncias nacionais e internacionais, pode conduzir futuramente à presença desta Instituição em outros Teatros de Operações.

De realçar ainda a participação do Batalhão em diversos exercícios conjuntos no âmbito F.I.E.P. ( França, Itália, Espanha e Portugal). A constituição de uma Força Conjunta entre os países participantes é neste momento objecto de estudo avançado, procurando através da uniformização de procedimentos, técnicas e tácticas fazer face a um adversário que cada vez mais tem características similares nos diversas países, ponto da globalização que também nesta área se verifica.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um vídeo colocado no Facebook mostra uma adolescente a ser violentamente agredida por outras duas

Um vídeo colocado no Facebook mostra uma adolescente a ser violentamente agredida por outras duas. O episódio aconteceu na região de Lisboa. Um dos elementos do grupo filmou a situação e decidiu colocar o vídeo na internet onde pode ser visto por milhões de pessoas.

A mãe da jovem espancada e filmada apresentou queixa formal. As autoridades vão mesmo ter de dar sequência à investigação.

A PSP diz, em comunicado emitido há minutos, que identificou "todos os intervenientes na ocorrência, nomeadamente a vítima, de 13 anos, as agressoras, com 15 e 16 anos de idade, o autor do vídeo e responsável pela sua colocação na Internet, com 18 anos de idade, bem como outros adolescentes que se encontravam no local a assistir às agressões."

O suspeito de ter colocado o vídeo na Internet já tem antecedentes criminais, "pela prática de crimes violentos, tendo inclusivamente sido detido na passada 2.ª Feira, dia 23, às 18h20, pela prática de um crime de roubo de um telemóvel, nas imediações do local onde ocorreram as agressões (junto ao ColégioMilitar – Benfica), tendo-lhe sida aplicada a medida de coação de apresentações na Esquadra da área de residência", refere ainda a PSP em comunicado, adiantando que o local da agressão foi identificado, sendo as traseiras da Rua Mestre Lima de Freitas, Quinta da Granja, em Benfica, Lisboa.





domingo, 15 de maio de 2011

Grupo de Operações Especiais (GOE) - Portugal

INTRODUÇÃO

Grupo de Operações Especiais - GOE - É a unidade de operações especiais da Policia de Segurança Pública(PSP)

Em 1978, a Quinta das águas Livres foi adquirida começando então a construção dos trabalhos nas infrastruturas necessárias para organizar as actividades de instrução e de acomodação dos elementos que formariam o futuro grupo operacional. Ao mesmo tempo começaram os estudos para a criação dos GOE e, com a cooperação do governo britânico, e graças aos esforços do Governo chefiado pelo Dr. Mota Pinto, elementos do 22nd Special Air Service Regiment (SAS) vieram para Portugal para terinar e começar a formação de um grupo de policia capaz de conduzir missões anti-terroristas.

Em 29 de Março de 1982, o primeiro COE - Curso de Operações Especiais começou. O curso acabou a 18 de Novembro desse mesmo ano a unidade foi considerada totalmente operacional e com capacidade de intervenção desde o final de 1982, embora tivesse formalmente criada em 1979. Como resultado da aproximação entre os britânicos SAS e os portugueses GOE, as imagens dos primeiros agentes era dificil distinguir entre britânicos e portugueses por os seus uniformes, equipamento e armas serem idênticos.


Mais tarde, o GOE, ainda mantinha uma forte relação com o SAS, e começou também a treinar com Delta Force dos Estados Unidos, GSG-9 da Alemanha, Unidades Anti-Terroristas da Guardia Civil de Espanha e Unidades Anti-Terroristas de Israel. As capacidades dos GOE foram testadas em Junho de 1983, quando um Comando Arménio, usando carros alugados, invadiu a residência do embaixador da Turquia matando um agente da PSP que fazia parte da equipa de segurança da embaixada, e fazendo reféns o resto das pessoas reféns. O Primeiro Ministro Mário Soares, deu ordem aos GOE para tomarem o edifício. Antes desta tentativa, os terroristas acidentalmente fizeram explodir os engenhos que estavam em seu poder, resultando na morte de 4 terroristas e uma pessoa ferida (a mulher do embaixador), esta foi a versão oficial dos acontecimentos.


Desde esse momento, missões foram delegadas aos GOE. Após 1991, elementos operacionais dos GOE, conjuntamente com ex-operacionais, iniciaram missões de protecção de representantes diplomáticos portugueses e instalações em países estrangeiros onde situações instáveis ou confictos armados punham essa representação em perigo. O nível dos operacionais enviados para esses cenários depedende da situação. O GOE também interveio na evacuação de cidadãos portugueses quando foi necessário: em 1992 em Luanda (Angola), em 1991 e 1997 na Rep.Democrática do Congo(ex-Zaire) e em outros países tais como Guiné, África do Sul, Argélia, Macau (China) e Bósnia.

Nessas missões, foram confrontados com tentativas de forçar a entrada nas delegações diplomáticas por elementos armados; a situação mais séria deu-se em 1997 no Zaire e em 1998 na Guiné; quando uma granada foi lançada para dentro da embaixada onde estava a equipa de segurança. Em 2005 foram também enviados para a Árabia Saudita e Iraque para proteger as embaixadas de Portugal e pessoal em ambos os países.

 
Os GOE também executam missões de protecção de VIPS e altos dignatários do estado, cooperando com outras unidades da PSP na criação de cordões de segurança e na selecção de atiradores furtivos(snipers) em missões de observação, busca e detecção de terroristas snipers. Outra actividade no qual o GOE participa é na cooperação com as Brigadas Anti-Crime, onde participam em missões de vigilância e na entrada em instalações fortificadas onde existam armas traficantes de droga.

Uma abordagem mais profunda

DESCRIÇÃO :

Os GOE - ou Grupo de Operações Especiais - nasceu oficialmente em 1979 por decisão do Primeiro Ministro da época. Com efeito, com o advento do terrorismo um pouco por todo o mundo, o governo portugês decidiu dotar-se de uma unidade especilamente treinada para lutar contra este fenómeno. Em 1980 foram selecionados os voluntários a partir das tropas de élite do exército, na altura os Comandos. Um punhado de jovens oficiais e de sub-oficiais foram enviados para a Grã-Bretanha para treinar com os SAS.


Treinados pelos SAS

Com o curso terminado em 1981, eles vão constituir a base da nova unidade. Com a ajuda dos instrutores britânicos dos SAS, eles vão formar os homens e os sub-oficiais dos GOE. Em 1983, os GOE tinham uma centena de homens bem treinados e com uma unidade anti-terrorista operacional do mais alto nível. Esta unidade teve que actuar pela primeira vez numa situação de reféns na Embaixada da Turquia em Lisboa.

Hoje, os GOE é composto por uma centena de homens, todos vindos do seio da polícia(PSP), estando dependentes do Ministério da Administração Interna. A média de idade é de 28 anos e o tempo máximo de serviço é de 8 anos. Da primeira promoção, só restam dois ajudantes. São a excepção << os museus>> do grupo, como dizem os jovens policias.

O GOE da PSP:

A Policia de Segurança Pública ou PSP - depende do Minsitério da Administração Interna. Ela está organizada numa estrutura de comando vertical com um comandante central, de zonas regionais e distritos, assim como a Escola Superior de Policia(ESP) e a Escola Prática de Policia(EPP). A PSP tem também as unidades especiais, de onde se destacam os Corpos de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais(GOE).


© Grupo de Operações Especiais


Os GOE foram criados como unidade especial no seio da PSP pelo Decreto-lei de 24 de Dezembro de 1979. Esse decreto visava instituir uma unidade especial capaz de intervir em situações extremas, sempre dentro do quadro legal. As missões estão definidas nos quatro artigos da lei.

ORGANIZAÇÃO:

Os GOE estão organizados á volta de uma célula de comando, uma célula de formação e de treino, a unidade de intervenção, uma célula de transmissões e uma célula de apoio.

As Patentes na PSP

Oficiais de Policia: super-intendentes, intendentes, indententes-adjuntos, comissário, comissário-adjunto, chefe de divisão, aspirante a oficial de policia.

Sub-Oficiais de policia: Chefe-adjunto principal, chefe-adjunto-ajudante, primeiro chefe adjunto, segundo chefe adjunto.

Guardas: Guarda principal, Guarda de Primeira Classe, Guarda de segunda Classe

Missão:

Os GOE devem:

conduzir acções ofensivas, independentes, benificiando do efeito surpresa devido á rapidez da acção, possuir um espirito de iniciativa e uma grande determinação, para manter na ordem os malfeitores;

na hipótese de casos com reféns, eles devem participar nas negociações, neutralizar os autores e de libertar os reféns sem importar qual o tipo de decisão.

Eles esgotarão todos os meios para facilitar as negociações ou então partirão para uma eventual intervenção.

SELECÇÃO :

Para se ser membro dos GOE, deve-se ser voluntário e medicalmente apto, realizar uma série de testes psicotécnicos particularmente duros.

Os seus primeiros obstáculos, são as provas desportivas, similares ás dos Pára-Quedistas e Comandos. De notar que a maior parte dos membros dos GOE fizeram o seu serviço militar obrigatório numa unidade de elite do Exército Português - Forças Especiais em Lamego, Pára-Quedistas, Comandos na Amadora, e Fuzileiros.

A última prova a satisfazer antes de começar o treino típico dos GOE é uma série de exercicios de tiro, com pistola, e espingarda. Estas provas realizam-se após esforço, em alguns casos após uma caminhada de muitos Quilómetros em terreno acidentado.


Vinte em Mil

Depois de ter passado os primeiros obstáculos, o jovem voluntário vai enfrentar um período de treino de 8 meses. O recrutamento tem lugar de dois em dois anos. Em 1000 voluntários, apenas uma vintena finaliza como elementos operacionais dos GOE. Todos os seis meses, o jovem policial deverá fazer um teste tanto físico como psíquico para ver se continua apto para permanecer no seio da unidade.

EXERCICIOS:


Os GOE é acima de tudo uma unidade anti-terrorista. Ela deve ser capaz de intervir rápidamente não importa qual o local do território português em qualquer tipo de sítio(aviões, comboios, autocarros, casas, imóveis, barcos etc...)

Para prevenir estas situações os membros dos GOE treinam dentro de comboios e aviões que são disponibilizados pelas companhias nacionais, ou em casas e imóveis construídos no seu campo de treino. Todos os tipos de armas são utilizados: espingardas de assalto para fazer saltar as portas das casas, pistolas-metrelhadoras HK MP-5 com ou sem sileciador, lança-granadas a gás, pistolas automáticas de 9 mm e Desert Eagle 357 Magnum. As armas podem estar equipadas com equipamento de visão nocturna ou indicador laser.

O treino físico é regular e intenso: caminhadas, natação, percursos de risco, passagem de liana em liana, escalada de imóveis, exercicios de descida rápida de helicóptero, rappel várias vezes por mês.
© Grupo de Operações Especiais

Todos os dias desenrolam-se exercicios de tiro. Sendo um particularmente espectacular, é o típico dos GOE, o Face a Face. Entre cada grupo , 20 metros, e cada homem de cada grupo fica a 2 metros do seu colega. No intervalo: um alvo. ao sinal de fogo, atira-se sobre o alvo que se encontra em frente. O interesse do exercicio é duplo: ele permite verificar o auto-controlo de cada um, e treinar para uma operação de tiro cruzado. Pensado para uma intervenção a bordo de um avião comercial ou de um vagão de comboio.

Cada membro dos GOE é também um atirador de élite. Um único elemento por grupo - um grupo possiu seis elementos - é desnhado para este tipo de trabalho. As distâncias de tiro regularmente aplicadas nos exercicios vão de 30 a 500 metros.

Em pistola automática, os alvos são colocados a 50 metros. Para demonstrar a confiança dos seus homens o comandante do grupo operacional coloca os seus homens ao lado dos alvos.


Os GOE hoje são um dos grupos anti-terroristas mais eficazes. A melhor prova manifesta-se nos resultados de exercicios com outras forças especiais ocidentais: em 50 grupos que participaram ( britânicos, franceses, americanos, holandeses , espanhóis, belgas, italianos etc...) os portugueses terminaram em 4º lugar.

Para se manterem operacionais, os policiais dos GOE encontram-se com os seus colegas espanhóis que estão sempre operacionais na luta contra a ETA. Muito recentemente, o desmpenho do GOE foi alargado. Quando Portugal foi confrontado como outros países aliados, nos seus interesses e representantes no Zaire em Angola e na Ex-Jugoslávia, Iraque.

Uma Extensão das Suas Missões:

Certos elementos dos GOE são enviados para esses países para proteger os embaixadores, e por extensão, todos os ocidentais que se encontram em perigo. Actualmente estão policias dos GOE em missão no estrangeiro.

Noticias dos GOE

Embaixador no Iraque foi salvo pelo GOE

Outras duas situações perigosas foram resolvidas com sucesso pelo Grupo de Operações Especiais da PSP

Desactivada a embaixada portuguesa em Bagdad, e com o regresso no final do mês dos 14 elementos do GOE (Grupo de Operações Especiais) da PSP, é tempo de balanço sobre o período passado no Iraque.

Segundo o Correio da Manhã, três situações de grande perigo marcaram a missão do GOE: foram destacados para proteger a embaixada portuguesa, após o levantamento sunita que se seguiu à destituição do ditador Saddam Hussein, em 2003, e protegeram o embaixador e família do rebentamento de um carro-bomba.

O ataque terrorista ocorreu em meados de 2005, recorda o CM, que conta que um veículo ligeiro, carregado com explosivos, aproximou-se a alta velocidade da chancelaria da embaixada portuguesa em Bagdad, desactivada anteontem. No interior, estavam o embaixador e a família.

O automóvel acabou por rebentar a menos de 50 metros dos muros da embaixada e por causar somente estragos materiais, e ninguém ficou ferido.

Nas ruas envolventes à embaixada, os elementos do GOE foram colocadas à prova em mais duas situações. Um blindado usado na patrulha foi alvo de ataque, com uma granada arremessada contra um dos vidros. O ataque resultou apenas em danos materiais. Já no ano passado, duas viaturas foram alvejadas com tiros de metralhadora.

De resto, segundo o Correio da Manhã, nenhum dos 188 elementos do GOE que, desde Janeiro de 2004, prestaram serviço em Bagdad, necessitou de receber assistência hospitalar.

Destacamentos de Mergulhadores Sapadores - Portugal

Destacamentos de Mergulhadores Sapadores


Os Destacamentos de Mergulhadores Sapadores são as unidades de mergulhadores de combate da Marinha portuguesa.

Apresentação

A unidade foi criada perto do final de 1972(durante a Guerra Colonial Portuguesa), devido a imperativos de actividades do Comando de Defesa Marítimo da Guiné. Foram dispersos em 1975, após a extinção deste comando; a sua actividade operacional ficou assignada á Escola de Mergulhadores.


O Destacamento de Mergulhadores Nº1 foi reactivado em 1 de Junho de 1988, por causa da necessidade de ter uma unidade operacional especial dedicada á área do mergulho militar. Actividades de interesse público, mergulho de recuperção e de busca-e-salvamento ainda estavam assignadas á Escola de mergulho.

Quando, em 1 de Janeiro de 1995, o Destacamento de Mergulhadores Nº2 foi reactivado(com 20 elementos), todas as actividades operacionais foram assigandas aos Destacamentos, A Escola de Mergulho dedicou-se a actividades de instrução.

Essas unidades estão baseadas na Frota de Submarinos na Base Naval do alfeite; e estão sob o Comando Administrativo da Frota e sob o Comando Operacional do Comando Naval em Oeiras.

Missões

As Missões Assignadas a Estas Unidades São:

• Operações Navais de desminagem.
• Reconhecimento Táctico Costeiro e limpeza de obstáculos para desembarque de forças anfíbias.
• Operações Ofensivas, no mar, linha costeira, acessos a rios, e instalações portuárias.
•Colocação de Explosivos
• Operções de Mergulho de Recuperação, vigilância e recuperação de unidades navais.
• Operações de busca-e-salvamento.
• Cooperação no controlo de actividades no leito do oceano
• Cooperação no estudo científico do mar.

Missões High-profile:

• Inspecção do túnel do Metro na Praça do Comércio.
• Recuperação dos corpos resultante do colapso da ponte Entre-os-Rios.
• Operações anfíbias no exercício CONTEX
• A recente certificação para mergulho a mais de 81 metros.

DAE - Destacamento de Acções Especiais - Portugal

O Destacamento de Acções Especiais (DAE) da Marinha Portuguesa é uma força de elite criada em 1985 e vocacionada para a realização de operações especiais em ambiente marítimo ou costeiro, pelos interesses de Portugal. O DAE depende directamente do Comando do Corpo de Fuzileiros sendo os seus militares recrutados de entre os membros daquele corpo. O DAE caracteriza-se pelo seu elevado nível de secretismo em relação às suas actuações, organização interna e elementos constituintes.


Acções

A actividade do DAE é altamente confidencial. A unidade está preparada para a realização de operações de resgate, incursões em território hostil, reconhecimento, sabotagem e outras. Sabe-se que tem participado em operações anti-droga e anti-terrorismo em alto mar. Existem também rumores da sua participação em operações clandestinas no interior de países estrangeiros.


A sua acção mais conhecida foi a participação na força naval e anfíbia portuguesa que procedeu à protecção e evacuação de cidadãos estrangeiros durante os confrontos civis na Guiné-Bissau em 1998. Posteriormente o DAE assegurou a segurança dos diplomatas portugueses que se deslocaram ao interior daquele país para procederem à mediação do conflito entre as forças governamentais e revoltosas.

Pessoal


Os membros do DAE são recrutados de entre os militares do fuzileiros navais portugueses, sendo por isso uma elite dentro de outra elite. É realizada uma selecção altamente exigente onde apenas são aprovados os mais capazes físicamente e psicologicamente. Pelo nível dessa exigência o DAE só conta com algumas dezenas de elementos.


Depois de seleccionados, os militares do DAE, recebem formação em áreas tão variadas como: mergulho, natação em combate, explosivos, vários tipos de armas, rappel, fast-rope, pára-quedismo, escalada, artes marciais, primeiros-socorros e outras técnicas de combate.

 
Equipamento


Além do equipamento normal usado pelos fuzileiros navais portugueses, o DAE utiliza algum equipamento especial tal como:


• Pistola Glock 17 de 9 mm

 
• Pistola-Metralhadora MP5 de 9 mm


• Carabina M16A2 de 5,56 mm, com lança-granadas de 40 mm

 

• Espingarda-Automática G36 de 5,56 mm


• Metralhadora Ligeira MG43 de 5,56 mm


• Arma de Precisão Accuracy de 12,7 mm

sábado, 30 de abril de 2011

Portugal - Fuzileiros Navais

Fuzileiro uma vez... Fuzileiro para sempre

Os fuzileiros constituem uma das forças militares mais bem preparadas e eficazes das Forças Armadas Portuguesas com capacidade para intervir em qualquer parte do globo.

Disponíveis para qualquer missão, desde missões humanitárias no estrangeiro até à intervenção na defesa da costa portuguesa, representam a infantaria ligeira da Marinha de Guerra Portuguesa. Este artigo abordará a sua formação, missão, orgânica e equipamentos.


História e Missões


O Corpo de Fuzileiros portugueses possui quase quatro séculos de história. Ao longo do tempo a evolução da doutrina que envolve o emprego destas forças mudou e com ela verificaram-se importantes alterações na estrutura dos fuzileiros, no seu treino e nas suas missões, tornando-se num corpo de infantaria de elite com capacidade para executar várias missões.


Tiveram a sua origem no corpo de fuzileiros mais antigo do mundo, o espanhol "Tercio da Armada". Aquando a sua criação, em 1621, representaram um aumento da capacidade de combate da marinha portuguesa, em especial no Brasil, onde era urgente a necessidade de desembarcar tropas para garantir a segurança dos colonos. As missões atribuídas aos fuzileiros consistiam na defesa da costa e guarnição dos vasos de guerra portugueses.


Revelaram-se de extrema utilidade nos combates navais travados contra outras marinhas rivais até ao início do século XVIII. Foi aliás neste século que a estrutura orgânica dos fuzileiros recebeu uma importante alteração, passando a ser constituída por uma unidade de artilharia e duas de infantaria.


Aquando das invasões francesas é a "Brigada Real de Marinha" - nome atribuído ao Corpo de Fuzileiros na altura - que acompanha a família real na sua viagem para o Brasil, e cuja presença iria originar o homólogo brasileiro, o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira.

O facto de Portugal possuir colónias tornava a existência dos fuzileiros um imperativo, pois o carácter das suas missões fazia destes a força militar mais indicada para garantir a defesa das colónias africanas. O seu contributo para a exploração do território africano e afirmação da soberania portuguesa é inegável, tendo realizado entre os séculos XIX e XX várias missões nos territórios ultramarinos.


Durante a Guerra Colonial (1961 a 1974), houve a necessidade de infiltrar tropas de elite no território africano e praticar a guerra de guerrilha. Mais uma vez a polivalência desta força militar ficou provada ao serem das principais forças mobilizadas para os combates.


Com o 25 de Abril de 1974 e o fim da guerra em África, dá-se a sua reestruturação de modo a responder aos novos cenários e missões. A descolonização leva a uma redefinição da doutrina dos fuzileiros tendo em vista o cenário da Guerra Fria entre a URSS e os EUA com os seus aliados.
Neste novo cenário surge o Destacamento de Acções Especiais, similar a outras unidades estrangeiras, tendo como função executar operações de alto risco recorrendo a um pequeno número de homens, mas com grande capacidade de combate.

A sua criação, em 1985, dá aos fuzileiros um novo papel em caso de conflito, passando a estar capacitados para realizar missões de grande importância no cenário estratégico actual, como operações de resgate, incursões em território inimigo, reconhecimento, sabotagem, entre outras. A preparação e treino especializado destes homens é constante e engloba várias áreas.

 
O Destacamento de Acções Especiais recebe instrução em mergulho, natação de combate, explosivos, vários tipos de armas, rappel e fast-rope, escalada, pára-quedismo, heli-assalto, defesa pessoal, condução de vários veículos, prestação dos primeiros-socorros, técnicas de evasão e outras técnicas úteis às missões específicas destes. Durante o processo de selecção, os voluntários são avaliados física e psicologicamente em função da capacidade necessária para fazer face às adversidades inerentes à sua missão. O treino com unidades da Armada contribui também para aprofundar a experiência e preparação destes homens.


Assim, são regulares os exercícios conjuntos em que se recorre aos helicópteros Super Lynx da Armada e aos submarinos da classe "Albacora", que fornecem um meio de desembarque e embarque rápido e móvel útil à realizações de operações em território hostil.
Em 1993 é de novo alterada a estrutura do Corpo de Fuzileiros. O Decreto de Lei nº49/93, publicado a 23 de Fevereiro de 1993, fixa o Corpo de Fuzileiros com um efectivo máximo de 2000 homens e atribui-lhe como missões a projecção de forças militares em terra a partir do mar, vigilância e defesa da costa portuguesa e das instalações militares portuguesas e da NATO situadas no território nacional, cooperação em missões de interesse público, destacamentos a bordo de unidades navais da Armada de modo a garantir a segurança nestas e executar missões em terra se necessário, cooperação técnico-militar com os países de expressão portuguesa ou membros da NATO.

Em 1995, foi definida a actual estrutura operacional, compreendendo uma orgânica de dois batalhões de infantaria, unidades de apoio e logística, e respectivos órgãos de comando.

O ano de 1998 constituiu para os fuzileiros um grande desafio às suas capacidades. Devido à guerra civil na Guiné-Bissau, Portugal necessitava de evacuar os cidadãos portugueses aí residentes para salvaguardar a sua segurança. A mobilização de forças militares foi significativa. Os três ramos destacaram meios e tropas para executarem a operação de resgate e apoio às populações civis. A grande responsabilidade foi sem dúvida para a Marinha Portuguesa a quem coube fornecer os navios necessários à evacuação dos refugiados, pois por via aérea tal revelava-se impossível.

Entre corvetas, fragatas, um navio reabastecedor e um navio porta-contentores civil, o "Ponta de Sagres", a frota incluía ainda fuzileiros que garantiram a segurança dos refugiados durante os desembarques e embarques nos navios portugueses, uma missão arriscada tendo em conta a vulnerabilidade face a ataques vindos da costa. Felizmente a operação correu bem e sem nenhum percalço.

Os fuzileiros foram ainda destacados para as missões de paz nos Balcãs, com o envio de uma companhia.

Mas a mais importante missão de paz - ainda a decorrer - foi em Timor-Leste, onde apoiaram a população timorense durante o processo de transição para independência deste país. A recepção das populações locais foi calorosa e durante a presença contínua da missão da ONU em Timor, as tropas portuguesas tem cooperado na reconstrução das infra-estruturas (como escolas e hospitais), tendo também sido iniciada a cooperação técnico-militar com as FALINTIL (o "embrião" das futuras forças armadas timorenses) na qual os fuzileiros têm dado um enorme contributo e mostrado grande dedicação.

Toda a operação militar foi preparada antecipadamente, e inclusive colocada a hipótese, numa primeira fase (muito antes do envio da missão da ONU), de enviar dois navios de guerra, uma corveta e uma fragata, e cem fuzileiros. A prontidão de apenas 48 horas desta tropa de elite ditou a sua escolha para um eventual envio na altura. Contudo, tal não veio a realizar-se. O treino das tropas destinadas à missão de Timor foi longo. Durante alguns meses realizaram-se vários exercícios e treinos englobando operações simuladas de desembarque nas praias timorenses e de progressão em terreno hostil.

A primeira unidade militar portuguesa a chegar a Timor foi um contigente de fuzileiros destinado ao apoio à operação de presença naval, transportado pela fragata "Vasco da Gama" da Armada. Após o seu regresso a Portugal, foi rendida pela fragata "Hermenegildo Capelo" (da classe "João Belo").

Mais recentemente os fuzileiro demonstraram a sua vertente no apoio às populações civis durante as cheias em Moçambique. O seu apoio foi de grande importância para o salvamento das populações afectadas pela catástrofe natural.

As missões de paz revelam ser sempre uma experiência gratificante para os militares envolvidos e enriquecedora do ponto de vista humano, além da vertente operacional, pois fornecem à Armada uma experiência e conhecimentos importantes para o melhoramento do treino dos militares e uma melhor adaptação face aos desafios estratégicos do novo século.

Em 2000 realizaram-se em Portugal vários exercícios com forças internacionais, dos quais se destaca o famoso Linked Seas. Aproveitando este exercício os fuzileiros utilizaram navios de desembarque da França e Espanha. A experiência transmitidas pelos homólogos destes países e a presença das tropas portuguesas nestes navios permitiu o contacto com novos procedimentos de desembarque e de condução de operações anfíbias.

Em 2001 decorreu em Portugal um exercício combinado entre forças militares portuguesas e norte-americanas cujo objectivo era simular um ataque a um centro de comunicações pertencente a uma rede de tráfico de droga. Conjuntamente com forças militares norte-americanas o Destacamento de Acções Especiais realizou uma missão de assalto envolvendo helicópteros SA-330 Puma da Força Aérea, em cooperação com outro meios navais. Um importante ponto deste exercício foi a execução pela primeira vez de um salto de pára-quedas para água pelo Destacamento de Acções Especiais.

Aos exercícios constantes dos fuzileiros, juntam-se a experiência adquirida ao longo da história deste corpo, contribuindo com um conjunto de conhecimentos vitais para a realização com sucesso de operações de combate e de apoio às populações dentro e fora do território português.

Estrutura Operacional do Corpo de Fuzileiros


Actualmente o dispositivo operacional do Corpo de Fuzileiros ronda os 1500 homens, distribuídos por 2 batalhões de infantaria e várias unidades de apoio e logística. Os fuzileiros estão colocados na Base Naval de Alfeite, onde estão aquarteladas as principais unidades do corpo e vários vasos de guerra da marinha portuguesa.

A coordenação destas unidades cabe ao Comando do Corpo de Fuzileiros, cuja missão garante a prontidão e operacionalidade destas unidades.

A , criada em 1961, assegura a formação militar e técnica dos fuzileiros, recebendo anualmente 2 cursos de voluntários, cada um incorporando 200 homens cada.

Durante o curso, os voluntários recebem formação técnica em relação aos equipamentos e são sujeitas a provas físicas de elevado grau de exigência. Nestas provas o companheirismo é demonstrado pelos cadetes, que para ultrapassar as provas recorrem ao trabalho de equipa.

A estrutura operacional dos fuzileiros, juntamente com uma descrição das missões de cada unidade, está representada no seguinte quadro:

Batalhão de Fuzileiros nº1

Este batalhão constituído por 2 companhias, constitui uma unidade de reforço do Corpo de Fuzileiros.
Em tempo de paz garante o treino de tropas, inclusive a preparação para uma participação em missões de paz. Constitui uma unidade operacional de reserva em caso de conflito.

Missão

Ao Batalhão de Fuzileiros nº 1 (BF1) compete, em especial:
Assegurar ou reforçar os meios de segurança de instalações militares nacionais ou pertencentes à NATO na dependência da Marinha, quando determinado superiormente.
Assegurar o reforço do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD), quando necessário.
Assegurar o reforço das guarnições dos navios, quando necessário.

O BF1 compreende:
A Companhia de Fuzileiros nº 11 (CF11)
A Companhia de Fuzileiros nº 12 (CF12)
O Pelotão de Abordagem (PELBOARD)

Batalhão de Fuzileiros nº2

Esta unidade é constituída por 3 companhias, com uma prontidão de 48 horas, constitui uma força com capacidade para combate de infantaria ligeiro e missões de desembarque. Esta unidade, à semelhança de todas as restantes, caracteriza-se pela sua grande mobilidade.

Missão

Ao Batalhão de Fuzileiros Nº 2 (BF2) compete, em especial:
Integrar o Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) como unidade base estrutural de manobra.
Assegurar a execução de outras acções de natureza militar, designadamente no âmbito dos exercícios navais, conjuntos ou combinados, do reforço do dispositivo de segurança de instalações militares, da representação do ramo em cerimónias militares e da colaboração com o Serviço Nacional de Protecção Civil.
Compete também ao BF2 a geração do elemento de comando das diversas Forças de Fuzileiros (FFZ), cuja expressão máxima é o Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD).

O BF2 compreende:
A Companhia de Fuzileiros nº 21 (CF21)
A Companhia de Fuzileiros nº 22 (CF22)
A Companhia de Fuzileiros nº 23 (CF23)

Companhia de Apoio de Fogos

Fornece o apoio de fogo a operações de desembarque e progressão no terreno, na sua orgânica constam meios de luta anti-tanque, como o caso dos mísseis Milan (com 5 lançadores), e ainda morteiros (que inclui 36 morteiros pesados). Tem ainda como missão o reconhecimento e vigilância do campo de batalha.

Missão

À Companhia de Apoio de Fogos (CAF) compete, em especial:
Assegurar o apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) executando acções de, reconhecimento, de sapadores, de vigilância do campo de batalha e de apoio de Fogos.
Apoiar as actividades de instrução e treino das unidades de Fuzileiros.

A CAF compreende:
O Pelotão de Morteiros
O Pelotão Anti-carro
O Pelotão Anti-aéreo
O Pelotão de Reconhecimento

Companhia de Apoio de Transporte Tácticos

Esta unidade garante a mobilidade característica do Corpo de Fuzileiros recorrendo a veículos médios e ligeiros até 10 toneladas. Actua em conjunto com outras unidades, servindo de unidade de apoio a operações do Batalhão Ligeiro de Desembarque.

Missão
À Companhia de Apoio de Transportes Tácticos (CATT) compete, em especial:
romover o aprontamento dos meios disponíveis por forma a garantir a mobilidade e respectiva sustentação do BLD;
Assegurar a formação complementar de condução de viaturas tácticas;
Apoiar as actividades de instrução e de treino das unidades de Fuzileiros;
Apoiar outras actividades no âmbito das missões da Marinha, quando determinado.

A CATT compreende:
O Pelotão de Transportes Tácticos
O Pelotão de Veículos Blindados de Transporte de Pessoal

Unidade de Meios de Desembarque

Cabe a esta fornecer a capacidade de desembarque anfíbio dos fuzileiros recorrendo aos meios orgânicos da unidade, que incluem lanchas de desembarque médias, botes e veículos anfíbios Larc-5 (5 veículos) de transporte e apoio logístico. Garante ainda a instrução de contigentes militares e o apoio a missões militares ou actividades civis e de interesse público.

Missão

À Unidade de Meios de Desembarque (UMD) compete, em especial:
Promover o aprontamento dos meios de desembarque que dispõe para a integração no Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD)
Apoiar as actividades de instrução e de treino das Unidades de Fuzileiros (UF)
Apoiar outras actividades no âmbito das missões da Marinha, quando superiormente determinado

A UMD compreende:
O Grupo de Lanchas Anfíbias (LARC)
O Grupo de Lanchas de Desembarque (LD)
O Grupo de Botes

Unidade de Polícia Naval

Tem como missão garantir a protecção e policiamento das instalações da Marinha e da NATO e de vasos de guerra e da NATO.

Missão
À Unidade de Policia Naval (UPN) compete, em especial:
Assegurar o serviço de Policia Naval
Integrar o Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) a nível de pelotão, por forma a assegurar as funções de preboste e de estafetas motorizadas
Cooperar com as autoridades policiais em casos de flagrante delito ou na ausência de qualquer autoridade civil competente

A UPN compreende:
A Companhia de Policia Naval (CPN)

Em regime experimental a UPN integra o BF1, consolidando assim o conceito de Protecção de Força que constitui a missão principal do BF1 e da UPN.

Destacamento de Acções Especiais (D.A.E.)

Criado em 1985, este destacamento é constituído aproximadamente por 20 homens, e constitui a unidade de elite da Marinha, permitindo a execução de missões de alto risco e intervenções especiais fora e dentro da costa portuguesa. É uma unidade de alta preparação e com equipamento relativamente moderno, destacando-se os sub-fuzis MP-5 e espingardas automáticas M-16. Tem como principais missões a realização de incursões anfíbias em terreno hostil, reconhecimento, acções de sabotagem, recuperação de reféns e prestação de cuidados humanitários urgentes em locais de difícil acesso, ou elevado risco. Pode actuar a partir dos helicópteros e submarinos portugueses ou de outras unidades de superfície e em ambientes NBQ.

Missão


Ao Destacamento de Acções Especiais (DAE) compete:
Realizar incursões anfíbias, reconhecimentos, operações encobertas, destruições, remoção de obstáculos e outras acções, incluindo a utilização de explosivos, quer em actuação isolada, quer em apoio de outras unidades inseridas numa operação anfíbia.
Executar acções de intervenção em plataformas, navios e embarcações na área de jurisdição marítima nacional, visando a segurança de passageiros, tripulantes e navios contra actos ilícitos de natureza criminosa.
Executar acções de recuperação de pessoas ou prestação de cuidados humanitários urgentes em plataformas ou locais de difícil acesso ou elevado risco, na área de jurisdição marítima nacional.
Efectuar o reconhecimento, destruição e inactivação de engenhos explosivos convencionais de âmbito terrestre, em actividades de formação, treino e intervenção operacional que lhe são próprias.
Realizar outras acções no âmbito das missões da Marinha.
Como decorre das missões podem ser chamados a executar um vasto conjunto de acções no mar e em terra, que envolvem perícias excepcionais e comportam riscos consideráveis, quer em apoio de outras forças, quer actuando como unidade independente.
Tendo em vista a actuação do DAE, a sua projecção é através de meios navais de superfície, submarinos e aéreos de diversa natureza, com recurso, nomeadamente, a técnicas de mergulho e de pára-quedismo entre outras considerando sempre o vector mar-terra.
Como Unidade de Operações Especiais dotada de grande flexibilidade e autonomia de acção, dispondo de elevado potencial de combate resultante da utilização de técnicas de combate específicas a executar de forma dissimulada, e de equipamento de grande eficácia e sofisticação, exigindo elevados padrões de aptidão, treino e destreza individual e colectivo. Os elementos que integram esta unidade são apenas Fuzileiros dos quadros permanentes com elevada experiência operacional.
Dada a natureza das suas acções, a admissão de candidatos é bastante restrita e selectiva, pelo que apenas uma pequena percentagem (5 a 10%) consegue ingressar no efectivo da unidade.
A selecção é bastante criteriosa, feita através de um conjunto de provas de avaliação física, técnica e psicológica e obtém as seguintes qualificações individuais:
· Operações Especiais
· Mergulhador nadador de ombate (circuito fechado)
· Inactivação de engenhos explosivos convencionais - ramo terrestre
· Socorrismo avançado
· Demolições, minas e armadilhas
· Pára-quedismo militar de abertura automática ou manual
· Tiro de combate
· Condução de viaturas tácticas
· Patrulhas de reconhecimento de longo raio de acção
· Inactivação de engenhos explosivos improvisados
· Sapadores
· Comunicações
· NBQ- Nuclear, biológico e químico
· Vigilância e contra-vigilância do campo de batalha
· Sniper
· Abandono de aeronaves em imersão
· Tiro
· Combate Corpo-a-Corpo
· Montanhismo/Salvamentos
· Fast Rope/Helicast/Rappel

Escola de Fuzileiros

Missão

À Escola de Fuzileiros (EF) compete, em especial:

Assegurar a execução das acções de formação específicas da classe de Fuzileiros.

Apoiar com os seus serviços, no âmbito logístico, a Unidade de Meios de Desembarque (UMD), bem como outras Unidades de Fuzileiros (UF), quando tal seja determinado.

Garantir a segurança das instalações situadas na sua área, com meios próprios ou que lhe sejam atribuídos para o efeito.
Assegurar outras acções de formação que lhe sejam cometidas.
A EF compreende:
O Conselho Técnico-Pedagógico
A Direcção Técnico-Pedagógica
O Departamento de Pessoal
O Departamento de Material
O Departamento de Apoio


Além do intensivo treino e preparação que os fuzileiros portugueses recebem, outro elemento essencial para a eficácia operacional do Corpo de Fuzileiros é o seu armamento e equipamento. Apesar da sua maior parte não ser moderno e em alguns casos ser até obsoleto, os fuzileiros tiram dele um enorme rendimento, como provam os exercícios conjuntos entre estas forças e as de outros países. Espera-se, contudo, que tal situação mude, pois a LPM (Lei de Programação Militar) prevê o reequipamento do Batalhão Ligeiro de Desembarque e do Destacamento de Acções Especiais.

Na sua maioria, o equipamento provém da indústria bélica estrangeira, embora englobe também armamento e equipamentos produzidos pela indústria bélica portuguesa.


Como principal armamento dos fuzileiros surge a arma individual, a espingarda automática G-3 de fabrico nacional sob-licença, também em uso nos restantes ramos. O seu calibre, 7,62mm, é mais apropriado para combates na selva, o que é perfeitamente compreensível, pois a sua aquisição foi feita tendo em conta os combates da Guerra Colonial travados nos territórios das ex-colónias. No entanto, no actual contexto estratégico este calibre tornou-se obsoleto tendo sido adoptado um novo, o 5,56mm, que se tornou o calibre padrão das armas individuais dos países membros da NATO. Devido às facilidades logísticas de usar o mesmo calibre e as qualidades operacionais deste está prevista a aquisição de novas armas individuais. Como arma individual, é igualmente usada a pistola austríaca Glock 17 de 9mm e o MP5SD6, que completam as Walther MPK usadas até agora.


Se bem que em menor número, existe ainda disponível a M-16 A2 de 5,56mm, nas versões com lança-granadas de 40mm e culatra retrátil. Para apoio de fogo são utilizadas as metralhadoras médias MG-42 de 7,62mm que garantem um poder de fogo preciso e móvel para as unidades de infantaria.

Os fuzileiros dispõem ainda de outros meios que garantem um grande poder de fogo às forças desembarcadas. Ao serviço da Companhia de Apoio de Fogos estão os morteiros médios de 81mm e pesados de 120mm que garantem um alcance de até 5 km, enquanto que o canhão sem recuo Carl Gustaf de 84mm oferece alguma capacidade anti-tanqe. Contam ainda com os mísseis filoguiados Milan, para luta anti-tanque dedicada, de fácil emprego e transporte.


O uniforme é também uma parte importante do equipamento dos fuzileiros. O actual é de boa qualidade e é na sua maioria de origem portuguesa. Recentemente foi adquirido um novo capacete com maior protecção.

O Corpo de Fuzileiros possui veículos de transporte tácticos, como viaturas ligeiras todo-o-terreno e camiões Mercedes e Berliet e a Polícia Naval usa ainda motocicletas para efeitos de vigilância. Para transporte anfíbio pode recorrer-se aos veículos Larc-5, embora não possuam grande capacidade de desembarque. Conseguem transportar até 20 pessoas ou 4,5 toneladas de carga, com uma velocidade máxima de 48 km/h em terra e 14 km/h no mar.

Para desembarque de veículos pesados e de grande número de fuzileiros, a marinha conta com 3 LDG (Lanchas de Desembarque Grandes) Classe "Bombarda" de construção nacional, com uma autonomia de 2.600 milhas e capacidade para 120 homens ou 350 toneladas de carga. Para missões menores existem as LDM 100 e 400, com 50 e 48 toneladas respectivamente.