Enquanto no Brasil o número de mortes por dengue caiu 64%, no Estado do Rio de Janeiro, 99 pessoas morreram com a doença somente neste ano, quase o dobro dos últimos dois anos somados. O índice é o triplo do aceito pela Organização Mundial da Saúde, que admite no máximo 1% de óbitos entre os casos graves e, no RJ, já são 3%. O número de contaminados também aumentou no Estado e dez cidades do RJ estão com epidemia de dengue.
Guerra é uma disputa violenta entre dois ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados. A guerra pode ocorrer entre países ou entre grupos menores como tribos ou facções dentro do mesmo país. Em ambos os casos, pode-se ter a oposição dos grupos rivais isoladamente ou em conjunto. Neste último caso, tem-se a formação de aliança(s).
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sábado, 18 de junho de 2011
Bactéria E. coli encontrada num riacho de Frankfurt
A bactéria E.coli, que já provocou 39 vítimas mortais, foi encontrada num riacho de Frankfurt, informaram hoje os ministérios regionais de Meio Ambiente e da Saúde alemães.
As autoridades destacaram que não há risco de contaminação da água potável, já que este riacho não está ligado à rede de abastecimento da região.
Por enquanto desconhece-se a causa da contaminação da bactéria, embora haja suspeitas que a origem possa estar numa estação de tratamento de águas próxima, segundo as autoridades alemãs.
Uma estirpe da bactéria E.coli já matou 38 pessoas na Alemanha e uma na Suécia, nas últimas semanas.
@SAPO com AFP
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O que E.coli?
O que é a E. coli?
É uma bactéria comum que vive nos intestinos dos animais e dos humanos. A maioria das estirpes é inofensiva, mas algumas produzem toxinas que causam dores abdominais agudas e diarreia. É o caso da estirpe detectada na Alemanha - 0104:H4, que é rara.
Como se propaga?
As estirpes surgem quando a bactéria chega aos alimentos destinados a consumo humano. A carne bovina é normalmente a principal fonte de infecção, sobretudo a que é consumida pouco cozinhada, tal como os ovos. A bactéria pode estar também presente nas tetas das vacas e chegar ao leite que não seja pasteurizado.
Portadores da bactéria podem igualmente ser os vegetais crus cultivados ou lavados com água contaminada, ou que tenham estado em contacto com fezes de animais infectados.
Uma pobre higiene das mãos, sobretudo após ida à casa-de-banho, pode também levar à contaminação.
Quais os sintomas?
Começam normalmente sete dias depois da infecção. As cólicas abdominais são o primeiro sinal. Poucas horas depois, começa a diarreia com sangue, que dura entre dois a cinco dias. Pode ainda haver febre baixa (nem sempre), náuseas e vómitos.
Que complicações pode causar?
Na maioria dos casos, o quadro clínico é simples, apenas de diarreia sanguinolenta sem sequelas. Na estirpe agora detectada, tem-se desenvolvido, porém, um Síndrome Hemolítico Urémico - um quadro mais grave que leva à deterioração renal crónica que pode ser fatal, sobretudo nos idosos e nos mais novos.
Como proteger-nos?
É importante cozinhar bem a carne, a temperaturas superiores a 70ºC. No caso dos vegetais, há que lavá-los correctamente, principalmente se forem consumidas cruas, com um produto adequado.
Na preparação das refeições, é importante manter a carne crua separada dos outros alimentos, lavar com água quente e sabão as superfícies utilizadas e nunca servir a carne no mesmo prato onde esteve antes de ser cozinhada
Gripe H1N1 faz quatro vítimas no Rio Grande do Sul
Já foram confirmados dez casos graves no estado. Quem for do grupo de risco e apresentar sintomas deve tomar o antiviral, mesmo quando não houver sinais de complicação.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
E.coli - Estirpe detectada em França é diferente da que originou epidemia na Alemanha
Lille, França, 16 jun (Lusa) -- As autoridades de saúde de França afirmaram hoje terem "a certeza" de que a bactéria E.coli que levou à hospitalização de sete crianças no país "não é a mesma estirpe" que originou uma epidemia na Alemanha.
"Temos a certeza de que não é a mesma estirpe encontrada em rebentos de legumes na Alemanha", declarou numa conferência de imprensa em Lille (norte) Daniel Lenoir, diretor-geral da Agência Regional de Saúde.
Sete crianças foram hospitalizadas na quarta-feira em Lille vítimas de uma intoxicação grave provocada por um tipo raro da bactéria E.coli.
Hambúrgueres que terão motivado hospitalização de crianças em França não são vendidos em Portugal
A cadeia de supermercados alemã Lidl assegurou hoje que não tem à venda em Portugal hambúrgueres congelados da marca Steaks Country, cujo consumo terá levado à hospitalização de seis crianças em França.
“O Lidl Portugal não tem à venda hambúrgueres congelados da marca Steaks Country, nem comercializa nenhum produto dessa marca”, refere um comunicado enviado hoje à agência Lusa pela cadeia de supermercados.
Seis crianças foram hoje hospitalizadas em Lille, no norte de França, depois de terem comido hambúrgueres congelados, devido a um infeção alimentar associada a um tipo raro de bactéria E.coli.
As autoridades precisaram que o caso não tem qualquer ligação com a epidemia na Alemanha.
As crianças estão hospitalizadas desde quarta-feira, depois de terem sido vítimas de “diarreias hemorrágicas graves” aparentemente associadas ao consumo de hambúrgueres congelados da marca Steaks Country vendidos na cadeia alemã Lidl.
@Lusa
terça-feira, 14 de junho de 2011
Europa regista 36 mortes com mais uma vítima de E- coli na Alemanha
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| Uma analista tenta isolar a bactéria de uma amostra |
Do total, 35 mortes foram registadas na Alemanha, onde 3.228 pessoas adoeceram devido à bactéria ou graves complicações renais a ela associadas, e uma na Suécia.
De acordo com o RKI -- que não forneceu mais informações sobre a mais recente vítima mortal - desde há vários dias o número de novos casos está a recuar.
No sábado, as autoridades confirmaram que rebentos de soja de uma quinta de agricultura biológica em Bienenbttel, no norte do país, estavam contaminados.
Até novas indicações, as autoridades desaconselham o consumo de rebentos comprados ou cultivados em casa. Inicialmente tinha sido lançado um aviso sobre a provável origem em pepinos provenientes da Espanha, que nunca chegou a ser confirmado, e a procura e consumo de outros legumes crus como o tomate e as alfaces entrou em queda nos países da Europa.
Na Alemanha, estima-se que, por precaução, tenham sido destruídas 5.900 toneladas de pepinos, 3.500 toneladas de tomates e a produção de cerca de 1.300 hectares de alfaces.
Os 27 Estados membros da União europeia discutem, entretanto, esta terça-feira, as indemnizações aos produtores. O Comissário Europeu da Agricultura aumentou a proposta incial de ajuda de 150 para os 210 milhões.
Portugal já fez saber que vai votar a favor deste plano, apesar de considerar insuficiente.
Bactéria E.coli encontrada em alfaces
Os especialistas consideram improvável que haja uma relação entre a descoberta feita hoje na Baviera e a epidemia de E.Coli que já matou 36 pessoas na Europa.
As autoridades sanitárias alemãs descobriram a bactéria E.coli em folhas de alface, num produtor hortícola de Fürth, na Baviera, quatro dias depois de ter sido levantado o alerta contra o consumo deste legume, foi hoje anunciado.
A direcção-geral de saúde local está a examinar as vias de distribuição dos produtos da referida empresa, e mandou retirar a alface em questão do mercado.
No entanto, os especialistas consideram improvável que haja uma relação entre a descoberta em Fürth e o surto infeccioso de E.Coli no norte da Alemanha, que já contaminou mais de 3.200 pessoas e causou 35 mortes.
Nos últimos dias, porém, o número de contágios tem diminuído, voltou hoje a sublinhar o Instituto Robert Koch (RKI), de Berlim, que funciona como agência federal de combate a doenças.
Na sexta-feira, o RKI anunciou, após intensas pesquisas, que o referido surto de uma perigosa estirpe da bactéria E.coli teve origem em rebentos vegetais produzidos numa exploração agrícola de Bienenbuettel, na Baixa Saxónia.
No mesmo dia, as autoridades sanitárias germânicas levantaram as recomendações contra o consumo de pepino, tomate e alface crus, que estavam em vigor desde 25 de Maio.
Quanto à bactéria surgida agora em Fürth, as análises para apurar se é estirpe da que provoca a perigosa Síndrome Hemolítica Urémica (HUS), causadora de sérios danos nos rins e no cérebro e responsável pela maioria das mortes -, só estarão concluídas na próxima semana, revelou a direcção geral de saúde bávara.
Um porta-voz do ministério federal da agricultura e defesa do consumidor disse hoje, em Berlim, que até agora foram feitos em todo o país quase nove mil testes laboratoriais a diversos tipos de alimentos, sobretudo pepinos, tomates, alfaces e rebentos vegetais.
Devido à dimensão das análises, já era de esperar que fossem encontradas outros genes da bactéria E.coli que não estão relacionados com a onda de contaminações, adiantou a mesma fonte.
Surto de Sarampo na Europa leva OMS a lançar alerta
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2011 há mais de 6,5 mil casos confirmados de sarampo em 30 países da Europa. França é o país com o maior surto, tendo 4,9 mil casos notificados entre Janeiro e Março deste ano, número semelhante aos registados em 2010 naquele país.
Outros surtos importantes acontecem em Espanha (Andaluzia), Suíça, Bélgica, países da Europa Oriental, Turquia, além de países de outros continentes, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.
A vacina é a prevenção mais eficaz. No calendário nacional de vacinação, a primeira dose deve ser administrada a todas as crianças de um ano de idade e uma segunda dose às crianças entre quatro e seis anos. A tríplice viral também é recomendada às pessoas que viajam para o exterior, profissionais que actuam no sector de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, estudantes e outros que mantenham contacto com viajantes internacionais, além dos profissionais da saúde e da educação.
Quando utilizada até 72 horas após o contacto com caso confirmado ou suspeito, a vacinação é eficaz. Vale ressaltar que a vacina contém um vírus vivo atenuado e, portanto, deve ser usada com indicação médica. Diversos viajantes devem fazer uma dose de reforço antes de partir para o seu destino. Deve-se também respeitar as seguintes contra-indicações: reacção grave à vacina em outras situações, alergia à vacina, gestantes e pessoas com imunossupressão (por exemplo, sida ou uso de corticóides).
Um viajante que não apresentou a doença, não foi vacinado e venha a ficar doente começará com febre alta cerca de dez a doze dias após a exposição. Essa febre durará uma semana e será acompanhada de um quadro semelhante ao de uma gripe forte nos primeiros dias. O sintoma será seguido de olhos avermelhados, manchas esbranquiçadas no interior da boca e, finalmente, vermelhidão por todo o corpo (rash). O rash dura de cinco a sete dias e desaparece lentamente. O quadro pode ser complicado com cegueira, infecção cerebral, diarreia, infecção do ouvido e pneumonia. Vale alertar que não existe nenhum tratamento específico contra o vírus do sarampo.
domingo, 12 de junho de 2011
Broto de feijão é origem da bactéria E.coli
A infecção pela bactéria E.coli matou 31 pessoas em nove países europeus. A suspeita sobre vegetais importados da Espanha causou prejuízos de R$ 500 milhões somente aos produtores espanhóis.
sábado, 4 de junho de 2011
E.coli: Variante da bactéria é resistente pelo menos a 8 tipos de antibióticos
Segundo a investigação, feita em colaboração com a Clínica Universitária Eppendorf de Hamburgo e cujos dados são preliminares, esta estirpe é um “mosaico” com genes de diferentes variedade e é geneticamente diferente da que causou anteriormente uma epidemia nos Estados Unidos.
A variante da bactéria e.coli, que já provocou a morte de 19 pessoas, é resistente, pelo menos, a oito tipos de antibióticos, segundo um comunicado publicado hoje pelo Instituto Genético de Pequim.
Cientistas chineses que colaboraram com os alemães na identificação do genoma da nova variante da e.coli, afirmaram no comunicado, citado pela agência Efe, que foram encontrados genes que são resistentes a cinco novos tipos de antibióticos.
Já na sexta-feira havia sido anunciado que a variante da bactéria era resistente a três tipos de antibióticos, entre os quais a penicilina.
Segundo a investigação, feita em colaboração com a Clínica Universitária Eppendorf de Hamburgo e cujos dados são preliminares, esta estirpe é um “mosaico” com genes de diferentes variedade e é geneticamente diferente da que causou anteriormente uma epidemia nos Estados Unidos.
Nas últimas horas, os Estados Unidos anunciaram que aumentaram a vigilância à importação de tomates, pepinos e de alface das áreas da União Europeia (UE) afetadas por um surto da bactéria e.coli.
Também o Panamá reforçou a vigilância sanitária em todos os seus postos e aeroportos para evitar a entrada da variante da bactéria e.coli.
@Lusa
Epidemias - 2 - Gripe de 1918
| Hulton Archive/Getty ImagesEnfermeiras cuidam de vítimas da epidemia de gripe espanhola de 1918 dentro de barracas de lona, em Massachusetts |
Em 1918, o mundo assistia ao fim da Primeira Guerra Mundial. No fim daquele ano, o número estimado de mortos chegaria a 37 milhões no mundo inteiro e milhões de soldados tentavam voltar para casa. Então, surgiu uma nova doença. Alguns a chamaram de gripe espanhola, outros de a grande gripe ou ainda de gripe de 1918. Independe disso, a doença matou aproximadamente 20 milhões de pessoas em questão de meses [fonte: Yount]. Em um ano, a gripe desapareceria, mas apenas depois de causar um número espantoso de mortes. As estimativas globais variam entre 50 e 100 milhões de fatalidades naquele ano [fonte: NPR]. Muitos a consideram a pior epidemia (depois pandemia) registrada na história da humanidade.
A gripe de 1918 não foi causada pelo vírus típico da gripe que vemos anualmente. Era uma nova cepa de micróbio da gripe, o vírus A da gripe aviária H1N1. Os cientistas suspeitam que a doença tenha sido transmitida dos pássaros para os humanos no meio-oeste americano pouco antes do surto. Foi batizada, posteriormente, de gripe espanhola depois que uma epidemia na Espanha matou 8 milhões de pessoas [fonte: NPR].
No mundo inteiro, o sistema imunológico das pessoas estava totalmente despreparado para o novo vírus - assim como os astecas não esperavam a chegada da varíola, por volta de 1500. O transporte de tropas e as linhas de abastecimento no fim da Primeira Guerra Mundial permitiram que o vírus chegasse rapidamente a proporções pandêmicas, espalhando-se para outros continentes e países.
A gripe de 1918 apresentava os sintomas típicos de uma gripe normal, como febre, náusea, dores e diarréia. Além disso, os pacientes freqüentemente desenvolviam manchas escuras nas bochechas. Quando seus pulmões se enchiam de líquido, eles corriam o risco de morte por falta de oxigênio. Aqueles que morreram se afogaram com a própria secreção.
A epidemia desapareceu em um ano, quando o vírus mudou para outras formas menos fatais. A maioria das pessoas, hoje, apresenta algum grau de imunidade a essa família de vírus H1N1, herdada daqueles que sobreviveram à pandemia.
Ressurreição de um assassino
Em 2005, os pesquisadores recriaram o vírus A da gripe aviária H1N1 a partir de material genético encontrado nos pulmões das vítimas da gripe de 1918. Os cientistas esperam que, com o estudo do vírus fatal, eles possam se preparar melhor para futuros surtos dos novos vírus da gripe.
Continue lendo para conhecer a peste negra, que afetou as mentes criativas da época. (Próximo post)
Anvisa recomenda que brasileiros evitem comer vegetais na Alemanha
Devido às recentes mortes causadas por uma nova bactéria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda que não se coma vegetais crus na Alemanha, em especial pepino, tomate e alface. O ministério da Agricultura informou que o Brasil não importa esses alimentos.
Sobe para 11 o número de contaminados pela bactéria assassina no Reino Unido
Mais quatro pessoas foram contaminadas pela variante da bactéria E.coli detectada na Alemanha, elevando para 11 o número de contágios no Reino Unido, informou nesta sexta-feira (3) a Agência de Proteção Sanitária (HPA, na sigla em inglês).
Segundo precisou a agência, esses pacientes tinham viajado à Alemanha, o país da UE mais afetado pela contaminação, e apresentam diarreia com hemorragia.
A HPA recomenda à população que for viajar à Alemanha que não consuma pepino, alface e tomate e que vá ao médico se apresentar forte diarreia.
A origem do problema é desconhecida, uma vez que as autoridades de saúde alemãs descartaram que os pepinos espanhóis fossem os causadores da infecção. A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) suspendeu nesta quarta-feira (2) o alerta sanitário decretado na quinta-feira passada contra os pepinos espanhóis e comunicou oficialmente que todas as análises de solo, água e hortaliças realizadas estão livres da bactéria que provocou a infecção.
Cientistas identificam bactéria que causou 17 mortes na Europa
Cientistas da Organização Mundial de Saúde anunciaram que identificaram a bactéria que fez 17 vítimas na Europa. O alerta dado pela Alemanha apontando os pepinos provenientes da Espanha como fonte de contaminação causaram prejuízos equivalentes a R$ 450 milhões por semana para o país ibérico.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
As dez piores epidemias - 1 . Varíola
iStockphoto.com/Neil German
Um ator finge ser o Anjo da Morte para uma pequena multidão. Ironicamente, o surgimento das doenças epidêmicas acompanha de perto o aumento das cidades populosas.
Poucas palavras sintetizam tanto o horror, a miséria e a maldição quanto a palavra "peste". Afinal de contas, as doenças infecciosas causaram muitos danos durante séculos. Elas dizimaram populações inteiras, exterminaram raças, causaram mais mortes que as guerras (em inglês) e desempenharam um papel importante no decorrer da história.
Os homens primitivos encontravam os micróbios que causavam as doenças no ambiente em que viviam, na água que bebiam, no alimento que consumiam. Eventualmente, um surto podia dizimar um pequeno grupo, mas eles nunca se depararam com nada semelhante às doenças dos períodos históricos seguintes. Só depois que o homem começou a formar grupos populacionais maiores é que as doenças contagiosas começaram a se disseminar em proporções epidêmicas.
Uma epidemia ocorre quando uma doença afeta, de forma desproporcional, uma grande quantidade de pessoas dentro de uma determinada população, como uma cidade ou uma região geográfica. Se ela atinge números ainda maiores e uma área mais ampla, esses surtos se transformam em pandemias.
Os seres humanos também ficaram mais expostos a novas doenças fatais domesticando animais, que já possuem seus próprios micróbios. Ficando em contato direto com animais antigamente selvagens, os primeiros criadores deram a esses micróbios a chance de se adaptarem a hospedeiros humanos.
Conforme o homem foi ampliando seu território, ficou mais em contato com os micróbios que, de outra forma, poderia nunca ter encontrado. Com o armazenamento de comida, o homem atraiu criaturas que se alimentam de lixo, como ratos e camundongos, que carregavam mais micróbios. A expansão humana também resultou na construção de mais poços e canais que, com suas águas paradas, eram lugares ideais para os mosquitos portadores de doenças. Como a tecnologia permitiu viagens e comércios mais distantes, novos microorganismos conseguiram se espalhar com mais facilidade de uma região altamente populosa para outra.
Ironicamente, muitos dos pilares da sociedade humana moderna abriram caminho para uma de suas maiores ameaças. E com o nosso desenvolvimento, os micróbios também evoluem.
Neste artigo, veremos 10 das piores epidemias que assolaram a humanidade e saberemos como funciona cada doença
1 - Varíola
2 - Gripe de 1918
3 - Peste negra
4 - Malária
5 - Tuberculose
6 - Cólera
7 - AIDS
8 - Febre amarela
9 - Tifo epidêmico
10 - Poliomielite
Varíola
O poder da varíola em exterminar populações nativas foi um efeito inesperado da presença das forças européias na América do século 16. Entretanto, as epidemias posteriores nem sempre foram tão acidentais. Durante a guerra franco-indígena de 1763, o comandante britânico Sir Jeffrey Amherst foi responsável pela contaminação das tribos Ottawa. As tropas deram aos índios cobertores infectados. Hoje, com a varíola erradicada no mundo todo, surgiu o medo de que o vírus pudesse ser usado em um ataque terrorista contra uma população não vacinada. |
Antes que os exploradores, conquistadores e colonizadores europeus começassem a encher o Novo Mundo no início de 1500, as Américas eram a casa de aproximadamente 100 milhões de nativos.
Durante os séculos que se seguiram, as doenças epidêmicas reduziram esse número para algo entre 5 e 10 milhões [fonte: Yount]. Embora esses povos, como os incas e os astecas (em inglês), tenham construído cidades, elas não moravam nelas tempo suficiente para propagarem o tipo de doenças que os europeus possuíam, nem tinham domesticado tantos animais.
Quando os europeus chegaram às Américas, levaram consigo uma grande quantidade de doenças, para as quais os nativos não tinham defesa nem imunidade.
Hulton Archive/Getty Imagens
Essa pintura representa a conquista da capital asteca Tenochtitlán pelo explorador espanhol Hernando Cortez, em 13 de agosto de 1521. O que garantiu sua vitória não foi nenhuma arma de fogo moderna, mas a varíola que os conquistadores levaram acidentalmente para o continente.
A principal dessas doenças foi a varíola, causada pelo vírus da varíola. Esse vírus começou a afetar os humanos há milhares de anos, sendo que a forma mais comum da doença foi responsável por uma taxa de mortalidade de 30% [fonte: CDC].
A varíola provoca febre alta, dores no corpo e erupções que logo passam de protuberâncias e crostas cheias de líquido para cicatrizes permanentes. A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com a pele ou com os líquidos do corpo de uma pessoa infectada, mas também pode se espalhar pelo ar em ambientes fechados.
Apesar da criação de uma vacina, em 1796, a epidemia da varíola continuou se espalhando. Em 1967, o vírus matou dois milhões de pessoas e assustou outras milhares em todo o mundo [fonte: Choo].
Nesse mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde liderou uma campanha para erradicar o vírus por meio de vacinações em massa. Como resultado, 1977 marcou o último caso de varíola que ocorreu naturalmente. Efetivamente eliminada do mundo natural, a doença existe apenas em laboratório.
Saiba no próximo post como e por que a gripe de 1918 matou milhões de pessoas.
E.coli: Doze países registram casos de infecção
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje que 12 países registaram casos de contaminação pela bactéria E.coli, cuja epidemia de origem ainda desconhecida causou 18 mortos, 17 dos quais na Alemanha.
Vários «países continuam a assinalar casos de síndroma urémico hemolítico (SUH) e de E.coli entero-hemorrágico (ECEH)», indicou o ramo europeu da OMS, com sede em Copenhaga, em comunicado.
Além da Alemanha, onde começou a epidemia e que já registou 17 mortos, casos de SUH e/ou ECEH foram assinalados na
Áustria (0 SUH, dois ECEH),
Reino Unido (três, quatro),
República Checa (0, um),
Dinamarca (sete, dez),
França (0, seis),
Holanda (quatro, quatro),
Noruega (0, um),
Espanha (um, 0),
Suécia (15, 28),
Suíça (0, dois) e
Estados Unidos (dois, 0), de acordo com a OMS.
«Todos estes casos, à exceção de dois, são pessoas que residem no Norte da Alemanha ou que se deslocaram à zona recentemente e durante o período de incubação (entre três a quatro dias), ou ainda, num dos casos, alguém que esteve em contacto com uma pessoa proveniente do Norte da Alemanha», explicou a OMS.
A organização também indicou hoje que «não recomendava restrições comerciais relacionadas com a epidemia».
A bactéria ECEH provoca hemorragias no sistema digestivo e, nos casos mais graves, complicações renais (SUH).
Até 02 de junho 502 pessoas foram afetadas pelo SUH e 1064 contraíram ECEH, acrescentou a OMS.
De acordo com uma contagem da agência noticiosa francesa AFP, com base em dados publicados pelas autoridades de cada país, mais de duas mil pessoas adoeceram no quadro desta epidemia (SUH e ECEH combinados).
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde afirmou hoje que há três doentes em observação com suspeita de infeção pela bactéria E.coli, provenientes da Alemanha, que estão a ser sujeitos a exames.
Um surto infecioso da bactéria Escherichia coli (E.coli) foi detetado na Alemanha na semana passada, tendo entretanto provocado 18 mortos e afetado milhares de pessoas. Morreram 17 pessoas na Alemanha e uma na Suécia.
Apesar de as autoridades terem inicialmente atribuído o surto à contaminação de pepinos espanhóis, a origem da infeção continua desconhecida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou tratar-se de uma nova estirpe nunca antes detetada da bactéria.
Apesar de as autoridades terem inicialmente atribuído o surto à contaminação de pepinos espanhóis, a origem da infeção continua desconhecida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou tratar-se de uma nova estirpe nunca antes detetada da bactéria.
@Lusa
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