INTRODUÇÃO
Grupo de Operações Especiais - GOE - É a unidade de operações especiais da Policia de Segurança Pública(PSP)
Em 1978, a Quinta das águas Livres foi adquirida começando então a construção dos trabalhos nas infrastruturas necessárias para organizar as actividades de instrução e de acomodação dos elementos que formariam o futuro grupo operacional. Ao mesmo tempo começaram os estudos para a criação dos GOE e, com a cooperação do governo britânico, e graças aos esforços do Governo chefiado pelo Dr. Mota Pinto, elementos do 22nd Special Air Service Regiment (SAS) vieram para Portugal para terinar e começar a formação de um grupo de policia capaz de conduzir missões anti-terroristas.
Em 29 de Março de 1982, o primeiro COE - Curso de Operações Especiais começou. O curso acabou a 18 de Novembro desse mesmo ano a unidade foi considerada totalmente operacional e com capacidade de intervenção desde o final de 1982, embora tivesse formalmente criada em 1979. Como resultado da aproximação entre os britânicos SAS e os portugueses GOE, as imagens dos primeiros agentes era dificil distinguir entre britânicos e portugueses por os seus uniformes, equipamento e armas serem idênticos.
Mais tarde, o GOE, ainda mantinha uma forte relação com o SAS, e começou também a treinar com Delta Force dos Estados Unidos, GSG-9 da Alemanha, Unidades Anti-Terroristas da Guardia Civil de Espanha e Unidades Anti-Terroristas de Israel. As capacidades dos GOE foram testadas em Junho de 1983, quando um Comando Arménio, usando carros alugados, invadiu a residência do embaixador da Turquia matando um agente da PSP que fazia parte da equipa de segurança da embaixada, e fazendo reféns o resto das pessoas reféns. O Primeiro Ministro Mário Soares, deu ordem aos GOE para tomarem o edifício. Antes desta tentativa, os terroristas acidentalmente fizeram explodir os engenhos que estavam em seu poder, resultando na morte de 4 terroristas e uma pessoa ferida (a mulher do embaixador), esta foi a versão oficial dos acontecimentos.
Desde esse momento, missões foram delegadas aos GOE. Após 1991, elementos operacionais dos GOE, conjuntamente com ex-operacionais, iniciaram missões de protecção de representantes diplomáticos portugueses e instalações em países estrangeiros onde situações instáveis ou confictos armados punham essa representação em perigo. O nível dos operacionais enviados para esses cenários depedende da situação. O GOE também interveio na evacuação de cidadãos portugueses quando foi necessário: em 1992 em Luanda (Angola), em 1991 e 1997 na Rep.Democrática do Congo(ex-Zaire) e em outros países tais como Guiné, África do Sul, Argélia, Macau (China) e Bósnia.
Nessas missões, foram confrontados com tentativas de forçar a entrada nas delegações diplomáticas por elementos armados; a situação mais séria deu-se em 1997 no Zaire e em 1998 na Guiné; quando uma granada foi lançada para dentro da embaixada onde estava a equipa de segurança. Em 2005 foram também enviados para a Árabia Saudita e Iraque para proteger as embaixadas de Portugal e pessoal em ambos os países.
Os GOE também executam missões de protecção de VIPS e altos dignatários do estado, cooperando com outras unidades da PSP na criação de cordões de segurança e na selecção de atiradores furtivos(snipers) em missões de observação, busca e detecção de terroristas snipers. Outra actividade no qual o GOE participa é na cooperação com as Brigadas Anti-Crime, onde participam em missões de vigilância e na entrada em instalações fortificadas onde existam armas traficantes de droga.
Uma abordagem mais profunda
DESCRIÇÃO :
Os GOE - ou Grupo de Operações Especiais - nasceu oficialmente em 1979 por decisão do Primeiro Ministro da época. Com efeito, com o advento do terrorismo um pouco por todo o mundo, o governo portugês decidiu dotar-se de uma unidade especilamente treinada para lutar contra este fenómeno. Em 1980 foram selecionados os voluntários a partir das tropas de élite do exército, na altura os Comandos. Um punhado de jovens oficiais e de sub-oficiais foram enviados para a Grã-Bretanha para treinar com os SAS.
Treinados pelos SAS
Com o curso terminado em 1981, eles vão constituir a base da nova unidade. Com a ajuda dos instrutores britânicos dos SAS, eles vão formar os homens e os sub-oficiais dos GOE. Em 1983, os GOE tinham uma centena de homens bem treinados e com uma unidade anti-terrorista operacional do mais alto nível. Esta unidade teve que actuar pela primeira vez numa situação de reféns na Embaixada da Turquia em Lisboa.
Hoje, os GOE é composto por uma centena de homens, todos vindos do seio da polícia(PSP), estando dependentes do Ministério da Administração Interna. A média de idade é de 28 anos e o tempo máximo de serviço é de 8 anos. Da primeira promoção, só restam dois ajudantes. São a excepção << os museus>> do grupo, como dizem os jovens policias.
O GOE da PSP:
A Policia de Segurança Pública ou PSP - depende do Minsitério da Administração Interna. Ela está organizada numa estrutura de comando vertical com um comandante central, de zonas regionais e distritos, assim como a Escola Superior de Policia(ESP) e a Escola Prática de Policia(EPP). A PSP tem também as unidades especiais, de onde se destacam os Corpos de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais(GOE).
© Grupo de Operações Especiais
Os GOE foram criados como unidade especial no seio da PSP pelo Decreto-lei de 24 de Dezembro de 1979. Esse decreto visava instituir uma unidade especial capaz de intervir em situações extremas, sempre dentro do quadro legal. As missões estão definidas nos quatro artigos da lei.
ORGANIZAÇÃO:
Os GOE estão organizados á volta de uma célula de comando, uma célula de formação e de treino, a unidade de intervenção, uma célula de transmissões e uma célula de apoio.
As Patentes na PSP
Oficiais de Policia: super-intendentes, intendentes, indententes-adjuntos, comissário, comissário-adjunto, chefe de divisão, aspirante a oficial de policia.
Sub-Oficiais de policia: Chefe-adjunto principal, chefe-adjunto-ajudante, primeiro chefe adjunto, segundo chefe adjunto.
Guardas: Guarda principal, Guarda de Primeira Classe, Guarda de segunda Classe
Missão:
Os GOE devem:
conduzir acções ofensivas, independentes, benificiando do efeito surpresa devido á rapidez da acção, possuir um espirito de iniciativa e uma grande determinação, para manter na ordem os malfeitores;
na hipótese de casos com reféns, eles devem participar nas negociações, neutralizar os autores e de libertar os reféns sem importar qual o tipo de decisão.
Eles esgotarão todos os meios para facilitar as negociações ou então partirão para uma eventual intervenção.
SELECÇÃO :
Para se ser membro dos GOE, deve-se ser voluntário e medicalmente apto, realizar uma série de testes psicotécnicos particularmente duros.
Os seus primeiros obstáculos, são as provas desportivas, similares ás dos Pára-Quedistas e Comandos. De notar que a maior parte dos membros dos GOE fizeram o seu serviço militar obrigatório numa unidade de elite do Exército Português - Forças Especiais em Lamego, Pára-Quedistas, Comandos na Amadora, e Fuzileiros.
A última prova a satisfazer antes de começar o treino típico dos GOE é uma série de exercicios de tiro, com pistola, e espingarda. Estas provas realizam-se após esforço, em alguns casos após uma caminhada de muitos Quilómetros em terreno acidentado.
Vinte em Mil
Depois de ter passado os primeiros obstáculos, o jovem voluntário vai enfrentar um período de treino de 8 meses. O recrutamento tem lugar de dois em dois anos. Em 1000 voluntários, apenas uma vintena finaliza como elementos operacionais dos GOE. Todos os seis meses, o jovem policial deverá fazer um teste tanto físico como psíquico para ver se continua apto para permanecer no seio da unidade.
EXERCICIOS:
Os GOE é acima de tudo uma unidade anti-terrorista. Ela deve ser capaz de intervir rápidamente não importa qual o local do território português em qualquer tipo de sítio(aviões, comboios, autocarros, casas, imóveis, barcos etc...)
Para prevenir estas situações os membros dos GOE treinam dentro de comboios e aviões que são disponibilizados pelas companhias nacionais, ou em casas e imóveis construídos no seu campo de treino. Todos os tipos de armas são utilizados: espingardas de assalto para fazer saltar as portas das casas, pistolas-metrelhadoras HK MP-5 com ou sem sileciador, lança-granadas a gás, pistolas automáticas de 9 mm e Desert Eagle 357 Magnum. As armas podem estar equipadas com equipamento de visão nocturna ou indicador laser.
O treino físico é regular e intenso: caminhadas, natação, percursos de risco, passagem de liana em liana, escalada de imóveis, exercicios de descida rápida de helicóptero, rappel várias vezes por mês.
© Grupo de Operações Especiais
Todos os dias desenrolam-se exercicios de tiro. Sendo um particularmente espectacular, é o típico dos GOE, o Face a Face. Entre cada grupo , 20 metros, e cada homem de cada grupo fica a 2 metros do seu colega. No intervalo: um alvo. ao sinal de fogo, atira-se sobre o alvo que se encontra em frente. O interesse do exercicio é duplo: ele permite verificar o auto-controlo de cada um, e treinar para uma operação de tiro cruzado. Pensado para uma intervenção a bordo de um avião comercial ou de um vagão de comboio.
Cada membro dos GOE é também um atirador de élite. Um único elemento por grupo - um grupo possiu seis elementos - é desnhado para este tipo de trabalho. As distâncias de tiro regularmente aplicadas nos exercicios vão de 30 a 500 metros.
Em pistola automática, os alvos são colocados a 50 metros. Para demonstrar a confiança dos seus homens o comandante do grupo operacional coloca os seus homens ao lado dos alvos.
Os GOE hoje são um dos grupos anti-terroristas mais eficazes. A melhor prova manifesta-se nos resultados de exercicios com outras forças especiais ocidentais: em 50 grupos que participaram ( britânicos, franceses, americanos, holandeses , espanhóis, belgas, italianos etc...) os portugueses terminaram em 4º lugar.
Para se manterem operacionais, os policiais dos GOE encontram-se com os seus colegas espanhóis que estão sempre operacionais na luta contra a ETA. Muito recentemente, o desmpenho do GOE foi alargado. Quando Portugal foi confrontado como outros países aliados, nos seus interesses e representantes no Zaire em Angola e na Ex-Jugoslávia, Iraque.
Uma Extensão das Suas Missões:
Certos elementos dos GOE são enviados para esses países para proteger os embaixadores, e por extensão, todos os ocidentais que se encontram em perigo. Actualmente estão policias dos GOE em missão no estrangeiro.
Noticias dos GOE
Embaixador no Iraque foi salvo pelo GOE
Outras duas situações perigosas foram resolvidas com sucesso pelo Grupo de Operações Especiais da PSP
Desactivada a embaixada portuguesa em Bagdad, e com o regresso no final do mês dos 14 elementos do GOE (Grupo de Operações Especiais) da PSP, é tempo de balanço sobre o período passado no Iraque.
Segundo o Correio da Manhã, três situações de grande perigo marcaram a missão do GOE: foram destacados para proteger a embaixada portuguesa, após o levantamento sunita que se seguiu à destituição do ditador Saddam Hussein, em 2003, e protegeram o embaixador e família do rebentamento de um carro-bomba.
O ataque terrorista ocorreu em meados de 2005, recorda o CM, que conta que um veículo ligeiro, carregado com explosivos, aproximou-se a alta velocidade da chancelaria da embaixada portuguesa em Bagdad, desactivada anteontem. No interior, estavam o embaixador e a família.
O automóvel acabou por rebentar a menos de 50 metros dos muros da embaixada e por causar somente estragos materiais, e ninguém ficou ferido.
Nas ruas envolventes à embaixada, os elementos do GOE foram colocadas à prova em mais duas situações. Um blindado usado na patrulha foi alvo de ataque, com uma granada arremessada contra um dos vidros. O ataque resultou apenas em danos materiais. Já no ano passado, duas viaturas foram alvejadas com tiros de metralhadora.
De resto, segundo o Correio da Manhã, nenhum dos 188 elementos do GOE que, desde Janeiro de 2004, prestaram serviço em Bagdad, necessitou de receber assistência hospitalar.










