sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais de 1400 pessoas detidas na China acusadas de tumultos

07 JUL 09 às 09:01

No Noroeste da China, mais de 1400 pessoas foram detidas sob a acusação de terem contribuído para os tumultos, desta segunda-feira, na província de Xinjiang. Os confrontos entre os manifestantes da maioria UyGur e a polícia fizeram 150 mortos.
Já esta manhã, de terça-feira, há notícia de uma manifestação de cerca de 200 mulheres exigindo a libertação dos familiares presos pelas autoridades chinesas.
Entretanto, surgiram relatos de que as centenas de pessoas de etnia Han, armados com bastões, que tentavam chegar à praça central, foram desmobilizadas pela polícia.
Recorde-se que na base dos confrontos em Urumchi estão conflitos étnicos.
De um lado, a maioria da população, os uigures muçulmanos de ascendência turca, que se queixam de estarem arredados dos empregos na administração pública e de constantes perseguições religiosas.
Do outro, os Han, uma minoria naquela região, mas que tem imigrado em grande número, e que são preferidos para os lugares de topo na China.
Na televisão estatal, a única versão que passa é que os Han foram atacados pelos uigures, sem provocação e de uma forma selvagem.
A outra versão, a que não passa na televisão chinesa, é a de que os protestos começaram pacificamente e teram sido os militares chineses a disparar e a carregar sobre os manifestantes uigures.
Desde domingo até agora, a polícia chinesa admite que já deteve quase 1500 pessoas e que a contagem de mortos já está acima dos 150 e mais de mil feridos.