sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mesquitas encerradas na capital de Xinjiang


Muitas mesquitas na capital da província de Xinjiang estão fechadas apesar de ser sexta-feira, dia de oração dos muçulmanos. Perante a força presença militar na região, os uigures estão a ser convidados a orar em casa.
Muitas mesquitas encontram-se fechadas, esta sexta-feira, na capital da província chinesa de Xinjiang em dia de oração para os muçulmanos por receio de novos conflitos étnicos na região, que até fizeram pelo menos 156 mortos.
«O governo disse que não iriam haver orações. Não podemos fazer nada. O governo tem medo que a população use a religião para apoiar as três forças», adiantou um uigur citado pela AFP, em referência ao extremismo, separatismo e terrorismo, que Pequim diz que ameaça a China.
Perante a força presença militar chinesa na região, os uigures, a minoria étnica mais representativa desta província, estão a ser convidados a orar em casa, um convite que surgiu nas portas de algumas mesquitas que esta sexta-feira estavam fechadas na capital de Xinjiang, Urumqi.
Um funcionário governamental explicou ainda que numa outra cidade desta província foram suspensas as visitas de forasteiros devendo, por razões de segurança, «as pessoas ficar esta sexta-feira em casa e rezar».
Entretanto, num comunicado, o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, composto por nove membros, e que é a cúpula do poder na China, apelou ao «reforço da unidade étnica do país», numa tentativa de acalmar a violência dos últimos dias.
«Os Han não podem ser separados das minorias, as minorias não podem passar sem os Han e as minorias não podem passar umas sem as outras», afirmou este comité num comunicado publicado na imprensa oficial.
Neste comunicado, este comité reiterou que «a estabilidade é a tarefa mais importante e urgente» isto depois dos tumultos de domingo em Urumqi que foram os mais violentos desde a criação da República Popular da China, há 60 anos.
O governo chinês diz que estes confrontos foram «instigados» peloCongresso Mundial Uigur, presidido pela empresária Rebiya Kadeer, que está exilada nos EUA e que é descrita pela imprensa como a «Dalai Lama uigur».

Autoridades chinesas dizem que responsáveis pelas mortes em confrontos serão executados

08 JUL 09 às 19:57
O líder do Partido Comunista na cidade de Urumqi afirmou, esta quarta-feira, que os responsáveis pelas mortes resultantes dos confrontos, que desde domingo opõem membros das etnias han e uigure, vão ser condenados à morte.
Os confrontos quase paralisaram a cidade, capital da região autónoma de Xinjiang (noroeste), e obrigaram o Presidente chinês, Hu Jintao, a cancelar a sua participação na cimeira do G8 e uma visita oficial a Portugal para regressar a Pequim. O líder do Partido Comunista local, Li Zhi, disse hoje, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão, que «aqueles que cometeram crimes por meios cruéis vão ser executados» e que já foram detidas muitas pessoas, incluindo estudantes. Segundo a lei chinesa, o crime de homicídio é punível com a pena de morte. De acordo números oficiais, os confrontos provocaram até agora 156 mortes e mais de 1100 feridos, mas desconhece-se quantos são hans, a etnia maioritária na China, e quantos são uigures, minoria de etnia turquemena e religião muçulmana.

Decretado recolher obrigatório em Urumqi

07 JUL 09 às 11:08
Um recolher obrigatório foi, esta terça-feira, decretado em Urumqi pelas autoridades locais, após novos confrontos étnico na capital da região de Xinjiang, noroeste da China, anunciou a agência Xinhua.
Um responsável do partido comunista de Xinjiang, Wang Lequan, anunciou à televisão que o recolher obrigatório estaria em vigor das 21:00 (14:00 em Lisboa) de hoje até às 8:00 de quarta-feira para evitar uma repetição das cenas de violência de hoje à tarde na cidade, de dois milhões de habitantes, adiantou a agência.
As autoridades lançaram também um apelo à calma às comunidades em confronto, nomeadamente, os Han, etnia maioritária na China, e os Uigures, principal comunidade muçulmana de Xinjiang

Mais de 1400 pessoas detidas na China acusadas de tumultos

07 JUL 09 às 09:01

No Noroeste da China, mais de 1400 pessoas foram detidas sob a acusação de terem contribuído para os tumultos, desta segunda-feira, na província de Xinjiang. Os confrontos entre os manifestantes da maioria UyGur e a polícia fizeram 150 mortos.
Já esta manhã, de terça-feira, há notícia de uma manifestação de cerca de 200 mulheres exigindo a libertação dos familiares presos pelas autoridades chinesas.
Entretanto, surgiram relatos de que as centenas de pessoas de etnia Han, armados com bastões, que tentavam chegar à praça central, foram desmobilizadas pela polícia.
Recorde-se que na base dos confrontos em Urumchi estão conflitos étnicos.
De um lado, a maioria da população, os uigures muçulmanos de ascendência turca, que se queixam de estarem arredados dos empregos na administração pública e de constantes perseguições religiosas.
Do outro, os Han, uma minoria naquela região, mas que tem imigrado em grande número, e que são preferidos para os lugares de topo na China.
Na televisão estatal, a única versão que passa é que os Han foram atacados pelos uigures, sem provocação e de uma forma selvagem.
A outra versão, a que não passa na televisão chinesa, é a de que os protestos começaram pacificamente e teram sido os militares chineses a disparar e a carregar sobre os manifestantes uigures.
Desde domingo até agora, a polícia chinesa admite que já deteve quase 1500 pessoas e que a contagem de mortos já está acima dos 150 e mais de mil feridos.

Secretário-geral da ONU apela ao respeito pelos direitos democráticos

06 JUL 09 às 12:49

O secretário-geral da ONU apelou aos respeito pelos direitos democráticos no mundo após os distúrbios na China que resultaram na morte de 140 pessoas. O presidente italiano também falou desta questão num encontro que teve com o seu homólogo chinês.
O secretário-geral da ONU apelou, esta segunda-feira, ao respeito pelos direitos democráticos por parte de todos os países, isto na sequência dos distúrbios no nordeste da China, que resultaram na morte de 140 pessoas.
«Qualquer que seja o lugar onde aconteça, a posição das Nações Unidas e do secretário-geral é clara: todos os diferendos, no interior de um país ou a nível internacional, devem ser resolvidos pacificamente pelo diálogo», afirmou Ban Ki-moon, em conferência de imprensa.
Quando interrogado sobre os distúrbios na China, Ban explicou que os «governos devem agir com a mais extrema prudência, tomando as medidas necessárias para proteger a vida e a segurança da população, dos cidadãos e dos seus bens, e para proteger a liberdade de expressão, reunião e liberdade de informação».
«Estes são os princípios de base da democracia e para estes que apelo de novo a todos os países do mundo», frisou o secretário-geral da ONU, em conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.
Também em conferência de imprensa, o porta-voz do primeiro-ministro britânico revelou-se «preocupado» com os distúrbios ocorridos na província de Xinjiang, tendo apelado também ao «diálogo» e à «retenção» quer para o governo chinês para para os manifestantes.
O presidente italiano indicou que o assunto dos Direitos Humanos foi tema de conversa num encontro que teve com o seu homólogo chinês, que chegou a Itália no domingo para participar na cimeira do G8.
«Estamos convencidos que o desenvolvimento e o progresso económico e social que estão em vias de ser feitos na China põem novas exigências em matéria de Direitos Humanos», explicou Giorgio Napolitano após o encontro que teve com Hu Jintao.
Napolitano adiantou ainda que os Direitos Humanos são um «assunto que a Itália sempre colocou e pretende colocar no respeito máximo dos argumentos chineses, da integridade e autonomia de decisão da China e as suas instituições».

Tumultos em Urumqi fazem 140 mortos e mais de 800 feridos

06 JUL 09 às 08:05

Os tumultos deste domingo em Urumqi, capital regional do Xinjiang, no noroeste da China, fizeram 140 mortos e mais de 800 feridos, de acordo com a agência estatal Nova China, citando as autoridades locais.
Centenas de pessoas foram detidas na sequência dos violentos incidentes que eclodiram este domingo à noite, entre as quais «mais de dez personalidades chave que atiçaram os tumultos», adiantou a Nova China citando o departamento de segurança pública.
«A polícia continua à procura de outras 90 pessoas chave», acrescenta a agência.
Por seu lado, um porta-voz do governo regional disse à agência France Press que «o último balanço aponta para 140 mortos e 828 feridos».
Este balanço coincide com as imagens impressionantes difundidas pela televisão central CCTV, que mostram civis ensanguentados, alguns deitados no chão, alternando com planos de veículos em chamas ou já carbonizados, e outras pessoas a lançar pedras às forças da ordem ou a virar uma viatura da polícia.
Segundo um correspondente da AFP no local, a calma parece ter regressado hoje a Urumqi, onde a presença das forças da ordem é visível e onde as autoridades fecharam vários bairros durante a manhã.
No entanto, a Nova China já anunciou o «levantamento parcial» das restrições da circulação a meio do dia.
Pequim atribuiu a responsabilidade pelos tumultos à dissidência uigur no exílio, e nomeadamente ao Congresso Mundial Uigur de Rebiya Kadeer, que chegou em Março aos Estados Unidos após a sua detenção durante quase seis anos na China e do seu exílio forçado em Pequim.
A organização uigur terá incitado à violência com apelos na Internet aos simpatizantes para se mostrarem «mais bravos» e «fazerem qualquer coisa em grande».
Estes incidentes fazem lembrar os do ano passado em Lhasa, capital regional do Tibete: a 14 de Março de 2008, tibetanos viraram-se contra comerciantes da etnia Han, matando 18 civis e um polícia, segundo as autoridades chinesas.
Em Xinjiang, nos confins da Ásia Central, vivem cerca de 8,3 milhões de uigures, alguns dos quais denunciam a repressão política e religiosa exercida pela China a coberto da luta contra o terrorismo.

Autoridades chinesas reprimiram com mão-de-ferro manifestantes em Xinjiang

As últimas horas na cidade de Urumechi, na capital da província de Xinjiang, no noroeste da China, foram de grande violência. A repressão das autoridades chinesas já resultou em 140 mortos, 800 feridos e a detenção de centenas de manifestantes.
O departamento de segurança pública chinês garante que são 100 os responsáveios pelos tumultos em Urumqi. Nas ruas da capital da provincia de Xinzhian estiveram, no entanto, milhares de pessoas.
Numa conferência de imprensa, o porta-voz do gorverno regional admitiu que o número tem tendência a aumentar, mas estão já confirmados 140 mortos e 800 feridos. Das vítimas mortais, 57 morreram na zona dos confrontos.
O número de detenções efectuadas também já está nas várias centenas, mas a polícia procura ainda 90 pessoas que considera estarem por detrás dos confrontos.
Pequim garante que quem começou com as manifestações foram membros da etnia uigúre, que representa mais de 50 por cento da população naquela região que são muçulmanos de origem turca e que se queixam continuamente de perseguições por parte das autoridades chinesas e também de não terem liberdade religiosa.
Há ainda outro motivo que leva regularmente os uigúres a protestar. Tal como no Tibete, o governo central chinês fomenta a imigração para aquela zona de membros de outro grupo etnico, os Han, a grande etnia na China, não permitindo aos uigures o acesso a cargos políticos, nem mesmo na região onde ainda são a maioria.
Desta vez, na origem dos protestos, que duraram toda a noite deste domingo, esteve a morte de dois uigúres numa fábrica chinesa na capital desta província.
A televisão oficial chinesa já transmitiu imagens impressionantes dos confrontos. Vêem-se civis cobertos de sangue, carros a arder ou já completamente carbonizados e ainda manifestantes a atacar com pedras a polícia chinesa.
Entretanto e segundo a France Press, a calma já regressou à capital Xinjiang, mas a presença das forças da ordem é ainda visível. O acesso à internet foi também desligado pelas autoridades chinesas

Pequim publica lista de oito presumíveis terroristas de Xinjiang

21 OUT 08 às 06:57
A China publicou, esta terça-feira, uma lista de oito presumíveis terroristas, membros de uma organização separatista islâmica. As autoridades afirmam que estes suspeitos ameaçaram os Jogos Olímpicos de Pequim em Agosto, apelando à cooperação internacional para os deter.
«Todos os terroristas desta lista são membros do Partido Islâmico do Turquemenistão oriental», afirmou o porta-voz do ministério da Segurança Pública (polícia), Wu Heping, durante uma conferência de imprensa, fazendo referência a um movimento que figura na lista de organizações terroristas das Nações Unidas.
«Eles participaram na preparação, na organização e na execução de várias actividades terroristas visando os Jogos Olímpicos de Pequim», acrescentou, lendo uma declaração.
«O terrorismo é uma ameaça comum para todos os países do Mundo, combater os terroristas é uma responsabilidade comum a todos os países», afirmou o porta-voz, apelando à comunidade internacional para colaborar para encontrar vestígios destes oito presumíveis terroristas.
«Esperamos que os governos dos países envolvidos e as administrações encarregues de aplicar a lei os procurem, os detenham e os entreguem à China para que os possamos julgar pelos seus crimes», afirmou o porta-voz, durante uma conferência de imprensa em que não foram permitidas questões.
Durante os Jogos Olímpicos, em Agosto, o Xinjiang, região muçulmana do extremo oriente, foi palco de uma série de atentados.
Alguns dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos, em Kashgar a 04 de Agosto, 16 polícias foram mortos por dois homens, pertencendo, segundo a polícia chinesa, ao Partido Islâmico do Turquemenistão Oriental (ETIM).
Sob a pressão dos Estados Unidos e da China, o ETIM foi colocado na lista da ONU das organizações terroristas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Iraque: Bomba mata 25 enquanto tropas EUA deixam cidades

Um carro-bomba causou hoje pelo menos 25 mortos em Kirkuk, norte do Iraque, logo após as tropas norte-americanas terem entregado o controle total das cidades iraquianas para as forças de segurança locais, seis anos depois da invasão.
A bomba, que feriu pelo menos 40 pessoas, explodiu num movimentado mercado numa região de maioria curda de Kirkuk, uma cidade vista como um local de potencial conflito entre os xiitas e os curdos. A polícia disse que o número de mortos pode aumentar.

Muitos iraquianos temem que o recuo das tropas norte-americanas das cidades e centros urbanos para as bases rurais, o primeiro passo para uma total retirada do exército dos EUA até ao final de 2011, deixe os militantes livres para atacar.

No entanto, o governo declarou esta terça-feira feriado, o «Dia Nacional da Soberania», e organizou uma parada para mostrar a força militar que será usada contra a insurreição resistente.

«Este dia, que consideramos uma celebração nacional, é uma conquista de todos os iraquianos», disse o primeiro-ministro do país, Nuri al-Maliki, num discurso na televisão.

ACIDENTE - AIRBUS A310


Jovem e piloto sobrevivem a queda de avião no Índico



Uma rapariga de 14 anos, e não uma de cinco anos, foi encontrada com vida no mar, nas buscas que decorrem no Índico após a queda de um Airbus A310. Também terá sido encontrado com vida o piloto do aparelho.

O avião, da companhia Yemenia, do Iemen, despenhou-se, esta madrugada, ao largo das ilhas Comores, no Oceano Índico, com mais de 150 pessoas a bordo.



“Uma criança foi encontrada com vida. Está num dos barcos das equipas de salvamento”, disse Bem Imani, cirurgião do hospital El-Maarouf, principal estabelecimento hospital da capital das Ilhas Comores. Foi indicado que a criança teria cinco anos.

Mas o ministro do Interior das Ilhas Comores, Abdourahim Said Bakar, já disse que a idade da sobrevivente estava errada.

Ibrahim Abdourazak, oficial do centro de crise montado nas Ilhas Comores, adiantou à Agência Reuters que se trata de uma rapariga de 14 anos e não uma criança de cinco anos, como foi inicialmente avançado.



"Três corpos foram recuperados", acrescentou Mohammad al-Soumaïri, director-geral adjunto da Yemenia. "O mar agitado e o vento forte dificultam as operações de busca e de socorro", salientou.

Também a aviação civil do Iemen deu conta da localização dos corpos de alguns dos 153 passageiros e tripulantes a bordo do avião sinistrado. "Foram avistados cadáveres a flutuar à superfície da água e foi localizada uma mancha de combustível a 16 ou 17 milhas (cerca de 29 quilómetros) de Moroni", afirmou à imprensa um responsável da Aviação Civil, Mohamed Abdel Kader.

O avião despenhou-se no mar menos de um mês depois da queda de um A330 da Air France a 01 de Junho no Atlântico, entre o Brasil e a França. Entre os 142 passageiros, de nacionalidade francesa e comorense, havia três bebés e os 11 tripulantes eram de nacionalidades diferentes, precisou.

A maioria dos passageiros tinha embarcado no avião em trânsito em Sanaa, sendo que 52 vinham de Paris, 59 de Marselha, 11 do Cairo, 12 do Dubai (Emirados Árabes Unidos) e três de Jiddah (Arábia Saudita), um de Amã e um de Damasco, explicou.

Companhia muito vigiada

A companhia proprietaria do Airbus A310 que se despenhou, esta madrugada, no Oceano Índico, era "uma companhia muito vigiada", disse Dominique Bussereau, secretário de Estado dos Transportes francês. Em declarações à cadeia i-télé, sustentou, ainda, que o avião, que caiu com 153 pessoas a bordo, na sua maioria franceses e comorenses, "tinha numerosos defeitos".

Antes, em declarações à rádio Europe 1, o secretário de Estado dos Transportes francês considerou que o mau tempo poderá ter estado na origem do acidente e anunciou que a França participaria no inquérito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, precisou que havia 66 passageiros franceses a bordo e anunciou a participação de apoio aéreo francês nas operações de busca, a pedido do governo das Comores.

Foram montadas células de crise no aeroporto Charles de Gaulle (Paris) e no aeroporto de Marselha, cidade que tem uma grande comunidade comorense e de onde eram residentes numerosos passageiros.

Localizados destroços do avião

Um avião fretado pelas autoridades das Comores sobrevoou esta manhã a carlinga do Airbus A310-300 da companhia Yemenia que se despenhou durante a noite perto das costas do país, informou o secretário-geral do governo.

"Um pequeno avião sobrevoou a zona e o piloto avistou destroços e viu a carlinga", afirmou Nourdine Bourhane. "O piloto também viu combustível", acrescentou, precisando que a bordo do avião de reconhecimento se encontrava o ministro das Comunicações das Comores, Ahmed Abdou.

Enquanto isso, o director do aeroporto internacional de Moroni indicou que as condições meteorológicas eram desfavoráveis no momento previsto para a aterragem na aerogare do A310.

"O avião era esperado à 01:30 (23:30 em Lisboa). Antes da aterragem, a torre de controlo perdeu as comunicações com a tripulação. As condições meteorológicas eram desfavoráveis, com fortes rajadas de vento", declarou Hadji Mnadi Ali.

"O avião estava a cerca de 50 metros do solo em aproximação à pista e, em vez de entrar na pista, desviou-se, seguindo de forma anormal na direcção do mar", declarou um agente da polícia sob anonimato. “O aparelho tentou uma só aproximação à pista, depois desapareceu”, acrescentou.

Avião tinha 59 mil horas de voo

Um comunicado da Airbus referiu que o avião sinistrado entrou ao serviço há 19 anos, em 1990 e tinha acumulado 51 900 horas de voo, sendo operado pela Yemenia desde 1999.

A Airbus precisou que aparelho tinha o número de série 535 e anunciou o envio de uma equipa de especialistas para as Comores.

O A310-300 é um birreactor que pode transportar até 220 passageiros. Há um total de 214 aviões A310 ao serviço de 41 operadores em todo o mundo.

sábado, 20 de junho de 2009

Jornalista sequestrado há sete meses por talibãs consegue fugir

O repórter do New York Times David Rohde conseguiu fugir aos talibãs que o mantinham sequestrado há mais de sete meses numa região montanhosa do Paquistão, notícia o site do jornal norte-americano.
Enquanto recolhia dados para um livro sobre o envolvimento dos Estados Unidos no Afeganistão, Rohde foi sequestrado juntamente com um jornalista local, Tahir Ludin, e o motorista, Asadullah Mangal, fora de Cabul a 10 de Novembro.
O jornalista contou que ele e Ludin escalaram na sexta-feira à noite uma parede do complexo onde estavam reféns na região paquistanesa do Vaziristão Norte.
Na fuga encontraram batedores do exército paquistanês, que os levaram a uma base nas proximidades e sábado voaram até uma base militar norte-americana no Afeganistão.
O motorista não fugiu com os dois jornalistas, refere ainda a noticia.
As primeiras informações referiam Rohde como estando de boa saúde, enquanto Ludin magoou o pé na fuga.
O sequestro não tinha sido divulgado quer pelo New York Times, quer por outra imprensa para garantir a segurança dos reféns.
Rohde, de 41 anos, integra a equipa do jornal que venceu o Prémio Pulitzer em Maio pelo trabalho feito no Afeganistão e Paquistão no ano passado.

Guantanamo: Portugal vai receber dois a três ex-detidos

Óbidos, Leiria, 20 Jun (Lusa) --
Portugal irá receber dois a três ex-detidos do Centro de Detenção de Guantanamo mas o seu estatuto só deverá ser definido na próxima semana, revelou hoje à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado.
"Nós receberemos dois a três prisioneiros, mas teremos agora, internamente, que fazer os procedimentos necessários para proceder a esse acolhimento" explicou o Ministro.
Na sequência da reunião realizada ontem entre enviado especial dos EUA para o encerramento da prisão de Guantanamo, Daniel Fried e o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, Luis Amado sublinha que foram definidos "um conjunto de orientações relativamente às propostas que nos foram apresentadas" mas estão ainda a ser analisadas algumas questões como o estatuto a atribuir aos ex-detidos que Portugal irá receber.

IRÃO - ELEIÇÕES E CONSEQUÊNCIAS 2

Obama desafia governo do Irão a acabar com a violência

O presidente norte-americano Barack Obama desafiou o governo iraniano a acabar com "toda a violência e acções injustas contra o seu próprio povo", segundo um comunicado da Casa Branca.
Os comentários surgem numa altura em que sobem de tom os protestos contra os resultados eleitorais em Teerão.
Em Teerão, a polícia agrediu protestantes e usou gás lacrimogéneo e canhões de água contra milhares de pessoas que protestavam em Teerão contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Pelo menos sete pessoas morreram desde que a agitação começou há alguns dias.
Obama lembrou que os direitos universais de reunião e de livre discurso têm de ser respeitados e que os Estados Unidos estão com quem procura exercer esses direitos.
Irão: Mussavi exige repetição de eleições

Em dia de mais confrontos em Teerão, o líder da oposição iraniana diz-se "pronto para o martírio".
O líder da oposição iraniana, Mir Hossein Mussavi, voltou hoje a exigir a repetição das eleições presidenciais de 12 de Junho, no Irão, em carta enviada ao Conselho de Guardiães, que deve validar o plebiscito.
Na missiva, publicada na página da Internet de Mussavi, o ex-primeiro-ministro reitera que devido a "todas as violações registadas as eleições devem ser anuladas".
Pelo menos um homem ficou hoje ferido em Teerão numa manifestação de várias centenas de apoiantes de Mir Hossein Moussavi, candidato alegadamente derrotado nas presidenciais.
O homem foi ferido a tiro, no ombro, em Teerão, segundo uma testemunha que disse serem ainda ouvidos disparos.
Um outro manifestante disse à Agência France Presse (AFP) que a polícia lançou um ataque "brutal" contra um grupo que se manifestava pacificamente em Teerão.
A AFP, que garantiu não estar autorizada a fazer a cobertura de manifestações de oposição à reeleição de Ahmadinejad, disse não estar em condições de confirmar esta informação.
O guia supremo iraniano, Ali Khamenei, declarou sexta-feira que "o povo escolheu aquele que queria" como presidente do Irão, exigindo o fim das manifestações contra a controversa reeleição de Ahmadinejad.
Khamenei, principal autoridade do Estado, exigiu o fim das manifestações organizadas diariamente pela oposição após a proclamação dos resultados, garantindo que "não cederá à rua".
Rejeitou por outro lado a possibilidade de fraudes que tenham favorecido Ahmadinejad no escrutínio, confirmando que "o presidente foi eleito com 24 milhões de votos". Contudo, concedeu, qualquer dúvida sobre os resultados deve ser examinada pelos meios legais.

IRÃO - ELEIÇÕES E CONSEQUÊNCIAS


Marcha prevista para Teerão desconvocada por falta de autorização


Os organizadores da marcha prevista para este sábado em Teerão desconvocaram o seu protesto em virtude de não terem conseguido a autorização para o mesmo. Entretanto, a polícia tinha afirmado que todos os organizadores de marchas não autorizadas seriam detidos e processados pela justiça.
A marcha prevista para este sábado em Teerão foi desconvocada pelos seus organizadores devido ao facto de não ter sido autorizada pelas autoridades iranianas, indicou um comunicado dos organizadores, citado pela televisão de Estado.

«Uma permissão tinha sido pedida para que se realizasse uma manifestação, mas como ela não foi autorizada não haverá manifestação», iniciou a Associação iraniana de Religiosos Combatentes, fundada pelo ex-presidente Mohammad Khatami.

Entretanto, a polícia avisou que todos os organizadores de manifestações ilegais serão detidos e processados pela justiça, uma declaração feito pelo chefe adjunto da polícia, também na televisão de Estado.

Ahmad Reza Radan frisou que a «polícia agirá com determinação contra todas as manifestações e protestos ilegais» e e que todos os tentam enganar as pessoas ao dizer que existe uma autorização «serão processados em conformidade com a lei e detidos».

O cancelamento desta marcha surgiu no dia em que quer Mirhossein Moussavi, quer Mehdi Karoubi, ambos candidatos derrotados nas presidenciais de 12 de Junho não compareceram no Conselho de Guardiões para examinar as alegadas irregularidades neste acto eleitoral.

Segundo o site de um jornal iraniano, Moussavi estará a preparar para fazer um «comunicado importante ao povo iraniano» dentro de pouco tempo



Dissente Ebrahim Yazdi libertado

O líder do Movimento de Libertação do Irão (MLI), da oposição liberal, Ebrahim Yazdi, detido quarta-feira, foi libertado pelas autoridades iranianas, afirmou um dos seus conselheiros, Issa Saharkhiz.
«Ele está no hospital e a ordem de prisão dada pelo vice-procurador (Hassan) Hadad foi anulada», declarou esta sexta-feira Saharkhiz, acrescentando já ter falado com Yazdi ao telefone.

Yazdi, 70 anos, sofre de cancro, segundo o conselheiro.

O líder do MLI foi detido quarta-feira quando estava hospitalizado numa unidade de emergência, onde permaneceu apesar da ordem de prisão.

Durante os últimos dias, as autoridades iranianas têm multiplicado as detenções de opositores, na sequência das manifestações realizadas após o anúncio, sábado, da reeleição do Presidente Mahmud Ahmadinejad, uma vitória contestada por Mir Hossein Moussavi (principal adversário político de Ahmadinejad) e por outros dois candidatos, que denunciaram irregularidades no escrutínio eleitoral.

O MLI, fundado em 1960 por Mehdi Bazargan, é um movimento de oposição liberal, nacionalista, islâmico e progressista.

Yazdi foi ministro dos Negócios Estrangeiros no governo provisório chefiado pelo antigo primeiro-ministro Mehdi Bazargan e um dos mais próximos aliados do imam Khomeini durante o seu exílio em França em finais de 1978.


Amnistia Internacional acusa Khamenei de justificar uso da força pela polícia

A organização de defesa dos direitos humanos, Amnistia Internacional, acusou o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, de justificar o uso da força pela polícia no discurso que fez esta sexta-feira em Teerão.
«Estamos muito preocupados com as declarações do ayatollah Khamenei que parecem dar 'luz verde' às forças de segurança para recorrerem à violência contra os manifestantes que exercem os seus direitos de se manifestarem e exprimirem as suas opiniões», disse Hassiba Hadj Sahraoui, adjunto da AI para o Médio Oriente.

«Que um chefe de Estado responsabilize pelas possíveis consequências em matéria de segurança os manifestantes pacíficos e não as próprias forças de segurança constitui uma prevaricação e uma autorização para eventuais abusos», sublinhou Sahraoui num comunicado.

Neste contexto, a AI disse temer que, se houver manifestações nos próximos dias, os participantes sejam «alvo de detenções arbitrárias e de um uso excessivo da força, como foi o caso dos últimos dias».

No seu discurso de hoje Khamenei voltou a apoiar a controversa vitória eleitoral do presidente Mahmud Ahmadinejad e qualificou de «inaceitável o desafio das ruas».

O guia supremo iraniano advertiu a oposição de que «será responsável pelo caos» se continuar com os protestos, sem precedentes em 30 anos de República Islâmica.

A AI recordou o governo iraniano de que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que Teerão subscreveu, protege expressamente o direito de reunião pacífica.

Entretanto, a AI reviu em baixa o balanço que tinha feito das vítimas mortais nas manifestações, passando de 15 para dez mortos.



Amnistia Internacional regista 15 mortos durante manifestações em Teerão

A Amnistia Internacional anunciou, esta sexta-feira, que 15 pessoas foram mortas durante as manifestações da oposição em Teerão, após as contestadas eleições presidenciais iranianas.
As manifestações da oposição, depois das eleições iranianas, provocaram 15 mortos em Teerão, anunciou a Amnistia Internacional.

«Sete mortos foram confirmados pela rádio oficial do Irão, mas a Amnistia Internacional registou até 15 mortos, entre os quais cinco estudantes cuja morte está por confirmar», indica a AI em comunicado.

Um porta-voz da AI precisou à agência noticiosa francesa AFP, que «o número de 15 pessoas foi confirmado».

«O que não está confirmado é se cinco dos 15 eram estudantes», adiantou.

Segundo a rádio oficial iraniana Radio Payam, sete civis foram mortos a tiro, segunda-feira, à margem de manifestações que juntaram várias centenas de milhares de pessoas.

Os mortos terão atacado uma base da milícia bassij, próxima do presidente ultra-conservador Mahmud Ahmadinejad.

O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou-se na altura «profundamente preocupado».

As mortes ocorreram três dias depois das eleições presidenciais que permitiram a reeleição de Ahmadinejad, com cerca de 63 por cento dos votos, resultado que é contestado pelo seu rival Hossein Mussavi, que obteve cerca de 33 por cento.



UE apela à liberdade de manifestação no Irão

Os líderes da União Europeia apelaram, esta sexta-feira, ao Irão para que deixe a população «juntar-se e manifestar-se», depois de o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ter exigido o fim das manifestações contra os resultados das presidenciais.
«O conselho (europeu) apela às autoridades iranianas para que se assegurem de que é garantido o direito de todos os iranianos a juntarem-se e a manifestarem-se pacificamente e para que se abstenham de utilizar a força contra as manifestações pacíficas», declararam os 27 chefes de Estado e de Governo, reunidos numa cimeira em Bruxelas.

O apelo consta de um texto adoptado hoje e que deverá ser divulgado mais tarde, segundo as agências internacionais, que tiveram acesso ao documento.

«A União Europeia acompanha com grande preocupação a resposta às manifestações em todo o Irão. A UE condena com firmeza a utilização de violência contra os manifestantes que levou à morte de várias pessoas», acrescenta o texto

quinta-feira, 18 de junho de 2009

IRÃO - Internet ao serviço da revolução

Enquanto os meios de comunicação tentam descobrir como contar o que se passa no Irão, dentro do país milhares de pessoas estão a fazer-se ouvir através das novas teconologias. Blogues escritos a partir de Teerão, redes sociais e videos feitos com telemóvel. Uma fonte enorme de informação, disparada ao minuto, mas cuja qualidade é dificil de controlar.



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Israel condena ataque ao Museu do Holocausto


A embaixada de Israel em Washington condenou o tiroteio ocorrido esta quarta-feira no Museu do Holocausto da capital americana, que fez dois feridos e que foi iniciado por um anti-semita de 89 anos.
«Choca-nos e entristece-nos os tiros ocorridos hoje no Museu do Holocausto em Washington. A embaixada de Israel condena este ataque e acompanha a situação de perto», lê-se num comunicado.
Segundo a polícia, o atirador e um segurança ficaram feridos no tiroteio, que semeou o pânico no coração turístico de Washington, sendo que os dois foram conduzidos para o hospital.
O motivo do ataque é ainda desconhecido, apesar de o autor, um idoso anti-semita, ser um antigo membro de um grupo defensor da superioridade da raça branca.

Atirador mata guarda no Museu do Holocausto em Washington

Um homem armado invadiu o Museu Memorial do Holocausto, em Washington, nesta quarta-feira, e matou um guarda, informou a polícia americana. Durante o ataque, o atirador também ficou ferido e está internado no George Washington University Hospital em estado crítico.
Segundo a polícia, o homem portando um rifle teria entrado no museu às 12h45 (13h45, no horário de Brasília) e disparado contra um segurança. Dois outros guardas teriam respondido aos tiros, atingindo o autor dos disparos.
O atirador foi identificado como James Von Brunn, de 88 anos, morador do Estado de Maryland. Von Brunn é ligado a grupos supremacistas brancos e, segundo a imprensa americana, tem um site no qual veicula conteúdo racista.
De acordo com a imprensa americana, ele já havia sido preso em 1981 por ter entrado na sede do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) portando uma arma.
O segurança atingido, identificado como Stephen Tyrone Johns, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Segundo a direção do museu, Johns trabalhava no local há seis anos e "morreu no cumprimento de seu dever".
Gritos
Pessoas entrevistadas pelas emissoras de TV americanas que estavam no local no momento dos disparos contam ter ouvido gritos, visto sangue espalhado pelo chão e vidro quebrado.
O museu foi evacuado após o tiroteio, e as ruas próximas à instituição foram bloqueadas pela polícia.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar entristecido com o incidente, segundo a Casa Branca. A Embaixada de Israel em Washington também condenou o ataque.
O Museu do Holocausto normalmente conta com forte serviço de segurança, com guardas situados tanto dentro como fora da instituição. Ao entrar no museu, o visitante tem de passar por um detector de metais.
Na noite desta quarta-feira, o museu abrigaria um evento que contaria com a presença do procurador geral dos EUA, Eric Holder.
O museu fica no National Mall, região que abriga museus e célebres cartões postais de Washington, como o Monumento de Washington.

Cerca de 1,7 milhão de turistas visitam a região anualmente.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

COREIA DO NORTE - VIDEOS NOTICIAS





Reunião Ásia-Europa termina com condenação à Coreia do Norte

Hanói, 26 mai (EFE).- Os mais de 40 Governos que fazem parte do Fórum Ásia-Europa (Asem) condenaram hoje em Hanói o teste nuclear da Coreia do Norte e pediram a Pyongyang que retome o diálogo diplomático pela desnuclearização da península coreana.



"Os ministros condenam o teste nuclear de 25 de maio da Coreia do Norte, que constitui uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", diz a declaração final da reunião de ministros de Assuntos Exteriores do Asem, realizada durante dois dias na capital vietnamita.



"Os ministros urgem firmemente a Coreia do Norte a não realizar nenhum teste nuclear mais e cumprir devidamente as resoluções e decisões da ONU", diz ainda a nota, promovida pela delegação do Governo japonês enviada a Hanói.



O regime comunista norte-coreano fez na madrugada de ontem seu segundo teste nuclear e conquistou a atenção dos diplomatas enviados a Hanói, tirando o foco da crise econômica, que aparecia como tema principal da reunião.



O Conselho de Segurança da ONU condenou o teste nuclear, da mesma forma que tinham feito horas antes os ministros do Asem, liderados pela Coreia do Sul, que está tecnicamente em guerra com o Norte há meio século.



O regime de Pyongyang respondeu às críticas internacionais com o lançamento de vários mísseis e o anúncio de que seu Exército está preparado para uma batalha contra qualquer tentativa de "ataque preventivo" por parte dos Estados Unidos, segundo informou a agência estatal de notícias "Yonhap".



Outro assunto que ocupou lugar de destaque nas conversas do Asem foi a situação dos direitos humanos em Mianmar e, especialmente, o julgamento contra a líder da dissidência e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que viveu 13 dos últimos 19 anos reclusa.



O trabalho diplomático feito pelas delegações europeias conseguiu que a declaração final incluísse o tema birmanês.



"Os ministros pediram a libertação urgente dos detidos e que sejam levantadas as restrições aos partidos políticos", diz o texto, que também solicita "ao Governo birmanês que prepare e dirija eleições plurais em 2010, livres e limpas".



O pedido acontece no momento em que Suu Kyi, de 63 anos, é julgada em um presídio por ter violado as condições da prisão domiciliar, um delito penalizado com até cinco anos de reclusão.



Os ministros europeus e japonês fizeram ontem uma chamada à libertação de Suu Kyi de uma maneira muito mais taxativa, depois de se reunirem com o chanceler birmanês, Nyan Win, em Hanói.



No entanto, a menção na declaração final ganha especial importância já que entre os signatários se encontram vários vizinhos do regime birmanês.



O comunicado da nona reunião de chanceleres do Asem também inclui um parágrafo dedicado à Aliança de Civilizações promovida pelo presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.



"Os ministros expressaram seu apoio à Aliança de Civilizações e deram as boas-vindas aos resultados do fórum realizado em Istambul em abril de 2009, que ofereceu um local para manter um diálogo global e inclusivo", assegura o texto.



A Aliança de Civilizações é o nome pelo qual se conhece a proposta feita em 2004 por Zapatero perante a ONU que defende o estabelecimento de laços entre Ocidente e o mundo muçulmano a fim de combater o terrorismo por uma via diferente da militar.



O Asem é uma iniciativa dedicada a impulsionar a cooperação entre ambos os continentes. Do grupo, fazem parte, além dos 27 países da União Europeia, China, Coreia do Sul, Índia, Japão, Mongólia, Paquistão e os membros da Asean (Mianmar, Brunei, Camboja, Laos, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã). EFE

História da Coreia do Norte

História da Coreia do Norte


A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste ano os japoneses foram expulsos da península coreana e forças soviéticas e estadunidenses ocuparam a área. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e os estadunidenses ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano.

A paz se mantinha fragilmente e em 25 de junho de 1950 a Coréia do Norte invadiu a Coréia do Sul e deu início a uma grande guerra, envolvendo China e União Soviética de um lado e os EUA do outro. Em 27 de julho de 1953 foi assinado um armistício entre o comandante do exército norte-coreano e um representante da ONU, criando uma zona desmilitarizada entre os dois países.

Um regime de partido único tal qual o soviético foi implantado no país e tem sido assim até hoje. A Coréia do Norte apresentava bons índices de desenvolvimento econômico e industrial durante todo o terceiro quarto do século XX, graças à ajuda da URSS e ao cenário econômico mundial, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país sucumbiu diante da modernização tecnológica e econômica dos países capitalistas e não mais conseguiu se reerguer. Hoje depende freqüentemente de ajuda humanitária e apresentou, em 1995, um IDH com o Coeficiente de Gini no valor de 0.766, similar ao da China nos dias atuais, e superior ao IDH do Brasil na época. Mas o país, que passa por crises sociais graves busca acordos multilaterais para se re-erguer.

Em 1994 morreu Kim Il-sung, que governara o país desde 1948. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opõe-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos.


Da divisão à Guerra da Coréia

O comitê provisório popular da Coréia do Norte exerce as funções de governo provisório. A lei sobre a reforma agrária de 5 de março de 1946 aboliu a propriedade feudal. A lei de 10 de agosto de 1946 nacionalizou as grandes indústrias, os bancos, os transportes e as telecomunicações. O primeiro código do trabalho foi estabelecido pela lei de 24 de junho de 1946. A lei de 30 de julho de 1946 proclamou a igualdade dos sexos. Uma campanha de alfabetização foi iniciada em 1945.

A divisão da Coréia, desde a capitulação japonesa em 1945, estabeleceu os soldados soviéticos e americanos em partes diferentes divididos pelo trigésimo oitavo paralelo, ao final de 1948. Ao sul, os Estados Unidos colocaram em prática uma administração militar direta, e uma organização de eleições em 10 de maio de 1948, que conduziu à proclamação da República da Coréia, em 15 de agosto de 1948.

Depois da Pyongyang de uma conferência, reunindo as organizações da Coréia do Norte e do Sul, em abril de 1948, as eleições legislativas (organizadas clandestinamente ao Sul) foram feitas em 25 de agosto de 1948. Em 9 de setembro de 1948, a Assembléia popular proclama a República popular democrática da Coréia à Pyongyang.

A Guerra da Coréia
Depois de um rápido avanço das tropas norte-coreanas comandadas por Kim Il Sung, que ocuparam logo quase toda peninsula, a exceção de uma ponta à Pusan, as forças americanas e de outros países ocidentais se uniram sob a bandeira da Organização das Nações Unidas em 7 de julho de 1950 : o boicote pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (ou URSS), do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da Organização das Nações Unidas permitiram ao Estados Unidos de considear a Coréia do Norte como agressor e de fazer votar uma intervenção das Nações Unidas. A contra-ofensiva americana invadiu a Coréia do Norte em 26 de outubro de 1950. O armisticio assinado em Panmunjeom em 27 de julho de 1953 está ainda em vigor até os dias de hoje, na ausência de um tratado de paz.




조선 민주주의 인민 공화국



(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)


República Democrática Popular da Coreia

Lema:



강성대국
"Cada um tem a certeza de ganhar se acreditar e depender do povo"
Hino nacional: Aegukka
(canção patriótica)
Gentílico: norte-coreano








Capital - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Cidade mais populosa - Pyongyang
39° 02' N, 125° 45' E
Língua oficial - coreano
Governo - República socialista Juche
- Presidente Kim Yong-nam
- Líder do Comité de Defesa Nacional Kim Jong-il
- Primeiro-ministro Kim Yong-il
Independência do Japão
- Declarada 15 de Agosto de 1945
- Reconhecida 9 de Setembro
Área
- Total 120.540 km² (96º)
- Água (%) 0,1

Fronteira

Coreia do Sul
China
Rússia


População
- Estimativa de 2009 : 22.665.345 hab. (52ºº)
- Densidade : 182,25 hab./km² (41ºº)
PIB (base PPC) : Estimativa de 2007 (est.)
- Total : US$40,00 bilhões USD (89º)
- Per capita : US$1,700 USD (156º)
Indicadores sociais
- Gini (2008) : 31 – baixo
- IDH (1998) : 0.766 (º) – médio
- Esper. de vida : 71 anos (125º)
- Mort. infantil : 19.86/mil nasc. (103º)
- Alfabetização : 100 %% (º)
Moeda : Won norte-coreano (KPW)
Fuso horário : (UTC+9)
Cód. ISO: .kp
Cód. Internet :
Cód. telef. :++850