Obama desafia governo do Irão a acabar com a violência
O presidente norte-americano Barack Obama desafiou o governo iraniano a acabar com "toda a violência e acções injustas contra o seu próprio povo", segundo um comunicado da Casa Branca.
Os comentários surgem numa altura em que sobem de tom os protestos contra os resultados eleitorais em Teerão.
Em Teerão, a polícia agrediu protestantes e usou gás lacrimogéneo e canhões de água contra milhares de pessoas que protestavam em Teerão contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Pelo menos sete pessoas morreram desde que a agitação começou há alguns dias.
Obama lembrou que os direitos universais de reunião e de livre discurso têm de ser respeitados e que os Estados Unidos estão com quem procura exercer esses direitos.
Irão: Mussavi exige repetição de eleições
Em dia de mais confrontos em Teerão, o líder da oposição iraniana diz-se "pronto para o martírio".
O líder da oposição iraniana, Mir Hossein Mussavi, voltou hoje a exigir a repetição das eleições presidenciais de 12 de Junho, no Irão, em carta enviada ao Conselho de Guardiães, que deve validar o plebiscito.
Na missiva, publicada na página da Internet de Mussavi, o ex-primeiro-ministro reitera que devido a "todas as violações registadas as eleições devem ser anuladas".
Pelo menos um homem ficou hoje ferido em Teerão numa manifestação de várias centenas de apoiantes de Mir Hossein Moussavi, candidato alegadamente derrotado nas presidenciais.
O homem foi ferido a tiro, no ombro, em Teerão, segundo uma testemunha que disse serem ainda ouvidos disparos.
Um outro manifestante disse à Agência France Presse (AFP) que a polícia lançou um ataque "brutal" contra um grupo que se manifestava pacificamente em Teerão.
A AFP, que garantiu não estar autorizada a fazer a cobertura de manifestações de oposição à reeleição de Ahmadinejad, disse não estar em condições de confirmar esta informação.
O guia supremo iraniano, Ali Khamenei, declarou sexta-feira que "o povo escolheu aquele que queria" como presidente do Irão, exigindo o fim das manifestações contra a controversa reeleição de Ahmadinejad.
Khamenei, principal autoridade do Estado, exigiu o fim das manifestações organizadas diariamente pela oposição após a proclamação dos resultados, garantindo que "não cederá à rua".
Rejeitou por outro lado a possibilidade de fraudes que tenham favorecido Ahmadinejad no escrutínio, confirmando que "o presidente foi eleito com 24 milhões de votos". Contudo, concedeu, qualquer dúvida sobre os resultados deve ser examinada pelos meios legais.