terça-feira, 14 de junho de 2011

Surto de Sarampo na Europa leva OMS a lançar alerta

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2011 há mais de 6,5 mil casos confirmados de sarampo em 30 países da Europa. França é o país com o maior surto, tendo 4,9 mil casos notificados entre Janeiro e Março deste ano, número semelhante aos registados em 2010 naquele país.

Outros surtos importantes acontecem em Espanha (Andaluzia), Suíça, Bélgica, países da Europa Oriental, Turquia, além de países de outros continentes, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos.

A vacina é a prevenção mais eficaz. No calendário nacional de vacinação, a primeira dose deve ser administrada a todas as crianças de um ano de idade e uma segunda dose às crianças entre quatro e seis anos. A tríplice viral também é recomendada às pessoas que viajam para o exterior, profissionais que actuam no sector de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, estudantes e outros que mantenham contacto com viajantes internacionais, além dos profissionais da saúde e da educação.

Quando utilizada até 72 horas após o contacto com caso confirmado ou suspeito, a vacinação é eficaz. Vale ressaltar que a vacina contém um vírus vivo atenuado e, portanto, deve ser usada com indicação médica. Diversos viajantes devem fazer uma dose de reforço antes de partir para o seu destino. Deve-se também respeitar as seguintes contra-indicações: reacção grave à vacina em outras situações, alergia à vacina, gestantes e pessoas com imunossupressão (por exemplo, sida ou uso de corticóides).

Um viajante que não apresentou a doença, não foi vacinado e venha a ficar doente começará com febre alta cerca de dez a doze dias após a exposição. Essa febre durará uma semana e será acompanhada de um quadro semelhante ao de uma gripe forte nos primeiros dias. O sintoma será seguido de olhos avermelhados, manchas esbranquiçadas no interior da boca e, finalmente, vermelhidão por todo o corpo (rash). O rash dura de cinco a sete dias e desaparece lentamente. O quadro pode ser complicado com cegueira, infecção cerebral, diarreia, infecção do ouvido e pneumonia. Vale alertar que não existe nenhum tratamento específico contra o vírus do sarampo.