Designa-se historiograficamente por Guerras da Gália (ou Gálicas) a série de campanhas de Júlio César (58 - 51 a.C.) que permitiram estabelecer o domínio romano sobre a Europa central e norte, a oeste do rio Reno (Gália). Atravessando a Gália Transalpina, César expulsou as tribos germânicas fixadas ao sul e ao leste, as belgas ao norte e as venezianas a oeste. Atravessou o Reno para mostrar o poder de controle das fronteiras. Favorecido pela desunião intertribal, subjugou implacavelmente as costas norte e oeste. Invadiu duas vezes (55 e 54 a.C.) a Bretanha, que era vista como refúgio belga e ameaça para Roma. No inverno de 53-52 a.C., Vercingetórix reuniu as tribos da Gália central numa unidade incomum. Em longa e amarga batalha, César derrotou Vercingetórix e os seus sucessores, culminando na rendição do chefe gaulês.
A Gália, que ocupava apenas uma pequena porção do noroeste da actual Itália (Gália Cisalpina) e uma estreita faixa de terra ao sul da atual França (Gália Narbonense), passou a incluir o equivalente ao atual território da França e da Bélgica.
A Gália, que ocupava apenas uma pequena porção do noroeste da actual Itália (Gália Cisalpina) e uma estreita faixa de terra ao sul da atual França (Gália Narbonense), passou a incluir o equivalente ao atual território da França e da Bélgica.
De Bello Gallico
Júlio César escreveu um livro relatando as diversas campanhas na então Gália, o De Bello Gallico (Das Guerras na Gália). A obra é de interesse inquestionável como relato das campanhas, já que foi escrita por um dos protagonistas, embora a interpretação do seu conteúdo seja largamente discutida, considerando muitas passagens como propaganda de César sobre o seu exército e sua capacidade de liderança. Existe até mesmo uma edição acrescida de comentários de Napoleão Bonaparte.