quarta-feira, 18 de junho de 2008

1228 - Sexta Cruzada

Sexta Cruzada





Frederico II (esquerda) dialoga com Malik el-Kamil (direita).
Lançada em 1227 pelo imperador do Sacro Império Frederico II, que tinha sido excomungado pelo Papa, só no ano seguinte esta cruzada ganharia forma. A demora de Frederico, genro de João de Brienne, herdeiro do trono de Jerusalém, em avançar na empresa deve-se à excomunhão por Gregório IX. De fato, ao partir para reclamar os seus direitos sobre Acre-Jerusalém e Chipre, Frederico II recebeu uma missão de paz do sultão do Egito, que retardou o seu avanço.
Finalmente, em 1228, depois de muita hesitação, acabou por partir ao Oriente para se livrar da excomunhão que o papa lhe havia imposto, apesar de ser defensor do diálogo com o Islã, religião que o apaixonava sobremaneira, e preferir conversar em vez de combater. Ao mesmo tempo, o papa proclamou outra Cruzada, desta vez contra Frederico, e seguiu atacando as possessões italianas do imperador.
O exército de Frderico II, auxiliado pelos cavaleiros teotônicos, foi diminuindo com as deserções, e uma semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão pelo Papa. Aproveitando-se das discórdias entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com o Egito de Malik el-Kamil, sobrinho de Saladino, em 1229: Jerusalém ganhava Belém, Nazaré e Sídon, um corredor para o mar, para além de uma trégua de dez anos. Foi coroado rei de Jerusalém. Frederico, atacado pela Igreja, receoso de perder seu trono na Germânia e o trono de Nápoles, regressou à Europa. Retomou relações com Roma em 1230. Mas a derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em 1244.