sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Guerra no Rio




A Guerra no Rio – Parte 1













A Guerra no Rio - Parte 2





 








A Guerra no Rio - Parte 3











A Guerra no Rio - Parte 4




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Domingo Espetacular faz caminho até onde Tim Lopes foi morto no Complexo do Alemão

Paulo Henrique Amorim foi até o Complexo do Alemão após uma semana da ocupação policial na região e conversou com os moradores e com quem negocia a rendição dos traficantes, entre eles a mãe de Pezão, o homem mais procurado pela polícia do Rio de Janeiro atualmente. Ele ainda fez o trajeto até o ponto onde o jornalista Tim Lopes foi executado e teve o corpo incinerado, local onde a polícia não ousava entrar até pouco tempo atrás.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Assista às imagens que marcaram a semana de guerra no Rio de Janeiro

Ônibus queimados e tiroteios pelas ruas do Rio de Janeiro vão ficar na memória dos cariocas que estiveram no meio do confronto entre a polícia e bandidos. A Secretária de Segurança afirma que a polícia chegou para ficar.


Veja a cobertura completa da invasão da polícia no Complexo do Alemão

Os repórteres da Record acompanharam durante toda a semana a guerra entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro. Assista à cobertura completa.

Wikileaks



Governo dos EUA pediu a Portugal passagem de voos da CIA

Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, revelado hoje pelo 'site' Wikileaks, admite que o Governo norte-americano pediu a Portugal que voos da CIA com suspeitos de terrorismo passassem por território nacional.

Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, revelado hoje pelo 'site' Wikileaks, admite que o Governo norte-americano pediu a Portugal que voos da CIA com suspeitos de terrorismo passassem por território nacional.

Esse pedido viu-se «complicado» pela pressão da oposição e do Parlamento Europeu sobre o Governo português, lê-se no telegrama, que recorda a ameaça do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, se demitir se as suspeitas relacionadas com a passagem de voos ilegais da CIA por Portugal viessem a ser provadas.

««pesar da investigação do Governo ter refutado estas alegações, a saga continua devido à pressão continuada da oposição e do Parlamento Europeu. Esta pressão complica o pedido dos Estados Unidos para repatriar detidos de Guantánamo através de Portugal», lê-se no telegrama.

O telegrama, o primeiro revelado pelo Wikileaks de um lote de 722 com origem na embaixada em Lisboa - que por sua vez faz parte dos 250 mil telegramas diplomáticos norte-americanos que o site começou esta semana a revelar - é datado de 20 de Outubro de 2006 e classificado como «secreto».

O texto analisa a polémica em Portugal em torno aos voos da CIA e a ameaça de demissão de Luís Amado.

Classificado pelo responsável da área política da embaixada, Troy Fitrell, o documento analisa a promessa de Amado se demitir «se a oposição conseguir demonstrar qualquer cumplicidade da parte do Governo relativamente aos alegados voos ilegais da CIA por território português».

O telegrama tem como título: «Ministro dos Negócios Estrangeiros português disponível para se demitir se as alegações dos voos da CIA provarem ser verdade».

Na análise, o responsável da embaixada considera que é «vantajoso» para os Estados Unidos «continuar a acariciá-lo muito» [a Luís Amado] devido ao «delicado equilíbrio» que o ministro está a tentar fazer.

Segundo o texto, o chefe da diplomacia portuguesa, «normalmente imperturbável, perdeu a calma» no parlamento a 18 de Outubro, algo «completamente fora de carácter e que demonstra os efeitos dos ataques políticos e da media sem cessar».

«Apesar deste desabafo, acreditamos que Amado continuará a reiterar o que a investigação revelou - o Governo não tem provas de voos ilegais da CIA em/através de território português», lê-se no telegrama.

«No entanto, sublinha-se o delicado equilíbrio que Amado está a realizar procurando minimizar danos ao seu Governo - por mais injustificados que sejam - devido à investigação Rendition da CIA, ao tentar convencê-lo a conceder o nosso pedido para repatriar prisioneiros de Guantánamo através das Lajes», continua.

«Agora, teríamos vantagem em acariciá-lo muito», conclui o telegrama, assinado por «Hoffman».

O telegrama detalha a pressão do Bloco de Esquerda e diz que as declarações de Luís Amado «reflectem as do seu antecessor», Diogo Freitas do Amaral, em Dezembro de 2005.

Segundo o telegrama, o testemunho de Amado «reflecte a pressão contínua política e dos media relativamente a este assunto» e «tornam os esforços de assistência do Governo de Portugal (GOP) à repatriação de detidos de Guantánamo ainda mais difíceis».

«É crítico que os leitores em Washington reconheçam a necessidade do GOP garantir que tem uma base legal sólida relativamente ao nosso pedido sobre os detidos», lê-se no telegrama.

O texto refere que a interpretação legal feita pelo Governo português é de que são necessárias «garantias escritas do país de destino final de que os detidos não serão torturados ou sujeitos à pena de morte».

Portugal pretendia ainda que «os Estados Unidos garantissem que seriam tratados de acordo com convenções reconhecidas internacionalmente no país de destino».

«Sem estas garantias, o GOP terá dificuldade em apoiar os voos de repatriação através do território ou espaço aéreo português. Aguardamos ansiosamente a resposta dos destinatários em Washington aos pontos portugueses referidos», lê-se ainda.

O telegrama destaca que Lisboa esperava que o assunto fosse abordado na reunião de 24 de Outubro entre Luís Amado e a então secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, em Washington.

Lusa/SOL

Informação revelada pela Wikileaks entala os EUA

O site Wikileaks, que já divulgara documentos classificados pelo Governo dos EUA sobre as operações militares no Afeganistão e no Iraque, libertou cerca de 250 mil novos documentos que "constituem a maior fuga de informação secreta de toda a história".

Ignorando os avisos de Washington, mas, precavendo-se contra a reacção da Casa Branca e do Pentágono, que poderiam neutralizar o acesso ao site - que ontem, domingo, esteve incessível -, a Wikileaks libertou a informação a alguns jornais de referência e línguas várias: El País (espanhol), Le Monde (francês), The Guardian e New York Times (língua inglesa) e Der Spiegel (alemã).

A Casa Branca condenou "veementemente" a divulgação "irresponsável e perigosa", alegando que "tais revelações colocam em risco diplomatas, os serviços secretos e as pessoas que apelam aos EUA para que promova a democracia e um Governo transparente".

Segundo o El País, "o alcance destas revelações é de tal calibre que, seguramente, se poderá falar de um antes e um depois, no que diz respeito aos hábitos diplomáticos".

Na lista dos 15 mil documentos a que o El País teve acesso, de um total de 250 mil, há "comentários e relatórios elaborados por funcionários norte-americanos, com uma linguagem muito franca, sobre personalidades de todo o mundo".

Destaca-se, por exemplo, a suspeita norte-americana de que a política russa está nas mãos de Vladimir Putin, "que é considerado um político de perfil autoritário, cujo estilo pessoal machista lhe permite relacionar-se perfeitamente com Silvio Berlusconi".

Do primeiro-ministro italiano, revelam-se pormenores das suas "festas selvagens" e manifesta-se "a desconfiança profunda que desperta em Washington".

A diplomacia norte-americana demonstra também "pouco apreço" pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujos movimentos para criar obstáculos à política externa dos Estados Unidos são "meticulosamente seguidos".

Os documentos "oferecem uma perspectiva inédita das negociações de bastidores tais como as praticam as embaixadas em todo o mundo", observa o New York Times.

O diário britânico The Guardian indica, por exemplo, que o rei Abdallah da Arábia Saudita instou os Estados Unidos a atacarem o Irão para pôr fim ao programa nuclear iraniano.

No conjunto dos mais de 250 mil telegramas do departamento de Estado dos Estados Unidos que abrangem um período até Fevereiro de 2010 e que incidem, na maioria, sobre os últimos dois anos, há ainda referências à Chanceler alemã, Angela Merkel, considerada "pouco criativa".

O secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, os seus assistentes e equipas, as agências da ONU, suas embaixadas e as organizações não governamentais ficaram, assim, sob a permanente espionagem dos diplomatas norte-americanos.

O correio diplomático divulgado pela Wikileaks reproduz os rumores sobre a suposta corrupção do primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan.

Num despacho datado de Maio de 2009, a embaixadora norte-americana Anne W. Patterson afirma que as autoridades paquistanesas recusaram uma visita de especialistas dos EUA às instalações nucleares no Paquistão.

Os documentos revelam, ainda, a forma curiosa como os diplomatas norte-americanos vêem alguns dos líderes mundiais. Da "pele fina" de Sarkozy aos "aspecto flácido" de Kim Jong-II.

* Com Lusa

WIKILEAKS

The Gardian

Wikileaks revela 722 telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa

O lote de 250 mil documentos do Departamento de Estado norte-americano revelados pelo site Wikileaks a vários jornais incluem 722 que têm como origem a embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

O conteúdo dos 722 documentos ainda não é conhecido já que os jornais que tiveram acesso ao pacote de documentos do Wikileaks - El Pais, The Guardian, The New York Times, Le Monde e Der Spiegel - apenas publicaram conteúdos parciais de alguns dos 250 mil documentos.

Todos os jornais optaram apenas por publicar documentos usadas na cobertura de cada um dos temas que editorialmente escolheram e, em alguns casos, chegam a censurar parte dos textos para proteger fontes.

Apesar disso, os programadores do The Guardian catalogaram por data, origem e destinatário dos documentos o que permite confirmar, de acordo com uma segunda análise realizada pela Agência Lusa, que existem 722 produzidos pela embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

O documento mais antigo com origem na embaixada em Lisboa tem data de 24 de Maio de 2006 e o mais recente data de 25 de Fevereiro deste ano.

Incluem-se 29 documentos deste ano, 202 do ano de 2009, 184 de 2008, 202 de 2007 e 105 de 2006.

Entre as cerca de 250 fontes dos documentos distribuídos pelo Wikileaks - embaixadas, consulados e representações juntos de instituições internacionais - a embaixada de Lisboa é a 115.ª que produz mais documentos, ligeiramente menos que a embaixada no Vaticano e ligeiramente mais que a missão diplomática em Lilongwe (Malaui).

Desconhece-se quantos destes documentos estão directamente relacionados com Portugal ou se há qualquer outra referência a Portugal entre os 250 mil documentos divulgados pelo Wikileaks.

Ainda assim e segundo a análise feita pelo The Guardian - através de um motor de busca dos principais termos usados nos documentos - há nos documentos 463 referências com a palavra "Portugal", 59 com a expressão "Portugal's" (de Portugal) e 156 com a palavra "portuguese" (português).

A palavra "Lisbon" (Lisboa) aparece referenciada 92 vezes.

EUA financiaram partido terrorista na Turquia - WikiLeaks

A WikiLeaks volta a dar que falar com a revelação de documentos secretos. Desta vez, trata-se de mais de dois milhões de documentos que vão ser publicados neste fim-de-semana. Entre eles estão provas de que os Estados Unidos têm financiado o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo terrorista.

Os documentos contêm contactos entre o Departamento de Estado com as embaixadas dos EUA em todo o mundo dos últimos cinco anos.

Outro documento do site WikiLeaks prova também que a Turquia de ajudou indirectamente a à Al-Qaeda, ao facilitar no controlo de fronteiras com o Iraque.

Embaraçosas para os EUA, as revelações foram consideradas «extremamente perigosas», pelo chefe de Estado-maior das Forças Armadas norte-americano, o almirante Michael Mullen.

Este site «continua ser extremamente perigoso», nomeadamente para a segurança dos soldados norte-americanos, afirmou o almirante Mullen numa entrevista à CNN.

O site especializado na divulgação de documentos confidenciais prometeu publicar, dentro em breve, sete vezes mais documentos confidenciais do que os 400 mil recentemente publicados sobre a guerra no Iraque.

SOL com agências
 
Link WIKILEAKS













quinta-feira, 30 de julho de 2009

50 anos da ETA: o legado de violência





A organização separatista basca ETA faz 50 anos esta sexta-feira dia 31 de Julho e a violência continua a ser o principal meio de luta pela independência do País Basco. Ainda assim, enquanto grupo, a ETA está hoje mais fraca do que nunca.

"A ETA, de 1958, criada durante a ditadura de Francisco Franco, era um grupo de militantes antifranquistas e nacionalistas. Era a juventude de 68, era a cultura, a frente operário, mas não os assassínios", explicou o jornalista basco Gorka Landaburu.
Em 31 de julho de 1959, vários dissidentes do Partido Nacionalista Basco (PNV) acabaram por fundar a ETA. Mas se, até 1968 o grupo não recorreu à violência, passou depois a usá-la com frequência.
Na quarta-feira, uma carrinha-bomba explodiu na cidade espanhola de Burgos (no norte do país) e feriu mais de 60 pessoas. E também esta tarde, o atentado que matou dois guardas civis numa explosão em Maiorca, no arquipélago mediterrânico das Baleares, tem o selo característico da organização.
"O problema da ETA é que o grupo não soube digerir o fim do franquismo e a transição democrática do fim dos anos 70", "não soube renunciar à violência", que já deixou 826 mortos, resumiu Landaburu.
"Hoje, a situação da ETA reflecte bastante a fragilidade da organização, já que o número de atentados mortais tem vindo a diminuir. Nos dois últimos anos, a perseguição policial foi bastante intensa", explicou à AFP o jornalista e especialista Florencio Domínguez.
"A capacidade do grupo é bastante inferior à de 10 anos atrás mas, apesar de ter reconhecido as dificuldades que tem, decidiu optar por manter o terrorismo", explicou.
No entanto, o facto de cada vez mais veteranos da ETA e mais eleitores separatistas bascos se estarem a distanciar da violência "é um sinal de esperança", garante o professor Antonio Alonso, tal como o facto de o partido independentista Aralar, que condena o terrorismo, ter conquistado este ano mais três lugares no Parlamento regional (passando de um para três).
Nos dois últimos anos, a ETA organizou vários atentados - que mataram sete pessoas - fazendo frente a uma ofensiva policial espanhola e francesa sem precedentes. Desde essa altura, a organização tem vindo a desgastar-se cada vez mais, mas continua a ter um núcleo de apoio que ainda a encara como uma referência.
E encontrar novos militantes não é um problema: "a ETA não precisa de centenas de jovens a cada ano, precisa de apenas algumas dezenas e conseguir 20 ou 30 pessoas por ano não é problema. O que é mais difícil é enquadrar este pessoal", explicou Domínguez.
Ainda assim, acredita que "no futuro, a ETA vai enfraquecer progressivamente", comentou. Da mesma forma, Alonso prevê que o grupo de dissolva e se "transforme num grupo mafioso".
(AFP/SAPO)



CONHEÇA SUA HISTÓRIA

A organização Euskadi Ta Askatasuna (basco para Pátria Basca e Liberdade), mais conhecida pela sigla ETA, é um grupo que pratica o terrorismo como meio de alcançar a independência da região do País Basco (Euskal Herria), de Espanha e França. A ETA possui ideologia separatista/independentista marxista-leninista e revolucionária.
É classificada como um grupo terrorista pelos governos da Espanha, da França e dos Estados Unidos, pela União Européia e pela Anistia Internacional. O seu símbolo é uma serpente enrolada num machado. Foi fundada por membros dissidentes do Partido Nacionalista Basco. Durante a ditadura franquista, contou com o apoio da população e o apoio internacional, por ser considerada uma organização anti-regime, mas foi enfraquecendo devido ao processo de democratização em 1977. O seu lema é Bietan jarrai, que significa seguir nas duas, ou seja, na luta política e militar.
Este grupo separatista reivindica a zona do noroeste da Espanha e do sudeste da França, na região montanhosa junto aos Pirineus, virada para o Golfo de Biscaia, região denominada por Euskal Herria (País Basco). A ETA reivindica, em território espanhol, a região chamada Hegoalde ou País Basco do Sul, que é constituído por Álava, Biscaia, Guipúscoa e Navarra; também reivindica, em território francês, a região chamada Iparralde ou País Basco do Norte, que é constituído por Labour, Baixa Navarra e Soule.
O governo espanhol estendeu o estatuto de Comunidade Autônoma Basca a três províncias da Espanha - Álava, Biscaia e Guipúscoa - da qual Navarra não faz parte, possuindo esta o estatuto da Comunidade Foral de Navarra.
A ETA foi criada em 1959, originou do Partido Nacionalista Basco (PNV), um partido político fundado em 1895 e que sobrevivera na clandestinidade durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).

Denominação
Os integrantes da ETA são denominados etarras, um neologismo criado pela imprensa espanhola a partir do nome da organização e do sufixo basco com o qual se formam os gentílicos no idioma. Em basco a denominação é etakideak, plural de etakide (membro da ETA). Os membros e partidários do movimento frequentemente utilizam o termo gudariak, que significa guerreiros ou soldados.

História

Em 1952 organiza-se um grupo universitário de estudos chamado Ekin (empreender em euskera), em Bilbao. Em 1953, através do Partido Nacionalista Basco (PNB) o grupo entra em contacto com a organização juvenil PNB, Euzko Gaztedi. Em 1956 as duas associações fundem-se. Dois anos mais tarde (1958), os grupos separam-se por divergências internas, sendo que o Ekin converte-se em ETA no dia 31 de Julho de 1959.
Por questões ideológicas, o ETA desliga-se do PNB, utilizando a acção directa como estratégia de movimento de resistência na mesma época em que diversos países do hemisfério sul lutavam por liberdade. A sua primeira Assembleia ocorreu no mosteiro beneditino de Belloc França em maio de 1962, sendo as resoluções:

• A regeneração histórica, considerando a história basca como um processo de construção nacional.
• O que define a nacionalidade basca é a euskera, em vez da etnia, como fazia o PNB.
• Definem-se como um movimento não religioso, rechaçando a hierarquia da igreja ainda que utilizem a sua doutrina para a elaboração do seu programa social. Isto contrasta com o catolicismo do PNB.
• O Socialismo.
• A independência do País Basco, compatível com o federalismo europeu.

Primeiras assembleias e primeiros atentados

Os esquerdistas conseguem uma definição maior da ideologia do ETA a partir da II Assembleia, que define as afinidades da ideologia do movimento com o comunismo. Esta assembleia foi realizada em Bayona, na primavera de 1963.
Na III Assembleia, que ocorreu entre Abril e Maio de 1964, decidiu-se que a luta armada era o melhor maneira de alcançar os seus objectivos. A resolução foi publicada mais tarde no periódico "La insurrección" e, País Basco.
Nesta assembleia também se decidiu, por unanimidade, a ruptura final com o PNB, que para o ETA, "contrariava os interesses da libertação nacional".
É difícil definir qual foi o primeiro atentado do ETA, já que os primeiros não foram assumidos. Em todo caso, o primeiro atentado assumido pelo ETA foi a morte do guarda civil José Pardines Arcay, em 7 de Junho de 1968.
Em 1968 o ETA cometeu seu primeiro atentado de grande repercussão: o assassinato de Melitón Mananzas, chefe da polícia secreta de San Sebastián e torturador da ditadura franquista.
Em 1970, vários membros de ETA são julgados e condenados à morte durante o processo de Burgos, mas a pressão internacional fez com que a pena fosse alterada, mesmo tendo sido aplicada a outros membros do ETA anteriormente. O atentado de maior repercussão durante a ditadura ocorreu em Dezembro de 1973, com o assassinato do almirante e presidente do governo Luis Carrero Blanco, em Madrid, acção que foi aplaudida por muitos exilados políticos.
Em 1978, com a nova constituição espanhola, o País Basco consegue grande autonomia. Porém, a ETA reivindica a independência total da região.
No dia 22 de Março de 2006 a organização declarou um cessar-fogo permanente, que foi rompido em 30 de Dezembro de 2006. A organização assumiu a explosão de um carro-bomba no Terminal 4 do aeroporto de Barajas, em Madrid. Ao contrário do que sucedera no passado, a ETA não anunciou o atentado previamente, provocando o desmoronamento de três dos quatro andares do prédio (o mais recente terminal do aeroporto), a suspensão do tráfego aéreo num dos dias mais movimentados do ano nos aeroportos europeus, deixando dezenove pessoas feridas e causando a morte de dois equatorianos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Balanço dos motins de Xinjiang sobe para 184 mortos

O número de mortos na sequência de motins étnicos, no Oeste da região de Xinjiang, na China, subiu dos 156 para os 184. Entretanto, o primeiro-ministro da Turquia descreveu a violência étnica naquela região como «genocídio».
A agência Xinhua noticiou, esta sexta-feira, que as vítimas mortais incluem 137 pessoas do grupo étnico dominante, Han, dos quais 111 homens e 26 mulheres, outras 46 do grupo uigures e um morto do grupo Hui. Os conflitos ultrapassam já os mil feridos. As autoridades encerraram, esta sexta-feira, várias mesquitas mas os crentes acorreram em força a estes espaços de culto para cumprir o dia semanal de oração, ignorando as ordens da polícia. Cerca de cem homens entraram esta manhã em confronto com as autoridades, exigindo que lhes fosse permitida a entrada na Mesquita Branca, perto do bairro muçulmano de Uighur, sendo que a polícia acabou por abrir o local.
Milhares de pessoas, sobretudo do grupo étnico Han, saíram, esta sexta-feira, de Urumqi, capital da região de Xinjiang, por causa da nova onde de violência inter-étnica. Esta é a primeira vez que o governo assume uma divisão étnica em motins civis. Desde os conflitos de domingo, a capital da região de Xinjiang, Urumqi, tem um dispositivo de segurança de centenas de polícias e tropas que estão a patrulhar as ruas. Entretanto, primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoganm, afirmou, em declarações a jornalistas, que a China «não pode continuar a ser espectador» e que os acontecimentos em Xinjiang são «claramente uma selvajaria, como um genocídio». A Turquia mantém relações culturais e religiosas próximas com a população uígure de Xinjiang, de origem turquemena e religião muçulmana.

Confirmado adiamento de visita de Hu Jintao a Portugal

O governo chinês confirmou oficialmente, esta quarta-feira, o adiamento da visita a Portugal do presidente chinês Hu Jintao, devido aos conflitos em Xinjiang, na região autónoma uigure, no noroeste da China.
Apesar do adiamento da visita do chefe de Estado chinês a Portugal, será mantida a realização, sexta-feira e sábado, do Fórum Económico e Comercial luso-chinês, que reunirá em solo português um número recorde de empresários chineses (mais de 200).
O presidente chinês chegou a Roma no passado domingo para uma visita de Estado a Itália a convite do presidente italiano Giorgio Napolitano.
Hu Jintao deveria iniciar esta sexta-feira uma visita de dois dias a Portugal, depois da participação na cimeira dos G8, que decorre entre hoje e quinta-feira.
No entanto, os conflitos em Xinjiang levaram o presidente chinês a decidir-se pelo regresso a casa, falhando a participação na cimeira e a visita a Portugal.
Apesar da ausência do presidente, o conselheiro de Estado Dai Bingguo participará nos trabalhos do G8 que reúne os líderes dos oito países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canada, Franca, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), a África do Sul, Brasil, China, Índia e México.
Além do homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, Hu Jintao tinha encontros previstos com o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, e com o primeiro-ministro, José Sócrates, assinalando ao mais alto nível o 30.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
Novos confrontos étnicos rebentaram esta terça-feira em Urumqi, capital do Xinjiang, onde milhares de Hans, armados de bastões, de pás e machados invadiram as ruas para se vingarem depois dos motins dos uígures, muçulmanos de origem turca desta região que fizeram 156 mortos e mais de um milhar de feridos no domingo.
Estes tumultos são os mais violentos dos últimos 60 anos em território chinês.

Responsáveis do Partido Comunista prometem «punições severas»


Os mais altos responsáveis do Partido Comunista Chinês reunidos na quarta-feira na província de Xinjiang prometerem «punições severas» para os responsáveis dos distúrbios na região. Segundo a agência Nova China, a estabilidade em Xinjiang é a «tarefa mais importante e premente».
Altos dirigentes do Partido Comunista Chinês reunidos em Xinjiang na quarta-feira prometeram «punições severas» para os responsáveis dos distúrbios na capital da província, Urumqi, que fizeram pelo menos 156 mortos, segundo o balanço oficial.
Esta foi a primeira reacção do partido no poder na China aos confrontos entre uigures e Hans na província, que levaram mesmo o presidente chinês, Hu Jintao, a encurtar a sua visita a Itália, onde deveria participar na cimeira do G8.
Segundo a agência Nova China, o comunicado desta reunião que juntou o Bureau Político do partido Comunista Chinês, a mais alta instância dirigente da China, frisa que a estabilidade em Xinjiang é a «tarefa mais importante e mais premente».
Na quarta-feira à tarde, o chefe do partido comunista em Urumqi, Li Zhi, tinha garantido que todas as pessoas culpadas de assassínio durante os confrontos seria condenada à morte, ao passo que o presidente da câmara da cidade tinha assegurado que «as autoridades controlam a situação».
Segundo os correspondentes da AFP no local, a situação parece ter voltado ao normal na quinta-feira em Urumqi, uma cidade de dois milhões de habitantes que está agora sob forte presença das forças armadas chinesas.
O Congresso Mundial Uigur, que representa a principal minoria da província de Xinjiang, afirma que terão morrido entre 600 a 800 pessoas nestes confrontos entre esta minoria de muçulmanos turcófonos e os Hans, a maioria étnica na China

Mesquitas encerradas na capital de Xinjiang


Muitas mesquitas na capital da província de Xinjiang estão fechadas apesar de ser sexta-feira, dia de oração dos muçulmanos. Perante a força presença militar na região, os uigures estão a ser convidados a orar em casa.
Muitas mesquitas encontram-se fechadas, esta sexta-feira, na capital da província chinesa de Xinjiang em dia de oração para os muçulmanos por receio de novos conflitos étnicos na região, que até fizeram pelo menos 156 mortos.
«O governo disse que não iriam haver orações. Não podemos fazer nada. O governo tem medo que a população use a religião para apoiar as três forças», adiantou um uigur citado pela AFP, em referência ao extremismo, separatismo e terrorismo, que Pequim diz que ameaça a China.
Perante a força presença militar chinesa na região, os uigures, a minoria étnica mais representativa desta província, estão a ser convidados a orar em casa, um convite que surgiu nas portas de algumas mesquitas que esta sexta-feira estavam fechadas na capital de Xinjiang, Urumqi.
Um funcionário governamental explicou ainda que numa outra cidade desta província foram suspensas as visitas de forasteiros devendo, por razões de segurança, «as pessoas ficar esta sexta-feira em casa e rezar».
Entretanto, num comunicado, o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, composto por nove membros, e que é a cúpula do poder na China, apelou ao «reforço da unidade étnica do país», numa tentativa de acalmar a violência dos últimos dias.
«Os Han não podem ser separados das minorias, as minorias não podem passar sem os Han e as minorias não podem passar umas sem as outras», afirmou este comité num comunicado publicado na imprensa oficial.
Neste comunicado, este comité reiterou que «a estabilidade é a tarefa mais importante e urgente» isto depois dos tumultos de domingo em Urumqi que foram os mais violentos desde a criação da República Popular da China, há 60 anos.
O governo chinês diz que estes confrontos foram «instigados» peloCongresso Mundial Uigur, presidido pela empresária Rebiya Kadeer, que está exilada nos EUA e que é descrita pela imprensa como a «Dalai Lama uigur».

Autoridades chinesas dizem que responsáveis pelas mortes em confrontos serão executados

08 JUL 09 às 19:57
O líder do Partido Comunista na cidade de Urumqi afirmou, esta quarta-feira, que os responsáveis pelas mortes resultantes dos confrontos, que desde domingo opõem membros das etnias han e uigure, vão ser condenados à morte.
Os confrontos quase paralisaram a cidade, capital da região autónoma de Xinjiang (noroeste), e obrigaram o Presidente chinês, Hu Jintao, a cancelar a sua participação na cimeira do G8 e uma visita oficial a Portugal para regressar a Pequim. O líder do Partido Comunista local, Li Zhi, disse hoje, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão, que «aqueles que cometeram crimes por meios cruéis vão ser executados» e que já foram detidas muitas pessoas, incluindo estudantes. Segundo a lei chinesa, o crime de homicídio é punível com a pena de morte. De acordo números oficiais, os confrontos provocaram até agora 156 mortes e mais de 1100 feridos, mas desconhece-se quantos são hans, a etnia maioritária na China, e quantos são uigures, minoria de etnia turquemena e religião muçulmana.

Decretado recolher obrigatório em Urumqi

07 JUL 09 às 11:08
Um recolher obrigatório foi, esta terça-feira, decretado em Urumqi pelas autoridades locais, após novos confrontos étnico na capital da região de Xinjiang, noroeste da China, anunciou a agência Xinhua.
Um responsável do partido comunista de Xinjiang, Wang Lequan, anunciou à televisão que o recolher obrigatório estaria em vigor das 21:00 (14:00 em Lisboa) de hoje até às 8:00 de quarta-feira para evitar uma repetição das cenas de violência de hoje à tarde na cidade, de dois milhões de habitantes, adiantou a agência.
As autoridades lançaram também um apelo à calma às comunidades em confronto, nomeadamente, os Han, etnia maioritária na China, e os Uigures, principal comunidade muçulmana de Xinjiang

Mais de 1400 pessoas detidas na China acusadas de tumultos

07 JUL 09 às 09:01

No Noroeste da China, mais de 1400 pessoas foram detidas sob a acusação de terem contribuído para os tumultos, desta segunda-feira, na província de Xinjiang. Os confrontos entre os manifestantes da maioria UyGur e a polícia fizeram 150 mortos.
Já esta manhã, de terça-feira, há notícia de uma manifestação de cerca de 200 mulheres exigindo a libertação dos familiares presos pelas autoridades chinesas.
Entretanto, surgiram relatos de que as centenas de pessoas de etnia Han, armados com bastões, que tentavam chegar à praça central, foram desmobilizadas pela polícia.
Recorde-se que na base dos confrontos em Urumchi estão conflitos étnicos.
De um lado, a maioria da população, os uigures muçulmanos de ascendência turca, que se queixam de estarem arredados dos empregos na administração pública e de constantes perseguições religiosas.
Do outro, os Han, uma minoria naquela região, mas que tem imigrado em grande número, e que são preferidos para os lugares de topo na China.
Na televisão estatal, a única versão que passa é que os Han foram atacados pelos uigures, sem provocação e de uma forma selvagem.
A outra versão, a que não passa na televisão chinesa, é a de que os protestos começaram pacificamente e teram sido os militares chineses a disparar e a carregar sobre os manifestantes uigures.
Desde domingo até agora, a polícia chinesa admite que já deteve quase 1500 pessoas e que a contagem de mortos já está acima dos 150 e mais de mil feridos.

Secretário-geral da ONU apela ao respeito pelos direitos democráticos

06 JUL 09 às 12:49

O secretário-geral da ONU apelou aos respeito pelos direitos democráticos no mundo após os distúrbios na China que resultaram na morte de 140 pessoas. O presidente italiano também falou desta questão num encontro que teve com o seu homólogo chinês.
O secretário-geral da ONU apelou, esta segunda-feira, ao respeito pelos direitos democráticos por parte de todos os países, isto na sequência dos distúrbios no nordeste da China, que resultaram na morte de 140 pessoas.
«Qualquer que seja o lugar onde aconteça, a posição das Nações Unidas e do secretário-geral é clara: todos os diferendos, no interior de um país ou a nível internacional, devem ser resolvidos pacificamente pelo diálogo», afirmou Ban Ki-moon, em conferência de imprensa.
Quando interrogado sobre os distúrbios na China, Ban explicou que os «governos devem agir com a mais extrema prudência, tomando as medidas necessárias para proteger a vida e a segurança da população, dos cidadãos e dos seus bens, e para proteger a liberdade de expressão, reunião e liberdade de informação».
«Estes são os princípios de base da democracia e para estes que apelo de novo a todos os países do mundo», frisou o secretário-geral da ONU, em conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.
Também em conferência de imprensa, o porta-voz do primeiro-ministro britânico revelou-se «preocupado» com os distúrbios ocorridos na província de Xinjiang, tendo apelado também ao «diálogo» e à «retenção» quer para o governo chinês para para os manifestantes.
O presidente italiano indicou que o assunto dos Direitos Humanos foi tema de conversa num encontro que teve com o seu homólogo chinês, que chegou a Itália no domingo para participar na cimeira do G8.
«Estamos convencidos que o desenvolvimento e o progresso económico e social que estão em vias de ser feitos na China põem novas exigências em matéria de Direitos Humanos», explicou Giorgio Napolitano após o encontro que teve com Hu Jintao.
Napolitano adiantou ainda que os Direitos Humanos são um «assunto que a Itália sempre colocou e pretende colocar no respeito máximo dos argumentos chineses, da integridade e autonomia de decisão da China e as suas instituições».

Tumultos em Urumqi fazem 140 mortos e mais de 800 feridos

06 JUL 09 às 08:05

Os tumultos deste domingo em Urumqi, capital regional do Xinjiang, no noroeste da China, fizeram 140 mortos e mais de 800 feridos, de acordo com a agência estatal Nova China, citando as autoridades locais.
Centenas de pessoas foram detidas na sequência dos violentos incidentes que eclodiram este domingo à noite, entre as quais «mais de dez personalidades chave que atiçaram os tumultos», adiantou a Nova China citando o departamento de segurança pública.
«A polícia continua à procura de outras 90 pessoas chave», acrescenta a agência.
Por seu lado, um porta-voz do governo regional disse à agência France Press que «o último balanço aponta para 140 mortos e 828 feridos».
Este balanço coincide com as imagens impressionantes difundidas pela televisão central CCTV, que mostram civis ensanguentados, alguns deitados no chão, alternando com planos de veículos em chamas ou já carbonizados, e outras pessoas a lançar pedras às forças da ordem ou a virar uma viatura da polícia.
Segundo um correspondente da AFP no local, a calma parece ter regressado hoje a Urumqi, onde a presença das forças da ordem é visível e onde as autoridades fecharam vários bairros durante a manhã.
No entanto, a Nova China já anunciou o «levantamento parcial» das restrições da circulação a meio do dia.
Pequim atribuiu a responsabilidade pelos tumultos à dissidência uigur no exílio, e nomeadamente ao Congresso Mundial Uigur de Rebiya Kadeer, que chegou em Março aos Estados Unidos após a sua detenção durante quase seis anos na China e do seu exílio forçado em Pequim.
A organização uigur terá incitado à violência com apelos na Internet aos simpatizantes para se mostrarem «mais bravos» e «fazerem qualquer coisa em grande».
Estes incidentes fazem lembrar os do ano passado em Lhasa, capital regional do Tibete: a 14 de Março de 2008, tibetanos viraram-se contra comerciantes da etnia Han, matando 18 civis e um polícia, segundo as autoridades chinesas.
Em Xinjiang, nos confins da Ásia Central, vivem cerca de 8,3 milhões de uigures, alguns dos quais denunciam a repressão política e religiosa exercida pela China a coberto da luta contra o terrorismo.

Autoridades chinesas reprimiram com mão-de-ferro manifestantes em Xinjiang

As últimas horas na cidade de Urumechi, na capital da província de Xinjiang, no noroeste da China, foram de grande violência. A repressão das autoridades chinesas já resultou em 140 mortos, 800 feridos e a detenção de centenas de manifestantes.
O departamento de segurança pública chinês garante que são 100 os responsáveios pelos tumultos em Urumqi. Nas ruas da capital da provincia de Xinzhian estiveram, no entanto, milhares de pessoas.
Numa conferência de imprensa, o porta-voz do gorverno regional admitiu que o número tem tendência a aumentar, mas estão já confirmados 140 mortos e 800 feridos. Das vítimas mortais, 57 morreram na zona dos confrontos.
O número de detenções efectuadas também já está nas várias centenas, mas a polícia procura ainda 90 pessoas que considera estarem por detrás dos confrontos.
Pequim garante que quem começou com as manifestações foram membros da etnia uigúre, que representa mais de 50 por cento da população naquela região que são muçulmanos de origem turca e que se queixam continuamente de perseguições por parte das autoridades chinesas e também de não terem liberdade religiosa.
Há ainda outro motivo que leva regularmente os uigúres a protestar. Tal como no Tibete, o governo central chinês fomenta a imigração para aquela zona de membros de outro grupo etnico, os Han, a grande etnia na China, não permitindo aos uigures o acesso a cargos políticos, nem mesmo na região onde ainda são a maioria.
Desta vez, na origem dos protestos, que duraram toda a noite deste domingo, esteve a morte de dois uigúres numa fábrica chinesa na capital desta província.
A televisão oficial chinesa já transmitiu imagens impressionantes dos confrontos. Vêem-se civis cobertos de sangue, carros a arder ou já completamente carbonizados e ainda manifestantes a atacar com pedras a polícia chinesa.
Entretanto e segundo a France Press, a calma já regressou à capital Xinjiang, mas a presença das forças da ordem é ainda visível. O acesso à internet foi também desligado pelas autoridades chinesas