Anders Behring Breivik publicou um vídeo que contém alusões violentas ao Islão, marxismo e multiculturalismo.
A polícia norueguesa não avança comentários relativamente à autoria da publicação.
De carácter xenófobo e racista, o vídeo de 12 minutos é uma espécie de resumo do Manifesto '2083 – Uma declaração Europeia de Independência' que escreveu e publicou na Internet.
Entre homenagens às cruzadas da Idade Média, textos anticomunistas e violentos ataques contra o Islão, o suspeito do atentado perpetrado de sexta-feira aparece em três fotografias, numa delas posa com uma arma.
O vídeo está dividido em quatro capítulos 'O auge do marxismo cultural', 'A colonização islâmica', 'A esperança' e 'A renovação'.
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A polícia norueguesa revistou a casa do pai do autor dos ataques, Jens Breivik, situada em Cournanel, no Sul de França ©AP
Anders Breivik, o autor de um dos maiores massacres ocorridos em tempo de paz, afirmou hoje em tribunal que espera passar o resto da sua vida na prisão.
O norueguês disse ainda ao juiz, ao mesmo tempo que se declarava inocente, que a sua intenção era salvar a Europa da emigração muçulmana, alertando ainda para a existência de duas células da sua rede terrorista.
O procurador encarregue do processo, Christian Hatlo, adiantou aos jornalistas que Breivik estava muito calmo e «parecia não estar afectado pelos acontecimentos». Relatou ainda que o homem explicou, durante o interrogatório, que nunca esperou vir a ser libertado.
A pena máxima na Noruega é de 21 anos, mas os condenados que a justiça do país considera serem uma ameaça para a sociedade podem ficar detidos depois da pena terminar.
AP/SOL

