Membros do partido Ba?ath demitem-se há medida que o exército do Presidente Bashar al-Assad faz cada vez mais mortos, cujo número já ascende aos 500.
Ao mesmo tempo que a comunidade internacional demora em condenar oficialmente a violência na Síria, dentro do partido único o número de dissidentes aumenta e está neste momento nos 230. Fontes diplomáticas avançam que, também dentro do exército, há registos de dissensões.
Os ex-membros do Ba ath procuram demarcar-se das acções do Presidente Assad e acusam-no de estar a chacinar o seu próprio povo ao ordenar ao exército que atire contra casas, mesquitas e igrejas.
Estas notícias surgem num momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas está profundamente dividido e ainda não conseguiu gerir as tensões entre os vários membros de forma a emitir uma declaração conjunta que condene o regime sírio.
O esboço da comunicação, que foi proposta pela França, Grã-Bretanha, Alemanha e Portugal, sofreu a oposição de vários membros do Conselho de Segurança, entre os quais a Rússia, Líbano e Índia.
Dera, onde os protestos contra o regime de Assad começaram há seis semanas está cercada por tropas há dias e a privação faz-se sentir cada vez mais. Os habitantes sofrem com a escassez de comida, água e remédios.
Na quarta-feira passada ouviram-se tiros e explosões e dezenas de tanques entraram na cidade, onde, de acordo com relatos, os corpos dos protestantes são armazenados em camiões refrigerados.
SOL
