terça-feira, 17 de junho de 2008

1096 - Cruzadas

Cruzadas
Chama-se cruzada a qualquer um dos movimentos militares, de caráter parcialmente cristão, que partiram da Europa ocidental e cujo objectivo era colocar a Terra Santa Palestina -nome dado depois de sua ocupação Romana- durante sua ocupação árabe, e a cidade de Jerusalém sob a soberania dos cristãos (o termo é usado por extensão para descrever, de forma acrítica, qualquer guerra religiosa ou mesmo um movimento político ou moral). Estes movimentos estenderam-se entre os séculos XI e XIII. Os ricos e poderosos cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém (Hospitalários) e dos Cavaleiros Templários foram criados pelas Cruzadas.
Antecedentes
Depois de Maomé falecer (632), as vagas de exércitos árabes que tinham servido como exércitos mercenários lançam-se com um novo fervor à conquista dos seus antigos senhores, os bizantinos e persas sassânidas que passaram décadas a guerrear-se. Estes últimos, depois de algumas derrotas esmagadoras, demoram 30 anos a ser destruídos, mais graças à extensão do seu império do que à resistência: o último Xá morre em Cabul em 655. Os bizantinos resistem menos: cedem uma parte da Síria, a Palestina, o Egipto e o norte de África, mas sobrevivem e mantém a sua capital. Num novo impulso, os exércitos conquistadores árabes lançam-se então para a Índia, a Península Ibérica, o sul de Itália e França, as ilhas mediterrânicas. Tornado um império tolerante e brilhante do ponto de vista intelectual e artístico, o império muçulmano sofre de um gigantismo e um enfraquecer guerreiro e político que vai ver aos poucos as zonas mais longínquas tornarem-se independentes ou então serem recuperadas pelos seus inimigos, que guardavam na memória a época de conquista: bizantinos, francos, reinos neo-godos.
No século X, esse desagregar acentua-se em parte devido à influência de grupos de mercenários convertidos ao islão e que tentam criar reinos próprios. Os turcos seljúcidas (não confundir com os turcos otomanos antepassados dos criadores do actual estado da Turquia), procuraram impedir esse processo e conseguem unificar uma parte desse território. Acentuam a guerra contra os cristãos, esmagam as forças bizantinas em Mantzikiert em 1071 conquistando assim o leste e centro da Anatólia e tomam Jerusalém em 1078.
O Império Bizantino, depois de um período de expansão nos séculos X e XI está em sérias dificuldades: vê-se a braços com revoltas de nómadas no norte da fronteira, e com a perda dos territórios italianos, conquistados pelos normandos. Do ponto de vista interno, a expansão dos grandes domínios em detrimento do pequeno campesinato resultara numa diminuição dos recursos financeiros e humanos disponíveis ao estado. Como solução, o imperador Aléxis Commeno decide pedir auxílio militar ao Ocidente para poder enfrentar a ameaça seljúcida.
O domínio dos turcos seljúcidas sobre a Terra Santa será percepcionado pelos cristãos do Ocidente como uma ameaça e uma forma de repressão sobre os peregrinos e os cristãos do Oriente. Em 1095, no concílio de Clermont, o Papa Urbano II exorta a multidão a libertar a Terra Santa e a colocar Jerusalém de novo sob soberania cristã, apresentando a expedição militar que propõe como uma forma de penitência. A multidão presente aceita entusiasticamente o desafio e logo parte em direcção ao Oriente, tendo consigo uma cruz vermelha sobre as suas roupas (daí terem recebido o nome de "cruzados"). Assim começavam as cruzadas.
Oito Cruzadas (Segundo a Tradição)
Tradicionalmente se fala em oito Cruzadas, mas, na realidade, elas foram um movimento quase permanente.
Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)
A Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096) foi um movimento extra-oficial que consistiu em um movimento popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial. O monge Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças. Auxiliado por um Cavaleiro, Gautier Sans Avoir (Galtério Sem Bens), os peregrinos atravessaram a Alemanha, Hungria e Bulgária, causando desordens e desacatos, sendo em parte aniquilados pelos búlgaros. Ainda no caminho, seus seguidores tinham criado tumultos, massacrando comunidades judaicas em cidades como Trier e Colônia, na atual Alemanha. Chegaram em péssimas condições a Constantinopla. Mal equipada e mal alimentada, essa Cruzada massacrou judeus pelo caminho, pilhou e destruiu. Ainda assim, o imperador bizantino Aleixo Commeno recebeu os seguidores do Eremita em Constantinopla. Prudentemente, Aleixo aconselhou o grupo a aguardar a chegada de tropas mais bem equipadas. Mas a turba começou a saquear a cidade. O imperador bizantino Aleixo Commeno, desejando afastar esse "bando turbulento" de sua capital, obrigou-os a se alojar fora de Constantinopla, perto da fronteira muçulmana, e procurou incentivá-los a atacar os infiéis. Foi um desastre, pois a Cruzada dos Mendigos chegou muito enfraquecida à Ásia Menor, onde foi foi arrasada pelos turcos. Somente um reduzido grupo de integrantes conseguiu juntar-se à cruzada dos cavaleiros.
Durante um mês, mais ou menos, tudo o que os cavaleiros turcos fizeram foi observar a movimentação dos invasores, que se ocupavam apenas de saquear as regiões próximas do acampamento onde foram alojados. Até que, em agosto de 1096, o bando inquieto cansou-se de esperar e partiu para a ofensiva.
Quando parte dos europeus resolveu partir em direção à s muralhas de Nicéia, cidade dominada pelos muçulmanos, uma primeira patrulha de soldados do sultão turco Kilij Arslan foi enviada, sem sucesso, para barrá-los. Animado pela primeira vitória, o exército do Eremita continuou o ataque a Nicéia, tomou uma fortaleza da região e comemorou se embriagando, sem saber que estava caindo numa emboscada. O sultão mandou seus cavaleiros cercarem a fortaleza e cortarem os canais que levavam água aos invasores. Foi só esperar que a sede se encarregasse de aniquilá-los e derrotá-los, o que levou cerca de uma semana.
Quanto ao restante dos cruzados maltrapilhos, foi ainda mais fácil exterminá-los. Tão logo os francos tentaram uma ofensiva, marchando lentamente e levantando uma nuvem de poeira, foram recebidos por um ataque de flechas. A maioria morreu ali mesmo, já que não dispunha de nenhuma proteção. Os que sobreviveram fugiram em pânico.
O sultão, que havia ouvido histórias temíveis sobre os francos, respirou aliviado. Mal imaginava ele que aquela era apenas a primeira invasão e que cavaleiros bem mais preparados ainda estavam por vir.
Primeira Cruzada (1096-1099)
Foi chamada também de Cruzada dos Nobres ou dos Cavaleiros. Ao pregar e prometer a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos (leia-se, muçulmanos) em 1095, o Papa Urbano II estava a criar um novo ciclo. É certo que a ideia não era totalmente nova: parece que já no séc. IX se declarara que os guerreiros mortos em combate contra os muçulmanos na Itália mereciam a salvação. Mas desta a salvação não era prometida numa situação excepcional. As várias versões que nos restam do seu apelo mostram que Urbano relatou também os infortúnios dos cristãos do oriente, e sublinhou que se até então os cavaleiros do ocidente habitualmente combatiam entre si perturbando a paz, poderiam agora lutar contra os verdadeiros inimigos da fé, colocando-se ao serviço de uma boa causa. O apelo foi feito a todos sem distinção, pobres ou ricos. E foi de facto o que sucedeu. Mas os ricos e pobres rapidamente formaram cruzadas separadas.
Por volta de 1097, um exército de 30 mil homens, dentre eles muitos peregrinos, cruzaram a Ásia Menor, partindo de Constantinopla. A cruzada dos cavaleiros, possuindo recursos, embora progredindo devagar, fizera um acordo com o imperador de Bizâncio de lhe devolver os territórios conquistados aos turcos. Liderada por grandes senhores, levava quer proprietários, quer filhos segundos da nobreza. Esse acordo seria desrespeitado, à medida que o mal-entendido entre as duas partes cresceria. Os bizantinos pretendiam um grupo de mercenários solidamente enquadrados ao qual se pagasse o soldo e que obedecesse à s ordens - não aquelas turbas indisciplinadas; os cruzados não estavam dispostos, depois de tantos sacrifícios a entregar o que obtinham. Apesar da animosidade entre os líderes e das promessas quebradas entre os cruzados e os bizantinos que os ajudavam, a Cruzada prosseguiu. Os turcos estavam simplesmente desorganizados. A cavalaria pesada e a infantaria francas não tinham experiência em lutar contra a cavalaria leve e arqueiros arábes, e vice versa. A resistência e a força dos cavaleiros venceram a campanha em uma série de vitórias, a maioria muito difíceis.
Antioquia, a primeira cidade conquistada, foi capturada por traição em 1098, depois de um longo cerco e um saque terrível. Ela foi guardada por Bohemundo, o chefe dos normandos. Godofredo de Bulhão, após longo cerco, conquistou Jerusalém atacando uma guarnição fraca em 1099. A repressão foi violenta. Segundo o arcebispo Guilerme de Tiro, a cidade oferecia tal espetáculo, tal carnificina de inimigos, tal derramamento de sangue que os próprios vencedores ficaram impressionados de horror e descontentamento. Godofredo de Bulhão ficou só com o título de protector e, à sua morte, Balduíno, seu irmão, proclamou-se rei. Os cristãos humilharam-se após as duas conquistas massacrando muito dos residentes, indiferentemente da idade, fé ou sexo. Após a vitória, era preciso organizar a conquista. Surgiram quatro unidades políticas: o Reino de Jerusalém, o Condado de Edessa, o Condado de Trípoli e o Principao de Antioquia. Muitos dos combatentes retiraram-se uma vez conquistada Jerusalém (incluindo os grandes senhores), mas um núcleo ficou (cálculos chegam a falar de algumas centenas de cavaleiros e um milhar de homens a pé). As cidades principais (como Antioquia, Edessa) tornarem-se capitais de principados e reinos (embora Jerusalém fosse de certo modo o centro político e religioso), com outras marcas a protegê-los. O sistema feudal foi transplantado para oriente com algumas alterações: muitas vezes, em vez de receber feudos, os cavaleiros eram pagos com direitos ou rendas (modalidade que existia também na Europa). As cidades mercantis italianas vão-se tornar fundamentais para a sobrevivência desses estados: permitiram a chegada de reforços e interceptar os movimentos das esquadras muçulmanas, tornando o Mediterrâneo novamente um mar navegável pelos ocidentais. Mas rapidamente os muçulmanos iriam reagir.
De qualquer modo, nos anos seguintes, com a euforia da vitória, mais voluntários seguiram para oriente. Os contingentes seguiam por nacionalidades, continuando pouco organizados. As motivações eram variáveis: se alguns pretendiam obter novos feudos, ou redimir-se das suas faltas, havia também aqueles que "apenas" pretendiam ganhar batalhas, cobrir-se de glória, bênçãos espirituais, e voltar para a sua terra.
Os governantes cruzados encontravam-se em grande desvantagem numérica em relação à s populações muçulmanas que eles tentavam controlar. Assim, construíram castelos e contrataram tropas mercenárias para mantê-los sob controle. A cultura e a religião dos francos era muito estranha para cativar os residentes da região. Dos seguros castelos, os cruzados interceptavam cavaleiros árabes. Por aproximadamente um século, os dois lados mantiveram um clássico conflito de guerrilha. Os cavaleiros francos eram muito fortes, mas lentos. Os árabes não aguentavam um ataque da cavalaria pesada, mas podiam cavalgar em circulo em volta dela, na esperança de incapacitar as unidades dos francos unidades e fazer emboscadas no deserto. Os reinos cruzados localizavam-se, em sua maioria, no litoral, pelo qual eles podiam receber suprimentos e reforços, mas as constantes incursões e o infeliz populacho mostravam que eles não eram um sucesso econômico.
Ordens de monges cavaleiros foram formadas para lutar pelas terras sagradas. Os cavaleiros templários e hospitalários eram, em sua maioria, francos. Os cavaleiros teotônicos era alemães. Esses eram os mais bravios e determinados dos cruzados, mas nunca eram suficientes para fazer a região ficar segura.
Os reinos cruzados sobreviveram por um tempo, em parte porque aprenderam a negociar, conciliar e jogar os diferentes grupos árabes uns contra os outros.
Por volta do ano 1100, uma nova expedição parte. Chegados a Constantinopla levantam-se discussões com os bizantinos que estavam fartos de ter aqueles vizinhos incómodos que pilhavam a terra, portavam-se de uma forma muito mais brutal em guerra, e ficavam com o que conquistavam (para além das diferenças culturais e religiosas). Entretanto, os turcos estavam a unificar-se para tentar fazer face a estas ameaça. Evitando combates directos até ao último momento contra a cavalaria pesada cristã, usaram tácticas de emboscadas. Em Mersivan, esmagaram um dos exércitos cristãos (o dos lombardos e francos) que fora abandonado pelos seus líderes e cavaleiros (que fugiram). Estes foram severamente criticados pela fuga, assim como Alexius imperador de Bizâncio por não ter dado apoio.
Outro grupo, o exército de Nivernais, também foi destruído de forma similar (com fuga de líderes incluída). A expedição da Aquitânia portou-se melhor: ao menos os cavaleiros ficaram a combater e morrer juntamente com o povo. Alguns poucos conseguiram fugiram para Constantinopla. Três exércitos aniquilados em dois meses, enquanto que o pequeno exército de Jerusalém (com o membros da Primeira Cruzada) derrotava um exército egípcio.
Por alguns anos, não foram pregadas mais cruzadas, e os territórios cristãos no oriente tiveram de se aguentar por conta própria. Assumem como padroeiro São Jorge da Capadócia, exemplo de cavaleiro cristão, e seu brasão de armas, a cruz vermelha num escudo branco.
Segunda Cruzada (1147-1149)
Em 1145 é pregada uma nova cruzada por Eugénio III e São Bernardo. A perda do Condado de Edessa provocou a organização dessa cruzada. Desta vez foram reis que responderam ao apelo: Luís VII da França e Conrado III do Sacro Império, para nomear os mais importantes. Curiosamente, os contingentes flamengos e ingleses acabaram por conquistar Lisboa e voltar para as suas terras na sua maioria, uma vez que eram concedidas indulgências para quem combatia na Península Ibérica.
O exército de Conrado acabou esmagado pelos turcos num momento de repouso. O que sobrou juntou-se aos franceses, com o apoio dos templários. Com algumas dificuldades de transporte, mais uma vez uma parte do exército teve de ser abandonado para trás (sobretudo os plebeus a pé), e estes tiveram de abrir caminho contra os turcos. Luís VII e Conrado em Jerusalém, depois de algumas discussões, acabaram por ser convencidos a atacar Damasco, mas ao fim de poucos dias tiveram que se retirar perante a ameaça de uma parte dos nobres fazê-lo por conta própria. O resultado desta Cruzada foi miserável (se excetuarmos a conquista de Lisboa), tendo sucesso apenas em azedar as relações entre os reinos cruzados, os bizantinos e os amigáveis governantes muçulmanos. Nenhuma nova cruzada foi lançada até a um novo acontecimento: a conquista de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. Os cristãos enfrentavam um adversário decidido, Saladino.
Terceira Cruzada (1189-1192)
A Terceira Cruzada, pregada pelo Papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém pelo sultão Saladino em 1187, foi denominada Cruzada dos Reis. É assim denominada pela participação dos três principais soberanos europeus da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barbaruiva (Sacro Império Romano-Germânico) e Ricardo Coração de Leão (Inglaterra). O imperador Frederico Barbaruiva, atendendo os apelos do papa, partiu com um contingente alemão de Ratisbona e tomou o itinerário danubiano atravessando com sucesso a Ásia Menor, porém afogou-se na Cilícia ao atravessar o Sélef (hoje Goksu). A sua morte representou o fim prático desse núcleo. Os reis de França e Inglaterra passaram o tempo todo a querelar-se, até que aquele se retirou. Se Ricardo Coração de Leão conseguiu alguns actos notáveis (a conquista de Chipre, Acre, Jaffa e uma série de vitórias contra efectivos superiores) também não teve pejo em massacrar prisioneiros (incluindo mulheres e crianças). Com Saladino, teve um adversário à altura, combatendo e travando um subtil táctico. Em 1192 acabou-se por chegar a um acordo: os cristãos mantinham o que tinham conquistado e obtinham o direito de peregrinação, desde que desarmados, a Jerusalém (que ficava em mãos muçulmanas).
Se esse objectivo principal falhara, alguns resultados tinham sido obtidos: Saladino vira a sua carreira de vitórias iniciais entrar num certo impasse e o território de Outremer (o nome que era dado aos reinos cruzados no oriente) sobrevivera.
Quarta Cruzada (1202-1204)
A Quarta Cruzada foi denominada também de Cruzada Comercial, por ter sido desviada de seu intuito original pelo doge (duque) Dândolo, de Veneza, que levou os cristãos a saquear Zara e Constantinopla, onde foi fundado o Reino Latino de Constantinopla, fazendo com que o abismo entre as igrejas Ocidental e Oriental se estabelecesse definitivamente.
O Papa Inocêncio III apelou a uma cruzada em 1198 para conquistar Jerusalém (o objectivo falhado da Terceira Cruzada), mas os preparativos começariam 2 anos depois. Vários grandes senhores trouxeram exércitos e estipularam um acordo com Veneza que transportaria essas tropas na sua frota em troca de uma quantia. O problema é que muitos dos senhores acabaram por não ir, e os que foram não tinham condições para pagar o valor estipulado (que era fixo). Foi criado um novo acordo então: os cruzados conquistariam Zara, uma cidade veneziana na Dalmácia que se revoltara em troca de um adiamento do pagamento. Entretanto chegaram notícias de Bizâncio. O Imperador Isaac II fora derrubado pelo seu irmão Alexius III e fora cegado. Ora o filho de Isac II, de nome Alexius IV conseguira fugir e apelara aos cruzados para o ajudarem: em troca de o colocarem no trono prometia-lhes dinheiro e os recursos do império para a conquista de Jerusalém. Ainda hoje os historiadores discutem se as coisas se passaram assim ou se foi uma justificação para o que se iria suceder.
Os cruzados aceitaram imediatamente uma vez que isso parecia resolver os seus problemas. Partiram em 1202. O Papa considerou que se atacassem território cristão (nomeadamente Zara) ficariam excomungados. A cidade foi conquistada e depois de deixarem passar o Inverno atacaram Constantinopla. A cidade resistiu, mas o imperador Alexius III acabou por fugir com o tesouro da cidade.
Com novos impostos a ser lançados para pagar as promessas feitas aos cruzados, rapidamente a população ficou à beira da revolta. Alexius V, um parente afastado fez um golpe matando Alexius IV e colocando novamente na prisão Isaac II que fora libertado pelos cruzados e governara com o filho.
Os cruzados decidiram então conquistar em proveito próprio o império, nomear um imperador latino e dividir os territórios. Alexius V fugiu com algum tesouro e a cidade foi saqueada pelos latinos durante 3 dias. Estátuas, mosaicos, relíquias, riquezas acumuladas durante quase um milénio foram pilhadas ou destruídas durante os incêndios. A cidade sofreu um golpe tão terrível que nunca mais conseguiu se recompor, mesmo depois de voltar a ser grega em 1261. E assim terminou a IV cruzada, pois ninguém pensou mais em dirigir-se para Jerusalém: a maioria regressou com o que roubara, alguns ficaram com feudos no oriente.
Cruzada Albigense
Atenção: Este artigo possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha cuidado ao ler as informações contidas nele. Se sabe alguma coisa sobre este assunto, tente tornar o artigo mais imparcial.
A Igreja Católica, sob o comando do Papa Inocêncio III, sentiu-se ameaçada pelo grande número de pessoas que viam no catarismo um retorno ao cristianismo primitivo.
Os Cátaros afirmavam que a Igreja se corrompera desde os tempos de Constantino e rejeitavam todos os sacramentos. O Catarismo considerava o poder papal uma espécie de paganismo sob uma máscara de cristianismo e, por isso, defendiam a volta à igreja simples do Novo Testamento.
Aparentemente eles consideravam o mundo material intrinsicamente mau, mas é importante destacar que grande parte das informações sobre a fé albigense chegaram até nós de fontes suspeitas e corruptas, como a Inquisição, por exemplo. Por isso é difícil saber detalhes daquilo que eles realmente criam. Contudo, certamente buscavam viver como viviam os cristãos no tempo em que o Novo Testamento foi escrito. O exército da Cruzada Albigense (muitos deles vagabundos, aventureiros e mercenários) criado pelo Papa Inocêncio III, foi incentivado pela Igreja a ver os cátaros como discípulos de Satanás que incentivavam o suicídio e proibiam o casamento e a procriação. Mas todos concordam que os Cátaros jamais juravam e condenavam a usura, conforme ensino de Jesus e dos apóstolos.
Em 1208, foi estipulada uma lei imposta também pela Inquisição que declarava o catarismo como herege e em 1209 foi feita a Cruzada Albiginese, um exército sedento de sangue mandado para aniquilar os Cátaros em Carcassonne (capital cátara) e em outros locais. Muitos albigenses foram lançados vivos nas fogueiras ordenadas pelo Papa Inocêncio III. Guardadas as devidas proporções, muitos comparam o holocausto albigense ao holocausto judeu praticado pela intolerância nazista na segunda guerra mundial.
Cruzada das Crianças (1212)
A Cruzada das Crianças, é um misto de fantasia e factos. A lenda baseia-se em duas movimentações separadas com origem na França e na Alemanha, no ano de 1212. Esta cruzada teria ocorrido entre a Quarta e a Quinta Cruzada e seria um movimento extra-oficial, baseado na crença que apenas as almas puras (no caso as crianças) poderiam libertar Jerusalém. Foi um desastre, pois a maioria das crianças morreu de fome ou de frio. As que sobreviveram foram vendidas como escravas pelos turcos no Norte da África.
Quinta Cruzada (1217-1221)
Também pregada por Inocêncio III, partiu em 1217 e foi liderada por André II, rei da Hungria, e por Leopoldo VI, duque da Áustria. Decidiu-se que para se conquistar Jerusalém era necessário conquistar o Egipto primeiro, uma vez que este controlava esse território. Desembarcados em São João D'Acre, decidiram atacar Damietta, cidade que servia de acesso ao Cairo, a capital. Depois de conquistar uma pequena fortaleza de acesso aguardaram reforços e meteram-se a caminho. Depois de alguns combates, e quando tudo parecia perdido, uma série de crises na liderança egípcia permitiram aos cruzados ocupar o campo inimigo. O sultão acabou por oferecer o reino de Jerusalém e uma enorme quantia se os cristãos retirassem; o cardeal Pelágio, que se tornara num dos chefes da expedição, acabou por convencer os restantes a recusar. Começaram a cercar Damietta e depois de algumas batalhas sofreram uma derrota. O sultão renovou a proposta, mas foi novamente recusada. Depois de um longo cerco que durou de Fevereiro a novembro a cidade caiu. Os conflitos entre os cruzados agudizaram-se e perdeu-se tanto tempo que os egípcios recuperaram forças. Reforços até 1221 chegaram aos cristãos. Lançaram-se numa ofensiva, mas os muçulmanos foram retirando e levando os cruzados a uma armadilha; sem comida e cercados acabaram por ter de chegar a um acordo: retiravam do Egipto e tinham as vidas salvas.
Sexta Cruzada (1228-1229)
Foi liderada pelo imperador do Sacro Império Frederico II, que tinha sido excomungado pelo Papa. Ele partiu com um exército que foi diminuindo com as deserções, e uma semi-hostilidade das forças cristãs locais devido à sua excomunhão pelo Papa. Aproveitando-se das discórdias entre os muçulmanos, Frederico II conseguiu, por intermédio da diplomacia, um tratado com os turcos que lhe concedia a posse de Jerusalém, Belém e Nazaré por dez anos. Mas a derrota dos cristãos em Gaza fê-los perder os Santos Lugares em 1244.
Sétima Cruzada (1248-1250)
Foi liderada pelo rei da França Luís IX, posteriormente canonizado como São Luís. Ele desembarcou diretamente no Egito e, depois de alguns combates, conquistou Damietta. Novamente o sultão ofereceu Jerusalém e novamente foi recusado. Em Mansurá, depois de quase terem vencido, os cruzados são derrotados pela imprudência do irmão do rei, Roberto de Artois. Depois de uma retirada desastrosa, o exército puramente rendeu-se. Luís IX caiu prisioneiro e os cristãos tiveram de pagar um pesado resgate pela sua libertação. Somente a resistência da rainha francesa em Damietta permitiu que se conseguisse negociar com os egípcios. Luís ficou mais algum tempo e conseguiu salvar o território de Outremer (indiretamente, as invasões mongóis deram o seu contributo).
Oitava Cruzada (1270)
Também foi liderada pelo rei francês Luís IX. Ele atacou Túnis, mas acabou morrendo devido a uma forte disenteria.
Nona Cruzada
Alguns meses depois, o príncipe Eduardo da Inglaterra, depois Eduardo I, comandou os seus seguidores até Acre embora sem resultados.
O Fracasso e o Legado das Cruzadas
A queda de Ptolomeu, em 1291, marcou o fim das Cruzadas. Deste modo terminavam as Cruzadas no oriente. Alguns grupos ainda partiram para, mas nunca mais se gerou entusiasmo nem foram preparadas grandes expedições. Rapidamente os poucos territórios que restavam seriam reconquistados pelos muçulmanos. Diversas razões contribuíram para o fracasso das Cruzadas, entre elas: os europeus eram minoria, em meio a uma população geralmente hostil; a opressão à população nativa fez com que o domínio fosse cada vez mais difícil; as diversas lutas entre os próprios cristãos contribuíram para enfraquecê-los enormemente. Todas, exceto a pacífica sexta Cruzada (1228-1229), foram prejudicadas pela cobiça e brutalidade; judeus e cristãos na Europa foram massacrados por turbas armadas em seu caminho para a Terra Santa. O papado era incapaz de controlar as imensas forças à sua disposição. No entanto, os cruzados atraíram líderes como Ricardo I e Luís IX, afetaram enormemente a cavalaria européia e, durante séculos, sua literatura. Enquanto aprofundavam a hostilidade entre o cristianismo e o islã, as Cruzadas também estimularam os contatos econômicos e culturais para benefício permanente da civilização européia. O comércio entre a Europa e a Ásia Menor aumentou consideravelmente e a Europa conheceu novos produtos, em especial, o açúcar e o algodão. Os contatos culturais que se estabeleceram entre a Europa e o Oriente tiveram um efeito estimulante no conhecimento ocidental e, até certo ponto, prepararam o caminho para o Renascimento.
A Jihad
No início do século XII, o mundo muçulmano tinha praticamente esquecido a Jihad, a guerra religiosa travada contra os inimigos do Islão. A explosiva expansão da sua religião durante o séc. VIII tinha-se reduzido à s memórias de grandeza dessa época. Após a queda de Jerusalém, muitos proeminentes líderes religiosos, como o qadi Abu Sa’ ad al-Harawi, tentaram convencer o Califa Abássida a preparar a Jihad contra os Firanji. No entanto, somente perto de duas décadas depois é que o sultão turco designou um proeminente militar, um atabeg chamado Zengi, para resolver o problema Firanj. Após a primeira cruzada, a moral dos muçulmanos estava de rastos. Os Firanj detinham uma reputação de ferocidade entre os Turcos e os Árabes. Com os espectaculares sucessos em Antioquia e Jerusalém, os Firanj pareciam quase imparáveis. Eles humilhavam o poderoso califado egípcio anualmente e faziam investidas em terras inimigas impunemente. Exceptuando os vassalos do Egipto, a maioria dos aterrorizados líderes muçulmanos dos territórios mais próximos pagavam um pesado tributo para assegurar a paz. Zengi iniciou o longo e lento processo de modificar a imagem que os muçulmanos tinham dos Firanj. Tendo recebido o domínio das terras à volta de Mossul e Alepo, Zengi começou uma campanha contra o Firanj em 1132 com a ajuda do seu lugar-tenente Sawar. Em cinco anos conseguiu reduzir o número dos castelos importantes ao longo da fronteira do Condado de Edessa e derrotou o exército firanj em batalha. Em 1144 capturou a cidade de Edessa e neutralizou de forma efectiva o primeiro domínio estabelecido pelos Cruzados. Zengi foi o primeiro líder muçulmano a enfrentar os firanj e que não só sobreviveu, como triunfou. Ele provou que os firanj podiam ser bloqueados. Os líderes de Bagdad aprovaram os sucessos de Zengi, e cedo um grande número de títulos precediam o seu nome: O Emir, o General, o Grande, o Justo, o Ajudante de Deus, o Triunfante, o Único, o Pilar da Religião, a Pedra de Base do Islão, …Honra de Reis, Apoiante de Sultões … o Sol dos Merecedores, … Protector do Príncipe dos Fiéis. Zengi gostou tanto da enchente de elogios, que insistiu que os seus arautos e escrivães utilizassem todos os títulos na sua correspondência. Embora Zengi fosse um grande herói militar, ele foi simplesmente muito implacável e cruel nas suas campanhas contra Damasco para motivar os muçulmanos para uma guerra religiosa. Uma noite do ano 1146, encontrando-se ele alcoolizado, ao ter presenciado a um erro do seu eunuco particular, Lulu (“pérola”), e prometeu mandá-lo executar por incompetência. Mais tarde, enquanto Zengi dormia, Lulu pegou na adaga do seu dono e apunhalou-o repetidamente e fugiu, coberto pela escuridão da noite. O herdeiro de Zengi, Nur al-Din, e o seu sucessor Salah al-Din (“Saladino”), eram extremamente piedosos, observando rigidamente a Sunna e os Pilares do Islão na sua vida pública e particular. Ambos rodearam-se de religiosos e teólogos e sábios em geral. Para além disso fizeram uma activa campanha para espalhar o fervor religioso e propaganda entre os seus súbditos muçulmanos. Com os seus exemplos de religiosidade, Nur al-Din iniciou – e o seu sucessor Salah al-Din cultivou – uma guerra religiosa, uma jihad, contra os Firanj. Enquanto que Zengi apenas podia contar com os seus soldados, o apelo à jihad atraiu os soldados muçulmanos de toda a Arábia, Egipto e Pérsia. Este massivo exército permitiu Salah al-Din esmagar os Firanj na Batalha de Hattin e enfraquecer as forças da Terceira Cruzada de Ricardo Coração de Leão. A chama da Jihad de Salah al-Din deixou de arder em 1193, quando morreu. O irmão do Sultão, Saphadin, não pretendia entrar em mais guerras, e quando Coração de Leão foi para a Europa, o poderio militar dos Firanj estava praticamente neutralizado e não mais necessidade de derramamento de sangue. A partir desta altura Saphadim acreditava que a coexistência pacífica com Firanj ainda era possível. Várias décadas mais tarde, uma jihad iria finalmente purgar os Firanj da Síria e Palestina, embora até 1291, os muçulmanos ainda partilhassem uma pequena parte desse território com os Firanj.
As Cruzadas na conquista de Portugal
Quando surgiu o reino de Portugal, a cristandade agitava-se no fervor das Cruzadas do Oriente. Os portos de Galiza, que davam acesso a Santiago de Compostela, a barra do Douro e a vasta baía de Lisboa, eram pontos de escala das frotas de cruzados que do Norte da Europa seguiam para a Terra Santa. Quando em 1140 Afonso I tentou a conquista de Lisboa, fê-lo com o auxílio de estrangeiros: setenta navios franceses que tinham entrado a barra do Douro e aportado a Gaia. Mas a conquista não foi possível devido à s poderosas defesas que rodeavam Lisboa. Em 1147 entra na barra do Douro, vinda de Dartmouth, uma frota de 200 velas, transportando cruzados de várias nações: alemães, flamengos, normandos e ingleses num total de 13 000 homens. Aproveitando este facto, D. Afonso Henriques escreveu ao bispo do Porto D. Pedro, pedindo-lhe que persuadisse os cruzados a ajudarem-no na empresa, prometendo-lhes o saque da cidade. No dia seguinte desembarcaram os cruzados em Lisboa, que tiveram as últimas negociações com D. Afonso, firmando o pacto. Depois da tomada da cidade muitos cruzados ficaram por cá. Um capitão de cruzados, Jourdan, foi senhor e parece que o primeiro povoador da Lourinhã. Ao francês Allardo foi doada Vila Verde dos Francos, no distrito de Lisboa e concelho de Alenquer (perto da Serra do Montejunto).
Alguns anos depois, em 1152, partiu de Bergen uma esquadra de peregrinos do Norte da Europa, comandados por Rognvaldo III, rei das Orcades, com 15 navios e 2 000 homens. No inverno do ano seguinte esta esquadra estava nas costas de Galiza onde pilhou algumas povoações. No verão de 1154 desce a costa portuguesa e ajuda o monarca na conquista de Alcácer do Sal. A empresa era rendosa, pois a cidade era o mais importante porto do Sado, cercada de pinhais, cujas madeiras eram utilizadas na construção de navios. A empresa falhou e o mesmo se deu anos mais tarde desta vez com a ajuda da frota do conde da Flandres composta de franceses e flamengos, e partiu para a Síria em 1157, aportando à barra do Tejo.
Em 1189 D. Sancho I entra em negociações com outra esquadra, que acabou por entrar na baía de Lagos e ocuparam o Castelo de Albur (Alvor), um dos mais fortes da região. Meses depois entra no Tejo outra frota alemã que tocara em Dartmouth recebendo muitos peregrinos e que ajudou a conquistar Silves. Capital de província, populosa, grande centro de comércio e de cultura, a cidade estava bem fortificada. A notícia destas vitórias chegou ao Norte de África e a resposta não se fez esperar. Os mouros põem cerco a Silves, que não conseguiram tomar, partindo o califa em direcção a Santarém, tomando Torres Novas no caminho e pondo o cerco a Tomar. Perante esta situação, D. Sancho I pediu auxílio aos cruzados vassalos de Ricardo Coração de Leão, que se tinham reunido no Tejo, e foram ter a Santarém, que não chegou a ser atacada por causa da peste que vitimou a maior parte dos mouros.
No ano seguinte, os mouros regressam reconquistando Silves, a província de Alcácer, com excepção de Évora. Anos depois outra armada de cruzados, mesmo sem terem chegado a acordo com D. Sancho I, tomam Silves e saqueiam a cidade, prosseguindo para a Síria. Em 1212 com a derrota de Navas de Tolosa, o reino mouro entra em decadência. Em 1217 entra nova frota alemã, e D. Soeiro, bispo de Lisboa, convenceu-os a conquistar Alcácer do Sal, navegando a esquadra por Setúbal, com os seus 100 navios. Alcácer resistiu durante dois meses até capitular. No princípio do Inverno regressa a frota ao Tejo, passando aí o resto do inverno.

1066 - Conquista Normanda de Inglaterra

Conquista Normanda de Inglaterra
A Invasão ou Conquista Normanda é o nome dado à conquista de Inglaterra em 1066 por Guilherme II, Duque da Normandia, que se tornou subsequentemente Guilherme I, Rei de Inglaterra. A conquista e a subida ao poder da dinastia normanda é considerada por alguns historiadores como o fim de uma era e o início da História de Inglaterra.

Precendentes
Quando em 1066 morreu o rei Eduardo, o Confessor, de Inglaterra, não deixou descendentes, gerando uma crise sucessória. O principal pretendente inglês era o seu cunhado, Haroldo Godwinson; outro poderoso canditado era o seu primo, duque Guilherme da Normandia. Eduardo poderá ter-lhe prometido o trono em 1051 e Guilherme fortaleceu a sua posição persuadindo Haroldo (possivelmente com algum truque) a jurar-lhe fidelidade.
Depois da morte de Eduardo, o Conselho elegeu Haroldo para rei e este, durante alguns meses, manteve o exército de prevenção contra uma eventual invasão normanda. No entanto, de imediato teve de se dirigir para norte para combater um ataque efectuado pelo seu irmão Tostig e pelo rei Haroldo Hardråde da Noruega, a quem derrotou em Stamford Bridge. Logo a seguir à batalha, recebeu a notícia de que Guilherme desembarcara no Sussex. Ele, juntamente com os seus guardas pessoais, mobilizaram novas tropas, inexperientes, interpelando os Normandos em Senlac, perto de Hastings; Haroldo foi morto e o seu exército derrotado. No dia de Natal de 1066, Guilherme, o Conquistador, era coroado na Abadia de Westminster.
Guilherme empreendeu uma sistemática campanha para submeter os rebeldes saxões, confiscando grandes propriedades e entregando-as aos seus seguidores - tomando o cuidado de lhes dar pequenas áreasespalhadas por todo o país, para evitar que se tornassem demasiado poderosos. Todos os proprietários de terras, grandes ou pequenos, foram obrigados a jurar-lhe lealdade.

Cronologia de 1066
5 de Janeiro – Morte do rei de Inglaterra Eduardo o Confessor, sem descendentes directos. O seu parente mais próximo é Edgar Atheling, um rapaz de 12 anos.
6 de Janeiro – Dada a iminência de uma invasão norueguesa, a assembleia dos nobres ingleses nomeia e coroa Haroldo Godwinson, Conde de Wessex e East Anglia, como rei de InglaterraInício do Verão – Haroldo III da Noruega invade a Inglaterra com a ajuda de Tostig Godwinson, ex Conde da Nortúmbria e irmão renegado de Haroldo II.
25 de Setembro - Batalha de Stamford Bridge: O exército de Haroldo Godwinson derrota os invasores noruegueses; morte em batalha de Haroldo III da Noruega e Tostig Godwinson
28 de Setembro - Guilherme II, Duque da Normandia invade Inglaterra com 7000 homens e 600 barcos, dando início à invasão; Haroldo II inicia a marcha forçada para Sul a fim de enfrentar a ameaça
14 de Outubro - Batalha de Hastings: Guilherme da Normandia derrota o exército de Haroldo II de Inglaterra, que morre na batalha.A assembleia de nobres ingleses nomeia Edgar Atheling rei de Inglaterra; Edgar e os seus regentes não são capazes de fazer frente a Guilherme e Edgar abdica das suas pretensões pouco tempo depois, sem nunca ter sido coroado
25 de Dezembro - Guilherme da Normandia é coroado rei de Inglaterra na Abadia de Westminster; inicio da Dinastia Normanda.
Desenvolvimento
Durante os 150 anos seguintes, Inglaterra caíu num marasmo cultural e económico, visto que os seus reis de origem francesa pouca importância davam a este país. Guilherme, o Conquistador e os seus sucessores preferiram viver na Normandia e nos feudos franceses, que era bastante mais lucrativos. Inglaterra era no entanto de importância política extrema, visto que a Normandia era, na teoria, um feudo do rei de França. Para consolidar o seu poder em Inglaterra, os Reis Normandos construíram inúmeras catedrais e castelos e estabeleceram um método eficaz de impostos. A organização que trouxeram à sociedade inglesa, através por exemplo do primeiro censo geral ordenado por Guilherme I, foi talvez o seu maior contributo. A classe de nobres normandos permaneceu, no entanto, afastada dos nativos anglo-saxões que eram discriminados na atribuição de títulos e cargos governativos. Poucos casamentos foram efectuados entre as duas etnias, que se separavam também através da língua: os normandos permaneceram fiéis ao francês, que se tornou na língua oficial de Inglaterra.
Com a perda das possessões da Normandia no início do século XIII, os reis de Inglaterra foram finalmente obrigados a estabelecer-se nas ilhas britânicas e ao longo do século XIV concretizou-se a assimilação cultural entre normandos e anglo-saxões.

220 - Guerra dos Três Reinos na China

Guerra dos Três Reinos na China
A China esteve dividida em três reinos o Wei, comandado por Cao Cao, o Wu formado por Sun Ce e continuado pelo irmão mais novo Sun Quan e o Shu, comandado por Liu Bei. Houve muitas batalhas entre os três reinos. Uma das mais conhecidas foi a de Chi Bi em que Shu e Wu se aliam para derrotar o Wei. Foi um período em que os Han nao conseguiram controlar a China porque cada reino era superior ao governo imperial Han.
O período de Três Reinos, (chinês tradicional: 三國; Chinês simplificado: 三国; pinyin: Sānguó) é um período na história da China, parte de uma era da desunião chamada Seis Dinastias. Em um sentido acadêmico profundo, se aceita o período entre a fundação de Wei em 220 à conquista de Wu pela Dinastia de Jin em 280. Entretanto, muitos historiadores chineses estendem o ponto de partida deste período pra antes da revolta dos Turbantes Amarelos, em 184. O período posterior, parte “não oficial” do período, 190 a 220, foi marcado por lutas caóticas entre generais em várias partes de China. A parte média do período, de 220 e de 263, foi marcada por um arranjo mais militar e estável entre três estados rivais, reino de Wei (魏), reino de Han (漢), e reino de Wu (吳). A seqüência dos fatos se dá com destruição de Shu por Wei (263), então a queda de Wei pela Dinastia de Jin (265), e a destruição de Wu por Jin (280). Para distinguir estes estados de uns estados mais adiantados com o mesmo nome, os historiadores propõem um caráter: Wei é conhecido também como Cao Wei (曹魏), Han é conhecido também como Shu Han (蜀漢), que se tornou mais tarde Shu, e Wu é conhecido também como Wu oriental (東吳). O termo próprio “três reinos” é um tanto inexpressivo, sendo que cada estado foi dirigido eventualmente por um Imperador que reivindicou a sucessão legitima da Dinastia Han, não por reis. Não obstante o termo tornou-se padrão entre sinologistas e será usado neste artigo.
Embora relativamente curto este período histórico, foi romantizado extremamente nas culturas da China, da Japão, da Coréia e do Vietnam. Foi comemorado e popularizado nas óperas, histórias populares, novelas e em épocas mais recentes, em umas películas, em umas séries da televisão, e nos jogos vídeo game. O melhor destes é indubitavelmente o Romance dos Três Reinos. O registro histórico autenticado da era é Sanguo Zhi de Chen Shou, junto com umas anotações mais antigas do texto de Pei Songzhi.O período de três reinos é também um do mais sangrentos na história chinesa. Um censo da população na Dinastia oriental antes dos Han relatou uma população de aproximadamente 56 milhões, quando o censo da população na dinastia ocidental posterior de Jin (depois que Jin reunificou a China) relatou uma população de aproximadamente 16 milhões. Mesmo fazendo exame na ocorrência destes relatórios de censo, é seguro supor que uma porcentagem grande da população esteve fora durante as guerras constantes empreendidas durante este período.
Colapso do poder dinástico

O que é pensado tradicionalmente como do começo do período“não-oficial” dos três reinos, é a rebelião dos Turbantes Amarelos, conduzida por Zhang Jiao em 184. A maneira pacifica composta primeiramente dos fazendeiros que vinham sofrendo extremamente sob o sistema corrupto do governo, se tinham convertido assim, facilmente por Zhang Jiao para criar “um mundo novo e calmo”.A rebelião terminou quando Zhang Jiao morreu de doença, mas com o caos da rebelião feita, quando combinada com os desastres naturais que varriam a China no mesmo período, desestabilizou a Dinastia Han e conduziu-o a cair. A rebelião fez com que também o governo central aumentasse a permissão do poder militar dos governos locais, que é uma da causa do período guerreiro se que seguiu.


As séries dos eventos que conduzem ao colapso do poder dinástico e à ascensão de Cao Cao são extremamente complexas. A morte do Imperador Ling em maio 189 conduziu-lhe a uma regência instável sob o General-chefe He Jin, e renovou a rivalidade entre as facções dos Eunucos e a burocracia civil regular. Depois do assassinato de Jin, seu aliado principal o Coronel-Tenente, Yuan Shao conduziu um massacre aos Eunucos nos palácios imperiais em Luoyang. Este evento alertou Dong Zhuo a entrar em Luoyang, do limite noroeste de China. Então a China enfrentou os poderosos bárbaros da tribo de Qiang ao noroeste, e Dong Zhuo controlava um exército numeroso com treinamento de elite. Quando trouxe o exército a Luoyang, podia controlar facilmente os exércitos existentes e fazer um controle da corte imperial. Dong Zhuo manipulou a sucessão de modo que o Imperador futuro Xian pudesse tomar posse do trono no lugar de seu meio-irmão mais velho. (Dong Zhuo, sendo ambicioso, desejava ser genuinamente um imperador mais capaz. Em sua incursão até Luoyang, encontrou uma tropa pequena de soldados que protegiam os dois filhos do Imperador Ling que fugiam da zona de guerra. No encontro Dong Zhuo agiu arrogantemente e ameaçando, fazendo com que o meio-irmão mais velho ficasse paralisado de medo; porém, o irmão mais novo, o Imperador futuro Xian, respondendo calmamente e com autoridade comandou Dong Zhuo para proteger a família real com seu exército por retornar à corte imperial.) Quando Dong Zhuo quis originalmente restabelecer a autoridade do império de Han e controlar corretamente todo o conflito político, sua potencialidade política provou ser pior do que sua liderança militar. Seu comportamento se revelou mais violento e autoritário, executando ou mandando a exílio todos que se opunham, e mostrado menos respeito ao imperador. Ignorou toda a etiquete real e carregava abertamente armas na corte imperial freqüentemente. Em 190 uma coalizão conduzida por Yuan Shao foi-se dando forma entre quase todas as autoridades provinciais nas províncias orientais do império de encontro a Dong Zhuo. A pressão da derrota repetida na Linha de Frente do sul foi de encontro à s forças de Jian, que dirigiu o Imperador de Han ao oeste antes de Dong Zhuo, ele mesmo indo a Chang'an em maio 191.
Dong Zhuo outra vez demonstrou sua falta da gerência de um país, forçando milhões dos residentes de Luoyang a migrar a Chang'an, a seguir ateou fogo em Luoyang para destruir, naquele tempo a maior cidade da China, de modo que seus inimigos não ganhassem ocupações úteis ao chegar. Além disso, requisitou de seu exército uma vila inteira de civis, decapitando suas cabeças e carregado-as em Chang'an para mostrar como se fossem troféus de guerra, fingindo ter tido uma vitória grande contra seus inimigos. Um ano mais tarde Dong Zhuo foi morto por Wang Yun e por Lu Bu (que era adotivo de Dong Zhuo).A ascensão de Cao Cao
Em 191, havia a intenção, entre a coalizão, de apontar Liu Yu, um parente imperial, como o imperador, mas, gradualmente seus membros começaram a sair da coalizão. A maioria dos generais, com algumas exceções estavam procurando o aumento do poder militar pessoal na época da instabilidade em vez de ter seriamente o desejo restaurar a autoridade da Dinastia Han. O império Han foi dividido entre o número de generais regionais. Yuan Shao ocupou a área do norte de Ye e estendeu seu poder ao norte do rio amarelo, contra Gongsun Zan, que fechou a fronteira do norte. Cao Cao, diretamente ao sul de Yuan, se engajou em um esforço contra Yuan Shu e a Liu Biao, que ocuparam respectivamente a bacia do rio de Huai e as regiões médias de Yangzi. Mais ao sul, o jovem Sun Ce ascendeu ao trono após a morte do Sun Jian, seu pai, e estabelecia seu governo no Yangzi mais baixo. No oeste, Liu Zhang dominou a província de Hanzhong e o noroeste foi controlado por uma seleção de oficias e de generais menores tais como Teng de Xiliang, nascido em Yizhou, cidade de Dong Zhuo. Dong Zhuo, confiando em seu sucesso, foi atacado por seu próprio filho adotivo, Lu Bu. Lu Bu foi atacado por sua vez pelos capangas de Dong Zhuo, Li Jue e por Guo Si. Ele fugiu para Zhang Yang, um general do norte, e permaneceu com ele por um momento antes de repentinamente se juntar a Yuan Shao. Mas estava claro que o Lu Bu era demasiado independente e estava longe de servir a outro. Em agosto 195, o Imperador Xian fugiu da tirania de Li Jue em Chang'an e fez uma viagem perigosa ao leste na busca por suporte. Por volta de 196, quando foi recebido por Cao Cao, a maioria dos que continham alguma forma de poder tinham sido absorvidos pelos mais fortes ou destruídos. Este é um movimento extremamente importante para Cao Cao pois, com a sugestão de seu conselheiro, Xun Yu, comentando que por ter dado suporte ao Imperador Autentico, Cao Cao teria legalmente autoridade formal para controlar os outros generais e para forçá-los a se unificarem a fim restaurar o dinastia Han.O Cao Cao, cuja a zona do controle era o precursor do reino de Wei, tinha levantado um exército no inverno de 189. Em diversos movimentos e batalhas estratégicas, controlou a província de Dui e derrotou diversas facções dos rebeldes Turbantes Amarelos e ganhou a ajuda de outros militares locais controlados por Zhang Miao e Chen Gong, que junta à sua causa para poder criar seu próprio exército. Continuou o esforço e absorveu aproximadamente 300.000 do exercito dos Turbantes Amarelos, bem como grupos militares ao lado oriental da província de Qing. Em 196 estabeleceu uma corte imperial em Xuchang e desenvolveu as colônias agricultoras militares (tuntian) para suportar seu exército. Impôs um sistema de imposto pesado nos termos dos produtos (40% a 60%) para fazendeiros civis empregados, mas todos os fazendeiros estavam mais do que satisfeito pois trabalhavam com estabilidade relativa e proteção militar profissional em um momento do caos. Esta é dita mais tarde ser sua segunda política importante ao sucesso.Em 194, Cao Cao guerreou contra Tao Qian da província de Xu. Tao Qian recebeu o apoio de Liu Bei e de Gongsun Zan, mas então, pareciam que as forças de Cao Cao fossem superiores para invadir Xuzhou inteiramente. Entretanto, o Cao Cao recebeu a palavra que Lu Bu tinham tomado a província de Yan na sua ausência, e assim, recuou, pondo uma parada à s hostilidades contra Tao Qian por certo tempo. Tao Qian morreu no mesmo ano, deixando sua província a Liu Bei. Um ano mais tarde, em 195, o Cao Cao expulsou Lu Bu de Yan. Lu Bu fugiu para a província de Xu e foi recebido por Liu Bei, e uma aliança começou entre os dois.
No sul, Sun Ce, então um general independente sob o serviço de Yuan Shu, derrotou os generais da província de Yang, incluindo Liu Yao, Wang Lang, e Yan Baihu. A velocidade com que Sun Ce realizou seus conquistas conduziu a seu apelido, “Pequeno Soberano” (小霸王), uma referência ao anterior Xiang Yu. Em 197, Yuan Shu, que estava contra Cao Cao, e Liu Bei, ficou assegurado da vitória com as conquistas de seus subordinado, e assim se auto-declarando imperador do Dinastia Cheng. O movimento, entretanto, continha um erro tático, porque atraiu o ira de muitos generais da época, incluindo Sun Ce, subordinado de Yuan Shu, sendo que Yuan Shu tinha o recomendado para não fazer tal movimento. Cao Cao ordenou para que se expusesse Sun Ce para atacar Yuan Shu. Sun Ce concordou, mas primeiro convenceu Cao Cao para dar forma a um coalizão contra Yuan Shu, de que Liu Bei e Lu Bu eram membros. Atacado em todos os lados, Yuan Shu foi derrotado e fugiu pra se esconder.Mais tarde, Lu Bu traiu Liu Bei e tomou Xuzhou, dando forma a uma aliança com as forças que restaram de Yuan Shu. Liu Bei fugiu para Cao Cao, que o aceitou. Logo, preparações foram feitas para atacarem Lu Bu, e as forças combinadas de Cao Cao e Liu Bei se encontraram em Xia Pi. Os oficiais Lu Bu desertaram e as forças de Yuan Shu nunca chegaram como reforços, por isso Lu Bu foi capturado por seus próprios soldados e executado junto com muitos de seus oficiais. Assim, o homem conhecido como o guerreiro mais poderoso da época não era não mais.Em 200, Dong Cheng, um oficial da corte imperial, recebeu um edito secreto do Imperador para assassinar Cao Cao. Colaborou com Liu Bei neste esforço, mas Cao Cao logo soube disso por meio de um espião e capturou Dong Cheng e seus co-conspiradores executado-os, com somente Liu Bei sobrevivendo e fugindo pra Yuan Shao no norte. Após estabelecer as províncias próximas, incluindo uma região controlada anteriormente pelos Turbantes Amarelos, Cao Cao virou sua atenção ao norte, a Yuan Shao, que ele mesmo tinha eliminado seu rival do norte, Gongsun Zan, naquele mesmo ano. Yuan Shao, ele mesmo de uma nobreza mais elevada do que Cao Cao, ajuntou um exército grande e acampou ao longo de um banco ao norte do rio amarelo. Em 200, após ter ganhado uma batalha decisiva contra Liu Biao em Shaxian e ter acabado com as rebeliões de Xu Gong e outros, Sun Ce foi acertado por uma seta e feridos fatalmente. Em seu leito de morte nomeou seu irmão mais novo, Sun Quan, como seu sucessor. Depois de meses de planejamento, Cao Cao e Yuan Shao encontraram-se com suas força em Guandu. Superando Yuan numericamente, Cao Cao decisivamente derrotou-o ateando fogo a suas fontes, e fazendo isso aleijou o exército do norte. Liu Bei foragido, foi para Liu Biao na província de Jing, e muitos das forças de Yuan Shao foram destruídos. Em 202, o Cao Cao tirou vantagem, pois da morte de Yuan Shao e da divisão resultante entre seus filhos ao norte, avançou o rio amarelo. Capturou Ye em 204 e ocupou as províncias de Ji, Bing, de Qing e de You. Para o fim de 207, após uma campanha relâmpago contra os bárbaros de Wuhuan, Cao Cao tinha conseguido indisputavelmente a dominação da planície norte de China.Penhascos Vermelhos e suas baixas (Batalha de Chi Bi)
Em 208, Cao Cao marchou para o sul com seu exército pois esperava unificar rapidamente o império. O filho de Liu Biao, Liu Zong rendeu a província de Jing e Cao Cao pode capturar uma frota valiosa em Jiangling. Sun Quan, o sucessor Sun Ce no Yangzi mais baixo, continuava a resistência. Seu conselheiro, Lu Su, fixou uma aliança com Liu Bei. Seus exércitos combinados de 50.000 homens, encontraram-se com a frota de Cao Cao de 200.000 nos Penhascos Vermelhos (conhecida também como a batalha de Chi Bi) no inverno. Após um ataque inicial, um ataque com navios-incêndiarios infligiu uma derrota decisiva em Cao Cao, forçando-o recuar ao norte. A vitória aliada em Penhascos Vermelhos assegurou a sobrevivência de Liu Bei e Sun Quan, que fundaram a base para os estados de Shu e de Wu. Depois que retornou ao norte, Cao Cao se contentou em absorver as regiões do noroeste, e, em 211 a consolidar seu poder. Aumentou progressivamente seus títulos e o poder, assentando bem eventualmente como príncipe de Wei em 217, um título nomeado a ele pelo imperador Han, o fantoche esse ele controlou. Liu Bei invadiu a província de Yi e mais tarde em 214 retirou Liu Zhang do governo, deixando seu comandante Guan Yu no comando da província de Jing. Sun Quan, que nos anos seguintes estava aprimorando suas defesas contra Cao Cao no sudeste em Hefei, virou agora sua atenção à província de Jing e ao Yangzi médio. As tensões entre os aliados eram cada vez mais visíveis. Em 219, depois que Liu Bei conquistou Hanzhong de Cao Cao, era Guan Yu que sitiava Fan, o comandante-chefe Lü Meng de Sun Quan e tomou secretamente a província de Jing
Três Imperadores
No primeiro mês de 220, o Cao Cao morreu e no décimo mês seu filho Cao Pi forçou o Imperador Xian a abdicar o trono, terminando assim a Dinastia Han. Nomeou seu estado Wei e se autoproclamou imperador em Luoyang. Em 221, Liu Bei nomeou-se Imperador de Han, em uma oferta para restaurar a dinastia Han. (Seu estado é conhecido como “Shu” ou “Shu-Han”.) No mesmo ano, o estado Wei deu a Sun Quan o título de rei de Wu. Um ano mais tarde, as tropas de Shu-Han declararam guerra contra Wu e encontraram-se com os exércitos de Wu na batalha de Yiling. Em Yiling, Liu Bei desastrosamente foi derrotado pelo comandante Lu Xun de Sun Quan e forçado a recuar para Shu, onde morreu logo depois. Após a morte de Liu Bei, Shu e Wu começaram a ter relações amigáveis à custa de Wei. Em 222, Sun Quan renunciou seu reconhecimento do regime do Cao Pi e, em 229, declarou-se imperador em Wuchang. O Domínio do norte pertenceu completamente a Wei, enquanto Shu ocupou o sudoeste e Wu o sul e o leste centrais. As beiras externas dos estados foram limitadas geralmente à extensão da civilização chinesa. Por exemplo, o controle político de Shu em sua fronteira do sul foi limitado pelos Tai, tribos das modernas Yunnan e de Burma, conhecidos coletivamente como os Bárbaros do Sul (南蠻).População
A população poderia ser calculada apartir do registro oficial de Sanguo Zhi de Chen Shou. Em termos de números, Wei era muito maior, retendo mais de 660.000 casas e 4.400.000 povos dentro de suas fronteiras. Shu teve uma população de 1.940.000, e Wu 2.300.000. Assim, Wei teve mais de 58% da população ao redor de 40% do território. Com estes recursos, estima-se que poderia levantar um exército de 440.000 enquanto Shu e Wu poderiam controlar 100.000 e 230.000. A aliança Wu-Shu contra Wei provou-se ser uma configuração militar estável; as fronteiras básicas dos três reinos permaneceram quase imutáveis por mais de quarenta anos. Comércio e Transporte Em termos econômicos a divisão dos três reinos refletiu uma realidade que resistiu muito. Mesmo ao norte de Song, setecentos anos após os três reinos, era possível pensar na China como sendo composto de três grandes mercados regionais. Há um grande canal que liga o norte e o sul, e transportando através do Yangzi que ligam a China do sul com o Sichuan e das estradas que juntam Sichuan com o noroeste.
Declínio e fim dos três reinos
Apartir de 230, as tensões começaram a se tornar visíveis entre o clã imperial de Cao e o clã de Sima. Depois da morte de Cao Zhen, o conflito era evidente entre Cao Shuang e o grande comandante Sima Yi. Deliberadamente, Cao Shuang colocou seus próprios parentes em cargos importantes e excluiu Sima, pois o considerou como uma ameaça. O poder do clã Sima, uma das maiores famílias nas terras de Han, era favorecida por vitórias militares de Sima Yi. Adicionalmente, Sima Yi era um estrategista e um político extremamente capaz. Em 238 esmagou a rebelião de Gongsun Yuan e anexou a região de Liaodong. Finalmente, disputou com Cao Shuang o jogo de poder. Tirando vantagem, fazendo excursões pelas famílias imperiais aos túmulos de Gaoping, Sima empreendeu um ataque em Luoyang, forçando a autoridade da facção de Cao Shuang. Muitos no poder protestaram, oprimindo a família de Sima.Queda de Shu
A força diminuindo do clã Cao foi espelhada pelo declínio de Shu. Zhuge Liang ganhou grandes quantidades de terra em Wei. Após a morte de Zhuge Liang, sua posição como o tenente Chanceler caiu a Jiang Wei, a Fei Yi e a Dong Yun, nessa ordem. Mas após 258, a política de Shu tornou-se cada vez mais controlada pelo facção dos Eunucos e uma onda de corrupção. Apesar dos esforços enérgicos de Jiang Wei, Shu era incapaz de fixar uma vitória decisiva de contra Wei. Em 263, Wei lançou um ataque e o exército de Shu foi forçado a recuar para Hanzhong. Jiang Wei manteve com dificuldade uma posição em Jiang, mas foi flanqueado pelo comandante Deng Ai de Wei, que fez uma marcha-forçada com o seu exército de Yinping através do território considerado anteriormente inexpugnável. Durante o inverno daquele ano, a importante Chengdu tinha caído e o imperador Liu Chan tinha-se rendido. O estado de Shu caiu após anos de forte resistência. Queda de Wei
Cao Huan sucedeu o trono em 260 depois que o Cao Mao foi morto por Sima Zhao. Logo após, Sima Zhao morreu e seu título de Senhor de Jin foi herdado por seu filho Sima Yan. Sima Yan imediatamente começou a traçar meios de tornar-se Imperador, mas enfrentou uma dura oposição. Entretanto, devido ao conselho de seus conselheiros, Cao Huan decidiu-se que o melhor curso de ação seria abdicar, ao contrário de seu predecessor Cao Mao. Sima Yan tomou, assim, o trono em 264 após ter forçado a abdicação de Cao Huan, eficazmente subjugou a Dinastia Wei e estabelecendo a Dinastia de Jin como o sucessor. Esta situação era similar a deposição do Imperador Xian da Dinastia Han por Cao Pi, seguido pela Dinastia Wei. Queda de WuDepois da morte de Sun Quan, em 252, o reino de Wu entrou em um período de declínio constante. A opressão bem sucedida de Wei e das rebeliões na região de Huainan por Sima Zhao e por Sima Shi reduziu toda a oportunidade da influência de Wu. A queda de Shu sinalizou uma mudança na política de Wei. Sima Yan (neto de Sima Yi), após ter aceitado a rendição de Liu Chan, subjugou o imperador de Wei e proclamou sua própria dinastia Jin em 264, terminando os 46 anos da dominação dos Cao ao norte. Depois da ascensão de Jin, Sun Xiu do Imperador de Wu, morreu e o trono foi empossado por Sun Hao. Sun Hao era um homem jovem e tinha planos, mas após a ascensão transformou-se um tirano. Em 269 Yang Hu, comandante de Jin no sul, começou preparar-se para a invasão de Wu requisitando a construção de uma frota e treinando fuzileiros navais em Sichuan sob Wang Jun. Quatro anos mais tarde, Lu Kang, último grande general de Wu, morreu, não deixando nenhum sucessor competente. A ofensiva de planejada de Jin veio finalmente ao término no inverno de 279. Sima Yan lançou cinco ofensivas simultâneas ao longo do rio de Yangzi de Jianye a Jiangling enquanto a frota de Sichuan margeava o rio à província de Jing. Sob a tensão de um ataque tão enorme, a força de Wu desmoronou e Jianye caiu no terceiro mês de 280. Sun Hao o Imperador rendeu-se. Isto marcou o fim da era de três reinos, e o começo de uma longa era de caos que durou 300 anos.

ano 215 d.C - Guerras Macedónicas

Guerras Macedónicas

Conflitos entre Roma e a Macedônia nos séculos III e II a.C. Na primeira guerra (211 - 205 a.C.), Filipe V enfrentou a oposição de uma aliança de Roma, Etólia e Pérgamo, mas como Roma estava também profundamente envolvida com a segunda das guerras púnicas, ele conseguiu obrigar a Etólia a aceitar os termos, e posteriormente a acertar termos favoráveis com a própria Roma. Uma nova guerra eclodiu (200 a.C.), e Filipe foi decisivamente derrotado em Cinoscéfalos (197 a.C.). Perseu, filho de Filipe, subiu ao trono em 179 a.C., deu início a uma bem-sucedida política de influências e um contato de amizade com a Grécia. Isto causou desconfiança em Roma e a irrupção da terceira guerra, com nova vitória romana, desta vez em Pidna, em 168 a.C.. A Macedônia foi dividida em quatro repúblicas. Por volta de 149-8 a.C., Andrisco, afirmando ser filho de Perseu, tentou subir ao trono, mas foi derrotado e a Macedônia tornou-se província romana.

58 a.C. - Guerras da Gália

Guerras da Gália, conquista da Gália por Júlio César
Designa-se historiograficamente por Guerras da Gália (ou Gálicas) a série de campanhas de Júlio César (58 - 51 a.C.) que permitiram estabelecer o domínio romano sobre a Europa central e norte, a oeste do rio Reno (Gália). Atravessando a Gália Transalpina, César expulsou as tribos germânicas fixadas ao sul e ao leste, as belgas ao norte e as venezianas a oeste. Atravessou o Reno para mostrar o poder de controle das fronteiras. Favorecido pela desunião intertribal, subjugou implacavelmente as costas norte e oeste. Invadiu duas vezes (55 e 54 a.C.) a Bretanha, que era vista como refúgio belga e ameaça para Roma. No inverno de 53-52 a.C., Vercingetórix reuniu as tribos da Gália central numa unidade incomum. Em longa e amarga batalha, César derrotou Vercingetórix e os seus sucessores, culminando na rendição do chefe gaulês.
A Gália, que ocupava apenas uma pequena porção do noroeste da actual Itália (Gália Cisalpina) e uma estreita faixa de terra ao sul da atual França (Gália Narbonense), passou a incluir o equivalente ao atual território da França e da Bélgica.

De Bello Gallico
Júlio César escreveu um livro relatando as diversas campanhas na então Gália, o De Bello Gallico (Das Guerras na Gália). A obra é de interesse inquestionável como relato das campanhas, já que foi escrita por um dos protagonistas, embora a interpretação do seu conteúdo seja largamente discutida, considerando muitas passagens como propaganda de César sobre o seu exército e sua capacidade de liderança. Existe até mesmo uma edição acrescida de comentários de Napoleão Bonaparte.

67 a.C. - Guerra dos Piratas

Guerra dos Piratas

A Guerra dos Piratas foi uma expedição militar que o general Pompeu Magno empreendeu em 67 a.C. contra os piratas do Mediterrâneo que privavam Roma de alimentos.
Investido de poderes pró-consulares, por três anos, sobre todo o Mar Mediterrâneo e costas adjacentes (Lex Gabinia) em 40 dias Popmeu limpou a zona ocidental e em 49 dias venceu os piratas cilícios.

149 a.C. - Terceira Guerra Púnica

Terceira Guerra Púnica

A Terceira Guerra Púnica foi a última das guerras a opor Roma e Cartago (149 a.C. - 146 a.C.) tendo acabado com a derrota e destruição desta última às mãos dos romanos de Cipião Emiliano; diz a lenda ter sido provocada pela repetida afirmação no Senado, por parte Catão, o Velho, de um dito que se tornou proverbial: delenda est Carthago (Cartago precisa ser destruída).

218 a.C. - Segunda Guerra Púnica

Segunda Guerra Púnica
Batalhas da Segunda Guerra PúnicaA segunda guerra púnica decorreu entre 218 a.C. e 204 a.C. e opôs a República de Roma a Cartago. Durante o decurso da guerra, o general cartaginês Aníbal e seu exército atravessam os Alpes com elefantes de guerra e invadiram Itália. Venceram os romanos em várias batalhas, mas não marcharam sobre Roma. Isso possibilitou aos romanos a conquista da Espanha, a destruição de sua base logística e o desembarque na África, levando a guerra ao solo cartaginês. Aníbal, obrigado a retornar a Cartago, foi derrotado por Cipião Africano, em 202 a.C., na batalha de Zama. Severa foi a pena imposta a Cartago, que teve de pagar pesados impostos e também ficava proibida de fazer guerra a outros povos sem ordens do senado romano.
A Guerra começou em decorrência indireta da Primeira Guerra Púnica. Organizando-se rapidamente após a derrota, os cartagineses expandiram seus territórios na África e invadiram a península Ibérica, dominando todo o Sul e o Leste da região, sob o comando do General Amílcar Barca. Para capital da nova colônia, foi fundada a cidade de Nova Cartago, num dos melhores ancoradouros naturais do mundo.
A Península Ibérica era um dos territórios potencialmente mais ricos do Mediterrâneo, pois além de ótimas terras para a agricultura, possuía minas de prata e uma grande reserva de guerreiros Celtiberos, ideais para servirem nas fileiras do desfalcado exército cartaginês.
Todavia, morre o comandante Amílcar Barca, assasinado em batalha contra uma tribo local. Com isto, o comando das tropas passou a seu Filho, Asdrúbal.
Preocupada com a impressionante recuperação da antiga inimiga, Roma pressionou por um tratado, conseguindo que os cartagineses concordassem em conter sua expansão na região na linha do rio Ebro.
Todavia, pouco depois é asasinado o próprio Asdrúbal e, com sua morte, assume o comando do exército o filho de Amilcar, Aníbal Barca.
Este, tão logo assumiu o controle do exército, sitiou barbaramente a cidade de Sagunto, que ficava bem ao sul do Rio Ebro mas era aliada de Roma. Considerando o ataque um ultraje, Roma pediu que Aníbal Barca fosse preso e entregue para julgamento. O Senado cartaginês recusou-se e começou a Segunda Guerra Púnica.
Aníbal cruzando os Alpes.
Logo de início, Aníbal atacou diretamente a península Itálica, mas usando uma rota absolutamente inesperada: ao invés de ir por mar, seguiu com seu exército pelo sul da Gália, tentando invadir o território romano pelo Norte. Fez seu exército atravessar o rio Ródano em balsas e chegou ao sopé dos Alpes, velha rota usada pelos invasores celtas do Norte da Itália. Sem contar com o apoio destas tribos que dominavam as passagens da cordilheira, teve de lutar metro a metro para conquistar as escarpas das montanhas que dominavam os vales por onde guiava seus homens. Finalmente, conseguiram atravessar as montanhas e chegar ao vale do Pó, apenas para verem morrer os elefantes que traziam desde a Ibéria. Mas a competência militar de Aníbal e do seu exército compensava o seu cansaço e logo os africanos obtinham uma impressionante série de vitórias no vale do Pó e além, especialmente na batalha do Lago Trasimeno, onde Aníbal fez o seu exército fingir uma debandada para atrair os romanos para uma armadilha, quando o exército cartaginês saiu de vales e montanhas em volta para cercar os romanos, arrasá-los e destruí-los completamente.
Mas Aníbal não dispunha de máquinas de assédio para tomar Roma ou talvez não acreditasse que suas tropas pudessem realizar um ataque direto à capital inimiga. De qualquer forma, tentou uma campanha política para granjear o apoio das cidades italianas submetidas a Roma, a qual não obteve grande sucesso por conta da necessidade de Aníbal determinar o saque de algumas cidades italianas para suprir seu exército.
Entrementes, irritava ao povo romano a política desenvolvida pelo ditador Quinto Fábio Máximo de desgastar periodicamente e esgotar aos poucos as tropas cartaginesas. Por isso, foram eleitos dois cônsules comprometidos politicamente com a idéia de um ataque puro e simples ao exército cartaginês. Para isto, Roma pôs em campo o maior exército de que até então dispusera, que dirigiu-se à Apúlia, no salto da bota italiana, para confrontar o exército de Aníbal, num local cujo nome designaria a batalha pra toda a etenidade: Cannae.
Mas o general cartaginês estudara os métodos romanos e os conhecia muito bem. Sabendo que o ataque seria direto e contra o centro de suas forças, Aníbal as dispôs com a infantaria mais fraca no meio de um pequeno vale, secundada por alas de lanceiros à direita e à esquerda, posicionadas nos declives das colinas. Além disso, colocou a sua excelente cavalaria Númida nos flancos mais extremos da formação. Quando os romanos atacaram, pareciam uma onda irressistível varrendo o exército cartaginês. Na verdade, estavam caindo numa excepcional armadilha: o centro cartaginês, sob pressão romana, recuou progressivamente, enquanto os lanceiros fechavam o exército romano pelos lados e a cavalaria lhes atacava a retaguarda. O resultado foi um massacre. Dizia-se que os romanos ficaram tão imprensados uns contra os outros que sequer podiam sacar as espadas. Esta tática, conhecida como duplo envolvimento, foi estudada como milênios por estrategistas militares e resultou na morte de cerca de 85 mil soldados romanos e na completa destruição de suas melhores tropas.
Por alguma razão desconhecida, Aníbal recusou-se a marchar diretamente sobre Roma, descontentando seu comandante de cavalaria, Maharbal, que o censurou dizendo: "Sabes vencer Aníbal, o que não sabes é aproveitar a vitória". Aníbal insistia na política de dissensão das cidades italianas, conseguindo o apoio de Cápua, a mais importante da Campânia, mas em geral falhando em seu objetivo político.
Neste meio tempo, como decorrência desta monumental derrota, os romanos voltaram à estratégia de Quinto Fábio Máximo, desgastando o exército cartaginês com vários pequenos combates, enquanto reconstruíam suas tropas no norte da Península.
O irmão de Aníbal, Asdrúbal Barca, tentou enviar tropas de reforço através da rota ao sul da Gália, mas ao chegar a Itália seu exército foi inteiramente derrotado e ele próprio morto. Diz-se que sua cabeça foi atirada de uma trincheira romana para posições cartaginesas e que ao vê-la Aníbal teria dito que acabara a última esperança de uma vitória na guerra. Entretanto, os romanos já estavam fortes e sob o comando de Cipião Africano reforçaram suas posições na próprio Península Ibérica, tomando Nova Cartago.
Depois, ainda sob o comando de Cipião, invadiram o Norte da África, e Aníbal foi chamado a defender sua terra natal. Lá, ao invés de lhe dar combate direto, Cipião conseguiu atraí-lo para o combate em uma zona distante e onde os cartagineses não tinham água nem posições que os escorrassem em caso de derrota. Lá finalmente Cipião obteve sua vitória final, em Zama, onde o exército cartaginês foi totalmente derrotado.
Com as províncias ocupadas, seu próprio território sob ocupação inimiga e seu exército arrasado, o Senado Cartaginês, que anos antes se recusara a enviar reforços a Aníbal na Itália, foi obrigado a pedir a rendição.
Terminava a Segunda Guerra Púnica.
LISTA DAS BATALHAS
218 a.C.
Novembro: Batalha do Ticinus - Aníbal derrota os Romanos sob Publius Cornelius Scipio, o Velho numa pequena luta de cavalaria.
Dezembro: Batalha do Trébia - Aníbal derrota os Romanos sob Titus Sempronius Longus, que atacou de forma inconsequente.
217 a.C.
Batalha do Lago Trasimeno - Aníbal destrói o exército romano de Gaius Flaminius numa emboscada, matando Gaius.
216 a.C.
Agosto: Batalha de Cannae - Aníbal destrói o exército romano liderado por Lucius Aemilius Paullus e Gaius Terentius Varro naquilo que foi considerada uma das obras-de-arte em estratégia militar.Primeira Batalha de Nola - O general romano Marcus Claudius Marcellus contém um ataque de Aníbal.
215 a.C.
- Segunda Batalha de Nola - Marcellus repulsa novamente um ataque de Aníbal.
214 a.C.
- Terceira Batalha de Nola - Marcellus trava nova batalha, desta vez inconclusiva, contra Aníbal.
212 a.C.
-Primeira Batalha de Cápua - Aníbal derrota os cônsules Q. Fulvius Flaccus e Appius Claudius, mas o exército romano consegue escapar.Batalha do Silarus - Aníbal destrói o exército do pretor M. Centenius Penula.Primeira Batalha de Herdónia - Aníbal destrói o exército romano do pretor Gnaeus Fulvius.
211 a.C.
-Batalha de Baetis - Publius e Gnaeus Cornelius Scipio são mortos na batalha com os cartagineses sob o irmão de Aníbal, Asdrúbal.Segunda Batalha de Cápua - Aníbal falha em quebrar o cerco da cidade de Roma.
210 a.C.
- Segunda Batalha de Herdónia - Aníbal destrói o exército romano de Fulvius Centumalus, que morre em batalha.Batalha de Numistro - Aníbal derrota Marcellus mais uma vez.
209 a.C.
- Batalha de Asculum - Aníbal derrota novamente Marcellus, numa batalha indecisiva.
208 a.C.
- Batalha de Baecula - Na Hispânia, os Romanos sob P. Cornelius Scipio, o Novo derrotam Asdrúbal Barca
207 a.C.
-Batalha de Grumentum - O general romano Gaius Claudius Nero trava uma batalha indecisiva contra Aníbal, e marcha para norte para confrontar-se com o irmão, Asdrúbal, que entretanto invadiu a ItáliaBatalha do Metaurus - Asdrúbal é derrotado e morto pelos exércitos combinados de Livius e Nero.
206 a.C.
- Batalha de Ilipa - Cípio destrói as forças cartaginesas que restavam na Hispânia; nesta batalha usou a versão inversa da formação usada por Aníbal na batalha de Canae.
204 a.C.
- Batalha de Crotona - Aníbal trava uma batalha inconclusiva com o general Sempronius, no Sul da Itália.
203 a.C.
- Batalha de Bagbrades - Os Romanos sob Cípio derrotam o exército cartaginês de Asdrúbal Gisco e Syphax. Aníbal é chamado a África.
202 a.C.
- Batalha de Zama (19 de Outubro) - Cipião Africano derrota definitivamente Aníbal no Norte de África, terminando a Segunda Guerra Púnica.

264 a.C - Primeira Guerra Púnica

Primeira Guerra Púnica
A Primeira Guerra Púnica foi um conflito travado entre 264 e 241 a.C. que opôs Cartago à República de Roma, as maiores potências da região do Mediterrâneo da época. Foi a primeira de três guerras entre os dois povos, todas vencidas pelos romanos. As baixas e conseqüências econômicas do confronto foram muito altas para ambas as partes.

Antecedentes
No meio do século III a.C., Roma já era uma força militar e dominava toda a península da Itália, seja por meio de guerras ou por alianças com outros grupos, dentre os quais as cidades gregas na península italiana, tendo Tarento como a mais importante, que após o fracasso da invasão de Pirro (comandante grego com tentou dominar a Itália e a Sicília entre 280 e 275 a.C.) se renderam a Roma.
Cartago era uma potência comercial e marítima no mediterrâneo, com portos no norte da África, península Ibérica e na Sicília. Cartago possuía uma inimizade histórica com Siracusa, cidade grega situada ao leste da ilha da Sicília, tendo ambas pretensões de dominar a ilha. Cartago e Roma eram aliados comerciais e tinham inclusive combatidos junto contra Pirro a pouco mais de uma década antes do inicio da Primeira guerra púnica.
Em 288 a.C., uma companhia de mercenários italianos que havia lutado por Siracusa contra Cartago, os Mamertinos, atacou a cidade de Messina, até então em poder de Siracusa, matando todos os homens e fazendo das mulheres suas esposas. Os Mamertinos dominaram o Estreito de Messina que separa o sul da Itália da ilha, atrapalhando rotas importantes da região. O sucesso da ocupação incentivou uma rebelião semelhante na cidade romana de Rhegium do outro do Estreito de Messina que só foi controlada dez anos depois em 270 a.C..
Assumindo o poder de Siracusa em 270 a.C., Hiero II decidiu reconquistar Messina e sitiou a cidade. Acuados, os Mamertinos pediram ajuda simultaneamente a Roma e a Cartago. Cartago viu no pedido de ajuda uma oportunidade de prejudicar Siracusa e aumentar seu poder na Sicília e assim respondeu enviando tropas.
Apesar de os Mamertinos serem italianos, os romanos ficaram relutantes em ajudá-los contra Siracusa, principalmente por terem sofrido em Rhegium um conflito semelhante contra mercenários, mas temiam um aumento do poder de Cartago em suas vizinhanças.
Quando Roma decidiu ajudar os Mamertinos, Cartago já comandava Messina, mas os mercenários preferiram entregar o poder para os romanos. Enfurecida, Cartago se aliou a Hiero contra a nova ameaça ao seu poder na Sicília: os romanos.
A guerra antes envolvendo o controle de uma cidade nas mãos de mercenários, tornou um conflito entre as maiores forças da região do mediterrâneo.

Os Combates
Os primeiros combates na Sicília
Apesar de estar cercado por dois fortes inimigos, os romanos comandados pelo cônsul Appius Claudius atacaram e venceram primeiro as tropas de Siracusa, e em seguida as de Cartago, forçando-os a recuar e fugir em desordem. Com o sucesso e a ida de novas tropas sob comando do novo cônsul Manius Valerius Messalla os romanos atacaram e sitiaram Siracusa, forçando Hiero a mudar de lado no conflito, se aliando a Roma contra Cartago em 263 a.C..
Com a situação desfavorável, Cartago passou a utilizar exércitos mercenários e concentrou sua força na cidade de Agrigentum, principal cidade na Sicília sob seu domínio. Em 262 a.C. Roma começou um grande e demorado cerco à cidade. Aníbal, o comandante das tropas sitiadas, pediu por reforços e mantimentos para Cartago e Hanno foi mandado com tropas e elefantes para ajudá-lo. Hanno conseguiu significativas vitórias atacando as linhas de suprimentos do exercito romano, mas devido à situação e fome e deserções nas tropas de Aníbal que continuavam sitiadas, Hanno teve que partir para uma batalha contra as tropas principais de Roma. A batalha de Agrigentum terminou com vitória dos romanos, apesar de Aníbal ter conseguido fugir com a maior parte de suas tropas abandonando a cidade para os inimigos.

Primeiras Batalhas Navais
Após a vitória em Agrigentum, Roma passou a controlar grande parte do território da Sicília, entretanto Cartago continuava a dominar os mares, atacando as cidades costeiras aliadas à Roma e dificultando a chegada de reforços e suprimentos. Com isso Roma decidiu começar a produzir uma frota marítima.
Até o começo da guerra Roma não possuía nenhuma experiência naval, mas com a ajuda das cidades gregas sob seu domínio, Roma produziu uma frota de 100 quinqueremes e 20 triremes, a partir de navios capturados de Cartago.
A primeira batalha naval foi travada próximo à s ilhas Lipari e terminou com derrota das inexperientes forças romanas. Pouco depois em uma batalha maior (Batalha de Mylae) os romanos alcançaram sua primeira vitória naval, sob o comando do cônsul Gaius Duilius, que passou a ser tido como um herói em Roma. Essa e as demais vitórias romanas na fase inicial da guerra se devem em grande parte a um novo dispositivo que passou a equipar os navios romanos: o corvus. O corvus era uma espécie de ponte que os romanos prendiam nos navios inimigos ao se aproximar e assim tomavam o navio, utilizando sua superioridade no combate homem a homem. Com essa tática Roma acabou com o domínio marítimo de Cartago, vencendo as batalhas de Sulci (258 a.C.) e Tyndaris (257 a.C.).
Em 256 a.C. uma grande força com cerca de 330 navios foi montada sob o comando dos cônsules Marcus Atilius Regulus e Lucius Manlius Vulso para invadir o Norte da África. Cartago, ciente desta ameaça, enviou sua frota para barrar o ataque. Os generais Hanno e Hamilcar (conhecidos por suas ações em Agrigentum e Paropus) foram postos no comando da frota de Cartago. Quando essas duas forças se enfrentaram a sudeste da Sicília na batalha de Ecnomus, na maior batalha naval da antiguidade, a frota romana saiu vitoriosa, podendo seguir para o ataque aos territórios de Cartago na África.

Combates na África
Após a batalha grande parte da força romana voltou com Lucius para Roma ou para Sicília, deixando Regulus com 15 mil homens na África. Regulus avançou atacando cidades menores. Cartago mandou um exercito para enfrentá-lo quando sitiava Adys. A batalha de Adys foi ganha pelos romanos, o que fez com que Cartago tentasse um acordo de paz com os invasores. Entretanto as condições impostas pelos romanos foram tão severas que o acordo não foi concretizado.
Sem acordo Cartago contratou o general mercenário espartano Xanthippus para organizar sua defesa contra as legiões romanas. Xanthippus enfrentou Regulus na batalha de Tunis, onde os romanos sofreram pesada derrota.

As tempestades de 255 e 253 a.C.
Ao saber da derrota em Tunis, Roma enviou sua frota para resgatar os sobreviventes. Cartago tentou impedir, mas foi derrotada na batalha naval de Hermaeum. Entretanto, no retorno à Sicília, uma tempestade destruiu a maior parte dessa frota (quase 300 navios destruídos). Devido à tragédia, Roma teve que construir uma nova frota rapidamente. Essa frota foi mandada para Sicília onde conquistou a cidade de Panormus, a mais importante sob o domínio de Cartago.
Após a vitória, parte da frota foi para África onde atacou algumas cidades, mas no retorno foi novamente surpreendida por tempestades, perdendo cerca de 150 navios.

Cerco a Lilybaeum
Após alguns anos sem maiores batalhas, Cartago tentou reconquistar Panormus, mas foi derrotada. A vitória reanimou e encorajou as forças de Roma que tinha acabado de reconstruir sua frota. Roma cercou por terra e por mar a última cidade de Cartago na Sicília: Lilybaeum. Cartago mandou reforços para a cidade, que sob comando de Himilco vinha conseguindo se defender. A frota de Cartago sob comando do almirante Aderbal se encontrava próxima e apesar do cerco, vinha conseguindo enviar suprimentos para a cidade.
Para terminar com esse problema, o cônsul Publius Claudius Pulcher decide atacar a frota inimiga de surpresa, mas o ataque é um fracasso completo, se tornando a maior derrota naval dos romanos na guerra. Pouco depois o resto da frota romana que não havia participado da batalha é destruída por tempestades enquanto tentava cercar a frota de Aderbal. Depois disso Cartago voltou a ter o domínio marítimo na guerra e Roma ficou anos sem construir uma nova frota.
Em terra, o cerco a Lilybaeum e a base naval de Drepana continuou, mas sem maiores avanços.
Assustada com o rumo que a guerra estava tomando, Roma nomeia Aulus Atilius Caiatinus para ditador.

Amílcar Barca
Em 247 a.C. Amílcar Barca, pai de Aníbal Barca, tornou-se comandante das forças de Cartago e começou a aproveitar o domínio marítimo para atacar cidades costeiras no Sul da Itália. No mesmo ano ele se estabeleceu com seu exercito próximo de Panormus, no meio do território inimigo. De lá seus ataques a cidades italianas se estendeu até Cumae e graças a esses ataques ele conseguia suprimentos para suas tropas, visto que a essa altura da guerra a economia de Cartago e até mesmo de Roma já estavam bastante abaladas. Apesar dos constantes ataques seu exercito não apenas conseguiu se defender como avançou para Mt. Eryx (Monte San Giuliano).

A nova frota de Roma
Devido à dificuldade enfrentada na guerra em terra contra Amílcar, Roma voltou a construir uma frota visando acabar com a chegada de suprimentos por mar à s tropas de Cartago na Sicília. Como o Estado não tinha mais condições de bancar essa nova frota ela foi custeada pelos cidadãos ricos que se organizaram em pequenos grupos cada um dos quais construindo um navio. Assim Roma, mesmo falida pela guerra que já se estendia por mais de 20 anos, conseguiu uma nova frota de 200 navios.
Em 242 a.C. a nova frota foi mandada para as proximidades de Lylibaeum. Ao saber da inesperada força naval romana, Cartago mandou sua frota com suprimentos esperando que chegasse a base de Amílcar, onde embarcaria os experientes marinheiros sob seu comando. Entretanto a frota foi avistada o que resultou na batalha das Ilhas Aegates (Ilhas Égadi) ganha pelos romanos. A cidade de Lilybaeum acabou dominada, restando na Sicília apenas a base de Amílcar, isolada e sem suprimentos que chegavam por mar.
Cartago, sem recursos para tentar qualquer manobra na guerra, aceitou a derrota e, sob o comando de Amílcar, negociou um tratado de paz com Roma, pondo fim à guerra.

Consequências
Roma ganhou a Primeira guerra púnica após 23 anos do conflito e substituiu Cartago como o poder naval dominante do mediterrâneo. No fim da guerra, ambos os estados estavam esgotados financeira e demograficamente.
Para determinar as fronteiras finais de seus territórios, fizeram uma linha reta através do mediterrâneo. Espanha, Córsega, Sardenha e África permaneceram com Cartago. Tudo ao norte dessa linha foi incorporado por Roma. A vitória de Roma foi influenciada extremamente por sua recusa persistente em admitir a derrota e aceitando somente a vitória total. Além disso, a habilidade da república de atrair investimentos privados no esforço de guerra, usando o patriotismo dos seus cidadãos para bancar navios e tripulação, foi um dos fatores decisivos na guerra, principalmente quando comparado com o descaso aparente da nobreza de Cartago em arriscar suas fortunas para o bem comum. O fim da primeira guerra de Púnica resultou também no nascimento oficial da marinha romana, que no futuro proporcionou a expansão do Império Romano.

Termos de Paz
Os termos da paz projetados pelos romanos eram particularmente pesados contra Cartago, que não estava em posição de negociar. Foi imposto a Cartago:
Evacuar a Sicília;Libertar seus prisioneiros de guerra sem resgate, mas pagar resgates para que os seus fossem libertados;Não atacar Siracusa e aliados;Transferir para Roma um grupo de pequenas ilhas ao Norte da Sicília;Evacuar todas as pequenas ilhas entre a Sicília e a África;Pagar uma indenização de 2200 talentos em dez prestações anuais, mais uma indenização adicional de 1000 talentos imediatamente.Outras cláusulas determinavam que os aliados de cada lado não seriam atacados pelos do outro e ambos os lados foram proibidos de levantar tropas dentro do território do outro. Isto impedia Cartago de usar forças mercenárias romanas.

Perdas no conflito
O número de vítimas em cada lado é sempre difícil de determinar precisamente, devido à parcialidade nas fontes históricas, dirigidas normalmente para realçar o valor de Roma. Entretanto, considerando que (excluindo vítimas da guerra terrestre):
Roma perdeu 700 navios (principalmente devido ao tempo mau e aos líderes incompetentes) e ao menos parte de suas tripulações;Cartago perdeu 500 navios e ao menos parte de suas tripulações;Cada navio tinha aproximadamente 100 homens.Chega-se à conclusão que, embora incertas, as vítimas eram definitivamente pesadas para ambos os lados. O historiador Políbio comentou que a guerra foi, até então, o mais destrutivo em termos de vítimas na história das guerras, incluindo as batalhas de Alexandre, o Grande, o que pode dar uma idéia da dimensão do conflito. Olhando os dados do censo romano do século III a.C., Adrian Goldsworthy notou que durante o conflito Roma perdeu aproximadamente 50.000 cidadãos. Isto exclui tropas auxiliares e os homens no exército sem status do cidadão, que estaria de fora da contagem principal.

Consequências
Após a guerra, Cartago não tinha praticamente nenhum dinheiro e não pôde sequer pagar os exércitos mercenários mobiliados. Isto conduziu a um conflito interno, a Revolta dos Mercenários, ganha após duro esforço por Amílcar Barca. Talvez o resultado político mais imediato da Primeira guerra púnica foi a queda de Cartago como um poder naval principal. As condições assinadas no tratado da paz comprometeram a situação econômica de Cartago e impediram a recuperação da cidade. A indenização exigida pelos romanos causou uma tensão adicional nas finanças, forçando a cidade a olhar para outras áreas de influência para obter o dinheiro para pagar Roma. Isso resultou numa ocupação cada vez mais agressiva nas colônias de Hispania (atual Espanha), o que eventualmente causou a Segunda guerra púnica.
Uma comparação interessante pode ser feita com a política da Alemanha após a derrota na Primeira Guerra Mundial. O tratado de Versalhes levou à crise econômica e por conseqüência a Segunda Guerra Mundial. Para Roma, o fim da Primeira guerra púnica marcou o começo da expansão além da península italiana. Sicília transformou-se na primeira província romana governada por um praetor, em vez de um aliado. Sicília tornaria muito importante para Roma como uma fonte de grão. Em 238 a.C. Roma anexou Sardenha como outra província e Córsega como mero território (ambos perdidos por Cartago).

Cronologia
264 a.C. – Os Mamertinos pedem ajuda a Roma e Cartago para lidar com os ataques de Hiero II de Siracusa. Ambas as cidades respondem ao pedido.
263 a.C.- Hiero II é derrotado pelo consul Manius Valerius Messalla; Siracusa torna-se aliada de Roma.
262 a.C.- Começa a intervenção romana contra a ocupação cartaginense da Sicília; início do cerco de Agrigentum.
261 a.C.- Batalha de Agrigentum, que resulta numa vitória de Roma; os romanos decidem construir uma marinha de guerra para ameaçar o poderio naval de Cartago.
260 a.C. – O primeiro encontro nos mares (Batalha de Lipari) é um desastre para Roma; pouco depois, o consul Gaius Duilius ganha a batalha de Mylae e torna-se num herói nacional.
259 a.C. – A guerra em terra estende-se à Sardenha e Córsega.
258 a.C. – Batalha naval de Sulci: vitória romana
257 a.C. – Batalha naval de Tyndaris: vitória romana
256 a.C. – Roma tenta invadir o território de Cartago no Norte de África. A marinha cartaginense tenta intersectar a frota de transportes mas é derrotada na batalha de Ecnomus. As tropas romanas desembarcam e conseguem uma primeira vitória na batalha de Adys. Desenrolam-se negociações de paz, que resultam infrutíferas. A guerra continua.
255 a.C. – Cartago contrata o general Espartano Xanthippus para organizar a defesa da cidade; o general é bem sucedido e derrota os romanos na batalha de Tunes. Os sobreviventes são evacuados para Roma, mas a frota onde são transportados é destruída por uma tempestade.
254 a.C. – Roma constrói nova frota de 140 navios de guerra.
253 a.C. – Os romanos organizam vários raides a cidades cartaginenses em África. Depois de um sucesso moderado, regressam a casa e a frota é novamente destruída pelas condições metereológicas.
251 a.C. – Início do cerco de Lilybaeum.
249 a.C. – Cartago vence a batalha de Drepana (a sua única vitória naval) e põe fim ao cerco de Lilybaeum. No mesmo ano Amílcar Barca consegue importantes vitórias na Sicília. Roma nomeia um ditador para lidar com a situação, que será Aulus Atilius Caiatinus.
248-242 a.C. – Combates esporádicos na Sicília; Roma constrói nova frota em 242.
241 a.C. – A 10 de Março ocorre a batalha das Ilhas Aegates (Ilhas Égadi); a vitória romana é decisiva e põe fim ao conflito, obrigando Cartago a aceitar condições de paz.